O resultado líquido da Espírito Santo Financial Group cresceu 81,2% no ano passado, atingindo os 204,9 milhões de euros, impulsionados pela subida das comissões e das operações no mercado segurador.
De acordo com um comunicado hoje enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), no sector segurador, as actividades do grupo foram afectadas por uma estagnação em Portugal. Apesar disso, a Tranquilidade conseguiu crescer em alguns pontos estratégicos como as áreas da saúde e do trabalho. Em 2007, os lucros da Tranquilidade e da T-Vida cresceram 28,7%, com a T-Vida a conseguir alcançar resultados positivos e margens substanciais nos prémios, sobretudo dos PPR, apesar de apenas ter iniciado operações em Agosto de 2006.
Em 2007, a ESFG lucrou 204,9 milhões de euros, excluindo os 207,8 milhões de euros em resultados extraordinários obtidos na primeira metade de 2006, devido à reestruturação das operações do sector segurador e a 31,1 milhões de euros de ganhos não recorrentes com a venda de subsidiárias em 2007.
A contribuir para a subida dos resultados estiveram a valorizações dos prémios comissões, que avançaram 11,7% para os 655,8 milhões de euros, demonstrando o bom desempenho da subsidiária no mercado nacional, "onde as comissões registaram uma boa performance, com as comissões da banca de investimento a mostrarem um particular forte crescimento".
Também os resultados das operações de mercado impulsionaram os lucros da instituição, com este indicador a aumentar 74,3% para os 359,9 milhões de euros em 2007, apesar do mau momento vivido pelos mercados mundiais no segundo semestre do ano, após ter estalo a crise do crédito hipotecário de alto risco.
O documento destaca ainda que "os resultados beneficiaram de um momento dos mercados muito forte até Julho e foram afectados pela queda a partir de Agosto, a seguir à crise do Subprime". Ainda assim, o grupo BES reforçou a sua posição em alguns mercados emergentes, como o Brasil.
A ESFG acrescentou ainda que recentemente a Tranquilidade recebeu a autorização das autoridades nacionais para lançar uma operação de um canal directo. A operação, chamada LOGO, iniciou actividades este ano.
De acordo com o relatório, irá permitir à seguradora melhorar a sua performance a nível de "networking". "Este novo canel directo espera-se que reforce a sustentabilidade financeira e a competitividade como um todo na negócio segurador da ESFG em Portugal e pretende atrair 20.000 clientes no sue primeiro ano".
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