[Começa a haver uma certa linha de suporte que deixa antever que afase das grandes quedas já acabou.
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[Começa a haver uma certa linha de suporte que deixa antever que afase das grandes quedas já acabou.
pois os valores das acções dos players estão bem abaixo do seu real valor.
Como assim, bem abaixo do real valor? De que empresas falas?
Qualquer blue chip do Psi 20 estão a bom preço, por isso estão apeteciveis para comprar.
Ainda bem que todos temos opinioes diferentes, senão isto era uma seca []
Sim, se todos tivessemos a mesma opinião, isto perdia a piada.
Mas já agora partilha a tua opinião.
Em primeiro lugar devo dizer (como se não se notasse) que sou um pouco pessimista por natureza.
Ora bem. Vimos de uma fase de euforia muito recente, acho que é algo comummente aceite. São aquelas fases em que há imensa publicidade a produtos bancários com investimento na bolsa, toda a gente fala de bolsa, a bolsa abre os telejornais, há OPVs, muita gente acha que as acções vão até ao céu e toda a gente está dentro.
Resultado: quando há uma queda mais forte todos levam as mãos à cabeça, perguntam-se como é possível, dizem que as acções agora estão sub-valorizadas, etc. (e com alguma razão : algumas podem estar sub-valorizadas face à realidade do ano passado). Aqui começa a aparecer algum medo devido às quedas a pique.
No entanto, esta crise pode ser algo sério. Os endividamentos massivos das empresas e de consumidores são difíceis de sustentar (e apesar de injecções recorde de liquidez, os bancos começam a apertar critérios de financiamento, etc) e é naturalíssimo que a emissão de divida decresça no futuro.
O crédito é consumo antecipado e toda a gente sabe a maluqueira que se atingiu no crédito neste ultimos tempos. Se o crédito concedido descer com alguma expressividade, o consumo futuro (já que o passado foi baseado em grande parte no crédito) vai baixar em grande medida também. Ao baixar o consumo as empresas apresentam menores vendas, menores lucros, o peso dos custos de financiamento aumentam, pode haver despedimentos em massa, falências, o que agrava ainda mais esta espiral de "desgraça".
Mas mesmo sem entrarmos no pior caso, é naturalíssimo que o consumo desça e os lucros das empresas se ressintam bastante até ao final deste ano. As mais penalizadas serão as do retalho, banca (pelas razões óbvias), construção, etc. Mesmo o peso dos custos de financiamento, o sentimento negativo e etc, que se vive (e viverá) se encarregará de fazer mossa a algumas empresas de serviços básicos.
concluindo, à luz dos resultados passados e perspectivas de crescimento que existiam no início do ano de 2007, sim. Concordo que há, neste momento, algumas empresas sub-avaliadas. À luz do que se pode passar durante estes próximos tempos, a premissa das "perspectivas de crescimento" foi afectada e as avaliações passadas já não têm, para mim, valor.
Várias pessoas referiram aqui o "valor real" das acções. Isso é ficção... não existe um valor real.
O valor das acções num determinado momento reflecte as expectativas dos especuladores e não tem nada a ver com o valor real das empresas.
Aliás, quem é que hoje em dia compra as acções a pensar nos dividendos?[] O mercado é um gigantesco casino cheio de especuladores. Tanto os tubarões como os peixitos estão-se marimbando para o valor das empresas. O que conta é a expectativa de subida das acções.
E esta estratégia é muito perigosa, muito perigosa... já dizia o CS: vende-se por aí muito gato por lebre...
Várias pessoas referiram aqui o "valor real" das acções. Isso é ficção... não existe um valor real.
Aliás, quem é que hoje em dia compra as acções a pensar nos dividendos?[] O mercado é um gigantesco casino cheio de especuladores. Tanto os tubarões como os peixitos estão-se marimbando para o valor das empresas. O que conta é a expectativa de subida das acções.
E esta estratégia é muito perigosa, muito perigosa... já dizia o CS: vende-se por aí muito gato por lebre...
E então o que faz haver a expectativa de subida das acções? Não terá algo a ver com a expectativa de lucros futuros (que são basicamente o valor intrinseco)?
Várias pessoas referiram aqui o "valor real" das acções. Isso é ficção... não existe um valor real.
O valor das acções num determinado momento reflecte as expectativas dos especuladores e não tem nada a ver com o valor real das empresas.
Aliás, quem é que hoje em dia compra as acções a pensar nos dividendos?[] O mercado é um gigantesco casino cheio de especuladores. Tanto os tubarões como os peixitos estão-se marimbando para o valor das empresas. O que conta é a expectativa de subida das acções.
E esta estratégia é muito perigosa, muito perigosa... já dizia o CS: vende-se por aí muito gato por lebre...
Na minha humilde opinião (de leigo vivido) as expectactivas deixaram de se concentrar nos lucros das empresas para se concentrarem cada vez mais no comportamento dos compradores de acções.
Parece-me que a maior parte dos jogadores compra e vende acções de empresas sem conhecer minimamente essas empresas e o seu "real valor".
O que dizes não é de agora. O jogo de bolsa é naturalmente assim. Não nos podemos esquecer que bolsas de valores existem há mais de 100 anos.Na minha humilde opinião (de leigo vivido) as expectactivas deixaram de se concentrar nos lucros das empresas para se concentrarem cada vez mais no comportamento dos compradores de acções.
Parece-me que a maior parte dos jogadores compra e vende acções de empresas sem conhecer minimamente essas empresas e o seu "real valor".
Estudo
Lisboa deverá ter melhor desempenho que bolsas mundiais
A bolsa portuguesa está bem posicionada para ser uma das praças mundiais com melhor desempenho este ano. Pelo menos em termos estatísticos.
A bolsa portuguesa está bem posicionada para ser uma das praças mundiais com melhor desempenho este ano. Pelo menos em termos estatísticos.
A Euronext Lisbon beneficia de uma probabilidade de 54,13% de atingir, em 2008, retornos acima da média dos mercados mundiais, segundo a análise da La Jolla Economics, uma casa norte-americana de "research" e consultoria económica e financeira. Trata-se de uma das probabilidade mais altas, quer entre mercados desenvolvidos como emergentes.
Depois de analisar todas as bolsas representadas no índice de referência mundial MSCI World, a casa norte-americana conclui que metade dos "benchmarks" dos países desenvolvidos deverão ficar aquém da 'performance' média das bolsas mundiais.
Já Portugal faz parte da outra metade, correspondente aos mercados que têm mais hipóteses de conseguirem superar o retorno médio do MSCI World. A bolsa nacional tem a oitava probabilidade mais elevada entre os mercados desenvolvidos (54,13%).
A liderar o "ranking" dos países desenvolvidos encontra-se a Grécia, a quem os analistas da La Jolla Economics atribuem 60,99% de probabilidade de bater o desempenho do MSCI World. Entre os dez países melhor classificados na análise, apenas dois não são europeus (Singapura e Nova Zelândia).
Mesmo comparando o caso português com os mercados emergentes, onde as perspectivas de crescimento são, em princípio, superiores aos países desenvolvidos, só oito índices emergentes apresentam probabilidades mais altas que a bolsa nacional.
Correlação entre probabilidade e retornos foi elevada em 2007
A análise da La Jolla Economics à probabilidade de os diferentes mercados nacionais superarem o desempenho médio mundial, faz parte da elaboração anual do "Índice de liberdade económica", publicado desde 1995 em parceria com o "Wall Street Jornal".
Daí que não tenha como objectivo fazer estimativas de retornos, mas apenas analisar os mercados com melhores perspectivas estatísticas. No entanto, a experiência passada revela a existência de uma correlação alta entre as probabilidades atribuídas no começo do ano e o desempenho dos mercados.
No ano passado, as probabilidades mais altas corresponderam aos retornos mais elevados. Aos países desenvolvidos foi atribuída uma probabilidade média de 43,28% de baterem os retornos do índice mundial, enquanto os mercados emergentes tinham uma probabilidade mais alta de 50%.
E foi precisamente este grupo de países a ter o melhor desempenho no ano. Segundo o estudo, o índice MSCI Emerging Markets atingiu uma valorização média de 35,49%. Valor que supera o retorno médio de 14,34% do MSCI Developed Markets. A casa norte-americana não revela os dados descriminados por países.
Também a metade agrupada dos países com a probabilidade mais elevada no início de 2007, tiveram o melhor desempenho. Valorizaram 37,27% em média.
Fonte: Jornal de Negocios
Na minha humilde opinião (de leigo vivido) as expectactivas deixaram de se concentrar nos lucros das empresas para se concentrarem cada vez mais no comportamento dos compradores de acções.
Parece-me que a maior parte dos jogadores compra e vende acções de empresas sem conhecer minimamente essas empresas e o seu "real valor".