BMW i8

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Here are the first videos of the all-new BMW i3 andBMW i8 unveiled earlier in Frankfurt, Germany. The new BMW i3 and BMW i8 plan to disrupt the electric and hybrids segment delivering not only high-efficiency, but also performance.
The i3, previously known as Megacity Vehicle, is based around a light CFRP body structure and rides on a predominantly aluminum chassis. The i3 produces 168 horsepower and 184lb ft of torque, and it has a top speed of 93 mph (150 km/h). It accelerates from 0 to 100 km/h (62 mph) in 7.9 s.
At 349 horsepower and nearly 80 mpg fuel consumption, the BMW i8 will set a benchmark in the performance segment. BMW says the i8 runs a 0-62mph in just 4.6 sec – 0.3 sec faster than the M3 Coupe.

Videos: BMW i3 and BMW i8
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The weight of 1480kg is the equivalent to a power-to-weight ratio of 236 horsepower per 1000 kilograms.
BMW i8 measures 4632mm in length, 1955mm in width and 1280mm in height, comparable to the 3 Series coupe in dimensions.
Length/Height/Width L 4632 mm, H 1280 mm, W 1955 mm
Wheelbase 2800 mm
Kerb weight 1480 kg
Output 260 kW /550 Nm system output of which petrol engine: 164 kW / 300 Nm of which electric motor: 96 kW / 250 Nm
Top speed 250 km/h / 155 mph governed
Acceleration 0-100 km/h / 62 mph 4.6 s
80-120 km/h / 50-75 mph 4.0 s
Fuel consumption (EU cycle): 2.7 l/100 km / 104 mpg imp (66 g CO2)
Electric range approx. 35 km / 20 miles
Battery charge time Standard: 1:45 h for 100% charge
Luggage compartment approx. 150 litres
No. of seats 2 + (2)
Interior do i8 concept:
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Ao vivo de Munique:
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Agora iremos ver a substituição dos painéis laterais das portas por metal, dos retrovisores e do interior. Mas as formas finais já lá estão.

Quanto ao logo "i" será igual ao da BMW, mas com um aro azul em redor. O azul será a cor que identificará a marca "i" em diversas das suas vertentes.

Render do modelo de produção:
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Especificando aqui um pouco o i8.

Sem dúvida, o cartão de visita mais desejável para todas as novidades que a gama i traz, apesar do i3 ser aquele que realmente necessita de convencer.
Tal como já tinha falado sobre o Vision ED, o estilo a tender para um desconstrutivismo pode ser "the next big thing" no que toca ao styling automóvel.
No caso do i8, estilo e função fundem-se harmoniosamente, dado o papel fulcral na aerodinâmica do veículo que cada camada de pele tem.
A traseira é particularmente fascinante de analisar nesse aspecto.
Temos "flying butresses" como no Ferrari 599, os próprios farolins assumem-se como pequenos spoilers, e todos estes elementos distintos, de grande qualidade estetica e funcional, apesar de fisicamente separados, conjungam-se num todo único e coeso.
O estilo dado por estas camadas sobrepostas e elementos individuais, é bastante dinâmico e fluido, e apesar do estilo resultante não dar aquela ideia de depuração minimalista e limpeza que tantas vezes defendo, dado as diferentes peças distintas que formam o corpo, o resultado final é excelente na obtenção de algo que falta no desenho de muitos carros hoje em dia. Propósito.

Com carros a partilhar plataformas e um sem número de componentes, cabe aos estilist... correcção, designers, providenciar carroçarias que os façam distinguir dos seus irmãos.
Resultado: os estilos que marcam a realidade automóvel de hoje acabam por ser excessivamente decorativos. Ou seja, são trabalho que mais facilmente poderíamos associar ao Design Gráfico, mais precisamente na definição de identidades corporativas. Carro X tem de ser identificado à marca Y e não ao modelo irmão da marca Z, apesar de serem o mesmo modelo.
Isto provoca que temos linguagens estilisticas que apenas servem propósitos visuais, e até nem poderão ser a melhor opção quando se tenta misturar outros requisitos que uma carroçaria deveria oferecer, como questões relacionadas com aerodinâmica, acessibilidade ou visibilidade.

O que vemos no i8, e não sei se posteriormente poderei dizer isto de outros modelos que adoptarão esta linguagem (o estilo e a funcionalidade nasce com o Vision ED, antecessor directo do i8, e por isso, sabemos que funciona), é, um excelente exemplo de como esses requisitos podem ser cumpridos sem que isso signifique a ausência de inovação ou valor estético (ver os outros eco-veiculos já em produção).
O estilo não permite adivinhar que contribui para valores de drag bastante baixos. No geral, modelos com valores de Cx baixo, tendem para formas ovoides e ausência de "escultura". Acabam por parecer naves espaciais saídas de uma qualquer obra de ficção cientifica dos anos 50.
O i8 traz uma dose de dinamismo e tridimensionalidade, que apenas costumamos encontrar em algumas máquinas mais exóticas. E fá-lo de forma apelativa, apesar de ser expectável que seja um estilo que encontre resistência.

A extensa área vidrada lateral, como tinha dito no tópico do i3, é algo explorado por muito boa gente já faz muito tempo, mas até agora sem aplicação prática. Teremos que esperar pelo modelo de produção para ver se se mantém. Não acredito que o i3 a aplique (esperemos que resistam à tentação de colocar paineis plásticos pretos, como vemos em coisas como o Volt), mas dado o carácter mais exclusivo do i8, com um pouco de sorte a coisa chega até nós. Casa extremamente bem nesta lógica visual. É apenas mais uma Layer que funde de forma excelente necessidades práticas como visibilidade e até luminosidade no habitáculo; e visuais, ajudando a aligeirar todo o perfil, reflectindo até a lógica lightweight da sua concepção.

Pode-se dizer que 1480kg não é propriamente leve.
Mas 2 motores mais pack de baterias e as dimensões que tem (maior que o série 3 coupé), conseguir menos de 1500kg até é muito bom, quando comparado por exemplo com o 1M, que pesa 1495kg, tem uns 10-15cv a menos, e é bem mais compacto.
Se os rumores se confirmarem, veremos com base no i8, um desportivo que dará origem ao sucessor do M1, motorizado de forma mais convencional, e sem o lastro das baterias, poderá mesmo ainda ser mais leve que este. E isso deve dar algo que pensar à concorrência. Só o 911, actualmente, consegue ter pesos abaixo dos 1500kg

Ainda continuo um pouco surpreendido com o caminho que a BMW levou com estes modelos.
Pode ser que no final a montanha acabe por parir um rato, mas pelo menos sabemos que a nivel tecnológico é isto que já estamos a ver.
Mesmo que no final, acabemos com coisas mais convencionais do ponto de vista estético, pelo menos as entranhas já estão salvaguardadas, e com isso, possibilidades para mudanças mais drásticas na forma como os automóveis são concebidos e produzidos.
 
Se ao nível tecnológico a BMW está a apresentar uma autêntica revolução através da apresentação de produtos resultantes de 1 década de exploração da Fibra de Carbono nas suas mais variadas “confecções”, ao nível estilístico assistimos ao esforço titânico de dar primazia à “Função” arrastando a “Forma” atrás de si. E tudo isto sem perder a qualidade estética, abrindo novos horizontes formais no mundo automóvel.

O repensar do objecto locomotivo desta forma obrigou os designers a fazer um delete logo no início do processo projectual dando mais atenção à Biónica para enriquecer os seus conhecimentos no campo da morfologia e da métrica do mundo material circundante. Factores como a aerodinâmica e o peso estruturaram todo o trabalho estético, técnico e tecnológico conduzindo à invenção de novas soluções sintetizadas nos produtos que agora nos apraz apreciar.

Facilmente notamos que estamos perante a descendência do concept M1. Se no concept “Vision” um conjunto de planos esvoaçantes ondulavam soltos sobre a carroçaria com folhas e superfícies laminadas que terminavam em arestas vivas, neste concept “i8” os planos aproximam-se do miolo do carro e alguns até se colam a ele, enquanto diversas arestas proeminentes simplesmente desapareceram. De acordo com esta evolução conceptual, será de esperar que futuramente surja um modelo de produção com menos superfícies flutuantes num bloco mais uniforme, embora esteja verdadeiramente crente que o veículo não irá sofrer muito mais alterações.

Infelizmente acredito que os negros irão desaparecer parcialmente ou mesmo por completo, enquanto o sistema de luzes azuis também não deverá ter um destino diferente. A imagem de marca ficar-se-á pelo aro azul em redor do logótipo. As jantes – também sem o azul ciano – deverão ficar com uma bicoloração e o aspecto dinâmico que valoriza ainda mais o carro e deverão contribuir para uma maior eficiência energética oferecendo menor resistência ao vento.
As ópticas dianteiras cavernosas escondendo os “angel eyes” quadrangulares debaixo do sobrolho saliente do capô, conferem-lhe uma presença extremamente agressiva e viva, sem ter de recorrer a formatos de faróis rocambolescos. As ópticas traseiras ainda são um mistério por desvendar, mas dá a ideia que serão bem integradas no conjunto bebendo da clareza e síntese formal que constituem o modelo.

No interior está toda a linguagem plástica BMW, mas carregada de algumas folhas de “cristal” que provavelmente irão desaparecer. Só falta saber como irá o interior resultar no modelo de produção e quais o materiais e cores a serem aplicados para distinção desta nova linha.

Um carro que parece ter sido moldado pelo vento com curvas violentas provocando pontas “soltas” que chicoteiam dando a sensação de grande velocidade, aparenta suavidade. Tudo ali parece simples aerodinâmica aplicada. Continuo a achar magnífica a inclinação da dianteira e o arredondado que projecta o “nariz” para a frente. O lençol de folhas cobre uma volumetria compacta foi propositadamente deixada a descoberto. Ali não se faz um monobloco e depois enche-se de acessórios como pára-choques, ópticas volumétricas, grelhas, listeis, invólucros de farolins, aros e afins. A linguagem plástica rege-se pelo encontro de planos. Nada aparentemente mais simples.

Embora aos olhos do observador mais descuidado, este possa aparentar ser um produto complicado, facilmente se percebe que a sua génese segue um depurado método conceptual evocando os pressupostos desse grande designer que foi Bruno Munari, que achava “que tudo se devia resolver com simplicidade” favorecendo a funcionalidade dos objectos. Afinal, muitos floreados a encher para quê? E, no fim, funciona!

Voltar ao início redescobrindo o automóvel como um produto formal e funcional, foi a maior vitória da equipa que esteve por trás destes projectos e que obrigarão toda a indústria automóvel a começar a pensar diferente; a pensar “i”nteligente.
 
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