As ordens são obrigatórias?

tu estás a falar em lobbies para influenciar decisões políticas. As grandes empresas fazem-no perfeitamente sem precisarem de Ordens. Criam elas próprias grupos de interesses com representantes de cada uma, que por sua vez influenciam decisões políticas na sua esfera de acção.

vai uma ENORME distância entre isto e obrigar TODOS os profissionais de uma área a pagarem a dízima, anualmente, para terem acesso à profissão. Especialmente quando esse grupo corporativo não lhes traz qualquer vantagem.
 
Um licenciado em engenharia informática não pode dizer que é engenheiro?

Penso que as ordens não atribuem graus académicos, só instituições de ensino...
Pode dizer que é licenciado, o grau académico é a licenciatura não engenheiro, podes até especificar o curso que é curso é engenharia informática, licenciado em engenharia informática. Mas não pode dizer que és engenheiro, nem engenheiro técnico que é um título profissional, porque quase de certeza que está proibido nas leis das duas ordens.
 
Tens o exemplo dos jornalistas, que não têm ordem (penso que o enquadramento é difícil devido a algumas liberdades e garantias próprias da profissão) e que para serem profissionais basta realizarem um estágio.
Mas estão limitados se não estiverem inscritos Comissão da Carteira Profissional de Jornalistas.
 
E de bradar aos céus o facto de dizerem aqui que é preciso estar na ordem para poder exercer uma certa profissão.


Eu por exemplo, tirei um curso em que é aprovado pela Ordem dos Engenheiros, e como tal se me quiser juntar a ordem basta fazer a inscrição. Não preciso de realizar qualquer exame de admissão.

Basicamente passa a ser isto:

" Não estas na ordem? Não és engenheiro"

" pagas a quota da OE? Então és engenheiro"

Basicamente só posso ser engenheiro segundo alguns aqui, se pagar as quotas.

Espero que não comecem a criar Ordem dos Pais ou algo parecido, senão quem quiser ser pai tem de pertencer a ordem.

Isto porque ser Pai não é fácil, e preciso ética e saber moldar um ser humano, etc

Se calhar estou a ter uma ideia de milhões agora :D
 
Colocaram um link na primeira pagina com um decreto Lei que define os actos do engenheiros informáticos.
A Lei existe... Pode até não ser cumprida mas existe...
Uma lei só faz sentido existir se tiver sentido prático, ou seja, seja fácil de aplicar e de controlar Se não é, não valerá de muito existir...
 
A questão das ordens vai depender da experiência de cada um....a minha serve vários propósitos a maioria pouco ou nada tem a ver com a defesa da profissão que representam, recheada de pessoas profissionalmente medíocres virados para a política e cujo único interesse aparente são arranjinhos e cotas em dia.

Quando têm questionários e feedbacks negativos até mais não, com uma opinião geral dos associados que não ouvem, nem querem ouvir, não é um Ordem, é só mais um (grande) poleiro político como tantos outros neste país
 
E de bradar aos céus o facto de dizerem aqui que é preciso estar na ordem para poder exercer uma certa profissão.

Acho que tens ainda que concluir rodagem da vida adulta, reflectir sobre o assunto, aprender com as experiências de vida, interagir com pessoas etc É todo um caminho que as pessoas fazem entre a fase da rebeldia até chegar a um nível de entendimento mais maduro sobre o mundo...

Porque é que existem organizações entre pares? Qual a fundamentação histórica que justifica a criação destas organizações? Em que é que tu podes contribuir para melhorar o sistema?

Acho que deves levantar a tua âncora da questão das cotas! O foco não deve ser esse... É claro que é dinheiro, é claro que custa a dar e é claro que, em certos casos, são exageradas. Mas o aspecto financeiro é redutor se pensares um pouco sobre o que leva as pessoas a criarem organizações entre pares.

É um convite que te deixo: pensar e reflectir antes de escrever e formar opinião.

O 1º passo: inscreve-te na ordem e procura entender como funciona participando nela. E depois: decides. Vale a pena, não vale, é mau para a sociedade, é bom. etc.

Criticar sem conhecer não fica bem a ninguém.
 
Tudo isto pelo papel que desempenham ( e como) as Ordens e como comunicam com o exterior.

O caso dos engenheiros civis aquando da implementação de Bolonha foi bem demonstrativo do feudo que pretendem ser. A última preocupação desses senhores são as competências técnicas, a ética e a deontologia.

Vale tudo para sacar mais umas quotas anuais, como se viu nesse vergonhoso episódio entre OE e OET.[:vm)]


Outra que não percebo, tu já olhaste sequer para o currículo de um curso e de outro (Eng. Civil pré e pós bolonha)? As diferenças são gritantes e embora me custe a engolir ter de pagar 120€ todos os anos só para que me passem um papel a dizer que estou apto para isto e para aquilo, achei bem que eles tivessem metido travão nisso, embora a maior parte das empresas tenha começado a filtrar por eles os engenheiros. É que não há maneira nenhuma que nem tu nem ninguém me convença a mim e muitos outros que um gajo que só tem uma cadeira de betão, estruturas metálicas nem vê-las (nos 3 primeiros anos) esteja habilitado para andar a assinar projectos como os outros que fizeram os 5 anos ou fazem.

Quanto aos engenheiros técnicos sempre discordei que lhes fizessem a vida negra, acho até que são as pessoas mais indicadas para obra. Para projecto, eh pá não, pelo menos os que já me passaram pelas mãos e não foram poucos.
 
As ordens são obrigatórias?

Acho que tens ainda que concluir rodagem da vida adulta, reflectir sobre o assunto, aprender com as experiências de vida, interagir com pessoas etc É todo um caminho que as pessoas fazem entre a fase da rebeldia até chegar a um nível de entendimento mais maduro sobre o mundo...

Porque é que existem organizações entre pares? Qual a fundamentação histórica que justifica a criação destas organizações? Em que é que tu podes contribuir para melhorar o sistema?

Acho que deves levantar a tua âncora da questão das cotas! O foco não deve ser esse... É claro que é dinheiro, é claro que custa a dar e é claro que, em certos casos, são exageradas. Mas o aspecto financeiro é redutor se pensares um pouco sobre o que leva as pessoas a criarem organizações entre pares.

É um convite que te deixo: pensar e reflectir antes de escrever e formar opinião.

O 1º passo: inscreve-te na ordem e procura entender como funciona participando nela. E depois: decides. Vale a pena, não vale, é mau para a sociedade, é bom. etc.

Criticar sem conhecer não fica bem a ninguém.

A engenharia informática apenas começou a ter um grande fluxo de alunos no início deste século, por isso nem podes falar do facto de maturidade dado que grande parte dos informáticos que trabalham em Portugal na área terem menos de 20 anos de trabalho.

Desses todos quase nenhuns pertencem a ordem ( facto comprovado pelo número de associados que tem de informática com o número de trabalhadores existentes ) mesmo os mais seniores, o que invalida logo o teu suposto "facto" de pensares que os "mais maduros" inscrevem-se na ordem.

Aqui o que custa engolir e aceitar e o facto de a ordem ser completamente obsoleta e ignorada totalmente pelos informáticos, bem tentaram colocar leis que não podiam tratar-se por engenheiros mas ninguém quis saber / ligou a isso.

Volto a repetir, não existe NENHUMA vantagem em ser informática e estar na ordem, a não ser os descontos do inatel.

Claro que isso custa imenso a engolir a alguns.

Mas antes de te armares em adulto, vai ao Google e pesquisa sobre ordem dos engenheiros e a informática, e vês que até a própria ordem desistiu porque é uma batalha que simplesmente não tem capacidade para ganhar.

E não, não me vou inscrever na ordem, não sou idiota para gastar dinheiro em algo que não me traz qualquer vantagem.
 
Tens o exemplo dos jornalistas, que não têm ordem (penso que o enquadramento é difícil devido a algumas liberdades e garantias próprias da profissão) e que para serem profissionais basta realizarem um estágio.

São profissões diferentes. Claro que para se exercer por ex. advocacia são necessários exames, estágio e tudo mais.
Era uma alegria.
 
E de bradar aos céus o facto de dizerem aqui que é preciso estar na ordem para poder exercer uma certa profissão.


Eu por exemplo, tirei um curso em que é aprovado pela Ordem dos Engenheiros, e como tal se me quiser juntar a ordem basta fazer a inscrição. Não preciso de realizar qualquer exame de admissão.

Basicamente passa a ser isto:

" Não estas na ordem? Não és engenheiro"

" pagas a quota da OE? Então és engenheiro"

Basicamente só posso ser engenheiro segundo alguns aqui, se pagar as quotas.

Espero que não comecem a criar Ordem dos Pais ou algo parecido, senão quem quiser ser pai tem de pertencer a ordem.

Isto porque ser Pai não é fácil, e preciso ética e saber moldar um ser humano, etc

Se calhar estou a ter uma ideia de milhões agora :D
Precisamente. As Ordens Profissionais transformaram-se numa forma de ganhar dinheiro e grupos de interesses para fazer lobbying.

Não admira o desfasamento enorme que nos separa de outros países em que as OP, são o garante de excelência das profissões pelos critérios elevados da formação académica.
 
...
" Não estas na ordem? Não és engenheiro"
...
Exactamente, nem sequer podes dizer que és engenheiro, estive a confirmar no caso especifico dos engenheiros e apareceu isto:

Lei 123 de 2015 que altera Decreto-Lei 119 de 1992
Artigo 6 - Membros
Sem prejuízo do disposto no artigo 9º (+-engenheiros e similares de outros estados membros), a atribuição do título, o seu uso e o exercício da profissão de engenheiro dependem de inscrição como membro efetivo da Ordem, seja de forma liberal ou por conta de outrem, e independentemente do setor público, privado, cooperativo ou social em que a actividade seja exercida.


...
" pagas a quota da OE? Então és engenheiro"
...
Tens que pagar e ser membro efectivo, pagar as quotas só por si não basta.
 
Isso vem da gerações anteriores que gostam muito da ostentação e ter "Engº" antes do nome contava muito para o status quo.

Na informática, ninguém quer saber disso, alias já conheci centenas de pessoas na área e nunca ninguém se auto-intitulou de Engenheiro Informático. Não existe sequer uma posição na área chamada "Engenheiro Informático", existem sim por exemplo: junior/senior developer, tester, consultor, web developer, java developer, etc
 
Desses todos quase nenhuns pertencem a ordem ( facto comprovado pelo número de associados que tem de informática com o número de trabalhadores existentes ) mesmo os mais seniores, o que invalida logo o teu suposto "facto" de pensares que os "mais maduros" inscrevem-se na ordem.

Esta mesmo a falar da tua maturidade e não de todos.

A forma como te expressas sobre o tema é o que está vista: espingardamento à fartatzana: argumentação nula.

Volto a repetir, não existe NENHUMA vantagem em ser informática e estar na ordem,

Claro que isso custa imenso a engolir a alguns.

Para ti não tem para outros pode ter. O mundo não acaba nem começa em ti... Depende do trabalho das pessoas, dos seus interesses e da sua posição tb.
Eu entendo perfeitamente que a OE nao tenha muito interesse para junior/senior developer, tester, consultor, web developer, java developer, etc mas, o mundo da informática é mais que isso. Não é?


E não, não me vou inscrever na ordem, não sou idiota para gastar dinheiro em algo que não me traz qualquer vantagem.

Está certo, então passas ao lado e não comes. Não precisas de fazer um drama de indignação à volta do tema. Ng te obriga a nada...
 
Isso vem da gerações anteriores que gostam muito da ostentação e ter "Engº" antes do nome contava muito para o status quo.

Não gostam do termo mas qd criaram os primeiros cursos ( e os seguintes) o termo "engenheiro" lá ficou, não é?? Pois é ... Uma chatice não querem ser engenheiros mas alterar os nome dos cursos: tá quieto , já não convém.[:D]

E sim eu não sou um grande apoiante do termo engenheiro aplicado a informáticos mas tolero... Engenheiro é outra coisa diferente na minha concepção arcaica da profissão.

Mas se querem ser engenheiros então que sigam as mesmas regras que os outros que existem há bem mais de 100 anos ( mal ou bem)...

A alternativa é serem felizes com o que são: developers e outras cenas acabadas em "er"[:cool:][:D]. Liberdade acima de tudo...
 
Não gostam do termo mas qd criaram os primeiros cursos ( e os seguintes) o termo "engenheiro" lá ficou, não é?? Pois é ... Uma chatice não querem ser engenheiros mas alterar os nome dos cursos: tá quieto , já não convém.[:D]

E sim eu não sou um grande apoiante do termo engenheiro aplicado a informáticos mas tolero... Engenheiro é outra coisa diferente na minha concepção arcaica da profissão.

Mas se querem ser engenheiros então que sigam as mesmas regras que os outros que existem há bem mais de 100 anos ( mal ou bem)...

A alternativa é serem felizes com o que são: developers e outras cenas acabadas em "er"[:cool:][:D]. Liberdade acima de tudo...

O termo engenheiro não ficou lá. O termo engenharia é que ficou.

Eu também tenho um curso de engenharia e não me vou inscrever na ordem. Nunca me passou sequer pela cabeça até porque a ordem não disponibiliza a especialidade do meu curso. Eu tirei engenharia aeroespacial e teria de me inscrever ou como engenheiro mecânico ou electrotécnico e não sou nenhum dos dois. A única diferença real é que não posso dizer que sou engenheiro, sou Mestre em engenharia.
 
Não gostam do termo mas qd criaram os primeiros cursos ( e os seguintes) o termo "engenheiro" lá ficou, não é?? Pois é ... Uma chatice não querem ser engenheiros mas alterar os nome dos cursos: tá quieto , já não convém.[:D]

E sim eu não sou um grande apoiante do termo engenheiro aplicado a informáticos mas tolero... Engenheiro é outra coisa diferente na minha concepção arcaica da profissão.

Mas se querem ser engenheiros então que sigam as mesmas regras que os outros que existem há bem mais de 100 anos ( mal ou bem)...

A alternativa é serem felizes com o que são: developers e outras cenas acabadas em "er"[:cool:][:D]. Liberdade acima de tudo...

Não me choca o serem engenheiros de nome por cá até porque há muitas cadeiras comuns, mas é um facto que lá fora aquilo a que chamamos engenharia informática eles chamam de "computer science" enquanto o resto das engenharias são "qualquer coisa" engineering".
 
O termo engenheiro não ficou lá. O termo engenharia é que ficou.

A única diferença real é que não posso dizer que sou engenheiro, sou Mestre em engenharia.

Sinceramente é muito mais bonito! Master!!

[:D]

Falando a sério:

O Pastis tem a razão do seu lado.
No entanto o erro vem logo dentro das faculdades. Nos cursos de engenharia não é habitual existir uma qualquer cadeira de ética para engenheiros. Ou algo do género e de cariz mais "social". Por isso é que há por aí cada tamanco de engenheiro que só visto.

Como se isso não bastasse, as Ordens não fazem um esforço de passar a mensagem, ou seja, resguardam-se na obrigatoriedade e isso basta-lhes. Não devia ser assim, eles deviam tentar passar a mensagem que o Pastis tentou passar aqui no tópico, mas nada.

Mas o pecado original vem das faculdades.
 
Isso vem da gerações anteriores que gostam muito da ostentação e ter "Engº" antes do nome contava muito para o status quo.
por acaso até acho que é ao contrário. Nunca como agora (tenho 51 anos) vi tanta gente a querer ser eng. dr. etc. A vontade é tanta que até aldrabam os percursos académicos!
 
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