Auto Europa

E não é preciso negociação nenhuma. Acho que a autoeuropa quis envolver os trabalhadores na definição dos horários. Como tem sempre feito. Foi o seu erro. Tinha implementado e pronto.
Se assim é...tudo será fácil resolver...os trabalhadores nao têm qq razao para nada...SE ASSIM É...
 
Se assim é...tudo será fácil resolver...os trabalhadores nao têm qq razao para nada...SE ASSIM É...

Para mim os trabalhadores não têm razão nenhuma. Mas como bloquearam o processo, a VW poderá decidir outra coisa. Pode levar produção para outro lado. Ficarão a fazer só a sharan. E a sharan continua por mais quanto tempo? Isso é que os trabalhadores não pensaram.....
 
Se é como dizes ( os contratos já prevêem o novo horario pretendido ) nao têm razao nenhuma...caso contrario têm toda o direito em nao aceitar...

Achas que uma empresa daquela dimensão tinha contratos de trabalho de 2ª a 6ª? podem nunca ter trabalhado em horário de laboração continua, mas aposto que isso está previsto desde o inicio. Acho que o problema reside nisso mesmo. As pessoas habituaram-se a trabalhar de 2ª a 6ª e julgam que é adquirido. As empresas de produção industrial não podem estar limitadas em dias trabalháveis.
 
Achas que uma empresa daquela dimensão tinha contratos de trabalho de 2ª a 6ª? podem nunca ter trabalhado em horário de laboração continua, mas aposto que isso está previsto desde o inicio.
Apostas?...estás a brincar certo?...o novo horario está ou nao previsto nos contratos dos trabalhadores?

Acho que o problema reside nisso mesmo. As pessoas habituaram-se a trabalhar de 2ª a 6ª e julgam que é adquirido. As empresas de produção industrial não podem estar limitadas em dias trabalháveis.
Muitas podem e estao...e o que tu achas é SÓ o que tu achas...nao é LEI...
 
E o dos restantes está igual?...ou apostas que está?...

dos outros não sei. Não andei a ver o contrato dos outros. Mas pelo que me contaram, as admissões recentes para fazer o volume, falam especificamente em trabalhar ao sabado e domingo. e imagine-se uma grande percentagem disse não. Portanto....
 
dos outros não sei. Não andei a ver o contrato dos outros. Mas pelo que me contaram, as admissões recentes para fazer o volume, falam especificamente em trabalhar ao sabado e domingo. e imagine-se uma grande percentagem disse não. Portanto....
Entao poderemos ter 2 situacoes...

Uma que o novo horario nao é referido e que os trabalhadores têm o direito de nao aceitar...PONTO

E outra das recentes admissoes em que teram de se sujeitar ao novo horario...concordem ou nao...PONTO

Demasiado simples para tanta confusao...Nao haverá aqui mais qq coisa?...
 
Entao poderemos ter 2 situacoes...

Uma que o novo horario nao é referido e que os trabalhadores têm o direito de nao aceitar...PONTO

E outra das recentes admissoes em que teram de se sujeitar ao novo horario...concordem ou nao...PONTO


Demasiado simples para tanta confusao...Nao haverá aqui mais qq coisa?...

O que eu sei é que eles nunca trabalharam nestes moldes. Daí a resistência à mudança. O meu contrato não referia trabalho em laboração continua. Referia que o trabalho era feito de 2ª a 6ª com descanso ao fim de semana. Depois tinha uma alínea que referia que a empresa em caso de necessidade podia definir outro horário.
Pode ser essa a confusão das pessoas. Não acredito que tivessem feito um contrato diferente só para mim. Pelo que me têm contado, as pessoas querem receber o sábado e domingo como trabalho extra mesmo trabalhando só 5 dias e as 40h.
 
Última edição:
O que eu sei é que eles nunca trabalharam nestes moldes. Daí a resistência à mudança.
Isso é normal e ninguem deverá ser apelidado de malandro ou ingrato por tentar resistir a mudanças que preferiam nao ter...mas o que importa no fim é a LEI...

... Depois tinha uma alínea que referia que a empresa em caso de necessidade podia definir outro horário.
Tudo parte daqui...do que a Lei considerar ou nao NECESSIDADE...
 
Só acho estranho, e se de facto a lei estiver do lado deles, os sindicatos ainda não terem vindo a público dizer isso mesmo. É como tu dizes. Dever haver mais qualquer coisa.
 
Só acho estranho, e se de facto a lei estiver do lado deles, os sindicatos ainda não terem vindo a público dizer isso mesmo. É como tu dizes. Dever haver mais qualquer coisa.
Eu nao diria qq coisa...mas sim muita coisa...[:D]

Sobre a questao da NECESSIDADE...

Tudo parte daqui...do que a Lei considerar ou nao NECESSIDADE...

...uma coisa é teres um carro em producao há 1 ano e de repente as encomendas aumentarem 100%...

...Outra bem diferente é lançares um modelo novo que, só para as primeiras entregas, já sabes á partida que com as condições actuais da empresa ( nº trabalhadores e horários implementados) vai ser impossível...
 
Imagina o seguinte. Imagina que a vw definiu o carro. É logo de início projectou uma determinada produção. Com base nisso viu que em Portugal podia fazer. Não eram muitos és estava se bem. (Daí a escolha de Portugal e não alemanha). Foram desenvolvendo tudo com essa base. De repente as expectativas de mercado apontaram para muito mais carros. Já não ias a tempo de alterações de estrutura na fábrica? O que resta? Horários.
 
I...O que resta? Horários.
Nao...há mais hipóteses...como contratar mais gente ou dividir a produção em 2 fabricas...

Para mim, e pela informação que vou juntando, nao acredito que, neste caso, haja qq alínea nos contratos que possa ser interpretada de maneira a obrigar os trabalhadores a aceitar os novos horários...veremos...
 
Tu que és gestor, não estarias já a pensar na Eslováquia ou na Estónia?

Ou melhor... não estarias já a pensar há vários meses como justificar a tua decisão de ainda manter esta fábrica em Portugal?

com base no que sei, que pode ser pouco, pensava num plano B para os próximos anos.

não entrando em detalhes, vou te dar um exemplo.

numa determinada empresa que geria, negociei um contrato que implicava penalidades financeiras aos por incumprimentos de regras de segurança tais como não estar devidamente uniformizado, acusar álcool no sangue e o não respeito pelas regras básicas de higiene e segurança.

antes de fechar esse contrato reuni com os trabalhadores e sindicatos e todos concordaram.

um mês antes de assinar o tal negócio, enviamos a todos os trabalhadores o termo de compromisso e das regras/penalidades para que cada um tivesse conhecimento e assinasse o tal documento.

o sindicato apareceu e fez uma confusão junto de todos e pediu para ninguém assinar nada que considerava chantagem da empresa e não era nada uma imposição do cliente.

mais uma vez reuni com todos e expliquei que caso não o fizessem eu também não tinha qualquer condição de dar seguimento ao negócio e iria preferir abdicar desse aumento de produção e sem isso pelo menos 100 pessoas iriam ser dispensadas.

ainda assim o sindicato bateu o pé e o tom de voz subiu.

eu agradeci e disse que depois de sair dali já não iria voltar atrás com a minha decisão que era romper com o novo acordo.

assim o fiz e só no momento em que cada um recebia a carta de término de contrato é que se lembraram que tinham família e filhos.

no caso da VW Palmela, seria algo semelhante que iria fazer.

não se pode aceitar um acordo e depois de ganharem o contrato virarem a palavra.

acredito que a VW venha a ceder porque muito já foi investido, mas acredito irão rever a continuidade dessa unidade em Portugal.

tal como outras tantas fábricas o fizeram no passado.

um dia as pessoas vão perceber que ir apanhar laranjas ou varrer estradas no estrangeiro é bem pior que trabalhar mais um dia ou mais algumas horas a troco de dinheiro.

gostamos muito da bola e cafés, baixas médicas da treta, só pode ser uma das razões.

tenho pena dos que realmente querem e precisam de trabalhar, mas a vida nunca foi justa.
 
A VW tem mais a perder do que a ganhar com o fecho desta fábrica. Acho que o bom senso e a capacidade de negociação e boa-vontade de ambas as parte acabará por imperar.

Nem que seja, em última análise, com a intervenção do Governo, caso a VW ameace mesmo bater com a porta.

acho que o governo não manda muito neste caso, no máximo vai buscar mais impostos aos contribuintes e pagamos todos por birras de sindicatos e carneiros que os seguem cegamente.
 
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