Pelo que sei as praxes eram uma tradição essencialmente de Coimbra. Eu e os meus amigos que estudamos em em Lisboa nos anos 80 não passamos por isso, aconteciam umas brincadeiras sem consequências e apenas durante um dia, nada que se pareça com o que passaram por exemplo os meus filhos, ambos em faculdades públicas de Lisboa. Também o meu pai e mãe, que se licenciaram no início da década de 50, nunca me relataram nada de especial.
Há que acrescentar que, entre 1969 e 1981 (nesse ano não houve latada, mas houve já a Bênção das Pastas na Capela da UC) a praxe esteve suspensa pelo luto académico.
Eu, pessoalmente, compreendo que haja praxe no sentido de brincadeira.
Porque: Praxe não é as palhaçadas de chamar nomes e ver quem é o gajo que bebe mais bagaço no menor tempo possível sem se vomitar e ainda correr da Pr. da República ao D. Diniz.
Praxe, no meu pensamento, é além das brincadeiras (as mais saudáveis), entrar num coro universitário (em Coimbra há o da Capela da Universidade, o Orfeon e o Misto, além do da Faculdade de Farmácia), numa tuna académica (temos aqui um user que andou na TAUC, a melhor, mais antiga e é Deus no Céu e a TAUC na terra), tunas das faculdades, tunas inter-faculdades, as diferentes secções da associação académica, entre outras coisas...
Posto isto, já vi que hoje em dia, a malta não quer saber de cantar a uma missa, ou outras actividades, porque no caso de Coimbra, as Secções da AAC, tunas e coros têm bastantes regalias.
Querem é ver quem é que se embebeda mais rápido.
Uma excelente forma de acabarem com as partes parvas, estúpidas e tendencialmente criminosas seria as Universidades, Institutos Politécnicos juntarem-se com o Ministério da Ciência e criar um plano de créditos extra para quem estivesse nas associações, coros e coisas desse género. Do estilo: Um moço que cante no Coro da Capela da UC ter 1 ou 2 créditos e assim, quem sabe, ter mais facilidades a acabar um curso superior.