Bolsa e investimentos

O objectivo do Ray Dalio é vender livros (quantos mais melhor!) Achas que o objectivo dele é mesmo avisar a plebe como nós dos riscos da China?

Ó Rasec, para mim, tal como para ti, é óbvio que praticamente nada neste mundo é feito sem um objetivo/interesse subjacente. Mas é por isso que desacreditas com tremenda facilidade alguém reputado e creditado no mundo financeiro como o Dalio?

Repito a ideia que o SP500 se vai comportar nos próximos 40 anos como se comportou nos últimos 40 pode vir a trazer muitos dissabores a muita gente. Basta ver o que se passou/passa com o Nikkei, que mesmo perante um milagre económico sob alçada do Abe se manteve anímico.
 
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Bem... já nem há beneficio da dúvida :sh)

@Miguel1994, por MSCI falo da Fidelity, IWDA e VWCE.

@Rasec, eu não estou a desafiar a tua posição nem a tomar a minha com base num video do Ray Dalio.

As razões pelo qual estou a tomar esta posição já foram bem explanadas pelo Miguel, pois são as mesmas motivações.

Fiz-te a pergunta porque gosto sempre de ver opiniões opostas à minha, pois permite sair um pouco da minha caixa de ressonância (que quando se fala de investimento passivo é bastante grande).

Acho que se deve analisar sempre o argumento 1º, as intenções em 2º, e o autor em 3º.

Isto porque independentemente da agenda do Dalio, pode haver mérito no argumento dele.

Tal como pode haver no teu, por isso é que te fiz a pergunta.

PS:

Gosto muito do vídeo infra pois exemplifica a dualidade do interesse/agenda humana e o argumento.
Os senhores tinham uma agenda/interesse por trás.. no entanto, não faz com que o argumento deles esteja errado.

https://www.youtube.com/watch?v=9xZx1lf2tvs
 
Bem... já nem há beneficio da dúvida :sh)

@Miguel1994, por MSCI falo da Fidelity, IWDA e VWCE.

@Rasec, eu não estou a desafiar a tua posição nem a tomar a minha com base num video do Ray Dalio.

As razões pelo qual estou a tomar esta posição já foram bem explanadas pelo Miguel, pois são as mesmas motivações.

Fiz-te a pergunta porque gosto sempre de ver opiniões opostas à minha, pois permite sair um pouco da minha caixa de ressonância (que quando se fala de investimento passivo é bastante grande).

Acho que se deve analisar sempre o argumento 1º, as intenções em 2º, e o autor em 3º.

Isto porque independentemente da agenda do Dalio, pode haver mérito no argumento dele.

Tal como pode haver no teu, por isso é que te fiz a pergunta.

PS:

Gosto muito do vídeo infra pois exemplifica a dualidade do interesse/agenda humana e o argumento.
Os senhores tinham uma agenda/interesse por trás.. no entanto, não faz com que o argumento deles esteja errado.

https://www.youtube.com/watch?v=9xZx1lf2tvs

Mas o VWCE não é, ao fim ao cabo, 60% SP500?

Ou consideras esse o rácio o ideal para vinculação ao mercado norte americano?
 
Meu caro, se há coisa que a história me ensinou é que os impérios não são estáticos.

Seguindo o encadeamento.

O próximo é o império de Portugal.




Acho que já tinha perguntado, mas fica aqui a pergunta outra vez.

Mesma empresa em diferentes bolsas.


Preferiam comprar em mercado americano ou bolsa de Londres?
 
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Mas o VWCE não é, ao fim ao cabo, 60% SP500?

Ou consideras esse o rácio o ideal para vinculação ao mercado norte americano?

Se é adequado ou não, não sei. É o peso real dos EUA na economia, visto que invisto de forma passiva... é a lei da coisa.

Sei que não invisto de forma exclusiva nos EUA e isso é que me faz confusão após este boom nos últimos 30 anos do SP500.

Nos meus inícios apostei muito no SP500, mas desde a COVID que travei e só coloco em índices globais.

Os argumento do RASEC são muitíssimo válidos e eu concordo com ambos (tanto europa como a asia).

O que eu discordo é na estabilidade socio-económica futura dos EUA... tenho muitas dúvidas que seja aquilo que vimos nos ultimos 30 anos.

Logo, como não tenho certezas nenhumas acerca de qualquer um dos blocos:

Se a dominância dos EUA aumentar, eu estarei dentro.
Se reduzir, eu estarei dentro.
Se mantiver, eu estarei dentro.
 
Eu também invisto em SP500, All World, China (Baba, Nio, etc) e em Portugal... Mas em Portugal só em tijolo!

Como dizia o Warren Buffett "don't bet against America"
 
Eu também invisto em SP500, All World, China (Baba, Nio, etc) e em Portugal... Mas em Portugal só em tijolo!

Como dizia o Warren Buffett "don't bet against America"

Ahh! Ok. Então devemos ter exposições globais similares ao fim ao cabo... mais ponto percentual menos ponto percentual.

Estive a fazer contas de merceeiro no final de 2021 e entre SP500 e os vários All World, estava e exposto aos EUA em cerca de 75%.

O meu objetivo é baixar esta exposição e aproximar mais daquilo que é o peso real dos EUA na economia global.

Não é ser propriamente contra os EUA, mas claramente estou mais pessimista que tu [:cool:]
 
Ahh! Ok. Então devemos ter exposições globais similares ao fim ao cabo... mais ponto percentual menos ponto percentual.

Estive a fazer contas de merceeiro no final de 2021 e entre SP500 e os vários All World, estava e exposto aos EUA em cerca de 75%.

O meu objetivo é baixar esta exposição e aproximar mais daquilo que é o peso real dos EUA na economia global.

Não é ser propriamente contra os EUA, mas claramente estou mais pessimista que tu [:cool:]

Os EUA continuarão a ser, por muito tempo, a maior potência económica mundial.

Os Chinocas não são confiáveis e são altamente instáveis (o Estado digo), pelo que é muito difícil eu aceitar investir em empresas Chinesas.

Gosto de alguns mercados emergentes mas investir a sério é nos EUA.
 
Por não confiar na China é que fui em IWDA em vez de VWCE.

Estamos a falar de uma exposição inferior a 5%. É completamente irrisória.

Por outro lado, diversificar é bom. Mesmo não gostando de governos comunas, se o meu portfolio crescer à custa de empresas chinesas, não vou dizer que não quero.
 
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Os EUA têm várias coisas a seu favor nos tempos que se aproximam. A primeira e julgo eu mais importante é que são auto-suficientes em termos energéticos, coisa que não acontece nem com a Europa nem com a China. A segunda é que continua a ter dentro de fronteiras acesso a muitas matérias primas extrativas, cuja exploração tem sido mais reduzida por motivos de concorrência externa (é mais barato ir buscar a outras fontes), mas com a inflação global começam a ser economicamente viáveis. E depois têm um dinamismo e uma capacidade de reagir a mudanças de paradigma absolutamente imbatível.
Podem já ter atingido o auge da sua dominância mundial e até podem estar já na descida, mas esta ainda vai durar décadas. E mesmo que perca a preponderância mundial em termos económicos e geopolíticos, ou mesmo em termos culturais, isso não quer dizer de maneira nenhuma que vão ao charco. Veja-se os casos da Inglaterra e da França. Já deixaram de ser os "donos do mundo" há muito tempo e contudo continuam bem firmes no top dos melhores sítios para se viver cá no globo.
 
Os EUA têm várias coisas a seu favor nos tempos que se aproximam. A primeira e julgo eu mais importante é que são auto-suficientes em termos energéticos, coisa que não acontece nem com a Europa nem com a China. A segunda é que continua a ter dentro de fronteiras acesso a muitas matérias primas extrativas, cuja exploração tem sido mais reduzida por motivos de concorrência externa (é mais barato ir buscar a outras fontes), mas com a inflação global começam a ser economicamente viáveis. E depois têm um dinamismo e uma capacidade de reagir a mudanças de paradigma absolutamente imbatível.
Podem já ter atingido o auge da sua dominância mundial e até podem estar já na descida, mas esta ainda vai durar décadas. E mesmo que perca a preponderância mundial em termos económicos e geopolíticos, ou mesmo em termos culturais, isso não quer dizer de maneira nenhuma que vão ao charco. Veja-se os casos da Inglaterra e da França. Já deixaram de ser os "donos do mundo" há muito tempo e contudo continuam bem firmes no top dos melhores sítios para se viver cá no globo.
Mai nada...

Só acrescentaria uma coisa, têm muito melhores vizinhos do que a UE ou o Sudeste Asiático

E isso traz uma paz e uma estabilidade enorme...
 
Os EUA têm várias coisas a seu favor nos tempos que se aproximam. A primeira e julgo eu mais importante é que são auto-suficientes em termos energéticos, coisa que não acontece nem com a Europa nem com a China. A segunda é que continua a ter dentro de fronteiras acesso a muitas matérias primas extrativas, cuja exploração tem sido mais reduzida por motivos de concorrência externa (é mais barato ir buscar a outras fontes), mas com a inflação global começam a ser economicamente viáveis. E depois têm um dinamismo e uma capacidade de reagir a mudanças de paradigma absolutamente imbatível.
Podem já ter atingido o auge da sua dominância mundial e até podem estar já na descida, mas esta ainda vai durar décadas. E mesmo que perca a preponderância mundial em termos económicos e geopolíticos, ou mesmo em termos culturais, isso não quer dizer de maneira nenhuma que vão ao charco. Veja-se os casos da Inglaterra e da França. Já deixaram de ser os "donos do mundo" há muito tempo e contudo continuam bem firmes no top dos melhores sítios para se viver cá no globo.

Os USA tem uma liberdade econômica que enquanto cidadão na mó de baixo pode ser muito mau, mas que premia sempre a liberdade econômica, tem uma justiça que funciona e relativamente eficiente, principalmente em crime econômico, o Dólar pode ter os defeitos todos mas em caso de apertos mundiais é a moeda de refugio, seja em maior ou menos %.

A China tem muitas restrições politicas e de demograficas que metem em causa o seu desenvolvimento, a liberdade dos USA é que permite aquela historia de estar sempre em "decadência" e "conflito" à décadas, mas ganhando sempre os que adicionam mais valor, e assim vai os USA prosperando.

E olhando para o mundo não vejo quem pode ultrapassar os USA de forma consistente para ser o sistema que empresas e negócios querem ir. Existem "micro países" (Luxemburgo, Singapura, Suíça etc..) muito bons mas nenhum do tamanho dos USA para fazer melhor.

Para os USA serem ultrapassados, na minha opinião, teria que existir uma mudança de paradigma enorme em que os USA falhariam, porque no jogo actual é muito complicado alguém passar os USA.

Na minha opinião o mundo vai ser mais heterogêneo, a china e outros vão conseguir acabar um pouco com a homogênia dos EUA, seja na moeda, sistema financeiro, a China tem condições para criar um sistema financeiro e econômico paralelo e independente dos USA, e já estão a fazer progressos. Mas não confundia "perder quota de mercado" com deixar de ser a super potencia reinante durante muito tempo.
 
A inovação vem do liberalismo social, económico e de pensamento. Quando pensamos todos iguais por decreto (tipo China ou Russia) é muito difícil inovar. Quanto não há dinheiro é muito difícil inovar, etc.

Os EUA continuarão a ser sede da inovação por muitos e bons anos. A Europa castra inovação à nascença com uma burocracia assustadora!

Podemos discutir sobre o valor de "unicorns" mas estes números não enganam:

According to CB Insights, as of June 2022, there are more than 1,150 unicorns worldwide. Forty-seven countries have at least one unicorn, with the U.S., China, and India leading with 612, 174, and 65, respectively. In Europe, the U.K., Germany, and France lead with 43, 29, and 24

Para termos uma ideia do futuro, é olhar para isto! E para os que podem argumentar que estamos numa unicorn-bubble (que estamos, não duvidem disso!!) podemos olhar para o que aconteceu ao mundo a seguir ao dot-com bubble e que país saiu mais forte depois desse "estrondo".
 
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A inovação vem do liberalismo social, económico e de pensamento. Quando pensamos todos iguais por decreto (tipo China ou Russia) é muito difícil inovar. Quanto não há dinheiro é muito difícil inovar, etc.

Os EUA continuarão a ser sede da inovação por muitos e bons anos. A Europa castra inovação à nascença com uma burocracia assustadora!

Podemos discutir sobre o valor de "unicorns" mas estes números não enganam:



Para termos uma ideia do futuro, é olhar para isto! E para os que podem argumentar que estamos numa unicorn-bubble (que estamos, não duvidem disso!!) podemos olhar para o que aconteceu ao mundo a seguir ao dot-com bubble e que país saiu mais forte depois desse "estrondo".

A acrescer a isso há o facto de hoje em dia uma empresa ser gerida por quadros altamente habilitados em termos de gestão e finanças.

Por exemplo, a Microsoft está metida em tantos negócios que comprar uma ação da Microsoft é estar a investir num vasto leque de mercados e sectores.

Por outro lado, as grandes empresas apostam forte na inovação, no crescimento e em novos mercados. Aprenderam com os erros de outros no passado.

Por isso, é muito difícil uma empresa grande e com rios de dinheiro ir à falência com facilidade.
 
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