central nuclear em PT?

O que você diz é muito correcto, devia ser assim, nunca devia circular um carro com uma pessoa mas sim um carro com no minimo 2 ocupantes, deviamos ter viaturas o mais eficiente energéticamente posivel, casas o mais eficientes energeticamente possivel, etc... mas quem paga as casas novas e os carros novos é o Governo!? Muitas pessoas em Portugal vivem com 450Euros, como compram uma casa muito eficiente termicamente!? se nem uma renda normal conseguem pagar! Isso é tudo lindo no pais das maravilhas na realidade do nivel de vida dos Portugueses para além de utopia é uma grande treta.

Não quero com isto dizer que eu seja contra, eu preferia que todos vivessemos em casas melhores e tivessemos viaturas melhores, e que todos poluissemos menos, a realidade é que é bem diferente, e mesmo aqueles que se dizem muito amigos do ambiente prevaricam nalgumas coisas em favor de alguns prazeres pessoais!!!

Eu acredito que num futuro bem próximo vá ser assim simplesmente...pq tem de ser!!!
Em duas palavras: Planit Valley!
Acho que trará algumas mudanças, nomeadamente aos salários de 450€...
 
A microgeração e a produção centralizada são o futuro, daqui a não muito tempo cada casa terá quase autonomia energética!

Os consumos vão ter de baixar, com as medidas de eficiência energética. Exemplo: pq andar sozinho num carro de 5 lugares que pesa 1200kg e gasta 5,5l/100km se posso ter um carro eléctrico de 2 lugares de 500kg, com todas as comodidades e a gastar o equivalente a 1l?

Não concordo com fatalismos, está é na altura de repensar muito a sério a civilização, o futuro passa necessariamente por ser mais verde!

Deve querer dizer produção descentralizada...

Para abastecimento de habitações é um facto que a microgeração é excelente!

E para indústria, transportes, iluminação pública, serviços, etc?...
 
Façam a nuclear que ainda posso ir para lá trabalhar [:cool:]

Falando (um pouco) mais a sério, não tenho presente os estudos, mas pessoalmente penso ser uma boa opção. As pessoas têm é muito medo. Claro que em caso de acidente é uma catástrofe, mas as centrais nucleares são muito seguras actualmente. Fora a questão do acidente o perigo é quase nenhum. A radiação exposta é muito baixa mesmo e os resíduos podem ser controlados facilmente.

Tenham noção que um TAC equivale a uma dose de radiação umas 5 vezes superior ao limite anual permitido a um trabalhador em ambiente radioactivo.

Há apenas o problema do Know-How, não temos especialistas e muito menos regulamentação para tal.

Exactamente... Assim se cria uma oportunidade, a oportunidade de aprender e formar excelentes especialistas, alargando o "domínio tecnológico nacional". Não temos mas podemos vir a ter. [;)]

Isto se investisse em algo realmente útil e num verdadeiro investimento ecologista, ao invés da demagogia barata que se vê por aí acerca de redução de emissões, impostos automóveis e etc.

Quando se diz que esta crise é uma excelente oportunidade para nos aproximarmos da Europa, no meu entender, só por esta via. Há 10 anos atrás os únicos, ou quase, aerogeradores que tínhamos estavam no Marão e eram meia dúzia, provavelmente não tínhamos know-how nem "open mind" para mais, 10 anos depois estamos no bom caminho, digo eu, nessa fonte de energia especifica.

Quanto à discussão em si do "Sim" ou "Não".... Enfim, nem vale a pena, é uma discussão inútil pois a resposta é mais que óbvia. Não é a única a fonte de energia do futuro, é verdade, mas devia ser tida em conta. O melhor argumento do "Não" é mesmo da segurança, mesmo quando sabem da proximidade de pelo menos uma central Espanhola.. Outra é o eterno exemplo de Chernobyl, Portugal está mal mas não está propriamente em ruína como estava a URSS. :sh)
 
Exactamente... Assim se cria uma oportunidade, a oportunidade de aprender e formar excelentes especialistas, alargando o "domínio tecnológico nacional". Não temos mas podemos vir a ter. [;)]

Isto se investisse em algo realmente útil e num verdadeiro investimento ecologista, ao invés da demagogia barata que se vê por aí acerca de redução de emissões, impostos automóveis e etc.

Quando se diz que esta crise é uma excelente oportunidade para nos aproximarmos da Europa, no meu entender, só por esta via. Há 10 anos atrás os únicos, ou quase, aerogeradores que tínhamos estavam no Marão e eram meia dúzia, provavelmente não tínhamos know-how nem "open mind" para mais, 10 anos depois estamos no bom caminho, digo eu, nessa fonte de energia especifica.

Quanto à discussão em si do "Sim" ou "Não".... Enfim, nem vale a pena, é uma discussão inútil pois a resposta é mais que óbvia. Não é a única a fonte de energia do futuro, é verdade, mas devia ser tida em conta. O melhor argumento do "Não" é mesmo da segurança, mesmo quando sabem da proximidade de pelo menos uma central Espanhola.. Outra é o eterno exemplo de Chernobyl, Portugal está mal mas não está propriamente em ruína como estava a URSS. :sh)

E hoje temos produção de torres eólicas. Que eu saiba nenhuma empresa em Portugal faz investigação e desenvolvimento, muito menos têm uma tecnologia própria.

O conhecimento não se adquire tão rapidamente, muito menos numa área destas.

Seja como for, que se avance, eu ainda venho ajudar na protecção à radiação e segurança.. [:D]
 
E hoje temos produção de torres eólicas. Que eu saiba nenhuma empresa em Portugal faz investigação e desenvolvimento, muito menos têm uma tecnologia própria.

O conhecimento não se adquire tão rapidamente, muito menos numa área destas.

Seja como for, que se avance, eu ainda venho ajudar na protecção à radiação e segurança.. [:D]

Existem vários projectos de I&D em cooperação com universidades na área eólica, solar e até mesmo da geração de ondas e marés (penso que seja a martifer que esteja a desenvolver produto próprio nesta área). Alguns exemplos: Página Oficial da Presidência da Republica Portuguesa

Quanto ao Nuclear, ainda não vi ser discutido aqui um "pequeno" pormenor - Os custos elevadíssimos de desactivação de uma central.

Olhando para o que se passou nas minas da Urgeiriça o meu nível de confiança neste processo é absolutamente nenhum. É que declarar falência, fechar as portas com cadeados (extremamente eficazes na retenção de radiação) e deixar os locais a sofrerem as consequências, depois de terem lucrado durante anos com a exploração, é uma atitude sem dúvida exemplar e augura um grande futuro para uma central desactivada em Portugal...

Enquando dá lucro mantém-se, quando for preciso investir sem qualquer retorno assobia-se para o lado.
 
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Existem vários projectos de I&D em cooperação com universidades na área eólica, solar e até mesmo da geração de ondas e marés (penso que seja a martifer que esteja a desenvolver produto próprio nesta área). Alguns exemplos: Página Oficial da Presidência da Republica Portuguesa

Quanto ao Nuclear, ainda não vi ser discutido aqui um "pequeno" pormenor - Os custos elevadíssimos de desactivação de uma central.

Olhando para o que se passou nas minas da Urgeiriça o meu nível de confiança neste processo é absolutamente nenhum. É que declarar falência, fechar as portas com cadeados (extremamente eficazes na retenção de radiação) e deixar os locais a sofrerem as consequências, depois de terem lucrado durante anos com a exploração, é uma atitude sem dúvida exemplar e augura um grande futuro para uma central desactivada em Portugal...

Enquando dá lucro mantém-se, quando for preciso investir sem qualquer retorno assobia-se para o lado.

A martifer está a desenvolver tecnologia das ondas sim, mas já o está a fazer há alguns anos e ainda só há um protótipo. Se estivesse a correr muito bem, se bem conheço a empresa, já o teriam publicitado muito mesmo.

A própria martifer acho que quer projectar as sua torres eólicas, pois o projecto é alemão, mas é tudo coisas que demoram o seu tempo.

Quanto ao usar e depois assobiar para o lado, para isso é que é necessária legislação. Não imaginam a legislação que França e a Suíça têm.
 
Existem vários projectos de I&D em cooperação com universidades na área eólica, solar e até mesmo da geração de ondas e marés (penso que seja a martifer que esteja a desenvolver produto próprio nesta área). Alguns exemplos: Página Oficial da Presidência da Republica Portuguesa

Quanto ao Nuclear, ainda não vi ser discutido aqui um "pequeno" pormenor - Os custos elevadíssimos de desactivação de uma central.

Olhando para o que se passou nas minas da Urgeiriça o meu nível de confiança neste processo é absolutamente nenhum. É que declarar falência, fechar as portas com cadeados (extremamente eficazes na retenção de radiação) e deixar os locais a sofrerem as consequências, depois de terem lucrado durante anos com a exploração, é uma atitude sem dúvida exemplar e augura um grande futuro para uma central desactivada em Portugal...

Enquando dá lucro mantém-se, quando for preciso investir sem qualquer retorno assobia-se para o lado.


Isso não é problema. Muda-se S. Bento para lá. Umas obrinhas e fica como novo. [:D]
 
A I&D normalmente não produz resultados praticáveis em 4 ou 5 anos. Nas eólicas, por exemplo, Espanha teve um grande desenvolvimento depois de vários anos de experiência e investimento num verdadeiro cluster da indústria eólica, algo fundamental e inexistente em Portugal. Empresas sozinhas fazem muito pouco.

Quanto ao usar e depois assobiar para o lado, para isso é que é necessária legislação. Não imaginam a legislação que França e a Suíça têm.

A legislação viola-se. O problema em Portugal não é a legislação, mas sim a fiscalização do seu cumprimento e o tempo que qualquer processo judicial demora até chegar a qualquer conclusão na justiça.

Na minha opinião, na eventualidade de se explorar o nuclear no futuro essa teria que ser uma função do estado já que os privados não podem dar quaisquer garantias de cumprimento de todo o contracto e durante o período de exploração teria que ser obrigatóriamente criado uma espécie de PPR para angriação dos fundos necessários ao desmantelamento da central.

Agora alguém garante que nenhum governo, num espaço de 30 anos, mete as mãos nesse fundo ou altera a legislação para o utilizar em seu benefício? Alguém garante o bom funcionamento de qualquer entidade que reguladora deste sector?

Os casos recentes fazem-me duvidar bastante.

*EDIT

Só mais um ponto que me esqueci de mencionar,

Disseram aí atrás que uma torre eólica tem uma esperança de vida de 25 anos mas esqueceram-se que a de uma central nuclear é entre 30 a 40 anos, com custos de instalação e desmantelamento estupidamente e exponencialmente superiores.
 
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Deve querer dizer produção descentralizada...

Para abastecimento de habitações é um facto que a microgeração é excelente!

E para indústria, transportes, iluminação pública, serviços, etc?...

Sim, queria dizer centralizada na perspectiva de ser produzida no local onde vai ser consumida...
Se cada habitação produzir parte da sua energia, todos os outros recursos podem ser utilizados na indústria, transportes, etc.
Se a isto juntarmos eficiência energética superior, temos o caldo feito!
Como já alguém tem vindo a dizer desde o início da crise, no futuro temos de viver com menos...excepto com qualidade!
 
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