Audi A2 - Opiniões

acho que o pessoal por aqui tem uma ideia muito má acerca de um carro muito bom, apenas baseado no look do mesmo.

Não deixem que o aspecto de caixa utilitária os engane.
Ainda hoje é dos carros pequenos mais tecnologicamente evoluidos.
O facto de ser totalmente em aluminio, representa imensas vantagens no que toca a peso, que por sua vez influencia os consumos de forma positiva.

Neste segmento, ainda não existe nada com tão pouco coeficiente de arrasto, com apenas 0.28. A versão 3l, tinha Cx de apenas 0.25. para algo tão curto e alto é notável, mesmo hoje em dia.

Apesar de ser mais indicado para 4 lugares, espaço não falta lá dentro com uma bagageira capaz de rivalizar com qualquer segmento C.
Niveis de construção e qualidade (aparente e não só) tipicamente Audi.

O facto de ter sido um flop comercial, tem a ver com o seu preço quando novo, bastante alto, a estética não do agrado de todos, e também um conjunto de motorizações mais a pensar na economia, faltando talvez, algo mais aguerrido para chamar as pessoas a este belo exercicio de engenharia e design.

EM comparação com o A1 que vamos ter, torna-se claro o contraste na abordagem.
O A1 é em comparação algo convencional a apostar sobretudo na embalagem.

No entanto, o A2 vai ser recuperado baseando-se nos mesmos principios de ligeireza e packaging do antecessor.
Mas ao partilhar maior parte dos componentes com o A1 ou o Up (ainda não deu para perceber que tipo de criatura será o A2), não recorrerá a soluções exclusivas e igualmente onerosas como o seu antecessor.

Eu não diria melhor. Há aqui gente que só deve conduzir "grandes carrões" e quem diz que não presta nunca deve ter conduzido um. Todas as pessoas que conheço que têm ou tiveram um só mencionam o look não ser dos mais atractivos, mas o carro é muito bom.
 
esquece o que les e lembra-te bem de quando andas-te no carro, nunca o sentis-te como que a desintegrar-se acima dos 140, e curvas fizes-te alguma acima dos 45kmh, e andar nessa bodega com vento e sentir o carro a abanar por todo o lado. é uma treta e isso mostra-se pela desvalorizaçao do carro no mercado de usados , o que nao é costume na audi.

Eu conduzia um a 190... nunca capotei.
 
Eu não diria melhor. Há aqui gente que só deve conduzir "grandes carrões" e quem diz que não presta nunca deve ter conduzido um. Todas as pessoas que conheço que têm ou tiveram um só mencionam o look não ser dos mais atractivos, mas o carro é muito bom.

Eu conduzi um durante bastante tempo, direi pelo menos 2 anos.
Não gostei do carro, absolutamente nada no carro me impressionou pela positiva.

E também não tenho um "grande carrão" de momento.

Por isso essa teoria nao funciona com o meu exemplo.
 
Infelizmente o A2 é daqueles carros cujo potencial tecnológico resultou em algo globalmente fraco. As somas de (algumas) partes superava claramente o todo, o que é...mau.

Não era especialmente habitável para o que se suporia num MPV.

A sua gama de motores era e sempre foi limitada. Basta dizer que o mais potente que por ali passou foi um 1.6 FSI 115. Os diesel eram os tricilindros agrícolas (tudo a combinar com o refinamento que um produto destes queria e devia transmitir...).

O comportamento não era nada de especial, como era regra dos produtos do grupo VW da altura.

E cereja em cima do bolo (que parece ser a única desculpa que a maioria dá para o seu fracasso comercial além do design particular): era estupidamente caro.

Por pouco mais tinha-se algo muito mais homogéneo, mesmo dentro da própria Audi...o A3.

Acima de tudo era um carro diferente. Não era melhor em nada no mundo real, era simplesmente diferente.

E a prova que um símbolo não resolve nada quando o produto não vale o que custa.
 
Infelizmente o A2 é daqueles carros cujo potencial tecnológico resultou em algo globalmente fraco. As somas de (algumas) partes superava claramente o todo, o que é...mau.

Não era especialmente habitável para o que se suporia num MPV.

A sua gama de motores era e sempre foi limitada. Basta dizer que o mais potente que por ali passou foi um 1.6 FSI 115. Os diesel eram os tricilindros agrícolas (tudo a combinar com o refinamento que um produto destes queria e devia transmitir...).

O comportamento não era nada de especial, como era regra dos produtos do grupo VW da altura.

E cereja em cima do bolo (que parece ser a única desculpa que a maioria dá para o seu fracasso comercial além do design particular): era estupidamente caro.

Por pouco mais tinha-se algo muito mais homogéneo, mesmo dentro da própria Audi...o A3.

Acima de tudo era um carro diferente. Não era melhor em nada no mundo real, era simplesmente diferente.

E a prova que um símbolo não resolve nada quando o produto não vale o que custa.


Sem tirar nem pôr.
 
Infelizmente o A2 é daqueles carros cujo potencial tecnológico resultou em algo globalmente fraco. As somas de (algumas) partes superava claramente o todo, o que é...mau.

Não era especialmente habitável para o que se suporia num MPV.

A sua gama de motores era e sempre foi limitada. Basta dizer que o mais potente que por ali passou foi um 1.6 FSI 115. Os diesel eram os tricilindros agrícolas (tudo a combinar com o refinamento que um produto destes queria e devia transmitir...).

O comportamento não era nada de especial, como era regra dos produtos do grupo VW da altura.

E cereja em cima do bolo (que parece ser a única desculpa que a maioria dá para o seu fracasso comercial além do design particular): era estupidamente caro.

Por pouco mais tinha-se algo muito mais homogéneo, mesmo dentro da própria Audi...o A3.

Acima de tudo era um carro diferente. Não era melhor em nada no mundo real, era simplesmente diferente.

E a prova que um símbolo não resolve nada quando o produto não vale o que custa.

Aos olhos dum consumidor mais ponderado será o mais aproximado da realidade.

Obviamente que reflectiu-se nas vendas, com as compras muitas baixas e apenas para os poucos, que gostaram do produto.
 
"Não era especialmente habitável para o que se suporia num MPV."

Não sei o que se suporia para um MPV (que era um conceito muito pouco em voga neste segmento, no ano 2000), mas o A2 era bastante espaçoso para as suas dimensões exteriores. Mais espaçoso do que o A3, que referiste.

"A sua gama de motores era e sempre foi limitada. Basta dizer que o mais potente que por ali passou foi um 1.6 FSI 115. Os diesel eram os tricilindros agrícolas (tudo a combinar com o refinamento que um produto destes queria e devia transmitir...)."

Era o normal para o segmento. Tirando as versões desportivas tinha basicamente as mesmas motorizações que os rivais. E claramente o A2 não tinha perfil para ter esse tipo de vocação desportiva, não creio que fizesse falta um motor mais potente que o 1.6 FSI - que devido ao baixo peso do A2 apresentava boas prestações. Os diesel eram extremamente poupados.

"O comportamento não era nada de especial, como era regra dos produtos do grupo VW da altura."

Era, ainda assim, melhor do que o Polo. Não é por aí.

"E cereja em cima do bolo (que parece ser a única desculpa que a maioria dá para o seu fracasso comercial além do design particular): era estupidamente caro."

Era. A Audi confiou em demasia no seu badge e deu-se mal com isso.

"Não era melhor em nada no mundo real, era simplesmente diferente."

Desafio-te a encontrares, em 2000, um carro que conseguisse combinar tão bem o binómio espaço interior/consumos.

O A2 falhou porque era caro e porque a estética não foi bem recebida. Tirando isso, era bastante bom.
 
Como diria o Jeremy Clarkson, "that´s a rubbish car!"

Pessoalmente, nao gosto deste carro, acho-o sem qualquer interesse, enfadonho, nunca chegou a ser aquilo que pretendia ser, enfim... nunca o compraria.

É uma espécie de Meriva I, com 4 aneis na grelha frontal.
 
O A2 falhou porque era caro e porque a estética não foi bem recebida. Tirando isso, era bastante bom.

alguma vez tiveste que conduzir num A2 por mais do que 10 minutos? por experiência própria, não consigo compreender como é que achas o carro "bastante bom"...
 
alguma vez tiveste que conduzir num A2 por mais do que 10 minutos? por experiência própria, não consigo compreender como é que achas o carro "bastante bom"...
Apesar do preço elevado, não te podes esquecer do segmento onde se insere. Se conduzires um Corsa ou um Punto de 2000 também não vai ser uma experiência fantástica. Apesar de tudo o A2 oferece uma "ride quality" superior a estes. A um custo desfasado, é certo, mas isso já é outra história.
 
Apesar do preço elevado, não te podes esquecer do segmento onde se insere. Se conduzires um Corsa ou um Punto de 2000 também não vai ser uma experiência fantástica. Apesar de tudo o A2 oferece uma "ride quality" superior a estes. A um custo desfasado, é certo, mas isso já é outra história.

Claro, é preciso ver o carro no seu contexto. Mas a malta não quer ver.
 
quanto é que custava um corsa na altura, e um A2? O contexto não é bem o mesmo..

Para mim não têm comparação os dois carros. Mas se se diz que o A2 desvalorizou tanto, faz todo o sentido afirmar que pela qualidade do carro vale a pena comprá-lo.
 
Dizer que o A2 concorria no segmento B é muito forçado.

Eu percebo porque sempre se conseguem encontrar algumas qualidades comparativas [;)]

O A2 tinha um único concorrente: o Classe A.

Se este recorria à construção em Sandwich para fazer valer o seu valor (com resultados impressionantes na relação comprimento/habitabilidade), o A2 recorreu ao património tecnológico que a Audi tinha: a construção integral em alumínio circunscrita até então ao A8.

Património esse que, como se veio a verificar (e ainda hoje se verifica), era demasiado caro para as vantagens que traz na maior parte dos segmentos, muito menos em algo que estaria posicionado abaixo do A3.

Resta dizer que os produtos mais elevados da Audi, excepto o A8 lá está, continuam a recorrer parcialmente ao alumínio na sua construção, veja-se o A6 e o TT.

Como tal, apostou-se em algo que limitou extraordinariamente o produto em termos de custos.

Ter um comportamento melhor que o Polo é...pouco. Ser pouco melhor que o medíocre não deveria honrar ninguém, muito menos um produto dito tecnológico. Tudo bem, o Classe A também não era nada de especial, mas foi mais um ponto em que o A2 não conseguiu fazer melhor.

No final de contas, fazia pior que o Classe A no cômputo geral, com este a ter uma política tarifária mais favorável, um design que agradou bastante à população feminina, uma melhor relação comprimento/habitabilidade, uma gama de motorizações mais extensa e, acima de tudo, não tinha um produto pouco mais caro e bem mais homogéneo na sua própria gama como a Audi tinha com o A3.
 
Last edited:
Estou extremamente confuso, ou se ama ou se odeia!
Mas não me parece que seja assim tão fraco como o querem fazer pintar.
Tudo bem que pode ser de gosto duvidoso, mas há aqui opiniões que o poem de rastos em todos os domínios.
Obrigado a todos e pf continuem a opinar! [;)]
 
O A2 é um segmento B. Agora o posicionamento de mercado que a Audi lhe quis atribuir é outra história.
 
Pode-se amar ou odiar o desenho do A2 e isso é meio caminho andado para se optar por ele ou excluí-lo logo à partida.

Nas restantes características, a análise não se faz por amar ou odiar. É só ver o que é o A2 e o que se fazia na altura.

Se queremos ser simpáticos e pô-lo em comparação com produtos com os quais não concorria, poderíamos dizer que tinha a qualidade de construção mais elevada do segmento B. Pena era custar mais que um segmento C generalista, lá está.

De resto, objectivamente havia quem fizesse melhor nos restantes domínios mesmo dentro do segmento B.

Mesmo dentro do próprio grupo VW, um Polo tinha uma gama de motorizações mais abrangente.

Era só pensarmos um bocadinho no ridículo que era comprar um A2 com um tricilíndrico de 75cv quando o A3 com um portento 1.9 TDI custava pouco mais, com uma estética sedutora e um interior mais luxuoso.

Era preciso mesmo gostar muito do A2 para o escolher. Racionalmente não fazia qualquer sentido.

Como usado, é toda uma outra conversa. Aliás, dado o flop, é capaz de se conseguir obter um A2 por preços simpáticos. Em Portugal duvido, diga-se, que nós temos um mercado de usados muito especial devido ao imposto tuga iludido.
 
Last edited:
O A2 é um segmento B. Agora o posicionamento de mercado que a Audi lhe quis atribuir é outra história.

Pela lógica de categorizar o A2 no segmento B por uma questão de comprimento, resta dizer que o Classe A I quase poderia ser categorizado no segmento A [:D]
 
Sim.
Os mesmos que fazem a magazine que o Whisperdancer citou.

Errado. Quem escreveu isso foi o Paul Horrell, que não faz parte dos três estarolas...

Infelizmente o A2 é daqueles carros cujo potencial tecnológico resultou em algo globalmente fraco. As somas de (algumas) partes superava claramente o todo, o que é...mau.

Não era especialmente habitável para o que se suporia num MPV.

A sua gama de motores era e sempre foi limitada. Basta dizer que o mais potente que por ali passou foi um 1.6 FSI 115. Os diesel eram os tricilindros agrícolas (tudo a combinar com o refinamento que um produto destes queria e devia transmitir...).

O comportamento não era nada de especial, como era regra dos produtos do grupo VW da altura.

E cereja em cima do bolo (que parece ser a única desculpa que a maioria dá para o seu fracasso comercial além do design particular): era estupidamente caro.

Por pouco mais tinha-se algo muito mais homogéneo, mesmo dentro da própria Audi...o A3.

Acima de tudo era um carro diferente. Não era melhor em nada no mundo real, era simplesmente diferente.

E a prova que um símbolo não resolve nada quando o produto não vale o que custa.


MPV?!?!?
Não consigo entender, para quem "andou muito tempo com um", como é que não é habitável. O espaço atrás é muito bom, aspecto onde os carros pequenos pecam.
E esse motor de 115cv fazia menos de 10s dos 0-100, e superava os 200km/h.

Como diria o Jeremy Clarkson, "that´s a rubbish car!"

Pessoalmente, nao gosto deste carro, acho-o sem qualquer interesse, enfadonho, nunca chegou a ser aquilo que pretendia ser, enfim... nunca o compraria.

É uma espécie de Meriva I, com 4 aneis na grelha frontal.

Nada tem a ver com o Meriva, principalmente na qualidade de rolamento.

Estou extremamente confuso, ou se ama ou se odeia!
Mas não me parece que seja assim tão fraco como o querem fazer pintar.
Tudo bem que pode ser de gosto duvidoso, mas há aqui opiniões que o poem de rastos em todos os domínios.
Obrigado a todos e pf continuem a opinar! [;)]

Não há nada como experimentar!!!
 
Pela lógica de categorizar o A2 no segmento B por uma questão de comprimento, resta dizer que o Classe A I quase poderia ser categorizado no segmento A [:D]
Como deves saber, o comprimento do carro não é um dos critérios de definição de segmentos.

Para o efeito, a norma passa por usar 3 critérios: motorizações, distância entre eixos, e preço. O Audi A2 só poderia passar por segmento C no capítulo do preço, já que nos restantes parâmetros é claramente B.

O Mercedes Classe A apresenta nos 3 aspectos padrões de segmento C (maior distância entre eixos e motores com maior capacidade do que o A2).
 
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