Aposta liberal

Com crises ou sem elas, o captalismo liberal continua a ser o melhor sistema.
alem disso estas crises fazem falta para limpar o sistema das gorduras.
liberalismo sem crises e sem falecias seria como cristianismo sem inferno.

[:cool:]

e a portugal bem que fazia falta um governo liberla durante ai duas decadas

Não sei se estou a perceber bem a questão, mas... não é suposto os defensores do sistema Liberal serem contrario a intervenção estatal nas questões económicas? "Deixar que os mercados sigam o seu rumo natural... que a intervenção Estatal só atrapalha..." defendem eles.


Não é suposto os Liberais serem contra os subsídios ou incentivos? Segundo eles (vocês): "distorcem o mercado..." Parece que os subsídios ou incentivos só são maus quando são para os outros...


Foram esses senhores que defendiam a alguns anos a Liberalização das economias como ferramenta para o progresso, como condição essencial para incluir um maior numero de pessoas na farra do capitalismo, um capitalismo que já era por si insustentável... o que aconteceu foi aquilo que muitos previram:


Acumulação de grande poder e riquezas nos privados (Neoliberalismo) com todas as consequências que disso advém: criaram a maior crise das ultimas décadas, maior desigualdade social de sempre, apesar dos alertas são também os responsáveis pelo eminente colapso energético, e quem diz energético diz económico... e são precisamente os primeiros a reclamar intervenção Estatal para resolver os problemas que eles mesmos criaram... com o: “reclamar a intervenção estatal” quero dizer: reclamar biliões para seus bolsos... para “relançar a economia” dizem eles... a treta das tretas...


É o que acontece quando interesses particulares detém o poder económico. E já se sabe quem detém o poder económico dita as regras do jogo.


E para finalizar parece-me obvio que uma economia saudável, com uma boa redistribuição das riquezas só será possível quando houver mais PMes, mais micro empresas, empresas familiares... em vez de continuarem a concentrar poder e riqueza em poucos, a incentivar as “praticas monopolistas” consequencia da liberalização, a raiz do mal.


Precisamos de um Estado forte, representado por uma “Democracia Participativa” onde TODOS os cidadãos sejam envolvidos no processo político, só assim os interesses da maioria prevalecera.
 
Last edited:
Realmente dou razão a um prof que dizia que os pensamentos brilhantes têm por consequência regras muito simples. [;)]

Como doutrina, todos vivemos, salvo honrosas excepções (Coreia Norte, Cuba ainda...) num sistema onde o Capital predomina e a Liberalização da sociedade é uma constante. Países ricos e países pobres. [:cool:]

Não vale a pena estar a gemer e a tossir sobre algo que nos está colado à pele.

Não vale a pena apregoar sobre as Empresas, quando mais de 90% do tecido empresarial mundial são de Micro Empresas. As PMEs estão no restante.

Vamos lá a alinhar as ideias como deve ser. [:D] [;)]
 
Realmente dou razão a um prof que dizia que os pensamentos brilhantes têm por consequência regras muito simples. [;)]

Como doutrina, todos vivemos, salvo honrosas excepções (Coreia Norte, Cuba ainda...) num sistema onde o Capital predomina e a Liberalização da sociedade é uma constante. Países ricos e países pobres. [:cool:]

Não vale a pena estar a gemer e a tossir sobre algo que nos está colado à pele.

Não vale a pena apregoar sobre as Empresas, quando mais de 90% do tecido empresarial mundial são de Micro Empresas. As PMEs estão no restante.

Vamos lá a alinhar as ideias como deve ser. [:D] [;)]

A pessima distribuição da riqueza é o "q" da questão.

Sabendo que:

Das 100 maiores economias do mundo 51 são empresas

Que a maior parte da riqueza e dos recursos mundiais esta concentrado em poucas familias, em quanto a maioria chupa no dedo... entre outras coisitas...

penso eu de que... algo esta muito mal e deve ser corrigido...

Vamos lá fazer contas como deve ser [:D]
 
A pessima distribuição da riqueza é o "q" da questão.

Sabendo que:

Das 100 maiores economias do mundo 51 são empresas

Que a maior parte da riqueza e dos recursos mundiais esta concentrado em poucas familias, em quanto a maioria chupa no dedo... entre outras coisitas...

penso eu de que... algo esta muito mal e deve ser corrigido...

Vamos lá fazer contas como deve ser [:D]
No fundo resume-se tudo a isto, a alimentação, a educação, a saúde, o ambiente, é tudo condicionado pelos interesses económicos de uns poucos.

Esta é a fonte do problema da economia mundial é isto que tem de ser resolvido.
 
Mas, como escrevi acima, depois de tudo o que os últimos meses nos mostraram, da manobras de bastidores, das tentativas para salvar empresas e bancos com o dinheiro dos contribuintes (nacionalizar para defender interesses de um punhado de accionistas, é normal e aceitável, nacionalizar para defender os interesses da população em geral, é diabólico :confused:).

Depois da conversa de que as pessoas vivem acima das suas possibilidades e pedem muitos empréstimos (quando na realidade as pessoas, pedem empréstimos, apenas, porque não tem vencimentos decentes), depois da conversa do peso excessivo do estado (quando um estado permissivo e a completa ausência de regulamentação e verificação, foram as causas desta crise), só me lembro de uma frase para descrever o radicalismo religioso de crença no liberalismo:

Aqueles que esquecem as lições da história estão condenados a repeti-la.
 
No fundo resume-se tudo a isto, a alimentação, a educação, a saúde, o ambiente, é tudo condicionado pelos interesses económicos de uns poucos.

Esta é a fonte do problema da economia mundial é isto que tem de ser resolvido.


Houve um tempo 15, 20 anos atras em que um indivíduo sobrevivia perfeitamente bem com um pequeno negocio, quem não se lembra dos mini-mercados, dos cafés, das tascas etc ? Houve um tempo em que uma pequena empresa dava o $uficiente para o dono construir a sua casita, comprar 1 ou 2 carros, sustentar a família toda, incluindo o cão, o gato, o periquito e o papagaio com bastante folga... agora só para manter um pequeno negocio é um drama... Podemos agradecer a liberalização da economia (Prostituição Estatal) que acabou por desproteger os mais frágeis da sociedade (a maioria) favorecendo as “praticas monopolistas” de uma minoria... O Estado ao serviço das elites.

Estamos entregues à bicharada. :(
 
Os Castros não fazem parte desse campeonato, na categoria dos pesos pesados temos por exemplo: a famila real britânica, a familia real da Espanha, a famila real da Arabia Saudita, familia Bush, etc.
Constou por aí que a família castro era dona de uma fortuna enorme.

Mas nunca se chegou a provar as afirmações da revista forbes.

"Desafio que provem o que disseram aqui", disse Castro, com um exemplar de "Forbes" na mão, num programa especial da televisão local, acompanhado por vários de seus ministros e altos funcionários do Partido Comunista de Cuba.

Em seu último número, "Forbes" atribuiu a Castro contas no exterior e uma suposta fortuna pessoal de US$ 900 milhões. Ele ocuparia o sétimo lugar entre os governantes e chefes de Estado mais ricos do mundo.

"Se eles provarem que eu tenho uma conta no exterior de US$ 900 milhões, ou de um dólar, eu renuncio agora a todas as funções que desempenho", afirmou Castro.

Durante o programa, o líder cubano se referiu à revista como um "libelo" e a seu diretor como um "bandido" e considerou a informação sobre sua suposta fortuna um "lixo" e uma "calúnia" orquestrada pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e pelas agências de espionagem americanas. O objetivo seria tirar a credibilidade do dirigente e da revolução cubana.

"Vamos ver que inventam", disse Castro, insistindo que "criaram uma mentira absoluta".

"Deixem de bobagens, procurem um testa-de-ferro, uma conta, um dólar", disse o líder cubano durante o programa, que durou cerca de quatro horas e meia.

"É ridículo me atribuir uma fortuna de US$ 900 milhões. Uma fortuna sem herdeiros", acrescentou Castro. Ele se perguntou para que poderia querer o dinheiro, agora que está prestes a completar 80 anos, se não quis antes, quando era mais jovem.

O presidente do Banco Central de Cuba, Francisco Soberón, que participou do programa, também atacou a informação da "Forbes", do ponto de vista econômico. O ministro da Cultura, Abel Prieto, citou uma longa lista de casos de manipulação de informações na imprensa internacional. Já o historiador Eusebio Leal lembrou o rosário de doações de Castro ao patrimônio cubano em quase cinco décadas de mandato.

A informação da revista é uma "mentira" que, segundo Soberón, se enquadra nas "ações obscuras que as agências de inteligência do Governo dos EUA têm promovido durante quase meio século com o pérfido objetivo de desacreditar" Cuba e seu maior dirigente, afirmou.

O presidente do Banco Central apontou o diretor da "Forbes" como um "colaborador incondicional" da família Bush e denunciou que as fórmulas utilizadas pela revista para calcular a fortuna de Castro são "grosseiras e ridículas".

Além disso, insistiu que na centralizada economia cubana "é totalmente impossível" a um dirigente dispor de contas pessoais no exterior. Ainda mais sendo "um líder irrepreensível" como Castro, disse.

Segundo Eusebio Leal, Castro doou a museus, instituições culturais e asilos cubanos cerca de 11.700 presentes recebidos de personalidades de 133 países desde que assumiu o poder, em janeiro de 1959.

Lapiseiras, relógios, espadas, presas de elefante, peles de animais, jóias, tapeçarias e tapetes são apenas uma parte das doações de Castro, segundo a apuração do historiador.

Castro critica "Forbes" e desafia Bush a provar suposta fortuna - 16/05/2006 - UOL Últimas Notícias
 
Os Castros não fazem parte desse campeonato,
...
Apenas referi Castro porque como estiveste lá, pelo menos a crer nas tuas histórias de proto-estudante de medicina, deves conhecê-lo. Pelo estado de miséria de Cuba, o dinheiro tem de sair para algum lado.
Tal como em outros Estados venerados aqui por alguns.

Porque pessoas ricas, sempre houve e não dá para sustentar 'teses' sobre os modelos económicos. Pessoas ricas em países onde a população vive na miséria, isso sim, já incomoda. Aí, já é capaz de haver exploração desenfreada.
 
"Aposta Liberal" ou "A era do pensamento único?"

"Aposta Liberal" ou "A era do pensamento único?"

Já todos conhecem o lobo mau, chama-se neoliberalismo selvagem (peço desculpa pela redundância mas é assim que se costuma dizer nas tabernas e nas associações de estudantes universitários), é contra ele que o estado deve lutar. Claro que este lobo mau que nos é vendido em todo o lado está pintado de forma a servir os interesses políticos do burgo europeu.

Dizem-nos que a culpa da crise é da desregulação dos mercados e da falta de intervenção estadual no sistema bancário. Esta versão simplificada vende mais jornais, mas na realidade oculta pormenores que não encaixam no puzzle: o que não é dito é que foi precisamente através da intervenção da reserva federal americana que os bancos começaram a correr riscos suicidas. Como? Para convenceancor os bs a colocarem mais dinheiro no mercado, estes foram incentivados através da fixação artificial de taxas de juros ridiculamente baixas. De forma análoga, foi concedida a protecção sobre as reservas dos bancos de forma a que estes jogassem as suas reservas no mercado. A acção governamental foi determinante para que os bancos tivessem a liberdade de arriscarem na oferta de empréstimos de retorno impossível. Em condições normais de mercado onde a responsabilidade do risco recaísse apenas e só sobre os bancos, a ponderação seria outra. A protecção governamental oferecida aos bancos terminou com uma total ausência de freios.

the visitor: A era do pensamento único
 
Mas, como escrevi acima, depois de tudo o que os últimos meses nos mostraram, da manobras de bastidores, das tentativas para salvar empresas e bancos com o dinheiro dos contribuintes (nacionalizar para defender interesses de um punhado de accionistas, é normal e aceitável, nacionalizar para defender os interesses da população em geral, é diabólico confused).

Nthor nthor nthor... tu e o liberalismo.... tu até és mais liberal do que julgas à partida! [:D]

Vamos lá a ver, isto não é assim tão confuso:

1 + 1 <> 3
1 + 1 = 2


O exercício pode ser simplificado a algo semelhante a isto:


Intervenção e Excessiva Regulamentação de Estado <> de Liberalismo
Não intervenção e Regulação do Estado em detrimento de mais Fiscalização = (ou mais parecido) Liberalismo.



Portanto quando dizes que "o estado salva empresas e bancos com o dinheiro dos contribuintes para defender interesses de um punhado de accionistas" isso meu caro é intervenção do estado, e mesmo que os accionistas e empresários fiquem todos contentes com tanta intervenção, as medidas são tudo menos Liberais! Ou achavas que o Liberalismo é tudo o que é feito para defender os interesses de empresários??? Não! O liberalismo, e podes-te rir à vontade, defende em última análise o interesse de todos através de um conjunto de regras e princípios sócio-económicos que têm de ser cumpridos, como a não intervenção do estado (doa a quem doer, mesmo que a empresários ou accionistas liberais, comunistas ou socialistas!!!) e uma maior e mais eficiente Fiscalização (Porque mais liberdade implica responsabilidade e responsabilização) para ser, Liberalismo!
 
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Nthor nthor nthor... tu e o liberalismo.... tu até és mais liberal do que julgas à partida! [:D]

Vamos lá a ver, isto não é assim tão confuso:

1 + 1 <> 3
1 + 1 = 2


O exercício pode ser simplificado a algo semelhante a isto:


Intervenção e Excessiva Regulamentação de Estado <> de Liberalismo
Não intervenção e Regulação do Estado em detrimento de mais Fiscalização = (ou mais parecido) Liberalismo.



Portanto quando dizes que "o estado salva empresas e bancos com o dinheiro dos contribuintes para defender interesses de um punhado de accionistas" isso meu caro é intervenção do estado, e mesmo que os accionistas e empresários fiquem todos contentes com tanta intervenção, as medidas são tudo menos Liberais! Ou achavas que o Liberalismo é tudo o que é feito para defender os interesses de empresários??? Não! O liberalismo, e podes-te rir à vontade, defende em última análise o interesse de todos através de um conjunto de regras e princípios sócio-económicos que têm de ser cumpridos, como a não intervenção do estado (doa a quem doer, mesmo que a empresários ou accionistas liberais, comunistas ou socialistas!!!) e uma maior e mais eficiente Fiscalização (Porque mais liberdade implica responsabilidade e responsabilização) para ser, Liberalismo!


Eu concordo quase integralmente consigo, há uma enorme falácia sobre o assunto. Do Francisco Louça, ao Sócrates ao Mário Soares, o liberalismo tem costas largas e é um saco de pancada para muitos. Liberalismo ou neoliberalismo (seja lá isso o que for) é culpado de todos os males, mas na verdade é a desculpa de muitas incompetências.

De qualquer forma disse que concordo com quase tudo, porque também acho que entre muitos culpados, haverá também alguma culpa (menor) que se pode considerar liberal, no sentido de deixar o mercado funcionar. Hoje em dia com a complexidade e engenharia financeira global, com as tecnologias e o volume de dados e dinheiro que circula em todo mundo a dado instante, com a multiplicação de produtos e serviços, parece-me que há alguma dificuldade em haver a devida regulação e vigilância pois chega-se ao ponto em que o mercado não consegue funcionar por si pois tem informação deficiente ou mesmo intencionalmente errada ou que não chega em tempo oportuno, coisas que nalgumas situações foram feitas a tão larga escala e em que a correcção do mercado acaba por ter um efeito devastador em milhares ou milhões de pessoas desprotegidas não por estupidez mas por nunca possuírem a devida informação para tomarem decisões correctas.

O caminho futuro terá que ser obviamente liberal, mas tendo atenção ao que referi, o socialismo não resolve nenhum dos problemas actuais, antes os vai piorar, biliões a serem gastos em todo o mundo são uma coisa assustadora com resultados potencialmente devastadores a longo prazo. Refira-se que os biliões são todos gastos em proteccionismo, pois nenhum país mete um tostão numa empresa que possa beneficiar outro país, metem o dinheiro nas empresas nacionais, e isso terá efeitos pesados em países como o nosso por exemplo, que já tem as exportações a caírem a pique.

Culpar o liberalismo em Portugal então é anedótico, nunca o peso do Estado foi tão grande como é hoje, não existe sequer um único partido liberal em Portugal, todos os nossos partidos são socialistas, mesmo os de direita. Portugal é um caso à parte, é um país com uma espécie de capitalismo de estado, em que as grandes empresas bancárias, energia e da construção, muitas quase em monopólio circulam em circuito fechado em redor do poder criando uma economia de mercado artificial, nem detida e controlada pelo Estado, nem aberta, livre e concorrencial.

Este ambiente que os trotskistas de serviço podem chamar as vezes que quiserem de neoliberal, nada tem de liberal. Vou dar um exemplo, que se repetiu muitas vezes no passado (PT, Galp, etc, etc). Em breve a ANA Aeroportos vai ser privatizada, e quem a comprar é que irá construir o novo aeroporto ficando a deter o monopólio nacional que existe hoje. Ora, para quê privatizar uma empresa para ela deter um monopólio ? Não faz qualquer sentido do ponto de vista liberal, as vantagens da privatização são anuladas pelo monopólio. Num país liberal a ANA seria privatizada mas o novo aeroporto seria construído por uma outra empresa candidata concorrendo com a outra. Nas últimas décadas muitos sectores foram "liberalizados" desta forma, mas são falsas ou defeituosas liberalizações.



Aproveito para deixar um artigo de opinião do Henrique Raposo no Expresso sobre este mesmo assunto:

Sim, sou liberal

A ignorância é atrevida, e, por isso, muitos lisboetas acham que eu já não posso ser liberal. A crise bancária, dizem estes videntes alfacinhas, deveria forçar todos os liberais a deixar de lado as ideias liberais. Esta opinião - que já ouvi mil vezes - revela que a actual crise está a recauchutar o velho antiliberalismo português. Neste ambiente demagógico, muita gente pensa que pode reduzir o 'liberal' a uma espécie de apêndice engravatado do 'fascista'. Lamento, mas um liberal não é um fascista que veste Armani. E, sim, continuo a ser um liberal à moda antiga.

Esta renovação do antiliberalismo está a produzir uma enorme falácia intelectual, que tem sido repetida até à exaustão por José Sócrates: a crise portuguesa, reza a falácia, foi causada pelo liberalismo; o "neoliberalismo", coitado, é o culpado da desgraça portuguesa. Só há um problema nesta tese neo-socrática: a realidade. Nos últimos 100 anos, nenhum governo português colocou em prática políticas liberais. Perante este facto, a pergunta é óbvia: como é que a culpa da nossa crise pode ser atribuída a algo que nunca existiu em Portugal? Alguém me explica este milagre da lógica?

Meus caros neo-socráticos, a crise no sistema bancário não representa a morte do liberalismo; esta crise determina, isso sim, o desaparecimento de um modo de vida assente no crédito barato. E este modo de vida, vamos lá ver se nos entendemos, foi partilhado por países liberais (EUA, Inglaterra) e por países socialistas (Portugal, França). Ou seja, esta crise foi provocada, em igual medida, pelo liberalismo e pelo socialismo democrático. Mais: o facto de o liberalismo perder vitalidade na "vida virtual" do sistema bancário não determina a falência do liberalismo ao nível da "vida real". Por outras palavras, a crise de Wall Street não significa a crise do liberalismo junto da Main Street. Um exemplo histórico comprova esta asserção: os suecos nacionalizaram - temporariamente - os bancos, mas liberalizaram o código de trabalho e o sistema de ensino.

Portugal deveria olhar para este exemplo nórdico. O nosso Estado, quando necessário, deve intervir na "vida virtual" dos bancos, mas essa intervenção na virtualidade bancária não retira legitimidade à seguinte ideia: Portugal precisa de reformas liberais no código de trabalho e no sistema de ensino. Portugal necessita de liberalismo na "vida real".

Sim, sou liberal - Expresso.pt
 
Nicenick revejo-me no teu post.


Apesar de me rever mais no Liberalismo (Austríaco) não sou inflexível e aceito sem qualquer problema intervenção do estado sempre que essa intervenção seja benéfica a uma maior eficiência de um mercado.

Por exemplo, já o tinha dito que acredito que se o estado vai regular, deve-o fazer de modo a ter sempre em conta a eficiência do mercado. No caso dos produtos financeiros, essa regulamentação deveria passar antes de mais em criar mecanismos de algum tipo para que se saiba o que realmente se está a adquirir e assim se puder avaliar o risco de uma aquisição (risco esse que é essencial que não seja desvirtuado pelo estado, como foi claramente nesta crise.). Tem de facto a ver com o problema da informação assimétrica.

Por exemplo, como liberal não me revejo no mercado de seguros de saúde dos EUA. É um mercado que de mercado só tem nome. Não funciona. Na realidade tem os mesmos defeitos que um estado grande e regulador tem sobre as economias. Nesta caso em forma de pesadas burocracias e pior que tudo, riscos disvirtuados pela quantidade de informação assimétrica que as companhias de seguros potenciam.

Em contrapartida, Singapura com intervenção estatal conseguiu ter dos melhores e mais eficientes sistemas de saúde do Mundo fazendo com que as pessoas possam optar entre ir a um médico privado ou do estado e possibilitando às mesmas a escolha de um tratamento sugerido, sempre com custos controlados e criando algo a que se aproxima de um mercado (os privados competem entre si e entre os do estado e as pessoas têm todas, à partida a mesma quantia para gastar e mais opções para escolher).

Assim como o sistema liberal de ensino nórdico. As escolas são na sua maioria do estado mas funcionam com autonomia do estado central! Têm liberade de despedir e contratar professores, têm liberdade de criar os seus próprios programas de ensino, gerem as suas receitas com autonomia do estado central etc etc. Ironicamente, as escolas do Estado Finlandesas são mais liberais que as nossas escolas Particulares.... e isso leva-nos ao nosso velho "fado"! Neste país, de uma maneira ou de outra, estamos condenados a ser iliberais... e talvez por isso sejamos tão irresponsáveis individualmente. Desconfia-se dos outros. Poucos são os que se sentem responsáveis e responsabilizantes. Mas já sabemos... a culpa do nosso iliberalismo é do liberalismo... enfim.
 
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Já todos conhecem o lobo mau, chama-se neoliberalismo selvagem (peço desculpa pela redundância mas é assim que se costuma dizer nas tabernas e nas associações de estudantes universitários), é contra ele que o estado deve lutar. Claro que este lobo mau que nos é vendido em todo o lado está pintado de forma a servir os interesses políticos do burgo europeu.

Dizem-nos que a culpa da crise é da desregulação dos mercados e da falta de intervenção estadual no sistema bancário. Esta versão simplificada vende mais jornais, mas na realidade oculta pormenores que não encaixam no puzzle: o que não é dito é que foi precisamente através da intervenção da reserva federal americana que os bancos começaram a correr riscos suicidas. Como? Para convenceancor os bs a colocarem mais dinheiro no mercado, estes foram incentivados através da fixação artificial de taxas de juros ridiculamente baixas. De forma análoga, foi concedida a protecção sobre as reservas dos bancos de forma a que estes jogassem as suas reservas no mercado. A acção governamental foi determinante para que os bancos tivessem a liberdade de arriscarem na oferta de empréstimos de retorno impossível. Em condições normais de mercado onde a responsabilidade do risco recaísse apenas e só sobre os bancos, a ponderação seria outra. A protecção governamental oferecida aos bancos terminou com uma total ausência de freios.

the visitor: A era do pensamento único

Se eu fosse como tu, e não soubesse que a origem do problema foram duas empresas estatais geridas por privados, que foram salvas com o dinheiro dos contribuintes ao serem nacionalizadas e do consequente desmoronar que um estado liberal não conseguiu conter...

Até era capaz de ir em cantigas como tu...


Nthor nthor nthor... tu e o liberalismo.... tu até és mais liberal do que julgas à partida! [:D]

Vamos lá a ver, isto não é assim tão confuso:

1 + 1 <> 3
1 + 1 = 2


O exercício pode ser simplificado a algo semelhante a isto:


Intervenção e Excessiva Regulamentação de Estado <> de Liberalismo
Não intervenção e Regulação do Estado em detrimento de mais Fiscalização = (ou mais parecido) Liberalismo.



Portanto quando dizes que "o estado salva empresas e bancos com o dinheiro dos contribuintes para defender interesses de um punhado de accionistas" isso meu caro é intervenção do estado, e mesmo que os accionistas e empresários fiquem todos contentes com tanta intervenção, as medidas são tudo menos Liberais! Ou achavas que o Liberalismo é tudo o que é feito para defender os interesses de empresários??? Não! O liberalismo, e podes-te rir à vontade, defende em última análise o interesse de todos através de um conjunto de regras e princípios sócio-económicos que têm de ser cumpridos, como a não intervenção do estado (doa a quem doer, mesmo que a empresários ou accionistas liberais, comunistas ou socialistas!!!) e uma maior e mais eficiente Fiscalização (Porque mais liberdade implica responsabilidade e responsabilização) para ser, Liberalismo!
Ui, estiveste a fazer almôndegas com a misturadora? [:)]


A confusão que aí vai [:D] [:D].

Isto é simples, um estado que fiscaliza e impõe regras, pode ser ou não excessivo, tudo depende do sistema politico vigente e da sua "inclinação".

Um estado que não fiscaliza e não intervêm, até se pode chamar Estado Novo, que não deixa de ser um estado liberal e muito "velho", por sinal.






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