ALguns pontos a reter:
- o vidro panoramico Visiospace, embora primeiro visto no GTC, é sempre um argumento de vendas
- os vidros/tectos panorâmicos realmente proporcionam um aumento de rigidez, mas também, implicam um incremento de peso e este peso está colocado mais acima, o que eleva o centro de massa do carro (comportamento sai afectado)
- quanto á torção, os vidros estalam/partem, o tecto em chapa dobra...
- o sensor de chuva ocupa algum espaço,pelo que para ter um vidro "panoramico" em que não se queira algo a atrapalhar, é natural que não seja disponiobilizado esse extra. Já o sensor de luz, é apenas uma foto célula, pelo que o espaço a ocupar é mais reduzido.
- o interior está bonito, mas no geral deveria ser algo diferente do anunciado DS3 (ou não!)
- a "bocarra" "cópia do Fiesta" foi pensada na linha de seguimento do design com a actualização da frente do C4 (em que o 1º citro a ter uma configuração que nos dava pistas para essa "boca" foi o C4 Picasso), sendo portanto, produto da Citroen, e não "cópia"
- já agora, o Focus e o C4 também têm actualmente "bocarras" parecidas. E em ambos o seu desenho (dos facelifts) surgiu na mesma altura.
Agora que se conhece o interior e o exterior, fiquei confuso em relação à estratégia da Citroen.
Esta nova saga DS não significa Distinctive Series?
É que de repente, o DS3 deixou de ser distinto e passou a ser apenas a versão de 3p do C3 com mais uns floreados.
Pode beneficiar a imagem do C3, mas prejudicará mais o DS3, tendo em conta que supostamente seria uma gama à parte.
A frente é idêntica, aparte a decoração e o interior, idem idem aspas aspas.
Apesar de não concordar muito com esta germanização externa da Citroen, esperaria ao menos faces distintas nos dois modelos.
Marketing por marketing, ao menos faziam a coisa bem feita.
A seguir este molde, o futuro C4 e DS4 também partilharão face e interior, e o "mercado" pode não querer pagar mais pela carroçaria Distinctive Series, dado a colagem.
Em relação à questão do vidro.
Dá um belo efeito, sem dúvida.
Poderá contribuir algo para a rigidez da estrutura, mas o vidro não é material estruturante, devido às proprias caracteristicas do material.
O aço é mais pesado que o vidro, mas para o vidro conseguir os mesmos niveis de rigidez do aço, é preciso acrescentar bastante mais material.
Apesar das vantagens de um tecto panorâmico, será sempre mais pesado que um tecto em aço, e ainda por cima, o peso está no sitio errado, aumentando o centro de gravidade do veiculo.
A Fioravanti tem umas soluções porreiras para esse problema, usando uma folha de metal perfurada, que reveste uma "chapa" de policarbonato, conseguindo reduzir o peso e a espessura da coisa, além de obter um efeito visual bastante interessante.
Outra solução é substituir o pesado e oneroso vidro por policarbonato de alta resistência, conseguindo atenuar claramente a questão do peso.