DIG
Banido
Estou curioso para ver este DS5 ao vivo.
Para já fico-me pelo configurador. Gostaria de ver um Hickory com jantes 19 pretas (rebordos cromados).
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Estou curioso para ver este DS5 ao vivo.
Para já fico-me pelo configurador. Gostaria de ver um Hickory com jantes 19 pretas (rebordos cromados).
Pilar B, por exemplo. Há quem o use para outras coisas... porque não para comandos dos vidros? []
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Eu sou anti-DS5. Isso reconheço-o sem problemas. É o tipo de carro que me provoca asco. Bimbalhada.
Não está em causa "não colocar o botão dos vidros nas portas". É colocá-lo JUNTO AOS PÉS na traseira da consola central! À frente é preferível ter os botões dos vidros na parte central ou perto da manete das mudanças... afinal a mão do condutor já vai para aqueles lados e vai... esta solução existe no DS5, no Mini, em muitos BMW, e nos SKODA. Sabem que outra marca coloca os botões dos vidros traseiros junto ao chão na traseira da consola central? A DACIA! Ou seja, the circle is now complete: DACIA = Citroën DS5? Fica a pergunta no ar.
A porta está lindíssima sim, realmente parece que a Citroën se esforçou para criar algo interessante, diferente, e não padronizado. Ou seja, investiu tempo e dinheiro para que a estética prevalecesse.
Ah, mas aplicar um mecanismo que fizesse com que a escova traseira limpasse a sério? Não, isso seria "muito caro"... ?! hahahhahah []
Eu acho o DS5 interessante, mas falhas de design são falhas de design e o carro não tem culpa. Tem culpa quem quis que o carro fosse "um espectáculo de design" mas depois falha desta maneira.
A questão aqui para mim é muito simples, e não é, de todo, inédita!
Querem um exemplo?
Não me lembro de ter lido 1 linha sobre isto:
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Já sobre isto encheram-se páginas inteiras...
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Pessoalmente não tenho problemas pois gosto de ambos os carros e marcas, mas é fácil constatar que há coisas que nunca mudam. []
És capaz de ter razão em parte, pois para muitos "certas marcas" são imunes a críticas.
Nesse caso que exemplificas sou da opinião que o botão dos 4 piscas podia estar mais bem posicionado em ambos os casos, mas comparando os dois acho que nesse Audi o botão está mais bem enquadrado no desenho geral do tablier do que o do Citroën, que visualmente está nitidamente fora do sítio.
E não, não sou dos que acha as marcas "premium" imunes a falhas de design.
Um exemplo é o Mercedes-Benz classe E coupé:
Desta vez a escova traseira e os botões dos vidros traseiros desviaram as atenções. []
Sem paixões e de forma fria todos temos a noção de que este objeto foi criado com o sentido de transmitir/comunicar algo através de um código visual distinto. Esta é a génese de todo o projeto “Different Spirit” e da sua existência só faz sentido se for diferente dos restantes modelos Citroën.
Estabeleceram-se prioridades formais baseadas nas relações funcionais que, em conjunto com o aspecto exterior, tomaram primazia na criação deste automóvel. Não tenham dúvidas que a pressão sobre os ombros da equipa de design foi imensa e que por diversas vezes e em diversos momentos ideias e formas bateram na parede e voltaram para trás para serem reformuladas (embora, pelos vistos, nem todas).
A génese deste veículo partiu logo do enquadramento do mesmo na tipologia. Monovolume estava fora de questão – não poderiam canibalizar o C4 Picasso.
Carrinha também não, senão teríamos concorrência para o C5 e para o provável futuro C4 SW.
Então ficámos com o mesmo conceito utilizado no 5GT – misto de carrinha com monovolume.
Ingredientes escolhidos:
-Teto baixo com superfície vidrada reduzida, a diminuir para a traseira;
-Linha de tejadilho com curvatura coupé com traseira inclinada sacrificando a visibilidade na retaguarda;
-Maior aerodinâmica obtida pelo prolongamento do para-brisas mais para a frente sobre o capô abrindo maior vão para o 2º pilar;
-Jantes de maiores dimensões e bicolores com formas helicoidais para conferir maior dinamismo e pujança ao veículo;
-Grelhas e entradas de ar de grandes dimensões;
-Criação de um falso avental dianteiro e em redor saliente com o friso cromado e saídas de escape embutidas escondendo a panela de escape;
-Aplicações cromadas avulsas;
-Revestimento intenso de pele e plásticos moles no interior descarnado no túnel central e tejadilho que encerram em si a espinha dorsal onde se aglomeram quase todos os comandos;
-Aplicações de cromados e materiais nobres texturados;
-Volumetrias reconhecíveis DS dentro da geometria possível na linguagem Citro;
-Arsenal tecnológico acima da média.
Em traços largos, esta parece ter sido a fórmula foi esta e, independentemente de se gostar ou não do resultado, é preciso percepcionar a geometria das formas para compreendermos a estrutura conceptual que deu origem a este novo modelo para compreendermos a sua existência.
Se no 5GT o resultado foi pouco convincente, neste modelo, independentemente das partes, no seu todo existe maior consenso em redor da silhueta obtida.
A maior discordância prende-se em torno daquilo que alguns acham ser um exagero de aplicações e pormenores na intenção de diferenciar este dos outros modelos Citroën, especialmente dos topos de gama.
Para além do apoio em dados científicos e normalizações, os designers viram-se a braços com o desafio de criar um novo modelo diferente da linhagem da marca dos chevrons, mas sem perder o ADN que o identificasse com a marca.
Mas o principal desafio teve a ver com a criação de um produto distinto e atraente o suficiente para conseguir que o habitual cliente Citroën opte por desembolsar mais uns trocos por este modelo, ou o potencial comprador de um Premium prefira este a um outro já com provas dadas. Missão ingrata, não?
Marcas como a Mercedes (entre outras) vendem pela imagem de qualidade e fiabilidade que a estrelinha lhes confere.
Estamos a assistir aos primeiros passos do nascimento de uma sub-brand Premium com um longo caminho a percorrer para que também um dia os seus clientes possam vir a comprar o produto com base na confiança que o seu logótipo transmita. A ver vamos se isso irá acontecer.
Num momento em que a Audi e BMW criam bonecas russas de diversos tamanhos e a Mercedes segue por caminhos pouco consensuais, o momento parece propício para a DS, mas o terreno é difícil para um outsider sem grande historial neste capítulo.
[FONT="]É preciso dar tempo ao tempo, pois Roma e Pavia não se fizeram num dia. Mas convinhamos que é preciso muita coragem para se meterem nestas andanças. Este é o principal motivo porque lhes tiro o chapéu.
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