[Sociedade] Chamada entre INEM e Bombeiros

Em relação à falta de confiança generalizada no INEM, discordo.

Em relação aos funcionários envolvidos, pelo que nos foi dado a ouvir, parece-me de facto que tiveram uma atitude perfeitamente displicente, negligente e vergonhosa, devendo ser punidos por tal!
 
liga-se para lá com sinais de um ataque cardiaco, e na central pensam que é uma brincadeira, tipo, deixa-o morrer
sabe-se lá se nas outras centrais, os operadores pensam da mesma maneira

Pelo que vamos vendo, e pelas milhares de emergências médicas que fazem, estou certo que os operadores em causa são, felizmente, as exceções que confirmam a regra.
 
Pessoalmente tenho uma boa imagem do INEM. Já tive que recorrer a eles por 2 vezes e responderam sempre de forma adequada. Creio que não vai ser este episódio que me vai fazer mudar de ideias sobre a capacidade deste serviço. Mas é imperativo que, numa área tão delicada como a saúde e a vida das pessoas, estes episódios sejam erradicados e as pessoas envolvidas devidamente responsabilizadas.
 
Pessoalmente tenho uma boa imagem do INEM. Já tive que recorrer a eles por 2 vezes e responderam sempre de forma adequada. Creio que não vai ser este episódio que me vai fazer mudar de ideias sobre a capacidade deste serviço. Mas é imperativo que, numa área tão delicada como a saúde e a vida das pessoas, estes episódios sejam erradicados e as pessoas envolvidas devidamente responsabilizadas.

Felizmente nunca precisei de recorrer ao INEM, e espero que nunca precise, mas é esta a ideia/opinião que tenho da instituição e dos seus colaboradores.
 
Neste momento não tenho áudio, portanto só vi as legendas do vídeo. Acho que aqui o problema principal foi a maneira como foi descrita a situação, e daí não se ter atribuído urgência à situação. Dores generalizadas há 2 ou 3 dias, num doente que já foi ao médico e já fez análises não parece de todo uma situação grave... E foi esta a descrição principal, pelo que li nas legendas, e é normal que a senhora nervosa como estava não tenha conseguido descrever melhor a situação!
Tendo em conta o número limitado de recursos como ambulâncias e VMER, e pela descrição que foi dada, penso que será algo compreensível que tenha sido atribuída a prioridade mínima.. Ainda por cima dizendo que a dor piorava com os movimentos... E, infelizmente, quando continuaram a ligar a descrever mais pormenorizadamente a situação foi interpretado como "intrujice" no sentido de terem uma ambulância mais rápido.

Que pelo menos isto sirva de alguma aprendizagem, já que as consequências foram desastrosas. Tentar ao máximo manter a calma, não vale a pena dizer "quero uma ambulância urgente aqui" porque há imensas pessoas que, infelizmente, fazem isso apenas para terem um meio de transporte para o hospital quando têm uma consulta e não têm meio de transporte.
P
ortanto, descrever sucintamente a situação, focando-se no mais importante, no que é novo. Uma pessoa que tem dores já crónicas, não vale a pena estar a descrever "É uma pessoa que está sempre cheia de dores em todo o lado, e agora queixa-se de muitas dores", isso não. O ideal será fazer assim:

"Indivíduo, do sexo masculino/feminino, com x anos de idade, tem estas doenças conhecidas (e referir as doenças importantes, como hipertensão, asma, diabetes, o que for de importante que essa pessoa tiver para alertar os técnicos para possíveis factores de risco de certas condições) e desde há x horas começou a queixar-se de dores no peito, que agora também estão a ir para o braço, já vomitou x vezes etc e tal."

Seguindo o esquema de identificação, antecedentes, motivo da urgência, tentando não se perder em pormenores com pouca relevância, conseguimos dar uma melhor percepção da situação e melhorar a urgência pre hospitalar.

Isto deveria ser ensinado em todas as escolas, e deveria haver campanhas sobre como agir numa situação de urgência.
 
A situação, como descrita, não é típica de doença cardíaca.

"dores no corpo todo" "há 2 ou 3 dias" "Já fui ao médico e disse que era a cervical" "aumenta a dor quando respira fundo"

O ministério público devia era andar a caçar criminosos, em vez de andar a pronunciar arguidos que têm de tomar uma decisão no momento, e têm de alocar recursos. Se o INEM mandasse uma VMER a casa de cada pessoa que telefona para o 112 a sentir-se mal, provavelmente estas estariam sempre inoperacionais para as verdadeiras emergências. Lembrem-se disso.

Vejo uma coisa mal nisso tudo, que é o médico da VMER a dizer que não valia a pena avisar a urgência depois de uma paragem cardio-respiratória? Mas também tem de ser posto no contexto, pois, no meu hospital os doentes graves transportados pela VMER entram diretamente para a sala de reanimação, onde há todo o equipamento disponível para suporte avançado de vida, soa o alarme, e em menos de 20 segundos está a equipa na sala de emergência. Se estava a ser transportado para um hospital com essas condições, ou se estaria mesmo a chegar, também não vejo vantagem para o doente em avisar previamente, embora fosse de facto o mais correcto.

De resto de médico e de louco todos temos um pouco.

Isto não tem ponta por onde se lhe pegue no tribunal, uma vez que os técnicos seguem algoritmos pré-definidos e dão prioridade consoante o relato das queixas: das primeiras chamadas, nem que se pintem de amarelo, dá uma prioridade elevada.

Se querem uma ambulância e VMER à porta de casa quando doer o peito, digam que têm uma dor intensa, que aperta, que vai para o braço esquerdo e para a mandímbula, e que estão com falta de ar. Aparecem em menos de 10 minutos.

Acho lamentável é a gravação destas chamadas estarem a serem passadas na praça pública. Mas é o costume, como costumo dizer, de momento só há 2 causas de morte em Portugal, são os acidentes de viação e é a negligência médica. E mesmo nos acidentes convém que morram logo, senão...
 
A situação, como descrita, não é típica de doença cardíaca.

"dores no corpo todo" "há 2 ou 3 dias" "Já fui ao médico e disse que era a cervical" "aumenta a dor quando respira fundo"

O ministério público devia era andar a caçar criminosos, em vez de andar a pronunciar arguidos que têm de tomar uma decisão no momento, e têm de alocar recursos. Se o INEM mandasse uma VMER a casa de cada pessoa que telefona para o 112 a sentir-se mal, provavelmente estas estariam sempre inoperacionais para as verdadeiras emergências. Lembrem-se disso.

Vejo uma coisa mal nisso tudo, que é o médico da VMER a dizer que não valia a pena avisar a urgência depois de uma paragem cardio-respiratória? Mas também tem de ser posto no contexto, pois, no meu hospital os doentes graves transportados pela VMER entram diretamente para a sala de reanimação, onde há todo o equipamento disponível para suporte avançado de vida, soa o alarme, e em menos de 20 segundos está a equipa na sala de emergência. Se estava a ser transportado para um hospital com essas condições, ou se estaria mesmo a chegar, também não vejo vantagem para o doente em avisar previamente, embora fosse de facto o mais correcto.

De resto de médico e de louco todos temos um pouco.

Isto não tem ponta por onde se lhe pegue no tribunal, uma vez que os técnicos seguem algoritmos pré-definidos e dão prioridade consoante o relato das queixas: das primeiras chamadas, nem que se pintem de amarelo, dá uma prioridade elevada.

Se querem uma ambulância e VMER à porta de casa quando doer o peito, digam que têm uma dor intensa, que aperta, que vai para o braço esquerdo e para a mandímbula, e que estão com falta de ar. Aparecem em menos de 10 minutos.

Acho lamentável é a gravação destas chamadas estarem a serem passadas na praça pública. Mas é o costume, como costumo dizer, de momento só há 2 causas de morte em Portugal, são os acidentes de viação e é a negligência médica. E mesmo nos acidentes convém que morram logo, senão...

É isto...

Quando ouvi as gravações, esta parte sobressaiu. Infelizmente os operadores de CODU acabam por estar demasiado formatados para as ocorrências ao minuto e aqui acabaram por se dispersar assim que ouviram o "há 2 ou 3 dias".

Que este acontecimento sirva de aprendizagem também a que pede ajuda. A forma como revelamos os dados e descrevemos a situação pode ser a diferença entre vir uma ambulância e VMER ou vir apenas uma ABTD [;)].
 
A sério? É engraçado que muitos dos teus colegas (médicos) partilham essa opinião, além do mais, essa opinião nem sequer é minha, é deles, pois foram eles que disseram (e estão sempre a dizer), isso, e atenção que não é um ou dois, são vários. [;)]

Em primeiro lugar, o médico NÃO sabe tudo o que um enfermeiro sabe NEM o pode substituir no seu trabalho. São competências completamente diferentes e um hospital só com médicos NUNCA funcionaria. Ai de nós sem os Enfermeiros! Duvido mesmo muito que um médico te tenha dito isso... A não ser na consulta externa (e às vezes são necessários!), não me consigo lembrar de nenhuma situação em que um médico e um enfermeiro não tenham de trabalhar em conjunto. Que especialidades têm os teus amigos médicos que disseram isso?
 
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