Bolsa e investimentos

Estás a confundir conceitos, mas pelo menos já dizes que a cotação apenas tem influência apenas indirecta.

Os rácios de capital nada têm a ver com a cotação. E os colaterais que os bancos têm que dar ao BCE fazem parte do seu activo - carteira de créditos, imoveis, obrigações de que sejam titulares etc e isso nada tem a ver com a cotação.

E quando o BCE exige aumentos de capital é quanto existe a deterioração do activo do banco, ou seja quando os activos descem de valor - nomeadamente com as acções q eles têm de outras entidades (O bes tinha uma carteira brutal de PT que veio desvalorizando paulatinamente) ou os imoveis, ou os devedores entram em falência e assim têm que registar as imparidades

Agora se me disseres que a cotação tem a ver com o valor do banco, digo-te que a cotação é o valor de um banco num dado momento.

Olha que tem. Mesmo que as acções ordinárias não contem para os capitais próprios, as acções preferenciais faz sentido que contem. E a sua contabilização deve ser feita ao valor de mercado e não ao valor nominal. Pelo menos é isso que faz sentido... Penso eu de que! Não juro...

Mas pensando bem realmente não tem muita lógica que a cotação da acção afecte os capitais próprios, porque em bom rigor as acções em free float não são capital do Banco (são dos respectivos accionistas), e mesmo as acções dos accionistas de referência também não são capital. Capital é aquilo que eles lá meteram...
 
Nao e pelo menos já digo que é indirectamente, nunca disse que era directamente. O

que disse é que depende da cotação em bolsa, não disse que depende exclusivamente da cotação em bolsa. Depende de muitos factores.

Mas a lógica do que digo é que um banco não pode ver a sua cotação em bolsa desvalorizar, por exemplo, de 5€ para 0,20 cêntimos, sem alterar nada. A não ser que a 5€ o banco estivesse com rácios muito superiores aos exigidos.

Uma empresa de outro ramo, pode. O valor em bolsa é importante nos bancos de uma forma que não o é nas outras empresas.

Mas isso então já é muito diferente daquilo que afirmaste inicialmente.
 
Mas isso então já é muito diferente daquilo que afirmaste inicialmente.

para mim não é porque a minha ideia não mudou.

A cotação das acções têm uma importância para os bancos, que não tem para as outras empresas.

O exemplo que dei dos 5€ para os 0,20€, os rácios de capital tinham que ser utopicamente altos para permitir que a cotação em bolsa sofresse tamanha desvalorização sem nenhuma implicação.

So teóricamente isso seria possível. Na prática não.
 
Última edição:
para mim não é porque a minha ideia não mudou.

A cotação das acções têm uma importância para os bancos, que não tem para as outras empresas.

O exemplo que dei dos 5€ para os 0,20€, os rácios de capital tinham que ser utopicamente altos para permitir que a cotação em bolsa sofresse tamanha desvalorização sem nenhuma implicação.

So teóricamente isso seria possível. Na prática não.


Humm, não. Tu afirmaste inicialmente que havia uma relação directa, e eu numa primeira análise ainda pensei que tinhas razão. Mas depois o Celsius lançou uns dados para a questão e realmente parece-me que não há relação nenhuma.
 
A ideia que tenho é que a Brisa foi retirada de bolsa, através da compra de acções pela própria empresa. A empresa não quis continuar cotada em bolsa.

E porque é que não quis?

Eu digo-te.

A banca para lhe dar empréstimos avaliou a empresa em X.

Na altura em bolsa a empresa estava cotada em X+Y+Z, ou seja a cotação em bolsa era mto maior.

Porém aquilo começou a descer de forma louca, e a banca disse. Ó Mellos. É insustentável mantermos a vossa avaliação em X que precisamos para vos dar os empréstimos q desesperadamente precisam, quando a vossa cotação só vale x.

O que os Mellos fizerem foi tirar a Brisa de modo aos bancos puderem usar outra métrica para a avaliação, assim não tendo o incomoda da cotação em bolsa que pondera os activos mas tb o passivo brutal que a empresa tinha (e tem).

Ora aí está um exemplo de como a cotação da empresa influenciou o seu futuro.

Não é por acaso que mtas empresas, inclusive conglomerados não se metem na bolsa, apesar de terem perfil para tal, como por ex uma mto conhecida de Viseu (ou da zona pq não sei mto bem onde tem sede).

Nos bancos a situação não se coloca. Como já disse o BCE para fornecer a liquidez não tem em conta a cotação.
 
Não há propriamente uma ligaçãodirecta entre a cotação de um título me bolsa e os destinos de uma empresa.

Humm, não. Tu afirmaste inicialmente que havia uma relação directa, e eu numa primeira análise ainda pensei que tinhas razão. Mas depois o Celsius lançou uns dados para a questão e realmente parece-me que não há relação nenhuma.

Sim usei a palavra directamente, como resposta ao teu post que a referia. Posteriormente usei indirectamente.

Mesmo que esteja a fazer alguma confusão ao nível de algum conceito, a minha intenção não se alterou, como expliquei nos post seguintes. Isto é, foi sempre aquilo que quis transmitir.

E porque é que não quis?

Eu digo-te.

A banca para lhe dar empréstimos avaliou a empresa em X.

Na altura em bolsa a empresa estava cotada em X+Y+Z, ou seja a cotação em bolsa era mto maior.

Porém aquilo começou a descer de forma louca, e a banca disse. Ó Mellos. É insustentável mantermos a vossa avaliação em X que precisamos para vos dar os empréstimos q desesperadamente precisam, quando a vossa cotação só vale x.

O que os Mellos fizerem foi tirar a Brisa de modo aos bancos puderem usar outra métrica para a avaliação, assim não tendo o incomoda da cotação em bolsa que pondera os activos mas tb o passivo brutal que a empresa tinha (e tem).

Ora aí está um exemplo de como a cotação da empresa influenciou o seu futuro.

Não é por acaso que mtas empresas, inclusive conglomerados não se metem na bolsa, apesar de terem perfil para tal, como por ex uma mto conhecida de Viseu (ou da zona pq não sei mto bem onde tem sede).

Nos bancos a situação não se coloca. Como já disse o BCE para fornecer a liquidez não tem em conta a cotação.

Vamos lá ver, uma empresa não bancária pode passar de uma cotação alta para uma muito mais baixa, sem que com isso seja obrigada a fazer aumentos de capital, ou seja obrigada a falir. Ninguém a vai obrigar a nada. Não quer dizer que não possam alterar o rumo da empresa em função da cotação em bolsa. Mas será sempre uma opção.

na banca, isso não acontece.

por exemplo a Sonae Indústria, andou anos a desvalorizar, e perdeu quase 90% do seu valor em bolsa, sem que ninguém os forçasse a fazer um aumento de capital. Fizeram no o ano passado, por iniciativa própria, mesmo que por detrás esteja algo semelhante ao que referes para a Brisa. Mas foi uma opção da direcção.

Um banco não podia passar pelo processo da Sonae Indústria, sem pelo meio ter que fazer n aumentos de capital. Só em condições utópicas isso se poderia verificar.
 
Malta preciso de uns conselhos vindos de quem sabe [:cool:]

Sou um jovem ainda novito a viver em casa dos pais (não por muito tempo espero [:D]) mas com alguma independência financeira. Além do meu fundo de reserva, tenho cerca de 1000€ que gostava de começar a investir porque dinheiro parado não dá rendimento.

Tive a ver alguns depósitos a prazo e as taxas de juro são ridículas. Opiniões e dicas?
 
Malta preciso de uns conselhos vindos de quem sabe [:cool:]

Sou um jovem ainda novito a viver em casa dos pais (não por muito tempo espero [:D]) mas com alguma independência financeira. Além do meu fundo de reserva, tenho cerca de 1000€ que gostava de começar a investir porque dinheiro parado não dá rendimento.

Tive a ver alguns depósitos a prazo e as taxas de juro são ridículas. Opiniões e dicas?

Com 1.000 euros?!

Em gajas ou copos!
 
1000€ ou metes a prazo e ganhas uns 5 euros ao fim de um ano ou então metes numa aplicação de risco, o que dado o retorno potencial para um investimento tão pequeno não compensa o risco.

Guarda-os debaixo do colchão[;)]
 
Com 1000€, compra acções de alguma coisa altamente cíclica que esteja em baixo agora (P/E na ordem de 10 ou abaixo) mas seja uma empresa sólida (baixo debt ratio) e esquece lá o dinheiro por 5-10 anos.

Coisas que estão em baixo agora, petróleo, industrias mineiras, ouro, e basicamente tudo o que seja ligado a commodities e transporte.

1000€ em ações de Helmerich & Payne por exemplo, podem valer facilmente o dobro ou até quem sabe 5000€ em 5 anos. Atenção que não é uma recomendação de compra. É um exemplo apenas, também pode valer zero (pouco provável)!!
 
Até agora só um: comprei um ETF e cobraram mais do que o anunciado (2€ + 0.02%). Liguei para eles e ficaram de resolver. Passado +- 3 ou 4 semanas, ligaram-me a dizer que já tinham creditado o valor cobrado a mais e que o ETF já estava devidamente categorizado como ETF, antes estava como Ação.
 
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