Bolsa e investimentos

Continuo a achar que já está definida uma linha de suporte. As quedas de ontem em Lx foram causadas em parte por ser um dia de fraca liquidez.

Vou apostar nalguns fundos.
 
penso que neste momento, e embora ainda possam existir quedas , os titulo ja estão a bom preço.
vou continuara comprar agora com mais "vontade"
 
Até ás eleições nos EUA, a economia e as bolsas americanas vão estar bastante instaveis.

Só é pena que a Europa seja apenas uma consequencia da saude da economia americana e não tenha peso para influenciar a economia mundial.
 
Sim, se todos tivessemos a mesma opinião, isto perdia a piada.
Mas já agora partilha a tua opinião.

Em primeiro lugar devo dizer (como se não se notasse) que sou um pouco pessimista por natureza.

Ora bem. Vimos de uma fase de euforia muito recente, acho que é algo comummente aceite. São aquelas fases em que há imensa publicidade a produtos bancários com investimento na bolsa, toda a gente fala de bolsa, a bolsa abre os telejornais, há OPVs, muita gente acha que as acções vão até ao céu e toda a gente está dentro.

Resultado: quando há uma queda mais forte todos levam as mãos à cabeça, perguntam-se como é possível, dizem que as acções agora estão sub-valorizadas, etc. (e com alguma razão : algumas podem estar sub-valorizadas face à realidade do ano passado). Aqui começa a aparecer algum medo devido às quedas a pique.

No entanto, esta crise pode ser algo sério. Os endividamentos massivos das empresas e de consumidores são difíceis de sustentar (e apesar de injecções recorde de liquidez, os bancos começam a apertar critérios de financiamento, etc) e é naturalíssimo que a emissão de divida decresça no futuro.

O crédito é consumo antecipado e toda a gente sabe a maluqueira que se atingiu no crédito neste ultimos tempos. Se o crédito concedido descer com alguma expressividade, o consumo futuro (já que o passado foi baseado em grande parte no crédito) vai baixar em grande medida também. Ao baixar o consumo as empresas apresentam menores vendas, menores lucros, o peso dos custos de financiamento aumentam, pode haver despedimentos em massa, falências, o que agrava ainda mais esta espiral de "desgraça".

Mas mesmo sem entrarmos no pior caso, é naturalíssimo que o consumo desça e os lucros das empresas se ressintam bastante até ao final deste ano. As mais penalizadas serão as do retalho, banca (pelas razões óbvias), construção, etc. Mesmo o peso dos custos de financiamento, o sentimento negativo e etc, que se vive (e viverá) se encarregará de fazer mossa a algumas empresas de serviços básicos.

concluindo, à luz dos resultados passados e perspectivas de crescimento que existiam no início do ano de 2007, sim. Concordo que há, neste momento, algumas empresas sub-avaliadas. À luz do que se pode passar durante estes próximos tempos, a premissa das "perspectivas de crescimento" foi afectada e as avaliações passadas já não têm, para mim, valor.
 
Em primeiro lugar devo dizer (como se não se notasse) que sou um pouco pessimista por natureza.

Ora bem. Vimos de uma fase de euforia muito recente, acho que é algo comummente aceite. São aquelas fases em que há imensa publicidade a produtos bancários com investimento na bolsa, toda a gente fala de bolsa, a bolsa abre os telejornais, há OPVs, muita gente acha que as acções vão até ao céu e toda a gente está dentro.

Resultado: quando há uma queda mais forte todos levam as mãos à cabeça, perguntam-se como é possível, dizem que as acções agora estão sub-valorizadas, etc. (e com alguma razão : algumas podem estar sub-valorizadas face à realidade do ano passado). Aqui começa a aparecer algum medo devido às quedas a pique.

No entanto, esta crise pode ser algo sério. Os endividamentos massivos das empresas e de consumidores são difíceis de sustentar (e apesar de injecções recorde de liquidez, os bancos começam a apertar critérios de financiamento, etc) e é naturalíssimo que a emissão de divida decresça no futuro.

O crédito é consumo antecipado e toda a gente sabe a maluqueira que se atingiu no crédito neste ultimos tempos. Se o crédito concedido descer com alguma expressividade, o consumo futuro (já que o passado foi baseado em grande parte no crédito) vai baixar em grande medida também. Ao baixar o consumo as empresas apresentam menores vendas, menores lucros, o peso dos custos de financiamento aumentam, pode haver despedimentos em massa, falências, o que agrava ainda mais esta espiral de "desgraça".

Mas mesmo sem entrarmos no pior caso, é naturalíssimo que o consumo desça e os lucros das empresas se ressintam bastante até ao final deste ano. As mais penalizadas serão as do retalho, banca (pelas razões óbvias), construção, etc. Mesmo o peso dos custos de financiamento, o sentimento negativo e etc, que se vive (e viverá) se encarregará de fazer mossa a algumas empresas de serviços básicos.

concluindo, à luz dos resultados passados e perspectivas de crescimento que existiam no início do ano de 2007, sim. Concordo que há, neste momento, algumas empresas sub-avaliadas. À luz do que se pode passar durante estes próximos tempos, a premissa das "perspectivas de crescimento" foi afectada e as avaliações passadas já não têm, para mim, valor.

Concordo em certa parte ctg, mas isso é uma visão bem pessimista.
Senão vejamos: o ano passado foi um ano de euforia na bolsa, com empresas a atingirem cotações bem acima do seu valor real.
No inicio deste ano, as empresas cairam a pique e algumas estão subvalorizadas, como a EDP, a REN (muito cedo para se falar mas com potêncial), a ALTRI, etc, por isso é que digo que estão baratas.
Agora os bancos.....eu não compro bancos por isso nem me dou ao trabalho de os analisar.

O mal disto tudo é as pessoas meterem se na bolsa como forma de ganhar dinheiro rapido e quando as coisas correr mal desatam em fazer sell off e depois já se sabe o que acontece.

Mas até Maio as coisas irão melhorar para depois piorar em julho[:D]
 
Valor real ?

Valor real ?

Várias pessoas referiram aqui o "valor real" das acções. Isso é ficção... não existe um valor real.

O valor das acções num determinado momento reflecte as expectativas dos especuladores e não tem nada a ver com o valor real das empresas.

Aliás, quem é que hoje em dia compra as acções a pensar nos dividendos?[;)] O mercado é um gigantesco casino cheio de especuladores. Tanto os tubarões como os peixitos estão-se marimbando para o valor das empresas. O que conta é a expectativa de subida das acções.

E esta estratégia é muito perigosa, muito perigosa... já dizia o CS: vende-se por aí muito gato por lebre...
 
Várias pessoas referiram aqui o "valor real" das acções. Isso é ficção... não existe um valor real.

O valor das acções num determinado momento reflecte as expectativas dos especuladores e não tem nada a ver com o valor real das empresas.

Aliás, quem é que hoje em dia compra as acções a pensar nos dividendos?[;)] O mercado é um gigantesco casino cheio de especuladores. Tanto os tubarões como os peixitos estão-se marimbando para o valor das empresas. O que conta é a expectativa de subida das acções.

E esta estratégia é muito perigosa, muito perigosa... já dizia o CS: vende-se por aí muito gato por lebre...

O valor das acções é composto por 90% especulação e 10% valor real da empresa [;)]

Felizmente que o mercado não é assim mas em alguns casos deve andar lá perto. Certamente que há gente com alguma capacidade de influenciar algumas acções no mercado e com isso ter as suas mais-valias.
 
Várias pessoas referiram aqui o "valor real" das acções. Isso é ficção... não existe um valor real.

Aliás, quem é que hoje em dia compra as acções a pensar nos dividendos?[;)] O mercado é um gigantesco casino cheio de especuladores. Tanto os tubarões como os peixitos estão-se marimbando para o valor das empresas. O que conta é a expectativa de subida das acções.

E esta estratégia é muito perigosa, muito perigosa... já dizia o CS: vende-se por aí muito gato por lebre...

E então o que faz haver a expectativa de subida das acções? Não terá algo a ver com a expectativa de lucros futuros (que são basicamente o valor intrinseco)?

Realmente os mercados não são perfeitamente eficientes, havendo fortes componentes especulativas nos preços dependendo também do sentimento generalizado dos mercados ou em relaçao a uma empresa em particular.

O valor "real" existe sim, mas não é um valor fixo e imutavel. É antes uma estimativa dos proveitos futuros dessa empresa que se traduz num preço ou num nível de preços. A partir daí, o preço da acção reflecte o equilíbrio das expectativas futuras dos vários compradores e vendedores. Se alguém acha que está caro demais vende a acção. Há alguém que acha que o futuro é risonho e compra o que o anterior quis vender.

Comprar gato por lebre acontece exactamente por causa da especulação: ganância desmesurada que faz com que alguns (ou muitos) intervenientes façam estimativas exageradas (ou mesmo estúpidas - veja-se o recente caso das dotcom) do valor intrinseco da acção. Historicamente, é facil de ver que se chega sempre a uma altura em que os "jogadores" percebem que estão a pagar mais do que realmente a coisa pode valer - estavam a comprar gato por lebre.
 
E então o que faz haver a expectativa de subida das acções? Não terá algo a ver com a expectativa de lucros futuros (que são basicamente o valor intrinseco)?

Na minha humilde opinião (de leigo vivido) as expectactivas deixaram de se concentrar nos lucros das empresas para se concentrarem cada vez mais no comportamento dos compradores de acções.

Parece-me que a maior parte dos jogadores compra e vende acções de empresas sem conhecer minimamente essas empresas e o seu "real valor".
 
Várias pessoas referiram aqui o "valor real" das acções. Isso é ficção... não existe um valor real.

O valor das acções num determinado momento reflecte as expectativas dos especuladores e não tem nada a ver com o valor real das empresas.

Aliás, quem é que hoje em dia compra as acções a pensar nos dividendos?[;)] O mercado é um gigantesco casino cheio de especuladores. Tanto os tubarões como os peixitos estão-se marimbando para o valor das empresas. O que conta é a expectativa de subida das acções.

E esta estratégia é muito perigosa, muito perigosa... já dizia o CS: vende-se por aí muito gato por lebre...

Epah se formos a entrar por ai, então fazer analises tecnicas e fundamentais não serviam de nada e os analistas iam todos para a rua e os livros do Warren Buffet passariam a servir para nada.

O real valor existe sim. O que se passa é que se especula sobre o real valor e dai a volatilidade do mercado, porque se assim não fosse era algo do genero:
Administrador 1-"ah e tal vamos lá fazer uma OPV mas a que valor é que acham que devemos fazer?

Administrador 2-" Epah eu acho que devemos fazer a 5 euros porque 5 é o numero de filhos que eu tenho".
Administrador 50" - Epah eu acho que deviam fazer a 4 euros porque 4 é o meu numero da sorte".

As coisas não funcionam bem assim.
Por isso o real valor existe sim, agora o dificil é saber qual o seu valor e se esse valor irá subir ou descer.
 
Última edição:
Na minha humilde opinião (de leigo vivido) as expectactivas deixaram de se concentrar nos lucros das empresas para se concentrarem cada vez mais no comportamento dos compradores de acções.

Parece-me que a maior parte dos jogadores compra e vende acções de empresas sem conhecer minimamente essas empresas e o seu "real valor".

Isso sim é verdade, mas por causa disso é que quando as coisas correm mal desatam em fazer sell off ao melhor e depois é o descalabro que se sabe.
 
Na minha humilde opinião (de leigo vivido) as expectactivas deixaram de se concentrar nos lucros das empresas para se concentrarem cada vez mais no comportamento dos compradores de acções.

Parece-me que a maior parte dos jogadores compra e vende acções de empresas sem conhecer minimamente essas empresas e o seu "real valor".
O que dizes não é de agora. O jogo de bolsa é naturalmente assim. Não nos podemos esquecer que bolsas de valores existem há mais de 100 anos.


Uma curiosidade: No teletexto das tvs Espanholas (TVE), que têm info de bolsa mto completa, tem uma parte com vários indices bolsistas de outros países bastante actualizadas. Então não é que não tem p psi20!!
 
Estudo

Lisboa deverá ter melhor desempenho que bolsas mundiais

A bolsa portuguesa está bem posicionada para ser uma das praças mundiais com melhor desempenho este ano. Pelo menos em termos estatísticos.

A bolsa portuguesa está bem posicionada para ser uma das praças mundiais com melhor desempenho este ano. Pelo menos em termos estatísticos.
A Euronext Lisbon beneficia de uma probabilidade de 54,13% de atingir, em 2008, retornos acima da média dos mercados mundiais, segundo a análise da La Jolla Economics, uma casa norte-americana de "research" e consultoria económica e financeira. Trata-se de uma das probabilidade mais altas, quer entre mercados desenvolvidos como emergentes.
Depois de analisar todas as bolsas representadas no índice de referência mundial MSCI World, a casa norte-americana conclui que metade dos "benchmarks" dos países desenvolvidos deverão ficar aquém da 'performance' média das bolsas mundiais.
Já Portugal faz parte da outra metade, correspondente aos mercados que têm mais hipóteses de conseguirem superar o retorno médio do MSCI World. A bolsa nacional tem a oitava probabilidade mais elevada entre os mercados desenvolvidos (54,13%).
A liderar o "ranking" dos países desenvolvidos encontra-se a Grécia, a quem os analistas da La Jolla Economics atribuem 60,99% de probabilidade de bater o desempenho do MSCI World. Entre os dez países melhor classificados na análise, apenas dois não são europeus (Singapura e Nova Zelândia).
Mesmo comparando o caso português com os mercados emergentes, onde as perspectivas de crescimento são, em princípio, superiores aos países desenvolvidos, só oito índices emergentes apresentam probabilidades mais altas que a bolsa nacional.
Correlação entre probabilidade e retornos foi elevada em 2007
A análise da La Jolla Economics à probabilidade de os diferentes mercados nacionais superarem o desempenho médio mundial, faz parte da elaboração anual do "Índice de liberdade económica", publicado desde 1995 em parceria com o "Wall Street Jornal".
Daí que não tenha como objectivo fazer estimativas de retornos, mas apenas analisar os mercados com melhores perspectivas estatísticas. No entanto, a experiência passada revela a existência de uma correlação alta entre as probabilidades atribuídas no começo do ano e o desempenho dos mercados.
No ano passado, as probabilidades mais altas corresponderam aos retornos mais elevados. Aos países desenvolvidos foi atribuída uma probabilidade média de 43,28% de baterem os retornos do índice mundial, enquanto os mercados emergentes tinham uma probabilidade mais alta de 50%.
E foi precisamente este grupo de países a ter o melhor desempenho no ano. Segundo o estudo, o índice MSCI Emerging Markets atingiu uma valorização média de 35,49%. Valor que supera o retorno médio de 14,34% do MSCI Developed Markets. A casa norte-americana não revela os dados descriminados por países.
Também a metade agrupada dos países com a probabilidade mais elevada no início de 2007, tiveram o melhor desempenho. Valorizaram 37,27% em média.


Fonte: Jornal de Negocios

Esperemos que sim apr:)
 
Na minha humilde opinião (de leigo vivido) as expectactivas deixaram de se concentrar nos lucros das empresas para se concentrarem cada vez mais no comportamento dos compradores de acções.

Parece-me que a maior parte dos jogadores compra e vende acções de empresas sem conhecer minimamente essas empresas e o seu "real valor".

este e o teu comentário anterior sao dos melhores e mais lúcidos que vi nas últimas páginas. Parabéns.

as pessoas atiram dinheiro a torto e a direito para a bolsa com base em "palpites" e muito poucos sao os que acompanham as empresas com olho crítico e analisando números. Trata-se de aproveitar a onda e tentar sacar dinheiro antecipando o que os outros vao fazer a seguir. é uma estratégia mas que nalguns momentos dá umas chatices bem grandes....

lembrem-se que para alguém ganhar dinheiro na bolsa outros vao ter de o perder... e sao muitos os que perdem pouco e poucos os que ganham muito... e normalmente sao sempre os mesmos!!
 
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