Auto Europa

Um exemplo curioso que isto me faz lembrar são os Estaleiros de Viana.

Enquanto era nosso, com os contratos determinados pelo Governo e dominado por sindicalistas, foi um forrobodó e um h€morragia descontrolada.

Depois de fechado e ter ido tudo para casa, com um somatório de indemnizações ridículo perante o que já lá tinha sido gasto a fundo perdido, vieram os irmãos Martins (Martifer), com o trabalho de casa feito de forma exímia, recontratar apenas quem interessava.

Por trabalho de casa entenda-se identificar quem metia areia na engrenagem que, curiosamente, coincidiu com as vozes contestatárias mais audíveis nos tempos idos, e estes ficaram em casa.

Passado uns anos, nunca aquela empresa (aparentemente) respirou tanta saúde, com uma carteira de encomendas credível e com, pelo menos, mais duas rondas de contratações em grande número e um nível da satisfação da força laboral nunca antes visto.

PS - Curiosamente, durante as negociações entre o estado e os potenciais interessados para continuar com aquilo, uma das condições que os representantes dos trabalhadores queriam era a obrigação de recontratar os funcionários de forma coletiva e por atacado. Claro que ninguém foi nisso.
 
Um exemplo curioso que isto me faz lembrar são os Estaleiros de Viana.

Enquanto era nosso, com os contratos determinados pelo Governo e dominado por sindicalistas, foi um forrobodó e um h€morragia descontrolada.

Depois de fechado e ter ido tudo para casa, com um somatório de indemnizações ridículo perante o que já lá tinha sido gasto a fundo perdido, vieram os irmãos Martins (Martifer), com o trabalho de casa feito de forma exímia, recontratar apenas quem interessava.

Por trabalho de casa entenda-se identificar quem metia areia na engrenagem que, curiosamente, coincidiu com as vozes contestatárias mais audíveis nos tempos idos, e estes ficaram em casa.

Passado uns anos, nunca aquela empresa (aparentemente) respirou tanta saúde, com uma carteira de encomendas credível e com, pelo menos, mais duas rondas de contratações em grande número e um nível da satisfação da força laboral nunca antes visto.

PS - Curiosamente, durante as negociações entre o estado e os potenciais interessados para continuar com aquilo, uma das condições que os representantes dos trabalhadores queriam era a obrigação de recontratar os funcionários de forma coletiva e por atacado. Claro que ninguém foi nisso.

http://www.jornaldenegocios.pt/empr...ana_do_castelo_cronica_de_uma_morte_anunciada

"Em Dezembro passado o Governo deu inicio a um plano de rescisões amigáveis que vai custar aos cofres do Estado cerca de 30 milhões de euros. Até agora 150 trabalhadores disseram que pretendem aderir e 64 já rescindiram. A Martifer comprometeu-se a dar emprego a 400 dos 609 trabalhadores dos Estaleiros nos próximos três anos. "

Na altura, dentro da Lei, cada trabalhador decidiu o que queria...passaram os 3 anos...A Martifer cumpriu ?...Alguem sabe ?...
 
http://www.jornaldenegocios.pt/empr...ana_do_castelo_cronica_de_uma_morte_anunciada

"Em Dezembro passado o Governo deu inicio a um plano de rescisões amigáveis que vai custar aos cofres do Estado cerca de 30 milhões de euros. Até agora 150 trabalhadores disseram que pretendem aderir e 64 já rescindiram. A Martifer comprometeu-se a dar emprego a 400 dos 609 trabalhadores dos Estaleiros nos próximos três anos. "

Na altura, dentro da Lei, cada trabalhador decidiu o que queria...passaram os 3 anos...A Martifer cumpriu ?...Alguem sabe ?...


Esse artigo está cheio de pequenas imprecisões, incorreções e compromissos que não eram mais que uma carta de intenções (sem qualquer vínculo legal), mas não vou ser eu a corrigir.

Afinal, somos todos comentadores de bancada [:D]

Mas não deixam de ser giro os valores que um pequeno estaleiro em Pt consegue acumular de dívida e a força que foi feita para manter o status quo.
 
Ui, já se compara aqui a AutoEuropa, à Incompetência dos Estaleiros de Viana, em que passaram 20 anos sem produzir praticamente nada, a não ser um navio que não cumpria minimamente as especificações iniciais.

Não sei se os clientes VW, vão aceitar esperar 2 anos e ter um T-Roc, com o andamento de um Fiat 600.

Mas vendo os users e as conexões, que defendem a atual situação, percebe-se logo que a AutoEuropa para o PCP é uma empresa a abater.
 
Esse artigo está cheio de pequenas imprecisões, incorreções e compromissos que não eram mais que uma carta de intenções (sem qualquer vínculo legal), mas não vou ser eu a corrigir.

Afinal, somos todos comentadores de bancada [:D]

Mas não deixam de ser giro os valores que um pequeno estaleiro em Pt consegue acumular de dívida e a força que foi feita para manter o status quo.[/FONT][/COLOR][/SIZE]
E o que tu disseste?...foi tirado de que artigo?...é mais válido?...

Mas dizes bem...somos comentadores de bancada...mas temos de ter cuidado entre dar a nossa opinião e apelidar os outros de burros, manipulados, ingratos, etc...Deixemos as pessoas decidir o que é melhor para elas...porque bom senso e inteligência nao anda só neste forum...
 
Mas vendo os users e as conexões, que defendem a atual situação, percebe-se logo que a AutoEuropa para o PCP é uma empresa a abater.

A AutoEuropa para o PCP/CGTP tem sido uma grande espinha na garganta porque representa tudo o que eles mais odeiam: negociação directa entre trabalhadores e capital + ausência de palco para luta de classes.

O PCP tudo fará para destruir qualquer espírito de co-gestão que é a base da indústria alemã no pós-guerra. Uma fábrica a funcionar assim, ainda por cima no seu território é uma pedra no sapato que tem que desaparecer.
 
A AutoEuropa para o PCP/CGTP tem sido uma grande espinha na garganta porque representa tudo o que eles mais odeiam: negociação directa entre trabalhadores e capital + ausência de palco para luta de classes.

O PCP tudo fará para destruir qualquer espírito de co-gestão que é a base da indústria alemã no pós-guerra. Uma fábrica a funcionar assim, ainda por cima no seu território é uma pedra no sapato que tem que desaparecer.

Isso é interessante, já agora como é que se explica esse poder do PCP dentro da empresa, os funcionários são na maior parte comunistas?
 
O que vale é que os que escrevem aqui que fechavam a fábrica, não sabem nada mais que não seja o que vem na comunicado social.

Se calhar percebiam, que isto tem sido uma luta pelo que querem fazer mas também pelo que já fizeram aos trabalhadores.


Se tiverem perguntas, coloquem-nas que terei todo o prazer em responder.
Dizem acho!
Confesso que acho o máximo!
Acho eu...
 
Os parasitas dos sindicatos comunistas não descansam enquanto a AE não seguir o mesmo caminho da Opel: será que aquelas cabeças ocas ainda não perceberam o que está em risco?
Caso continuem assim, a VW não vai hesitar em mudar a produção do T-Roc para outro país, com consequências desastrosas para a nossa economia (seria interessante ver um cenário com números concretos que demonstrem o impacto que o fim da AE teria na economia portuguesa).

Além disso, já estava na altura do Costa deixar de ser cobarde e usar as suas influências de PM para acabar com todo este impasse.
Mai nada.
Ir ter com a Merkl mandar-lhe uma à canzana.
A bem do pais. Vá Costa tens que o fazer.
 
Explicam-me como é que trabalhando 5 dias têm direito a pagamento de horas extra. Fazendo horas é natural. Fazendo as 40 horas não. Mas isto sou eu que não percebo nada.
Eu tenho um contrato perfeitamente normal e teoricamente se trabalhar ao fds terei que ser ressarcido em valores superiores. Mesmo não atingindo as 40 horas semanais e as 8 diárias.
 
Para mim é simples. A empresa implementa o horário que necessita com o prémio que entende dar. Os trabalhadores que não querem fazer o horário tem bom remédio. Procuram outros ares. Tudo isto com o horário perfeitamente legal. Era o que faria se fosse administrador da fábrica.


Se tiveres 20 ou 30 anos de fábrica com uma vida organizada durante anos conforme os teus horários, acho que não falavas assim. Não defendo nem ataco os trabalhadores, mas porque a Auto Europa não contrata trabalhadores para colmatar os picos de trabalho? Kelly Services, Randstad etc, dava formação inicial e continua, e de certeza que não havia este embrólio todo. Claro que no inicio os contratados iriam para secções menos complicadas, libertando assim os mais experientes para outras areas mais complexas.
 
Eu tenho um contrato perfeitamente normal e teoricamente se trabalhar ao fds terei que ser ressarcido em valores superiores. Mesmo não atingindo as 40 horas semanais e as 8 diárias.


Claro que sim. E isso está tudo definido na lei. Como as horas extras, não são pagas todas por igual. Mas não é isso que está em discussão.

A Comissão de trabalhadores aceitou trabalhar por turnos ao fim de semana. Os trabalhadores decidiram que não aceitavam o acordo que os colegas assinaram, e rasgaram o acordo (2ªvez).

Isto é trabalhadores contra trabalhadores.

PCP contra BE.

Mais velhos que tem um contrato diferente contra mais novos, que o contrato prevê os turnos.

A AE quer todos a trabalhar da mesma forma, e no meu ponto de vista é correto, trabalharem todos segundo o mesmo contrato de trabalho!
 
Claro que sim. E isso está tudo definido na lei. Como as horas extras, não são pagas todas por igual. Mas não é isso que está em discussão.

A Comissão de trabalhadores aceitou trabalhar por turnos ao fim de semana. Os trabalhadores decidiram que não aceitavam o acordo que os colegas assinaram, e rasgaram o acordo (2ªvez).

Isto é trabalhadores contra trabalhadores.

PCP contra BE.

Mais velhos que tem um contrato diferente contra mais novos, que o contrato prevê os turnos.

A AE quer todos a trabalhar da mesma forma, e no meu ponto de vista é correto, trabalharem todos segundo o mesmo contrato de trabalho!
Não comento política.
O que vi, li, foi que sessenta e tal por cento dos trabalhadores, rejeitaram a proposta.
 
Se tiveres 20 ou 30 anos de fábrica com uma vida organizada durante anos conforme os teus horários, acho que não falavas assim. Não defendo nem ataco os trabalhadores, mas porque a Auto Europa não contrata trabalhadores para colmatar os picos de trabalho? Kelly Services, Randstad etc, dava formação inicial e continua, e de certeza que não havia este embrólio todo. Claro que no inicio os contratados iriam para secções menos complicadas, libertando assim os mais experientes para outras areas mais complexas.

Já tive de trabalhar em turnos e ao fim de semana várias vezes. Ou aceito fazer, ou estando descontente vou para outras paragens. Simples. Os horários são legais. As pessoas tem de os fazer. Ponto.
 
Mas os trabalhadores disseram que não faziam?

Só vejo malta aqui debitar m€rda literalmente a dizer que fazia e que acontecia quando não fazem a mais p0t@ de ideia do que lá vai dentro. Aliás nem nunca viram uma fábrica automóvel por dentro nem pintada de ouro.

Os trabalhadores pedem o impossível? Então para uns dá e para outros não?
 
Mas os trabalhadores disseram que não faziam?

Só vejo malta aqui debitar m€rda literalmente a dizer que fazia e que acontecia quando não fazem a mais p0t@ de ideia do que lá vai dentro. Aliás nem nunca viram uma fábrica automóvel por dentro nem pintada de ouro.

Os trabalhadores pedem o impossível? Então para uns dá e para outros não?

então o não quer dizer que fazem? haja paciência. Para mim um não quer dizer que não estão dispostos a fazer. Simples. Se as condições agradam ou não já é outra conversa. Já disse aqui várias vezes. É implementar o horário. quem quer quer, quem não quer procure outro sitio melhor. Se andam descontentes com algumas coisas, ou muitas, porque não procuram sitios melhores?
 
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