Auto Europa

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obviamente que os trabalhadores estão cheios de peito e devem ter a convicção que sem eles não se faz nada - o que até é verdade.

talvez por isso que cada vez mais as fábricas apostam em robots :(


LoooL

Vai lá perguntar aos trabalhadores quantos são sindicalizados... Em vez de leres noticias compradas, vai a porta da fábrica e questiona.


O que vejo é notícias totalmente desfasadas do que realmente se passa. E o pior é gente a dar opiniões baseadas na imprensa..


Já agora, dá-me um bocadinho a ideia que não gostas que os trabalhadores lutem por aquilo que acham correcto.


Já que gostas tanto da imprensa, pesquisa lá o que se passou o ano passado por esta altura, com a malta que estava destacada em Osnabruque.
 
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LoooL

Vai lá perguntar aos trabalhadores quantos são sindicalizados... Em vez de leres noticias compradas, vai a porta da fábrica e questiona.


O que vejo é notícias totalmente desfasadas do que realmente se passa. E o pior é gente a dar opiniões baseadas na imprensa..


Já agora, dá-me um bocadinho a ideia que não gostas que os trabalhadores lutei por aquilo que acham correcto.


Já agora que gostas tanto da imprensa, pesquisa lá o que se passou o ano passado por esta altura, com a malta que estava destacada em Osnabruque.

os mercedes de 6 em 6 meses têm de vir de algum lado, logo convem que os trabalhadores fiquem caladinhos e não lutem por aquilo que achem justo.
 
Muitas frustrações escondidas atrás dos teclados...vêem a TV e depois...ou pensam como eu...ou sao todos uns ingratos e uns burros....[:D]
 
LoooL

Vai lá perguntar aos trabalhadores quantos são sindicalizados... Em vez de leres noticias compradas, vai a porta da fábrica e questiona.


O que vejo é notícias totalmente desfasadas do que realmente se passa. E o pior é gente a dar opiniões baseadas na imprensa..


Já agora, dá-me um bocadinho a ideia que não gostas que os trabalhadores lutem por aquilo que acham correcto.


Já que gostas tanto da imprensa, pesquisa lá o que se passou o ano passado por esta altura, com a malta que estava destacada em Osnabruque.

também sou trabalhador e comecei bem por baixo e nunca entrei em grupinhos de greves - sou contra isso, se não dá sigo a minha vida.

ninguém é obrigado a estar casado.

sempre soube aceitar perder regalias bem como lutar por melhorias e até trabalhar sem salário, quando o patrão precisa de ajuda temos de estar com ele e vice versa.

uma fábrica como a VW ou qualquer outra depende de boa gestão e não é possível agradar a todos.

em 100 apenas um pode subir e há limites para a progressão de carreiras.

nas companhias aéreas por exemplo os co pilotos sonham em ser comandantes, depois em ser os comandantes chefes ou pilotos formadores.

é legitimo mas não há assim tantas vagas.

conheço muitos que querem subir mas dizem que terão de esperar até que os mais velhos saiam ... de outra forma não sobem.

muito sinceramente espero que o bom senso impere e que este impasse seja ultrapassado antes que seja tarde demais.
 
Imaginem que trabalham de 2a a 6a, portanto 5 dias de trabalho. Por necessidades de produção pedem-vos para trabalhar os mesmo 5 dias por semana, não há trabalho extra, mas com os 5 dias por semana a incluir fim de semana. As folgas são sempre 2 dias seguidos e por vezes 3. Essas folgas são por vezes ao fim de semana. A vossa empresa da-vos um prémio mensal. Isso é o que está em jogo.


Há pessoas que falam que os trabalhadores sabem o que querem e não há manipulação dos sindicatos.

Como explicam que pessoas que assinaram contrato de trabalhar ao fim de semana digam não a esse esquema de trabalho? Não não há nenhuma influência dos sindicatos.
 
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Se as pessoas ao fim do mês tivessem um ordenado decente, estes sindicatos e tretas do costume nem existiam.

Mas cá está o patrão quer de 6 em 6 meses trocar de mercedes, logo os empregados ficam com as migalhas e andamos sempre com esta situação.

Querem lucrar pagando o menos possivel, tal como o belmiro disse numa entrevista.

Para mim esta gente merece a forca.

A forca merecem os comunistas invejosos que só sabem culpar os outros por todos os males do mundo sem nunca terem criado valor para a economia, quando a história de está farta de nos mostrar o que acontece quando os comunistas estão no poder.
 
Se as pessoas ao fim do mês tivessem um ordenado decente, estes sindicatos e tretas do costume nem existiam.

Mas cá está o patrão quer de 6 em 6 meses trocar de mercedes, logo os empregados ficam com as migalhas e andamos sempre com esta situação.

Querem lucrar pagando o menos possivel, tal como o belmiro disse numa entrevista.

Para mim esta gente merece a forca.

primeiro há que definir o que é um ordenado decente. e o que é um ordenado decente? 1000€/mês? 3000?
e, no meio disto, quanto ganharia um medico, os mesmos 1000 ou 3000? um monta portas de automóveis, o outro poderá salvar vidas. deverão ganhar o mesmo?
por outro lado, temos o medico de clínica geral a passar receitas de medicamentos para a crise, que possui carros e barcos e por ai fora, e o gajo que cria os porcos que dão a carne que tu comes está a ganhar pouco. e o talhante, que te corta os bifes? o pescador, que pesca o que metes na mesa todos os dias? o agricultor, que semeia os legumes com que fazes a sopa. ou o camionista, que te leva isto tudo. a senhora que trabalha no supermercado e reabastece as prateleiras onde vais buscar as tuas compras.

depois falas no Belmiro, mas ele não era propriamente uma pessoa de classe média. ou ele pagava 23500€/mês líquidos a um empregado de caixa no continente? pois... o homem dizia muita coisa que muitos queriam ouvir, mas no fim de contas, não era mais do que um hipócrita, tal como a maioria das pessoas como ele. se não o fosse, a sonae não era o que é hoje, e ele tinha morrido com meia dúzia de empregados porque dividia os lucros todos com eles e não podia investir. por outro lado, não tinha dado emprego a tanta gente, mas ele nunca teria dado emprego a tanta gente se não fosse para ganhar mais. pois... é complicado, não é?

isso do comunismo é muito bonito, ter tudo os mesmos direitos e oportunidades era impecável. mas porque raio uma pessoa, depois de estudar e investir em si próprio para ter uma carreira na medicina ou engenharia ou gestão, deve ganhar tanto como um gajo que acabou o secundário e foi trabalhar como homem do lixo? se me perguntares porque é que o Cristiano Ronaldo recebe rios de dinheiro para correr atrás de uma bola, não te sei responder. ou melhor, sei: porque pode e é o mundo do espectáculo e nos perdemos tempo a aplaudir isso. da mesma maneira que é parvo um jogador de futebol ser considerado uma profissão de alto desgaste e um programador não é.

nenhuma profissão é menos que outra, mas obviamente que profissões diferentes têm recompensas diferentes.
 
respostas abaixo

Pergunto novamente...os inteligentes estao todos aqui no Forum e os trabalhadores da AE sao todos uns burros que vao em conversas de Sindicatos?...Nao me parece...Todo este tempo que já passou nao os levariam a repensar algo que tenham decidido mal?...

quantas vezes damos conta dos nossos erros só depois de perder reconhecemos que afinal até não estava mal ?




O que me parece é que quem está de fora e atras de um teclado, carregados de frustraçoes e carreiras medíocres ( seja por falta de oportunidades, azares ou outro caminho da vida ), nao sabem lidar com factos como o que á gente que tem um trabalho melhor e a ganhar mais...


carreiras medíocres ? frustrações ?

não me parece que ninguém aqui esteja a precisar de medir pirilaus, muito menos a dizer que se não se importava de trabalhar na AE.

é um trabalho como outro qualquer, e na parte que me toca posso te dizer que não entreguei para controlo de qualidade de produto em 94 porque optei por outra vida.

iria fazer o que gostava - testar carros e apontar defeitos, hoje tenho acesso a isso e mais uns trocos.



A empresa só tem de lutar pelo que acha melhor para si...e os trabalhadores tambem...Tudo dentro da Lei e conscientes das consequências dos seus actos...que, a nao ser que os inteligentes estejam todos aqui, a maioria o deverá estar...

estamos de acordo até ao ponto em que o acordo feito ( segundo se falou na imprensa ) e depois os sindicatos demoveram os trabalhadores a recuar
 
Para mim é simples. A empresa implementa o horário que necessita com o prémio que entende dar. Os trabalhadores que não querem fazer o horário tem bom remédio. Procuram outros ares. Tudo isto com o horário perfeitamente legal. Era o que faria se fosse administrador da fábrica.
 
Neste momento em Osnabruque fazem teste para uma versão cabrio do T-Roc.

Além disso as únicas fábricas actualmente capazes de receberem a produção do T-Roc “normal” são Emden e Zwickau.

A malta anda cheia de medo de Osnabruque, mas isso seria aumentar o tempo de espera para aí para uns 20 anos numa fábrica do tempo dos Flinstones...

osnabruk era a velhinha fábrica da Karmann

não devem vir problemas daí.
 
Não vem problemas? Fábrica completamente desatualizada e sem capacidade de fazer uma produção destes números.

Aliás o que se fala é utilizar esta fábrica para fazer um reforço de produção ao que não se conseguir produzir em Portugal.
 
Mas não creio que essa fábrica possa ser usada para fazer esse reforço de produção relativamente rápido.

ou então o lançamento do cabrio tem de ser adiado. E provavelmente têm de atualizar aquilo.
 
Imaginem que trabalham de 2a a 6a, portanto 5 dias de trabalho. Por necessidades de produção pedem-vos para trabalhar os mesmo 5 dias por semana, não há trabalho extra, mas com os 5 dias por semana a incluir fim de semana. As folgas são sempre 2 dias seguidos e por vezes 3. Essas folgas são por vezes ao fim de semana. A vossa empresa da-vos um prémio mensal. Isso é o que está em jogo.
Nada de anormal...perfeitamente compreensível...Agora...cabe a quem lá trabalha decidir se o que está em jogo, é ou nao benéfico para eles...conscientes claro das suas obrigacoes contratuais...que, a nao ser que os inteligentes estejam todos aqui no Forum, certamente o estarão...


Há pessoas que falam que os trabalhadores sabem o que querem e não há manipulação dos sindicatos.
Nada disso...[8b]...os trabalhadores da AE sao todos uns burros manipulados...o inteligente com bom senso e que toma as decisoes correctas és tu...

Como explicam que pessoas que assinaram contrato de trabalhar ao fim de semana digam não a esse esquema de trabalho? Não não há nenhuma influência dos sindicatos.
Vou te explicar uma coisa que é normalíssima acontecer...neste caso, a maioria serao pessoas responsáveis...pais de familia...com filhos na escola e casas para pagar...É normalíssimo as pessoas resistirem a mudanças que preferiam nao ter...SIMPLES...se lhes perguntam, mesmo sendo obrigadas pelo contrato ( se é que o sao ), se estariam dispostas a fazer determinado horario e dizem nao, é perfeitamente compreensível...Cabe há empresa decidir se, mesmo sabendo que as pessoas preferiam nao, implementar o horario...

Ou seja, se para já tentam um acordo e as pessoas dizem nao...Nao me parece ilegalidade nenhuma e muito menos ingratidão...Se a AE tem isso salvaguardado nos contratos e nao chega a acordo, é só implementar os horarios...

Agora, e uma vez que poucos aqui sabem 100% até onde cada um pode ir, deem a vossa opinião e o que fariam...MAS nao critiquem as opções dos outros...ou seja...metam-se na vossa vida...

respostas abaixo
O que digo ao dci80 é válido para ti...
 
Para mim é simples. A empresa implementa o horário que necessita com o prémio que entende dar. Os trabalhadores que não querem fazer o horário tem bom remédio. Procuram outros ares. Tudo isto com o horário perfeitamente legal. Era o que faria se fosse administrador da fábrica.
Concordo, como administrador e, caso tivesse esses horários previstos nos contratos e fosse o melhor para a empresa, seria o que eu fazia também...
 
Nem acho que haja qualquer manipulação dos trabalhadores. Ou melhor, não acho que haja qualquer consequência sobre as suas decisões devido à manipulação que o overtake do PCP na fábrica está a provocar.

O que está a acontecer é uma mudança de circunstâncias.

A circunstância prévia é que a AE tem tido, desde a sua fundação, excesso de capacidade produtiva. Foi construída para 200.000 unidades/ano e nos melhores anos de produção andou pelas 130.000 unidades. Pior, na maioria dos anos, tem andado abaixo das 100.000 unidades.

Com a anterior comissão de trabalhadores e administrações -e muito dentro da filosofia alemã- foi criado um esquema de downdays para evitar despedimentos do quadro e layoffs. Todo o enquadramento de horas extra foi pensado para esse contexto em que a fábrica tinha sobrecapacidade e, como tal, as necessidades de horas extra ou produção fora da semana era menor.

O contexto mudou e agora os trabalhadores, com a expectativa de uma produção a superar as 200.000 unidades, querem que numa circunstância diferente tenham as mesmas condições bastante vantajosas. E que nem sequer existem noutras fábricas da VW, exactamente porque o seu quadro de horas extraordinárias e trabalho suplementar aos fins de semana existia tendo em conta a subprodução da fábrica onde praticamente só um dos 3 principais sectores tem necessitado ao longo dos anos de produzir nos 3 turnos 24/7.

A legitimidade para defender a manutenção do enquadramento -quando o enquadramento mudou- é toda. Acho que pôr isso em causa é idiota.

Contudo, é uma atitude que só lhes trará dissabores. O querer ganhar tudo raramente dá bons resultados.

E estão todos muito fiados que "a VW não sai porque fez grandes investimentos". E porque os custos laborais da AE são, a nível europeu, "razoáveis" comparativamente às fábricas alemãs.

É toda a filosofia de mundo pequeno que destruiu várias indústrias na margem sul (Lisnave à cabeça) e que, infelizmente, por aquelas paragens, parece uma 2ª pele em boa parte do pessoal. Raramente percebem o contexto onde estão e acabam a explodir a própria casa cheios de certezas sobre as coisas...

Btw, o overtake do PCP e da sua narrativa é o pior sinal para qualquer fábrica. É o sinal que as coisas estão perigosamente a mudar para um cenário de consequências imprevisíveis. São dos piores "conselheiros" para qualquer grupo porque não estão minimamente interessados no bem-estar da fábrica ou dos seus trabalhadores mas exclusivamente interessados na defesa ideológica anti-capital primária.
 
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