As praxes deviam ser proibidas?

As praxes deviam ser proibidas?

  • Sim, as praxes devem ser proibidas

    Votos: 38 38,8%
  • devem ser combatidas, mas não proibidas

    Votos: 4 4,1%
  • devem apenas ser regulamentadas e vigiadas

    Votos: 31 31,6%
  • deixemos os estudantes em autoregulamentação

    Votos: 15 15,3%
  • devem ser promovidas

    Votos: 10 10,2%
  • não sei, não vi, não estava lá, outras hipóteses

    Votos: 0 0,0%

  • Total de eleitores
    98
Defendo uma praxe verdadeiramente integrante, de bom gosto, com bom humor e que jamais humilhe o caloiro.

É esse o propósito de existência da praxe.
 
Se as praxes devem ser proibidas? Não. É um acto de livre-arbítrio, só vai quem quer.

Então devem ser permitidas praxes violentas/degradantes/ofensivas? Não, devem estar ao coberto da lei do direito à integridade física e do respeito.

Se são positivas? Podem ser, se decorrerem com base no respeito e no espírito de amizade.

Se têm pontos negativos? Podem ter, uma vez que são promotoras da leviandade de vida e do desprezo dos valores e da dignidade (álcool, drogas, comportamentos desviantes, degradação de personalidade).

Se fazem sentido? Não, pois baseiam-se numa pseudo-hierarquia inexistente, apenas existente na cabeça dos "veteranos", pois os "caloiros" (termos entre aspas pois não os reconheço como classificativos de pessoas que se encontram na mesma circunstância) não são menos que os restantes, são exactamente o mesmo. É curioso que os jovens aceitem e interiorizem esta hierarquia quando sabemos que desprezam outras bem mais legítimas e indiscutíveis.

Se são benéficas para a integração? Podem ser, mas a integração é relativa, pois só interessa se for integração em algo bom. Integração em maus grupos não é desejável.

Que concluo? Concluo que apesar de serem uma demonstração de imaturidade por parte dos estudantes universitários, o que me leva a crer que o grau de maturidade da juventude de hoje diminui com a progressão lectiva, uma vez que no Básico e Secundário não costumam existir praxes e os alunos das referidas fases são normalmente bem mais maduros, de não terem basicamente fundamento algum, não devem ser proibidas uma vez que a adesão às mesmas é facultativa. Porém, devem sem dúvida ser vigiadas e sujeitas à regulamentação e lei mais básica, no sentido de se evitarem desastres e de se proteger a integridade física e moral de quem nelas participa.
 
Não sei de que tempo és, mas já Eça de Queirós escreveu sobre as praxes, e também te digo, nesse tempo até os professores eram praxados antes de poderem dar aulas.

É a tua ideia sobre mim, não me conheces, mas podes ter a tua ideia
Pelo que sei as praxes eram uma tradição essencialmente de Coimbra. Eu e os meus amigos que estudamos em em Lisboa nos anos 80 não passamos por isso, aconteciam umas brincadeiras sem consequências e apenas durante um dia, nada que se pareça com o que passaram por exemplo os meus filhos, ambos em faculdades públicas de Lisboa. Também o meu pai e mãe, que se licenciaram no início da década de 50, nunca me relataram nada de especial.
 
Última edição:
O problema é que a maiora fala de praxe (até os cotas) e já nem se lembram do que é a praxe....como dizia o outro google it.

Limitar o nome a pessoal a rebolar em m*rda (que como é óbvio não concordo), demonstra é a ignorância da essência da praxe.

Podem começar....serve de refresh ao mais antigos: https://pt.wikipedia.org/wiki/Praxe_académica
 
Não, estava apenas gozar com a situação.

Assim como alguém fez a generalização de que quem participa nas praxes são os medíocres da sociedade estudantil, eu generalizei dizendo que quem não participa são uns anti sociais e coninhas

essa generalização tem muito que se lhe diga, associar a opção por não participar em praxes é ser anti-social, fantástico, cada vez te enterras mais...
 
A praxe é uma opção vai quem quer, às vezes parece que estamos a falar de crianças... quem é praxado são adultos e supostamente minimamente informados, e que já tem idade para saber dizer que não e se imporem contra abusos que existem mas não em todo lado como passa na comunicação social.

De resto a vida é mesmo assim e há sempre por ai quem tente abusar dos outros, isso também deveria ser proibido..

Não sei bem como se proíbe algo desse género, deve ser do género não se podem juntar mais que 20 estudantes ou semelhante.

Em todo o caso se conseguirem proibir também não vem mal ao mundo..
 
essa generalização tem muito que se lhe diga, associar a opção por não participar em praxes é ser anti-social, fantástico, cada vez te enterras mais...

Queres picardia mas não a vais ter, já me justifiquei uma vez, ou entendes ou não entendes.

Posso apenas responder com uma pérola de sabedoria popular... se te serviu o barrete...
 
Proibir algo não, mas alternativas de integração sem ser a praxe sim.

Tantas atividades dentro da praxe que podiam ser realizadas sem a componente praxista em si.
 
Queres picardia mas não a vais ter, já me justifiquei uma vez, ou entendes ou não entendes.

Posso apenas responder com uma pérola de sabedoria popular... se te serviu o barrete...

eu quero picardia, quem está a dar aqui picardia és tu, só por ai dá para ver o teu tipo de personalidade... que é uma verdadeira anedota, queres fazer os outros passar por parvos, ainda tens que comer muita papa para me chegares aos calcanhares...[;)]
 
A praxe é uma opção vai quem quer, às vezes parece que estamos a falar de crianças... quem é praxado são adultos e supostamente minimamente informados, e que já tem idade para saber dizer que não e se imporem contra abusos que existem mas não em todo lado como passa na comunicação social.

De resto a vida é mesmo assim e há sempre por ai quem tente abusar dos outros, isso também deveria ser proibido..

Não sei bem como se proíbe algo desse género, deve ser do género não se podem juntar mais que 20 estudantes ou semelhante.

Em todo o caso se conseguirem proibir também não vem mal ao mundo..

Estamos a falar de (muito) jovens adultos, eu por acaso quando entrei nem tinha feito 18 anos. [:D]

A culpa nao pode estar do lados dos praxados, quem praxa tem sempre mais culpa e deve sempre avaliar se as pessoas estao lá por prazer ou se foram coagidas a isso (se quiseres eu digo como é que isso se faz). Para mim o abuso comeca quando existem hierarquias entre pares.
 
Eu fui praxado em Coimbra nos anos 80. A praxe em Coimbra sempre foi diferente da porcaria que se vê por aí (já nessa altura em Coimbra o Conselho de Veteranos lutava contra algumas praxes que se faziam nas privadas). Fui praxado essencialmente por amigos e colegas que viviam comigo. Fui à latada...fui julgado. Mas nunca fui praxado contra a minha vontade ou por desconhecidos. Muitos olhavam, mas quando ouviam o sotaque do Porto e viam um tipo que nessa altura andava para competir em campeonatos de Culturismo...deixavam logo de pensar nisso.

As praxes que genericamente se fazem são abjectas, sem sentido e sem regras. Em Coimbra vi muito veterano a levar nas unhas por não cumprir o Código da Praxe. Agora não sei como é...mas na minha altura a Praxe em Coimbra era um exemplo de integração, com muito poucas excepções à regra.
 
Estamos a falar de (muito) jovens adultos, eu por acaso quando entrei nem tinha feito 18 anos. [:D]

A culpa nao pode estar do lados dos praxados, quem praxa tem sempre mais culpa e deve sempre avaliar se as pessoas estao lá por prazer ou se foram coagidas a isso (se quiseres eu digo como é que isso se faz). Para mim o abuso comeca quando existem hierarquias entre pares.

A excepção a esmagadora maioria já tem 18 anos.

Quanto á culpa. A maior parte das vezes não existe culpa porque as praxes não são nada demais.

Quando há culpa estão ai os tribunais para julgar e a policia para receber as queixas.
 
Eu fui praxado em Coimbra nos anos 80. A praxe em Coimbra sempre foi diferente da porcaria que se vê por aí (já nessa altura em Coimbra o Conselho de Veteranos lutava contra algumas praxes que se faziam nas privadas). Fui praxado essencialmente por amigos e colegas que viviam comigo. Fui à latada...fui julgado. Mas nunca fui praxado contra a minha vontade ou por desconhecidos. Muitos olhavam, mas quando ouviam o sotaque do Porto e viam um tipo que nessa altura andava para competir em campeonatos de Culturismo...deixavam logo de pensar nisso.

As praxes que genericamente se fazem são abjectas, sem sentido e sem regras. Em Coimbra vi muito veterano a levar nas unhas por não cumprir o Código da Praxe. Agora não sei como é...mas na minha altura a Praxe em Coimbra era um exemplo de integração, com muito poucas excepções à regra.

ora ai está, mas o problema é que nos últimos 36 anos houve uma grande reviravolta , e digamos que começaram a acontecer coisas que não deviam, pois a mentalidade da juventude de hoje nada tem haver com a dos anos 80, e digamos que em 16 anos já temos um currículo de problemas derivado a praxes que foram alem dos limites e uns foram punidos, outros perderam a vida...
 
A maioria esquece - ou não sabe - que um puto de hoje com 18 anos está muito longe da maturidade dos da mesma idade nos anos de 1980 e anteriores. Na época não ficavam em casa dos pais até aos 30 anos e tinham que fazer pela vida!

A maioria das mulheres eram mães até aos 25 anos, raramente depois.

Diria que a maturidade de um puto de 25 anos equivalerá a 16 anos do "antigamente".

Há que avaliar as questões no espaço e no tempo.
 
A excepção a esmagadora maioria já tem 18 anos.

Quanto á culpa. A maior parte das vezes não existe culpa porque as praxes não são nada demais.

Quando há culpa estão ai os tribunais para julgar e a policia para receber as queixas.

Sendo que a maior parte das festas do caloiro sao por volta do final de Setembro, ainda fica 25% do ano de fora (onde alguns alunos ainda vao fazer 18 anos). Mas isso ainda é o menos.

A mentalidade de falar em tribunais civis e queixas na polícia mostra bem a moralidade de algumas pessoas.

Nao vale a pena insistir mais, continuem a valer a vossa suposta autoridade sobre os outros que é assim que se vao fazer homens e mulheres. [:)]
 
Na minha opinião, sendo facultativas, não se deve proibir. Afinal estamos em democracia e cada um faz o que quer. Isto serve para os dois lados, quem quer ir vai e quem não quer não vai. É que digam o que disserem em muitos sítios a praxe é quase que obrigatória e essa pressão exercida para obrigar os alunos a ir à praxe é que deve ser proibida e sancionada.
 
A maioria esquece - ou não sabe - que um puto de hoje com 18 anos está muito longe da maturidade dos da mesma idade nos anos de 1980 e anteriores. Na época não ficavam em casa dos pais até aos 30 anos e tinham que fazer pela vida!

A maioria das mulheres eram mães até aos 25 anos, raramente depois.

Diria que a maturidade de um puto de 25 anos equivalerá a 16 anos do "antigamente".

Há que avaliar as questões no espaço e no tempo.

subscrevo...
 
Existe sim, uma pressão para se praxar.

Se essa pressão fôr exercida de forma exacerbada, só se tem de levar o assunto às autoridades.

De qualquer forma, só é praxado quem quer, utilizando o método acima descrito. Mesmo se forem praxados e não gostarem de alguma "brincadeira", é só sair pelo próprio pé e acabou o filme.

Tanta culpa tem os que praxam de forma irresponsavel e sem senso, como os que se deixam praxar dessa mesma forma. Ou os jovens são todos uns coitadinhos hoje em dia?

Haja paciência para a "vitimização" que se faz hoje em dia dos meninos. Dantes também havia "bullying" mas não se falava do assunto, resolvia-se por si e ajudava a crescer, caso não se resolvesse resolviam as autoridades. Mas hoje se alguém é vitima de tal acto já precisa de acompanhamento psicológico. Eu não compreendo onde vai parar esta sociedade de "sensiveis"....
 
Dizer-se que as praxes não devem ser proibidas porque são facultativas e só vai quem quer é da maior ignorância que existe.

Eu tenho para mim que ninguém que "quer" ir à praxe, queira ser humilhado, violentado, mal tratado, e até, em alguns casos mais extremos, morto.

Mesmo assim, de suposto acordo e de pseudo livre vontade para ser praxado, todos os anos vêm a público episódios "nojentos" praticados nas praxes, quando não é mesmo episódios de mortes.

No fundo é como o uso do cinto no automóvel, ele está lá, se não o usarmos é de livre vontade e não prejudica mais ninguém a não ser nós mesmos, mas é proibido não usar.

Se um filho meu, fosse de suposta livre vontade para uma tuna aceitando por isso a inevitabilidade de ser praxado e levasse com uma mocada na cabeça e morresse, o tipo que lhe fez isso não havia de ficar inteiro.
 
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