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Movimento mais recente: Washington arma grupos "dissidentes e separatistas"
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O ISI canalizou o envio de armas e capital a um grupo dissidente balúchi já estabelecido, o Jundullah, que causou alto número de baixas em uma série de ataques contra unidades da Guarda Revolucionária Iraniana, ocorridos em Zahedan e áreas do sudeste iraniano em 2006 e 2007. Os EUA não tentaram esconder seu apoio ao Jundullah. Em 2 de abril de 2007, o programa Voz da América entrevistou o líder da milícia, Abdulmalek Rigi, apresentando-o como
“líder do movimento de resistência popular no Irã”. (Terroristas!?!? )
Como autor de um livro sobre os
balúchis [
2], tenho muitos contatos com esse povo, e, em recente encontro em Dubai, alguns dos meus conhecidos apresentaram diversos fatos que comprovam a ligação de Rigi com o ISI. Correspondentes da rede de televisão norte-americana ABC, em reportagem no território paquistanês, informaram que “fontes da inteligência dos EUA e do Paquistão reconheceram o apoio do ISI ao Jundullah” [
3].
(não deu para esconder... né!?)
De sua parte, o Mossad possui contatos há cinco décadas nas áreas curdas do Irã e do Iraque. E, durante o reinado do xá Reza Pahlevi, utilizou seus agentes no Irã para desestabilizar os territórios curdos iraquianos. Considerando-se tal cenário, é possível acreditar nas informações de Seymour Hersh, de que o Mossad oferece “equipamento e treinamento” ao grupo curdo do Irã Pejak [
4] – mesmo que o Pejak esteja ligado ao grupo curdo da Turquia PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), rotulado por Washington e Ancara como organização terrorista. Jon Lee Anderson entrevistou uma antiga autoridade curda do Iraque, que disse que o Pejak opera a partir de bases no Curdistão iraquiano, e realiza ataques no Irã com o “apoio secreto dos EUA” [
5].
(A politica divisionista norteamericana para o Mundo como estrategia de expanssão hegemonica já não é segredo...)
Em termos econômicos, a mais importante ameaça latente contra Teerã é a província sudoeste do Khuzestão, responsável por 80% da produção petrolífera do país. (xeque mate...) Os xiitas árabes do Khuzestão têm a mesma identidade étnica e religiosa dos xiitas árabes da bacia de Shatt-al-Arab no Iraque, e sua capital, Ahwaz, está a apenas 120 quilômetros a leste de Basra, onde as forças britânicas no Iraque estão aquarteladas. Considerando-se a história, não é surpreendente que Teerã acuse a Grã-Bretanha de usar Basra como base de inteligência para disseminar o descontentamento no Khuzestão. Com o apoio das forças e dos interesses britânicos em relação ao petróleo, os príncipes árabes do Khuzestão separaram-se da Pérsia, em 1897, e estabeleceram um protetorado controlado pela Grã-Britânica (o Arabistão), que a Pérsia reconquistou somente em 1925. Segundo acusações de grupos separatistas, embora a maior parte da receita petrolífera do Irã seja produzida no Khuzestão, Teerã rejeita oferecer uma participação em recursos para o desenvolvimento econômico à província. Até o momento, as facções separatistas
(terroristas???)não criaram uma força militar unificada, como o Jundullah do Baluchistão, e não há evidências de ajudas estrangeiras. No entanto, essas mesmas facções ensaiam, periodicamente, ataques a instalações de segurança do governo e bombardeiam unidades de produção de petróleo. Muitas, ainda, transmitem propaganda política em árabe a partir de pontos no exterior que não são claramente identificados.
(Os tipos da ONU andam a dormir... Afinal são pago$ para que?...)