Bolsa e investimentos

Já que ng fala, entratanto tb ocorreu a Opa da Camargo Corrêa à Cimpor.

Basicamente já toda a gente esperava por esta.

A Camargo alia-se à Votorantim e apresentam a Opa com o objectivo de adquirirem a Cimpor para dps a desmantelarem a seu bel-prazer.

O preço não é grande coisa mas a probabilidade de sucesso é elevado, dado que mtos dos accionistas da Cimpor estão absolutamente desesperados de capital.

É uma empresa que ficou refém do seu próprio sucesso. O que interessa aos Brasileiros são as operações no estrangeiro e por isso vão destruir este excelente empresa Portuguesa.

Tb não surpreende seja pelo estado da nossa economia seja pelo nivel do respectivo Board. Deixo-vos uma pequena amostra com a respectova tomada de posição:

"A administração da Cimpor não recomenda a venda da empresa à Camargo Corrêa, porque, entre outras razões, considera o preço baixo.

Em comunicado enviado à CMVM, o Conselho de Administração da Cimpor apresenta um conjunto de argumentos para desaconselhar a venda da cimenteira aos brasileiros.

O 'board' considera que o preço a pagar na OPA, de 5,5 euros por cada acção, é "baixo", pelo que os activos da empresa são "significativamente subavaliados e não incorpora qualquer prémio de controlo", lê-se no documento. A equipa liderada por Francisco Lacerda sustenta que, de resto, os múltiplos de EBITDA são inferiores aos pagos pela Camargo Corrêa quando adquiriu 30% da Cimpor.

A equipa de gestão considera também que não é dada informação suficiente sobre o futuro da empresa, nem sobre a relação com os stakeholders. "Qual será o impacto da oferta nas condições de trabalho dos funcionários da Cimpor, em particular no contexto da reorganização corporativa prevista?", questiona o ‘board'.

O Conselho de Administração também alerta, ainda que implicitamente, para a eventual perda do centro de decisão nacional da Cimpor. "Tendo em conta a estrutura accionista da empresa e as declarações oficiais de accionistas relevantes, o ‘board' considera também apropriado sublinhar que a conlusão desta oferta pode por fim à história bem-sucedida da Cimpor enquanto uma empresa independente para se tornar parte de um grupo maior", argumenta o Conselho de Administração.

A equipa de Lacerda manifesta ainda receios quanto à protecção dos interesses dos accionistas minoritários e à manutenção da política de dividendos.

"O ‘board' não está em posição de recomendar aos accionistas que vendam as suas acções, uma vez que o preço é baixo e subavalia significativamente a Cimpor", lê-se no comunicado, que conclui: "na ausência de informação adequada sobre o futuro da Cimpor após a Oferta, o ‘board' também não pode recomendar aos accionistas que mantenham o seu investimento na Cimpor".

Apesar do veto à operação ter sido decidido por unanimidade em reunião do Conselho de Administração, o Diário Económico sabe que a Camargo Corrêa não votou por ser parte interessada, o mesmo acontecendo com a Votorantin e o BCP, que assim quer evitar conflitos de interesses. Quem também não exerceu o seu direito de voto foi a Caixa Geral de Depósitos, uma vez que Jorge Tomé saiu para o Banif e Norberto Rosa ainda não entrou. "

Para mais explicações:

A OPA do corno manso - A Escolha do Editor - Jornal de negócios online
 
Fortis acredita que BCP poderá ser comprado por um banco espanhol

O Fortis, o quarto maior accionista do BCP e parceiro na área dos seguros, acredita que um banco espanhol poderá tentar comprar a maior instituição financeira privada de Portugal. Numa nota a qualificar a dívida do BCP, o Fortis diz que foi "sem surpresas" que a OPA sobre o BPI falhou.
Os analistas de dívida do Fortis dizem que desde a sua criação em 1985, o Banco Comercial Português (BCP) [Cot] "tem crescido significativamente através de uma estratégia de aquisições agressiva", o que transformou o banco na maior instituição financeira privada de Portugal.
Sobre a oferta pública de aquisição (OPA) lançada sobre o Banco BPI [Cot], o banco de investimento afirma que foi "sem surpresas que falhou".
"Na nossa opinião, este falhanço aumentou o estatuto do BCP como ‘target’. Não ficaríamos nada surpreendidos se um banco espanhol tentasse comprar o BCP", opinam os analistas do Fortis.
O Fortis é parceiro nos seguros do BCP, controlando 51% do negócios de "bancassurance". O banco belga-holandês também é accionista do BCP, onde controla 4,99% do capital.
Na edição de hoje, o "Semanário Económico" avança que o espanhol BBVA voltou a contactar o Banco de Portugal para obter a garantia de que não se oporia caso quisessem crescer em Portugal, através de aquisições.

Há cerca de quatro anos, o presidente Francisco Gonzalez tinha-se reunido pessoalmente com Vítor Constâncio, manifestando a sua intenção de lançar uma OPA sobre o BCP.
As acções do BCP seguem em queda de 0,49% para os 4,06 euros.

in: Jornal de Negocios

Pego nesta citação de 2007 para introduzir o tema da banca.

Neste momento o BCP já está nos 0,11...

Mas o destaque da semana foi o BES.

Vãi fazer um aumento de capital com um desconto brutal.

Ainda há pco tempo elas recuperaram para €1,50. Agora já desceram para 1,05 e na segundo a ajuste vai ser mt violenta, embora na carteira dos accionistas sejam introduzidos os direitos q podem ser transaccionados:

A OPA do corno manso - A Escolha do Editor - Jornal de negócios online

De todo o modo este negócio causa-me algumas duvidas, principalmente na questão de um sindicaro de bancos já ter garantido a subscrição de boa parte das acções em caso de falta de interesse nos mesmos. É que não há almoços grátis...
 
Pego nesta citação de 2007 para introduzir o tema da banca.

Neste momento o BCP já está nos 0,11...

Mas o destaque da semana foi o BES.

Vãi fazer um aumento de capital com um desconto brutal.

Ainda há pco tempo elas recuperaram para €1,50. Agora já desceram para 1,05 e na segundo a ajuste vai ser mt violenta, embora na carteira dos accionistas sejam introduzidos os direitos q podem ser transaccionados:

A OPA do corno manso - A Escolha do Editor - Jornal de negócios online

De todo o modo este negócio causa-me algumas duvidas, principalmente na questão de um sindicaro de bancos já ter garantido a subscrição de boa parte das acções em caso de falta de interesse nos mesmos. É que não há almoços grátis...

Apesar de se ter centrado as atenções no BES esta semana, não é um assunto novo. Tem-lhe valido o centro das atenções de 2011 e início de 2012 ter sido o BCP, aproveitando a sombra deste para ir andando [;)]
 
Mais uma confirmação da Banca Tuga a desfazer-se.

Desta feita o BPI.

O Itau vendeu a participaçção q tinha de quase 19% ao La Caixa que só ficou com + de 48%.

La Caixa já detém mais de 48% do BPI. OPA não é obrigatória- Empresas - Jornal de negócios online

Sabendo que estes quase 20% do capital custaram cerca de 100 milhões, e que o BPI vai preciar de 1,4 mil milhões para alcançar os ratios de capital necessários, bem se vê que qdo o Estado entrar a diluição do capital vai ser brutal.

Vendo de outra perspectiva esta operação é engraçado pensar que há uns anos este Itau recusou vender o Bpi a 7€ por acção, e agora vendeu por 0,50€...
 
os meus conhecimentos a nível financeiros são 0.
no entanto, vi isto que me despertou interesse

Obrigações

será de muito risco?
caso queira subscrever, tenho que ter conta num daqueles bancos?
 
Vendo de outra perspectiva esta operação é engraçado pensar que há uns anos este Itau recusou vender o Bpi a 7€ por acção, e agora vendeu por 0,50€...
Há uns bons anos atrás, talvez neste tópico, defendi que nos mercados bolsistas, ninguém sabe realmente o que vai acontecer ao valor das acções... cada vez mais acredito nisto...

Na altura discutia-se a melhor forma de aplicar poupanças: em certificados de aforro ou em acções. Bendita a hora em que não segui as indicações de muita gente deste fórum, que afirmava que a médio/longo prazo, as acções (dos bancos) subiam sempre.
 
Last edited:
os meus conhecimentos a nível financeiros são 0.
no entanto, vi isto que me despertou interesse

Obrigações

será de muito risco?
caso queira subscrever, tenho que ter conta num daqueles bancos?

Assumindo que a Zon não vai falir até 2015 e que pelo menos vai manter um balanço financeiro positivo, acho que não há grande risco em subscreveres essas obrigações.

Quanto ao banco, não te posso ajudar. Mas se são esses bancos a "oferecer" o investimento, provavelmente precisas de uma conta num desses bancos.
 
os meus conhecimentos a nível financeiros são 0.
no entanto, vi isto que me despertou interesse

Obrigações

será de muito risco?
caso queira subscrever, tenho que ter conta num daqueles bancos?
Não preferes apostar em depósitos a prazo? Há depósitos com taxas de 5,25%... E são bem mais seguros.
 
Tira-lhe 3-4% de inflação e ficas com 1 a 2%.

Há melhores alternativas.
Com o mesmo grau de segurança, só conheço os certificados de tesouro.

Claro que existem alternativas com melhores rentabilidades potenciais. Mas o risco aumenta...
 
Quem quer ganhar dinheiro não pode pensar muito em segurança,senão nunca mais investe.
Depende do perfil da pessoa. Por exemplo, eu faço aplicações (seguras), não para ganhar muito dinheiro, mas para efeitos de poupança. Tenho conseguido rentabilidades líquidas entre 4% a 5%, não é muito, mas para os efeitos pretendidos é suficiente.

Já quem quer ganhar muito dinheiro rapidamente, tem que entrar no "jogo da roleta": pode ganhar muito mas também pode perder quase tudo, como aconteceu a muitos...
 
Depende...

Estudando bem as coisas não há motivo para perder.

Não se esqueçam que há por aí outros mercados "emergentes" mais seguros que os actuais mercados financeiros.
 
Depende...

Estudando bem as coisas não há motivo para perder.

Não se esqueçam que há por aí outros mercados "emergentes" mais seguros que os actuais mercados financeiros.

Se as coisas fossem assim então os Bancos e empresas de trading nunca perdiam dinheiro, porque passam a vida a estudar os mercados. E a que mercados emergentes mais seguros referes ao certo?
 
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