Sonae continua disponível para discutir possível negócio com a Zon
Paulo Azevedo está confiante que a Sonae SGPS vai atingir metas definidas para 2008.
Alda Martins
Paulo Azevedo mantém-se firme na vontade de fazer crescer o negócio de comunicações do grupo Sonae. E para isto, a Zon continua a ser um caminho possível.
“No que nos diz respeito, estamos disponíveis para ponderar soluções que tornem possível uma operação que crie valor para os accionistas de ambas as empresas [Sonaecom e Zon]”, disse ontem o presidente executivo da Sonae SGPS em declarações escritas ao Diário Económico.
Enquanto esse momento não chega, a dona da Optimus está “empenhada na implementação do seu plano de crescimento”, nomeadamente através do investimento no reforço da cobertura e da capacidade da rede. Por entender que a fibra é o caminho das comunicações, a empresa anunciou também um investimento de 240 milhões de euros no desenvolvimento de uma rede de fibra. Mas as preocupações do CEO do grupo Sonae são hoje mais vasta do que o negócio da área de comunicações de que foi presidente executivo.
No dia em que a Sonae SGPS apresentou os resultados do primeiro trimestre, Paulo Azevedo mostrou-se confiante em relação ao crescimento das unidades de retalho, apesar da retracção do consumo que inevitavelmente leva ao emagrecimento de margens. Confrontado com o facto de os lucros desta área de negócio, composta por 655 lojas, terem ficado aquém das expectativas dos analistas, Paulo Azevedo lembra que no mesmo período do ano passado, as vendas registaram o impacto positivo do lançamento do cartão de cliente. Mesmo assim, sem este impulso extraordinário, “foi possível alcançar um crescimento de vendas da base comparável de lojas de retalho alimentar (+1%) e retalho especializado (+6%)”, diz. Com os resultados atingidos neste trimestre, e apesar da redução da confiança dos consumidores em Portugal, “estamos confiantes que conseguiremos alcançar o objectivo de manter a margem EBITDA recorrente em 2008 e, simultaneamente, crescer mais de 20% o volume de negócios da companhia”, acrescenta.
Aos analistas, Paulo Azevedo adiantou que, após a expansão para Espanha, em 2010 a Sonae Distribuição já terá entrado noutro mercado.
Na Sonae Sierra, o negócio dos centros comerciais, o trimestre também foi favorável, com o ‘cash flow’ operacional a crescer 31% face ao mesmo período de 2007. O CEO assegura que, apesar da falta de liquidez nos mercados mundiais, a Sonae Sierra “não enfrentou até ao momento qualquer dificuldade em continuar a financiar o desenvolvimento dos seus projectos”.
Em queda continuam as acções do grupo, situação que contrasta com o optimismo da administração em relação aos resultados e que Paulo Azevedo apelida de comportamento “desfasado do desempenho do grupo”. No entanto, a deterioração do cenário macroeconómico e a crise financeira explicam parcialmente os receios dos investidores e a consequente evolução dos mercados de capitais, acrescenta.
fonte: "www.diarieconomico.com"
Será que as minhas suspeitas se irão confirmar?
Paulo Azevedo está confiante que a Sonae SGPS vai atingir metas definidas para 2008.
Alda Martins
Paulo Azevedo mantém-se firme na vontade de fazer crescer o negócio de comunicações do grupo Sonae. E para isto, a Zon continua a ser um caminho possível.
“No que nos diz respeito, estamos disponíveis para ponderar soluções que tornem possível uma operação que crie valor para os accionistas de ambas as empresas [Sonaecom e Zon]”, disse ontem o presidente executivo da Sonae SGPS em declarações escritas ao Diário Económico.
Enquanto esse momento não chega, a dona da Optimus está “empenhada na implementação do seu plano de crescimento”, nomeadamente através do investimento no reforço da cobertura e da capacidade da rede. Por entender que a fibra é o caminho das comunicações, a empresa anunciou também um investimento de 240 milhões de euros no desenvolvimento de uma rede de fibra. Mas as preocupações do CEO do grupo Sonae são hoje mais vasta do que o negócio da área de comunicações de que foi presidente executivo.
No dia em que a Sonae SGPS apresentou os resultados do primeiro trimestre, Paulo Azevedo mostrou-se confiante em relação ao crescimento das unidades de retalho, apesar da retracção do consumo que inevitavelmente leva ao emagrecimento de margens. Confrontado com o facto de os lucros desta área de negócio, composta por 655 lojas, terem ficado aquém das expectativas dos analistas, Paulo Azevedo lembra que no mesmo período do ano passado, as vendas registaram o impacto positivo do lançamento do cartão de cliente. Mesmo assim, sem este impulso extraordinário, “foi possível alcançar um crescimento de vendas da base comparável de lojas de retalho alimentar (+1%) e retalho especializado (+6%)”, diz. Com os resultados atingidos neste trimestre, e apesar da redução da confiança dos consumidores em Portugal, “estamos confiantes que conseguiremos alcançar o objectivo de manter a margem EBITDA recorrente em 2008 e, simultaneamente, crescer mais de 20% o volume de negócios da companhia”, acrescenta.
Aos analistas, Paulo Azevedo adiantou que, após a expansão para Espanha, em 2010 a Sonae Distribuição já terá entrado noutro mercado.
Na Sonae Sierra, o negócio dos centros comerciais, o trimestre também foi favorável, com o ‘cash flow’ operacional a crescer 31% face ao mesmo período de 2007. O CEO assegura que, apesar da falta de liquidez nos mercados mundiais, a Sonae Sierra “não enfrentou até ao momento qualquer dificuldade em continuar a financiar o desenvolvimento dos seus projectos”.
Em queda continuam as acções do grupo, situação que contrasta com o optimismo da administração em relação aos resultados e que Paulo Azevedo apelida de comportamento “desfasado do desempenho do grupo”. No entanto, a deterioração do cenário macroeconómico e a crise financeira explicam parcialmente os receios dos investidores e a consequente evolução dos mercados de capitais, acrescenta.
fonte: "www.diarieconomico.com"
Será que as minhas suspeitas se irão confirmar?