As praxes deviam ser proibidas?

As praxes deviam ser proibidas?

  • Sim, as praxes devem ser proibidas

    Votos: 38 38,8%
  • devem ser combatidas, mas não proibidas

    Votos: 4 4,1%
  • devem apenas ser regulamentadas e vigiadas

    Votos: 31 31,6%
  • deixemos os estudantes em autoregulamentação

    Votos: 15 15,3%
  • devem ser promovidas

    Votos: 10 10,2%
  • não sei, não vi, não estava lá, outras hipóteses

    Votos: 0 0,0%

  • Total de eleitores
    98
Dizer-se que as praxes não devem ser proibidas porque são facultativas e só vai quem quer é da maior ignorância que existe.

Para já altera um pouco o discurso e começa a aceitar opiniões em vez de chamares a terceiros ignorantes. Pode ser?

Fora essa frase, que acredito ter sido um descuido, concordo com o que escreveste só com uma ressalva...nem todos os praxados são "humilhados, violentados e mal tratados".

Existem praxes e "praxes". Em relação a estas últimas acho que devia ser feito um esforço para serem denunciadas e os autores devidamente punidos.

Espero ter-me feito entender e talvez "aligeirar" a tua forma expressa de escrita. Pelo menos tentar. [;)]
 
Sim, devem ser combatidas.

as universidades que registem casos graves devem ser duramente penalizadas.
Nos ultimos 10/15 anos mesmo quem nunca teve tradição nenhuma de praxe enveredou por esse caminho, e pior, sem nenhuma noção dos limites.
 
Respondi sim por duas razões.

A primeira, porque sou do tempo em que as praxes não ultrapassavam rituais pré-estabelecidos, e o seu modelo era aceitável quer pelas sociedades académicas quer pelos novos "recrutas", e á noite em casa pais e filhos gozavam com o acontecimento.

A segunda porque acompanhei as praxes do meu filho mais velho, da minha sobrinha mais velha e filhos de amigos, e principalmente tenho acompanhado as noticias nos últimos anos.

E a pergunta que se deve fazer é: Colocar uma rapariga embebedada á força a fazer um br@che a um grupo de verdadeiros atrasados mentais, sem valores, sem ordem social, e sem aqueles valores de respeito pela dignidade que se recebem em casa, ou levar um grupo de jovens bêbado que nem um cacho, de costas para uma praia até morrerem afogados, só para falar destes, é UMA PRAXE ACADÉMICA???

Podemos e devemos tolerá-las?
 
Dizer-se que as praxes não devem ser proibidas porque são facultativas e só vai quem quer é da maior ignorância que existe.

Eu tenho para mim que ninguém que "quer" ir à praxe, queira ser humilhado, violentado, mal tratado, e até, em alguns casos mais extremos, morto.

Mesmo assim, de suposto acordo e de pseudo livre vontade para ser praxado, todos os anos vêm a público episódios "nojentos" praticados nas praxes, quando não é mesmo episódios de mortes.

No fundo é como o uso do cinto no automóvel, ele está lá, se não o usarmos é de livre vontade e não prejudica mais ninguém a não ser nós mesmos, mas é proibido não usar.

Se um filho meu, fosse de suposta livre vontade para uma tuna aceitando por isso a inevitabilidade de ser praxado e levasse com uma mocada na cabeça e morresse, o tipo que lhe fez isso não havia de ficar inteiro.

1. Claro que só vai quem quer, agora um miúdo de 18 anos ser capaz de dizer que não contra uma grande pressão dos seus colegas é outra história.
Mas ninguém leva ninguém ao colo para ser praxado.
O que falha para mim é a educação dos miúdos, não esquecer que quem praxa também tem paizinhos que deviam incutir algum sentido de respeito e bom senso nas brincadeiras.

2. Episódios "nojentos" são brincadeiras parvas da juventude, quem nunca fez brincadeiras parvas na juventude, independentemente da praxe que se acuse.
A questão para mim é esta:
- jovens alcoolizados têm uma brincadeira parva e alguém se aleija - "Ai esta juventude, não tem juízo nenhum, eu também já fui assim inconsciente"
- Universitários têm brincadeira parva em praxe e alguém se aleija- "A praxe é uma vergonha, temos que proibir etc e tal"

3. Mortes, são raríssimos os casos, e extrapolados pelas Com. Social.
Pela mesma lógica proíba-se o alcool, os passeios de motas, os desportos de combate e as discotecas, afinal também morre gente que podia ficar sossegada em casa.

4. Sim fui praxado, mas coisa pouca, uns cânticos, uns jogos, convívio bem disposto, sem humilhação alguma e tive pena de não ter havido mais.
 
Tanta culpa tem os que praxam de forma irresponsavel e sem senso, como os que se deixam praxar dessa mesma forma.
Completamente errado! Um agente da autoridade tem muito mais responsabilidade numa falta cometida do que o cidadão comum que comete falta idêntica.

Uma pessoa responsável numa empresa é quem tem a responsabilidade perante uma falta cometida por um seu subordinado.

Muito mal vão essas avaliações...
 
Completamente errado! Um agente da autoridade tem muito mais responsabilidade numa falta cometida do que o cidadão comum que comete falta idêntica.

Uma pessoa responsável numa empresa é quem tem a responsabilidade perante uma falta cometida por um seu subordinado.

Muito mal vão essas avaliações...

Completamente erradas essas comparações, são 2 cidadãos adultos, sendo que o "praxante" não tem qualquer autoridade real perante o "praxado"
Ao contrário da Autoridade/cidadão ou Superior/subordinado

O que impede algum praxado de pegar nas perninhas e sair de uma situação dessas? Ou de dizer, "não faço"?
 
Devo dizer que não apreciei ver o estado em que os meus filhos chegaram a casa depois das praxes, e graças a deus que não tenho filhas. É muito desagradável. Só pensava "Mas foi para isto que os criei?"
 
Última edição:
1. Claro que só vai quem quer, agora um miúdo de 18 anos ser capaz de dizer que não contra uma grande pressão dos seus colegas é outra história.
Mas ninguém leva ninguém ao colo para ser praxado.
O que falha para mim é a educação dos miúdos, não esquecer que quem praxa também tem paizinhos que deviam incutir algum sentido de respeito e bom senso nas brincadeiras.

2. Episódios "nojentos" são brincadeiras parvas da juventude, quem nunca fez brincadeiras parvas na juventude, independentemente da praxe que se acuse.
A questão para mim é esta:
- jovens alcoolizados têm uma brincadeira parva e alguém se aleija - "Ai esta juventude, não tem juízo nenhum, eu também já fui assim inconsciente"
- Universitários têm brincadeira parva em praxe e alguém se aleija- "A praxe é uma vergonha, temos que proibir etc e tal"

3. Mortes, são raríssimos os casos, e extrapolados pelas Com. Social.
Pela mesma lógica proíba-se o alcool, os passeios de motas, os desportos de combate e as discotecas, afinal também morre gente que podia ficar sossegada em casa.

4. Sim fui praxado, mas coisa pouca, uns cânticos, uns jogos, convívio bem disposto, sem humilhação alguma e tive pena de não ter havido mais.

Brincadeiras.... Eu nunca usei de um pseudo poder para colocar uma miúda a simular que me faz sexo oral quando noutra circunstância nunca a miúda o faria... Mas se achas isso uma brincadeira normal da idade então não há mais discussão possível.
 
Completamente erradas essas comparações, são 2 cidadãos adultos, sendo que o "praxante" não tem qualquer autoridade real perante o "praxado"
Ao contrário da Autoridade/cidadão ou Superior/subordinado

O que impede algum praxado de pegar nas perninhas e sair de uma situação dessas? Ou de dizer, "não faço"?

Quais cidadãos adultos qual carapuça? Qual autoridade dos caloiros? Deves ter aterrado agora mesmo vindo de Plutão!

Meu caro, eu tinha praxe no Liceu em 1972! No Liceu, leste bem. Sabes o que se começava por fazer? Mandar os putos à árvore. Se não souberes o que é eu explico!

A autoridade no meio académico não se decreta, é tomada à força! As represálias são muito complicadas de ultrapassar. Parece-me que não sabes minimamente do que falas mas dá para perceber que, invariavelmente, optas pelo politicamente correcto para pareceres bem, mas na prática não acredito que sejas sincero!
 
Não acho que deviam ser proibidas, mas também acho que não deviam deixar andar como se tem feito.
Deveriam haver mais regras(gerais ou internas de cada Universidade/Politécnico) seja de comportamento seja depois a punição.

Não fui á praxe porque achei que a maneira como é feita(naquela instituição) em nada se compara à praxe verdadeira, e todos os rituais seguintes, o traçar, festas, queimas etc etc...
Principalmente porque acho que um gajo/gaja não tem qualquer autoridade sobre mim só porque "estuda" ali há 2 anos, e foi de propósito as aspas, porque a grande maioria dos "chefes" e dos "populares" das praxes é malta que anda anos para fazer um, também muitos e muitos são o que já disseram, gente que vai para ali libertar os seus problemas pessoais e a sua frustração, outros a falta de aceitação, fazem umas brincadeiras, sujeitam-se a vergonhas, passam a ser aceites e é tudo na boa, depois pela hierarquia mandam os caloiros fazer o que lhes passar pela cabeça, vi algumas cenas pouco engraçadas. Principalmente o último dia que é para o traçar da capa, essa dos dias também é engraçada, andam o ano inteiro, pelo menos onde estou/estive era à quarta, era rara a semana em que não havia praxe, apenas anulada se houvesse teste nessa hora, e apenas nessa hora, porque depois tinham de ir.
São raras as instituições que seguem o verdadeiro/original sentido da praxe, cada um faz como quer, inventam os seus "códigos", depois o próximo altera conforme a sua vontade, cada vez menos é um ritual de aceitação e partilha de conhecimentos, cada vez mais é algo para a malta se aceitar socialmente, beber, beber e depois poder dizer que fez coisas estúpidas para vestir um fato.

EDIT: Aproveito para dizer que isso da idade tem muito que se lhe diga, se por um lado(de novo, falo do que conheço) a malta pode sair se quiser, por outro há sitios onde a pressão é muita, seja pelos "praxantes", seja pelo próprio "praxado", aqueles que por exemplo vêem de fora, e não têm ninguém aceitam aquilo para poder ter amigos e conhecidos para ajudar, no lado dos "praxantes" é a pressão/chantagem de que depois a pessoa que desistira vai ser enxovalhada e rotulada de varios nomes e de várias maneiras...

Podia continuar, mas já se percebeu que como em outros casos, por aqui, é de extremismos, ou se aceita e é tudo bom, ou são todos uns criminosos.
Eu não acho, acho que há casos e casos, e deveria haver maior atenção sobre o assunto.
 
Última edição:
Brincadeiras.... Eu nunca usei de um pseudo poder para colocar uma miúda a simular que me faz sexo oral quando noutra circunstância nunca a miúda o faria... Mas se achas isso uma brincadeira normal da idade então não há mais discussão possível.

Nem sei por onde começar... mas de facto não há discussão possível quando pura e simplesmente aldrabas os argumentos apresentados.

1. Defender as praxes não é defender anormalidades dessas. (ignoraste completamente o meu primeiro post aqui...quote abaixo)
2. Não te admito que faças essa suposições sobre aquilo que penso, só com o intuito de distorceres a discussão em teu favor colocando numa pseudo superioridade moral.
3. Há praxes e praxes, isso que descreves é condenável por toda a gente, nada tem a ver com praxes cujo intuito é promover a inserção, quebrar o gelo e ajudar quem chega de fora a uma cidade e não conhece ninguém
4. Situações dessas devem ser, e são, denunciadas como abusivas, são a excepção e não a regra.
5. Vai haver sempre brincadeiras parvas de juventude, seja praxe ou não, claro que dá jeito a esta nova geração de indignadistas ter um bode expiatório, como a praxe, para justificar a estupidez de alguns jovens com excesso de hormonas, e querer legislar/sanar/proibir.
6. O problema vem da educação dos praxados, que não têm personalidade para se negarem, e dos praxantes que não têm sentido de respeito e bom senso. Isso não há escola que ensine...

São brincadeiras, que podem ser parvas ou não, mas em última análise feitas com consentimento por jovens Adultos.
Logo, como tantas outras coisas parvas, acho que a liberdade de ser parvo não deve ser regulamentada.

Já existe legislação contra atentados à integridade física e sexual, se algo houver de errado, pode-se fazer queixa com às autoridades e recorrer aos mecanismos já existentes.
 
Completamente errado! Um agente da autoridade tem muito mais responsabilidade numa falta cometida do que o cidadão comum que comete falta idêntica.

Uma pessoa responsável numa empresa é quem tem a responsabilidade perante uma falta cometida por um seu subordinado.

Muito mal vão essas avaliações...

Carissimo, estás a confundir responsabilidades com obrigações provenientes de determinada competência que lhe é imposta/dada.

Muito mal vai essa capacidade de compreensão...
 
Pelo que sei as praxes eram uma tradição essencialmente de Coimbra. Eu e os meus amigos que estudamos em em Lisboa nos anos 80 não passamos por isso, aconteciam umas brincadeiras sem consequências e apenas durante um dia, nada que se pareça com o que passaram por exemplo os meus filhos, ambos em faculdades públicas de Lisboa. Também o meu pai e mãe, que se licenciaram no início da década de 50, nunca me relataram nada de especial.
Há que acrescentar que, entre 1969 e 1981 (nesse ano não houve latada, mas houve já a Bênção das Pastas na Capela da UC) a praxe esteve suspensa pelo luto académico.
Eu, pessoalmente, compreendo que haja praxe no sentido de brincadeira.
Porque: Praxe não é as palhaçadas de chamar nomes e ver quem é o gajo que bebe mais bagaço no menor tempo possível sem se vomitar e ainda correr da Pr. da República ao D. Diniz.

Praxe, no meu pensamento, é além das brincadeiras (as mais saudáveis), entrar num coro universitário (em Coimbra há o da Capela da Universidade, o Orfeon e o Misto, além do da Faculdade de Farmácia), numa tuna académica (temos aqui um user que andou na TAUC, a melhor, mais antiga e é Deus no Céu e a TAUC na terra), tunas das faculdades, tunas inter-faculdades, as diferentes secções da associação académica, entre outras coisas...

Posto isto, já vi que hoje em dia, a malta não quer saber de cantar a uma missa, ou outras actividades, porque no caso de Coimbra, as Secções da AAC, tunas e coros têm bastantes regalias.
Querem é ver quem é que se embebeda mais rápido.
Uma excelente forma de acabarem com as partes parvas, estúpidas e tendencialmente criminosas seria as Universidades, Institutos Politécnicos juntarem-se com o Ministério da Ciência e criar um plano de créditos extra para quem estivesse nas associações, coros e coisas desse género. Do estilo: Um moço que cante no Coro da Capela da UC ter 1 ou 2 créditos e assim, quem sabe, ter mais facilidades a acabar um curso superior.
 
Quais cidadãos adultos qual carapuça? Qual autoridade dos caloiros? Deves ter aterrado agora mesmo vindo de Plutão!

Meu caro, eu tinha praxe no Liceu em 1972! No Liceu, leste bem. Sabes o que se começava por fazer? Mandar os putos à árvore. Se não souberes o que é eu explico!

A autoridade no meio académico não se decreta, é tomada à força! As represálias são muito complicadas de ultrapassar. Parece-me que não sabes minimamente do que falas mas dá para perceber que, invariavelmente, optas pelo politicamente correcto para pareceres bem, mas na prática não acredito que sejas sincero!

Vim de Plutão, de bicicleta, para não pagar portagem.

Isso meu caro, não é praxe, é "bullying", e também fui ao poste no liceu, é uma brincadeira idiota e perigosa.
Ninguém lhe chamava de praxe, era algum puto que se lembrava e pronto...

O que estamos a discutir, são praxes académicas, e aqui, sei que não há qualquer coacção física para alguém participar, distingue as coisas sff.
Sei perfeitamente a exclusão que existe por quem se decreta anti praxe, dependendo das faculdades claro, mas também sei, que não se passam coisas escabrosas de abusos em todas as praxes, e que a maioria dos estudantes tira muito mais de positivo do que sequelas psicológicas fruto de brincadeiras estúpidas.

P.S. Deixa os paternalismos em casa sff só te fica mal.
 
Pois é, na realidade as praxes académicas não passam de bullying! E adivinha lá quem são habitualmente os autores de bullying?

E lá no Liceu chamava-se praxe, com todas as letras.

E acabaste por cair na real quando escreveste "Sei perfeitamente a exclusão que existe por quem se decreta anti praxe". Está tudo dito desde que não te contradigas!
 
Pois é, na realidade as praxes académicas não passam de bullying! E adivinha lá quem são habitualmente os autores de bullying?
Coisas completamente distintas.

Bullying é exclusão deliberada de alguns indivíduos, regra geral por serem diferentes (mais alto, mais magro, mais frágil etc.)
A praxe é, grosso modo, universal.
A praxe não tem por princípio ser violenta, física ou psicológica como o bullying.

E lá no Liceu chamava-se praxe, com todas as letras.
Não estamos a discutir praxes de Liceu dos anos 70 que eu saiba... mas ok
Repito, isso são brincadeiras parvas de garotos, nada a ver com praxes académicas.

E acabaste por cair na real quando escreveste "Sei perfeitamente a exclusão que existe por quem se decreta anti praxe". Está tudo dito desde que não te contradigas!
Não caí em lado nenhum, nem me contradisse... sempre a distorcer...
Da mesma forma que pode existir exclusão, também pode não haver praxes abusivas.
Tu é que reduzes a questão a: ou és praxado da forma abusiva, ou és excluído à bruta. As coisas não são assim.

É difícil perceber que há praxes que não fazem mal a ninguém?
Lá por haver alguns idiotas a fazer asneiras a solução é proibir?

Depois queixam-se que hoje em dia há demasiadas regrinhas... enfim
 
Define-se por bullying como sendo o uso de força ou influência superior para intimidar alguém e/ou persuadi-lo a fazer algo contra a sua vontade.

Agora diz-me lá que a praxe não se encaixa aqui que nem uma luva!

E é exactamente isto que está em causa.
 
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