Os premium andam a começar a interessar-se por segmentos mais baixos...os "generalistas" andam a olhar para os segmentos mais luxuosos ou de nicho.
Quem é que terá mais razão? Todos? Nenhuns? Alguns?
Bem, por um lado esta notícia só vem provar que a Citroen anda com imensa energia e está em ascenção. Lá se diz que os grandes negócios se fazem em momentos de crise mas mesmo assim não sei se este é o momento para este tipo de ideias. É ver para crer...
Os motivos são diferentes.
Os premium t~em de fazer algo para contrabalançar o peso das emissões dos seus porta-estandartes. Ou abandonavam-nos, ou então amplia-se a gama para baixo, de modo a poderem oferecer veiculos com taxas de CO2 bem abaixo dos 130g/km que é o valor referência.
Os generalistas tentam subir, de modo a garantir maior rentabilidade dos seus produtos. Mas como se verifica, não é com carros maiores, mas jogam com a percepção do mercado em relação ao produto.
O melhor exemplo é o 500. Vindo da marca que vem, com uma imagem associada a carros compactos e boa relação custo-valor, conseguiram com o 500 ter um produto premium na sua gama. O 500 rivaliza em números de vendas com os melhores do segmento, mas no entanto, tomara os outros terem as taxas de rentabilidade por unidade vendida que o 500 consegue.
Se a Citroen conseguir puxar esse coelho da cartola, será sem dúvida exclente não só para a imagem, mas como também para a saude financeira da mesma.
Das marcas que por aí populam, a meu ver, a Citroen é a que tem mais possibilidades de conseguir tal coisa, tendo em conta o historial da mesma.
E para mais, tem mais elasticidade que a FIat para brincar aos modelos premium, ja que, quando se fala em grandes Citroen, normalmente são Citroen...hum... grandes. DS, CX, SM. Ou seja, a possibilidade de rentabilidade por unidade é claramente maior do que a Fiat tem com o 500, já que os modelos actuais do segmento D ou E em termos de custos de produção não são muito diferentes dos do segmento C. (como exemplo, e para mostrar que a dimensão de um automóvel é variável negligenciável nos custos de produção, uma das razoes para o Lupo ter sido substituido pelo baratucho Fox, tem a ver com os seus custos de produção, que na altura ficavam demasiado perto dos custos de produção de um Golf IV).
Vamos ver o se se confirma esta sub-marca dia 5, como estava anunciado