As ordens são obrigatórias?

No meu caso em concreto, Ordem dos Engenheiros, a imagem que sempre me passou da Ordem é que estava formatada para Engenharia Civil: se queres assinar projectos de obras, pertences à Ordem e não bufas. Se estás num ambiente mais técnico ou industrial, a Ordem não te vale de nada nem quer saber de ti para nada.

O que é certo, é que estudei numa época (que foi há relativamente pouco tempo) em que fui assistindo a uma crescente pró-actividade dos estudantes em matérias ligadas às soft-skills, procura de emprego e desenvolvimento pessoal/profissional (lembro-me de, nos primeiros anos, participar em palestras e formações às moscas e que nos últimos enchiam ou tinham casas bem compostas), de assistir a uma crescente aproximação das empresas aos alunos e o que é certo é que nesse tempo todo nunca vi qualquer tipo de actividade ou esforço da OE em criar proximidade com os futuros engenheiros ou sequer de tentar divulgar junto de nós o que faz, quais as mais valias que pode trazer e porque todos deveriam ser membros da OE.
 
Pois, até podes dar... já que estão a criar ordens para tudo.
As que existiam ( duas ou três ) já eram consideradas meio que obsoletas, mas mesmo assim imprescindíveis. Agora inventar para tudo...
Têm que servir algum propósito. O inscrever e pagar só... não serve de nada.

Pois estão, noutro dia até estavam os taxistas a tentar meter os senhores da Uber na Ordem :D



(e agora, sair de fininho, sem olhar para ninguém...)
 
Em informática não conheço grandes detalhes, mas tem um colégio específico em cada uma das ordens (ordem dos engenheiros ou ordem dos engenheiros técnicos), logo é obrigatório estar inscrito em pelo menos numa das ordens para teres funções de responsabilidade em actos de engenharia informática definidos como tal na lei, podes actuar à vontade como programador, por exemplo, que não tem ordem profissional, desde que não faças nada que esteja numa destas leis sem ter o engenheiro respectivo para assinar.
Outra coisa é dizeres que és engenheiro informático, tal é proibido sem ter a respectiva cédula, quase de certeza absoluta que as leis que regulam as ordens dos engenheiros proíbem de invocares ser engenheiro.

Um licenciado em engenharia informática não pode dizer que é engenheiro?

Penso que as ordens não atribuem graus académicos, só instituições de ensino...
 
Em informática não conheço grandes detalhes, mas tem um colégio específico em cada uma das ordens (ordem dos engenheiros ou ordem dos engenheiros técnicos), logo é obrigatório estar inscrito em pelo menos numa das ordens para teres funções de responsabilidade em actos de engenharia informática definidos como tal na lei, podes actuar à vontade como programador, por exemplo, que não tem ordem profissional, desde que não faças nada que esteja numa destas leis sem ter o engenheiro respectivo para assinar.
Outra coisa é dizeres que és engenheiro informático, tal é proibido sem ter a respectiva cédula, quase de certeza absoluta que as leis que regulam as ordens dos engenheiros proíbem de invocares ser engenheiro.

Posso-te dizer com toda a segurança que existem empresas grandes (+5000 empregados) de informática e nenhum pertence a ordem.


Não existe NADA no ramo da informática que implique ser necessário pertencer a qualquer ordem que seja para assinar o papel que seja.

A ordem serve para os de civil e pouco mais.
 
No meu caso em concreto, Ordem dos Engenheiros, a imagem que sempre me passou da Ordem é que estava formatada para Engenharia Civil: se queres assinar projectos de obras, pertences à Ordem e não bufas. Se estás num ambiente mais técnico ou industrial, a Ordem não te vale de nada nem quer saber de ti para nada.

O que é certo, é que estudei numa época (que foi há relativamente pouco tempo) em que fui assistindo a uma crescente pró-actividade dos estudantes em matérias ligadas às soft-skills, procura de emprego e desenvolvimento pessoal/profissional (lembro-me de, nos primeiros anos, participar em palestras e formações às moscas e que nos últimos enchiam ou tinham casas bem compostas), de assistir a uma crescente aproximação das empresas aos alunos e o que é certo é que nesse tempo todo nunca vi qualquer tipo de actividade ou esforço da OE em criar proximidade com os futuros engenheiros ou sequer de tentar divulgar junto de nós o que faz, quais as mais valias que pode trazer e porque todos deveriam ser membros da OE.

Exactamente, a ordem dos engenheiros diz ZERO a um engenheiro informático.

E quando ao segundo ponto, a Ordem dos Engenheiros veio a minha universidade fazer uma palestra e não conseguiu mencionar numa hora e tal de palestra uma vantagem que fosse para um informático pertencer a ordem para além de descontos do inatel.

Aliás, deu-me a parecer que o homem já estava mais do que resignado de palestras anteriores em que lhe puseram a mesma questão e não existiam argumentos que o salvassem.

Escusado será dizer que nos anos seguintes nunca mais a Ordem dos Engenheiros veio dar palestras ao polo de informática
 
Posso-te dizer com toda a segurança que existem empresas grandes (+5000 empregados) de informática e nenhum pertence a ordem.


Não existe NADA no ramo da informática que implique ser necessário pertencer a qualquer ordem que seja para assinar o papel que seja.

A ordem serve para os de civil e pouco mais.

Colocaram um link na primeira pagina com um decreto Lei que define os actos do engenheiros informáticos.
A Lei existe... Pode até não ser cumprida mas existe...
 
a engenharia informática é uma área que por si só é disruptiva e inovadora, logo não se compadece com estas parvoíces arcaicas de Ordens e reguladores boçais.

quanto a vários comentários que vi por aí a dizer que os engs informáticos só não estão na Ordem porque não atingiram ainda o nível certo de responsabilidades e competência, nem vou comentar porque é hilariante [:D]

por incrível que pareça, há mais vida para além dos gabinetes do Estado - há gigantes tecnológicos onde se constroem projectos e produtos enormes que impactam a vida de MILHÕES de pessoas, e que custam igualmente MILHÕES de euros, logo para quem lidera equipas, projectos e programas nestas empresas, o nível de responsabilidade é enorme. Projectos a esta escala não têm qualquer comparação com o sistema de informação do ministério XXX construído com tecnologias obsoletas por técnicos que têm a inscrição na Ordem ([:D]) mas que não passariam do átrio de uma gigante multinacional.

mas continuem a achar que no mundo real, os títulos, os autocolantes da Ordem, valem mais do que o mérito e a competência, que vão longe. Mas eu percebo perfeitamente que, tal como na alegoria de Platão, quem está dentro da caverna ache sempre que não há mais nada lá fora.
 
Quem não esteja inscrito na ordem dos contabilistas certificados não pode assinar contabilidades. Há 30 ou 40 anos não era assim, agora é. É a vida!

As pessoas não pertencem às ordens porque dá pinta, da "style", as pessoas pertencem às ordens porque têm de pôr comida na mesa.
 
Quem não esteja inscrito na ordem dos contabilistas certificados não pode assinar contabilidades. Há 30 ou 40 anos não era assim, agora é. É a vida!

As pessoas não pertencem às ordens porque dá pinta, da "style", as pessoas pertencem às ordens porque têm de pôr comida na mesa.


não disse o contrário. É mais uma camada burocrática e regulatória a asfixiar a livre iniciativa. Não disse para as pessoas deixarem de pertencer, apenas para questionarem a sua real utilidade e quem realmente beneficia destes orgãos corporativos supérfluos.

a conversa do "é assim porque sempre foi assim, e não funciona de outra maneira" é que me faz um bocado de espécie. Lá por o Estado ser kafkiano não significa que não se possa mudá-lo.
 
Boa tarde a todos.

Criei este tópico porque ontem em conversa com amigos, disseram-me que era obrigatória a inscrição nas ordens para o exercício das respetivas profissões.

A minha questão é se isto corresponde à verdade?

Mais especificamente eu só sou Engenheiro se pertencer à ordem?

Neste caso concreto, o que foi falado foi a questão da ordem dos psicólogos, que como é recente, (penso 2008), levantou uma série de questões.

Então quem já era psicólogo?

E quem era formado em Psicologia mas não exercia antes da existência da ordem?

Referiram que o Ordem obrigava a todos os licenciados em Psicologia que já tinham realizado um estágio na licenciatura, a realizar outro estágio, para poder ser membro da Ordem.

Isto é legal?

A minha questão é se as Ordens podem obrigar alguém a pertencer à mesma e por conseguinte pagar cotas e inclusivamente se a pessoa não acatar, negar-lhe o acesso à profissão?

Consulta o BTE DR 171 de 4 de Setembro de 2008, mais concretamente a Lei 57/2008 que cria a OPP e aprova os seus estatutos.

Supostamente a Ordem serve para regular a profissão, tarefa até então entregue a vários ministérios.

Quando foi criada, os profissionais com experiência profissional comprovada no ramo com pelo menos creio (não tenho a certeza já...) 18 meses.

Para todos os outros o estágio profissional é obrigatório.

É tudo legal...


Cump.
 
Last edited:
Eu estou inscrito na minha ordem, pago 190€ ano e sou obrigado a estar inscrito para poder subscrever projectos.

O engraçado é que se sou Profissional Liberal e pagar os 190€ ano, não os posso meter no IRS... Se for trabalhar dependente, já os posso meter. :sh)

E é assim portugal...
 
não disse o contrário. É mais uma camada burocrática e regulatória a asfixiar a livre iniciativa. Não disse para as pessoas deixarem de pertencer, apenas para questionarem a sua real utilidade e quem realmente beneficia destes orgãos corporativos supérfluos.

a conversa do "é assim porque sempre foi assim, e não funciona de outra maneira" é que me faz um bocado de espécie. Lá por o Estado ser kafkiano não significa que não se possa mudá-lo.

Nunca foi assim.
Agora que andam a inventar ordens para tudo.
Já se questionavam as que "existiam" ( dos advogados, médicos), que até se conseguem justificar, agora inventam mais...
Por ex. na dos advogados não se asfixia livre iniciativa , um lic em direito não está preparado para exercer advocacia logo no dia a seguir. Tem que se formar, passar por um estágio \ formação - podia ser numa escola, sem ordem, sim... mas não é. As faculdades de direito não formam advogados nem juízes... apenas ensinam direito... não existe nenhuma vertente prática, nem estágio. Só na ordem - formação para advogado, ou no CEJ /juiz, proc.
E vai-se justificando assim e assado, outras não sei como funcionam.
 
a engenharia informática é uma área que por si só é disruptiva e inovadora, logo não se compadece com estas parvoíces arcaicas de Ordens e reguladores boçais.

quanto a vários comentários que vi por aí a dizer que os engs informáticos só não estão na Ordem porque não atingiram ainda o nível certo de responsabilidades e competência, nem vou comentar porque é hilariante [:D]

por incrível que pareça, há mais vida para além dos gabinetes do Estado - há gigantes tecnológicos onde se constroem projectos e produtos enormes que impactam a vida de MILHÕES de pessoas, e que custam igualmente MILHÕES de euros, logo para quem lidera equipas, projectos e programas nestas empresas, o nível de responsabilidade é enorme. Projectos a esta escala não têm qualquer comparação com o sistema de informação do ministério XXX construído com tecnologias obsoletas por técnicos que têm a inscrição na Ordem ([:D]) mas que não passariam do átrio de uma gigante multinacional.

mas continuem a achar que no mundo real, os títulos, os autocolantes da Ordem, valem mais do que o mérito e a competência, que vão longe. Mas eu percebo perfeitamente que, tal como na alegoria de Platão, quem está dentro da caverna ache sempre que não há mais nada lá fora.

Exacto, está a custar-lhes perceber que a ordem não serve para nada no caso dos engenheiros informáticos.

"Ai mas precisa de haver um para assinar papel de projectos"

Se calhar não percebem que hoje uma empresa pode criar uma aplicação enorme (como por exemplo uma igual a uber mas para os taxistas nacionais) que não era preciso nenhum engenheiro informático pertencente à ordem para assinar o que quer que seja.


O Bill Gates are podia ter nascido em Portugal e criado aqui o Windows que nunca precisaria de pertencer a ordem para fazer todos os produtos que fez até agora.

Eles bem tentaram, e até podem continuar a criar as leis que quiserem, que nunca vão conseguir tocar nesta área do mercado
 
Na Ordem dos Engenheiros só se inscrevia quem assinava projetos. Por isso durante muitos anos a larga maioria de pessoas na Ordem dos Engenheiros era de Civil.

Mecânica, Eletrotécnica, Química, Informática, ..., trabalhavam na indústria e não estavam inscritos nem as Administrações das empresas ligavam para isso.
 
a engenharia informática é uma área que por si só é disruptiva e inovadora, logo não se compadece com estas parvoíces arcaicas de Ordens e reguladores boçais.

quanto a vários comentários que vi por aí a dizer que os engs informáticos só não estão na Ordem porque não atingiram ainda o nível certo de responsabilidades e competência, nem vou comentar porque é hilariante [:D]

por incrível que pareça, há mais vida para além dos gabinetes do Estado - há gigantes tecnológicos onde se constroem projectos e produtos enormes que impactam a vida de MILHÕES de pessoas, e que custam igualmente MILHÕES de euros, logo para quem lidera equipas, projectos e programas nestas empresas, o nível de responsabilidade é enorme. Projectos a esta escala não têm qualquer comparação com o sistema de informação do ministério XXX construído com tecnologias obsoletas por técnicos que têm a inscrição na Ordem ([:D]) mas que não passariam do átrio de uma gigante multinacional.

mas continuem a achar que no mundo real, os títulos, os autocolantes da Ordem, valem mais do que o mérito e a competência, que vão longe. Mas eu percebo perfeitamente que, tal como na alegoria de Platão, quem está dentro da caverna ache sempre que não há mais nada lá fora.

Qualquer engenharia consegue ser é por natureza disruptiva e inovadora, mas isso por si só não é desculpa para uma pessoa não estar inscrita na OE.

Podemos questionar o papel da OE, como é cumprido, etc. Mas estar inscrito na OE não te impede de ser disruptivo e inovador. Apenas é um (suposto) garante de que exerces a tua profissão de maneira ética. Só isso. Agora, se és engenheiro a fazer business as usual ou a inventar a next big thing, isso é contigo.
 
Tudo isto pelo papel que desempenham ( e como) as Ordens e como comunicam com o exterior.

O caso dos engenheiros civis aquando da implementação de Bolonha foi bem demonstrativo do feudo que pretendem ser. A última preocupação desses senhores são as competências técnicas, a ética e a deontologia.

Vale tudo para sacar mais umas quotas anuais, como se viu nesse vergonhoso episódio entre OE e OET.[:vm)]
 
Eu estou inscrito na minha ordem, pago 190€ ano e sou obrigado a estar inscrito para poder subscrever projectos.

O engraçado é que se sou Profissional Liberal e pagar os 190€ ano, não os posso meter no IRS... Se for trabalhar dependente, já os posso meter. :sh)

E é assim portugal...

Pois não, caso estejas no regime simplificado. Senão estaria a deduzir a mesma despesa "duas vezes". No regime simplificado só pagas impostos sobre 75% dos rendimentos, sendo os restantes 25% deduzidos pelas despesas necessárias à obtenção do rendimento.

Se fores trabalhador independente e optares por contabilidade organizada, já terás mais flexibilidade para muitas despesas, principalmente se tendencialmente elas ultrapassam 25% do rendimento.
 
Nunca foi assim.
Agora que andam a inventar ordens para tudo.
Já se questionavam as que "existiam" ( dos advogados, médicos), que até se conseguem justificar, agora inventam mais...
Por ex. na dos advogados não se asfixia livre iniciativa , um lic em direito não está preparado para exercer advocacia logo no dia a seguir. Tem que se formar, passar por um estágio \ formação - podia ser numa escola, sem ordem, sim... mas não é. As faculdades de direito não formam advogados nem juízes... apenas ensinam direito... não existe nenhuma vertente prática, nem estágio. Só na ordem - formação para advogado, ou no CEJ /juiz, proc.
E vai-se justificando assim e assado, outras não sei como funcionam.

Tens o exemplo dos jornalistas, que não têm ordem (penso que o enquadramento é difícil devido a algumas liberdades e garantias próprias da profissão) e que para serem profissionais basta realizarem um estágio.
 
a engenharia informática é uma área que por si só é disruptiva e inovadora, logo não se compadece com estas parvoíces arcaicas de Ordens e reguladores boçais.

quanto a vários comentários que vi por aí a dizer que os engs informáticos só não estão na Ordem porque não atingiram ainda o nível certo de responsabilidades e competência, nem vou comentar porque é hilariante [:D]

(...)

mas continuem a achar que no mundo real, os títulos, os autocolantes da Ordem, valem mais do que o mérito e a competência, que vão longe. Mas eu percebo perfeitamente que, tal como na alegoria de Platão, quem está dentro da caverna ache sempre que não há mais nada lá fora.

O mundo real certo não existe... Cada qual interpreta o mundo de uma forma diferente e pessoal conforme as experiências que tem.
Nos países desenvolvidos como os EUA existem milhares ordens (ou organizações profissionais) para a mesma profissão e as pessoas inscrevem-se a participam de forma activa sem dramas...

Se um Engº informático acha que não precisa de se inscrever, qual é o problema? Nenhum, segue o seu caminho e está o assunto resolvido.

Para especialidade como a informática a inscrição num ordem é um sinal de que o profissional consegue ver um pouco mais além do que o óbvio e tem necessidades especiais. Por isso afirmo que geralmente inscrevem-se pessoas com perfil sénior com elevados níveis de responsabilidades não só no público como no privado.

A maior parte dos Engº Inf. inscritos nem são do sector público contrariamente ao que pensas. São da banca, das seguradoras e das multinacionais.

As preocupações deles ( não são as tuas certamente por enquanto...) prendem-se com a Legislação referente a coisas como a protecção de dados com a ética no manuseamento dos dados, com a defesa da propriedade intelectual no software, com modernização das infraestruturas tecnológicas e licenciamentos e tb com motivações pessoais de participação activa na sociedade e na tentativa de apoiar o legislador na elaboração de legislação. Isto para além das coisas mais básicas ligadas ao exercício da profissão.
O mundo da informática não pára nem começa numa multinacional com matraquilhos e flippers em frente ao computador a bater tecla ( com o devido respeito)...

As pessoas evoluídas e preocupadas com o futuro organizam-se em grupos. As outras ficam foram e criticam... Sempre foi e sempre será assim.
 
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