Bolsa e investimentos

O que é importante perceber é que o Psi 17, outrora 20, está num Bear Market desde 2008.

A tendência descendente é claríssima, e se esta zona não suportar a cotação, e quebrar os mínimos de 2012, podemos ver valores baixos como não se viam há décadas.

Nos, enquanto lá fora os mercados estiveram num Bull market fortíssimo, a estabelecer máximos históricos, tivemos uns períodos bons de subida, mas nunca se conseguiu inverter a tendência de longo prazo.

Para piorar a nossa situação, temos que ter em mente que o Bull lá fora pode estar a acabar, ou haver uma retracção forte durante algum tempo. Logicamente que o Psi dificilmente vai conseguir subir se os States estiverem em correcção, ou pior ainda, se entrarem em Bear Market.

A mim, uma das coisas que acho mais preocupante, é termos um BCE a injectar quantidades de liquidez nos mercados como nunca o fez antes, e mesmo assim as quedas estão à vista. Não pode ser bom prenuncio.

A questão é sempre a mesma, é tentador entrar nos mínimos. O problema é acertar neles. Em cada milhão de pequenos investidores que o tentam fazer, se houver 100 que acertem já é muito. Por isso a velha máxima de não tentar apanhar facas a cair.

O melhor é mesmo esperar uma inversão real da tendência. O problema é que essa inversão implicaria uma subida consistente, no mínimo, acima dos 5600 pontos, mas eu só estaria realmente descansado acima dos 6400 pontos.
 
Última edição:
Quanto ao BCP, com as novas regras da UE, diria que o risco de acontecer o mesmo que no Banif é consideravel.

O banco tem até 2017 que devolver ao estado pelo menos 750M€. Não me parece que estejam em condições de o fazer. Se a UE fizer como fez no Banif, o BCP vai também acabar.

E esses receios são por demais evidentes na performance do mesmo em bolsa.
 
O que é importante perceber é que o Psi 17, outrora 20, está num Bear Market desde 2008.

A tendência descendente é claríssima, e se esta zona não suportar a cotação, e quebrar os mínimos de 2012, podemos ver valores baixos como não se viam há décadas.

Nos, enquanto lá fora os mercados estiveram num Bull market fortíssimo, a estabelecer máximos históricos, tivemos uns períodos bons de subida, mas nunca se conseguiu inverter a tendência de longo prazo.

Para piorar a nossa situação, temos que ter em mente que o Bull lá fora pode estar a acabar, ou haver uma retracção forte durante algum tempo. Logicamente que o Psi dificilmente vai conseguir subir se os States estiverem em correcção, ou pior ainda, se entrarem em Bear Market.

A mim, uma das coisas que acho mais preocupante, é termos um BCE a injectar quantidades de liquidez nos mercados como nunca o fez antes, e mesmo assim as quedas estão à vista. Não pode ser bom prenuncio.

A questão é sempre a mesma, é tentador entrar nos mínimos. O problema é acertar neles. Em cada milhão de pequenos investidores que o tentam fazer, se houver 100 que acertem já é muito. Por isso a velha máxima de não tentar apanhar facas a cair.

O melhor é mesmo esperar uma inversão real da tendência. O problema é que essa inversão implicaria uma subida consistente, no mínimo, acima dos 5600 pontos, mas eu só estaria realmente descansado acima dos 6400 pontos
.

E sobre o nosso PSI está tudo dito neste dois parágrafos, em especial no último que o anterior é mesmo uma máxima "geral"!

Deixo ainda outra muito conhecida:

Vale mais perder um ganho... do que ganhar uma perda!
 
A capitalização bolsista de um banco, não é como noutras empresas. A solvabilidade de um banco depende do seu valor em bolsa. Ao contrário dos outros ramos.

Sim, mas a relação é ao contrário do que eu referia: a cotação da acção altera obviamente os capitais próprios do Banco, e portanto as rácios de estrutura financeira todas, mas não há um efeito automático disso no preço da acção. Claro que tem um efeito sobre a oferta e procura e logo sobre o preço, claro, mas é um efeito que é partilhado com mais milhentos dados e informações sobre o banco.
 
A capitalização bolsista de um banco, não é como noutras empresas. A solvabilidade de um banco depende do seu valor em bolsa. Ao contrário dos outros ramos.


Não é verdade. A cotação do banco não tem nada a ver com a solvabilidade. A menos q tenha acções próprias dele próprio e haja q actualizar o valor delas.[:D]
 
Não é verdade. A cotação do banco não tem nada a ver com a solvabilidade. A menos q tenha acções próprias dele próprio e haja q actualizar o valor delas.[:D]

Claro que tem. A cotação bolsista num banco é fundamental na avaliação do mesmo. Logo indirectamente a sua solvabilidade está relacionada com a cotação em bolsa.

qualquer empresa cotada em bolsa, sem ser do ramo bancário, pode ter a cotação que tiver que isso só por si não define o real estado em que ela está.

Num banco, se a cotação cair muito, o valor do banco desce, e a partir de certos valores, tem que equilibrar os seus rácios. O método mais utilizado são os aumentos de capital.

Noutras empresas nem que a cotação em bolsa caia 90%, não há nenhuma entidade que chegue la e lhes diga que tem que aumentar capital. Num banco, isso não acontece. O BCE a partir de determinados valores exige aumentos de capital para o banco poder continuar a operar. E isso está relacionado com o valor em bolsa. Não só, mas também.
 
Última edição:
Estás a confundir conceitos, mas pelo menos já dizes que a cotação apenas tem influência apenas indirecta.

Os rácios de capital nada têm a ver com a cotação. E os colaterais que os bancos têm que dar ao BCE fazem parte do seu activo - carteira de créditos, imoveis, obrigações de que sejam titulares etc e isso nada tem a ver com a cotação.

E quando o BCE exige aumentos de capital é quanto existe a deterioração do activo do banco, ou seja quando os activos descem de valor - nomeadamente com as acções q eles têm de outras entidades (O bes tinha uma carteira brutal de PT que veio desvalorizando paulatinamente) ou os imoveis, ou os devedores entram em falência e assim têm que registar as imparidades

Agora se me disseres que a cotação tem a ver com o valor do banco, digo-te que a cotação é o valor de um banco num dado momento.
 
Estás a confundir conceitos, mas pelo menos já dizes que a cotação apenas tem influência apenas indirecta.

Os rácios de capital nada têm a ver com a cotação. E os colaterais que os bancos têm que dar ao BCE fazem parte do seu activo - carteira de créditos, imoveis, obrigações de que sejam titulares etc e isso nada tem a ver com a cotação.

E quando o BCE exige aumentos de capital é quanto existe a deterioração do activo do banco, ou seja quando os activos descem de valor - nomeadamente com as acções q eles têm de outras entidades (O bes tinha uma carteira brutal de PT que veio desvalorizando paulatinamente) ou os imoveis, ou os devedores entram em falência e assim têm que registar as imparidades

Agora se me disseres que a cotação tem a ver com o valor do banco, digo-te que a cotação é o valor de um banco num dado momento.

Olha que tem. Mesmo que as acções ordinárias não contem para os capitais próprios, as acções preferenciais faz sentido que contem. E a sua contabilização deve ser feita ao valor de mercado e não ao valor nominal. Pelo menos é isso que faz sentido... Penso eu de que! Não juro...
 
Estás a confundir conceitos, mas pelo menos já dizes que a cotação apenas tem influência apenas indirecta.

Os rácios de capital nada têm a ver com a cotação. E os colaterais que os bancos têm que dar ao BCE fazem parte do seu activo - carteira de créditos, imoveis, obrigações de que sejam titulares etc e isso nada tem a ver com a cotação.

E quando o BCE exige aumentos de capital é quanto existe a deterioração do activo do banco, ou seja quando os activos descem de valor - nomeadamente com as acções q eles têm de outras entidades (O bes tinha uma carteira brutal de PT que veio desvalorizando paulatinamente) ou os imoveis, ou os devedores entram em falência e assim têm que registar as imparidades

Agora se me disseres que a cotação tem a ver com o valor do banco, digo-te que a cotação é o valor de um banco num dado momento.

Nao e pelo menos já digo que é indirectamente, nunca disse que era directamente. O

que disse é que depende da cotação em bolsa, não disse que depende exclusivamente da cotação em bolsa. Depende de muitos factores.

Mas a lógica do que digo é que um banco não pode ver a sua cotação em bolsa desvalorizar, por exemplo, de 5€ para 0,20 cêntimos, sem alterar nada. A não ser que a 5€ o banco estivesse com rácios muito superiores aos exigidos.

Uma empresa de outro ramo, pode. O valor em bolsa é importante nos bancos de uma forma que não o é nas outras empresas.
 
Nao e pelo menos já digo que é indirectamente, nunca disse que era directamente. O

que disse é que depende da cotação em bolsa, não disse que depende exclusivamente da cotação em bolsa. Depende de muitos factores.

Mas a lógica do que digo é que um banco não pode ver a sua cotação em bolsa desvalorizar, por exemplo, de 5€ para 0,20 cêntimos, sem alterar nada. A não ser que a 5€ o banco estivesse com rácios muito superiores aos exigidos.

Uma empresa de outro ramo, pode. O valor em bolsa é importante nos bancos de uma forma que não o é nas outras empresas.

Lembras-te do que aconteceu à Brisa?
 
Voltar
Superior