Andre e Vanquish, não se cansem, porque o veículo já angariou paixões e ódios, o que é muito bom no panorama cinzentão do mercado automóvel. Significa que não passa indiferente.
Os outros, os tais que são muito concensuais fazem-se assim: tiram-se daqui umas óticas, dali uns vincos, uma grelha de acolá, uns retrovisores de outro, o volante deste, as jantes daquele e, voilá, está feito um novo modelo que não é igual a nenhum, mas (vá-se lá saber porquê) é igual a todos. Não desilude, mas também não entusiasma. É sempre mais um para o meio da multidão.
Goste-se ou não deste ou de outros modelos. têm sempre o privilégio de abarcarem em si novas soluções estéticas primando pela criatividade.
Isto faz-me lembrar quando era estudante, alguns colegas meus passavam a vida em pé de um lado para o outro à procura de inspiração pela sala. Depois apareciam clones por todo a parte.
Criar é difícil. Copiar ou criticar sempre é mais fácil e isso cabe aos mais fracos. O arrojo de se correr o risco cabe a uns quantos, mas só assim se criam novas formas e novas soluções técnicas, tecnológicas e estéticas.
Independentemente de se gostar deste ou daquele detalhe, é indiscutível que este produto acabado exibe muita diferenciação do que habitualmente se vê no parque automóvel. Ao nível estético e formal nas partes e no conjunto está patente o desejo de ser diferente. Repare-se na forma como foi concebido e desconstruam o modelo para verem como foi pensado.
Detalhes à parte (que podem ser melhorados) a Citroën está a ser das construtoras a apresentar produtos mais interesantes nos últimos tempos, seja em modelos de produção em série, seja em estudos conceptuais.