[Antevisão] Citroën DS5

Pilar B, por exemplo. Há quem o use para outras coisas... porque não para comandos dos vidros? [;)]

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Continuaria a ser tão pouco ergonómico como no túnel central.

Aliás, mais, porque ficaria até mais longe.
 
Eu sou anti-DS5. Isso reconheço-o sem problemas. É o tipo de carro que me provoca asco. Bimbalhada.

Se existem PORMENORES (e configurações) que poderão ser vistosos/as demais, classificar o DS5 como "bimbalhada" é um exagero.

Mas lá está, quando não vamos à bola com algo, tudo é horrível e abominável [:D]
 
Não está em causa "não colocar o botão dos vidros nas portas". É colocá-lo JUNTO AOS PÉS na traseira da consola central! À frente é preferível ter os botões dos vidros na parte central ou perto da manete das mudanças... afinal a mão do condutor já vai para aqueles lados e vai... esta solução existe no DS5, no Mini, em muitos BMW, e nos SKODA. Sabem que outra marca coloca os botões dos vidros traseiros junto ao chão na traseira da consola central? A DACIA! Ou seja, the circle is now complete: DACIA = Citroën DS5? Fica a pergunta no ar.

A porta está lindíssima sim, realmente parece que a Citroën se esforçou para criar algo interessante, diferente, e não padronizado. Ou seja, investiu tempo e dinheiro para que a estética prevalecesse.

Ah, mas aplicar um mecanismo que fizesse com que a escova traseira limpasse a sério? Não, isso seria "muito caro"... ?! hahahhahah [:)]

Eu acho o DS5 interessante, mas falhas de design são falhas de design e o carro não tem culpa. Tem culpa quem quis que o carro fosse "um espectáculo de design" mas depois falha desta maneira.

A Peugeot já o fazia no 206. Logo, Peugeot=Citroen.
 
@DIG, não conseguiste perceber que levei o post na brincadeira.[;)]
Tirando o teu caso que foi um mal-entendido, na realidade muita gente não consegue ter uma discussão normal. Agarram-se a alguma coisa e dali não saem.
Já toda a gente criticou a localização dos comandos dos vidros traseiros e a inutilidade do minúsculo limpa-vidras traseiro. Todos de acordo (até já felicitei quem descobriu esses pormenores).

Descobrir o motivo, acaba com a discussão.
-Um vidro traseiro minúsculo é causado pela tipologia coupé proveniente de uma linha de tejadilho que termina em curva descendente agravado pela subida da linha das janelas no último pilar. Resultado de um vidro minúsculo? Falta de espaço para um limpa-vidros digno desse nome. Solução? Colocar dois (o resultado seria pouco melhor).
-Comandos dos vidros traseiros em zona de difícil acesso: existe porque a filosofia que está por detrás da concepção visa a concentração de botões e a “limpeza” das portas que ficam só com o puxador para abrir. Resultado: existem enormes aglomerados de botões que dificultam a sua fácil localização e os comandos dos vidros, dentro do mesmo espírito, ficaram junto aos outros em lugar acessível – veja-se só – apenas com os pés ou com o dobrar do corpo.

Aliás, o facto de esta discussão estar a prosseguir de modo tão sem nexo, é tão-somente porque ainda ninguém foi capaz de dizer isto: Toda a gente concorda com a falha imperdoável que constituem esses dois aspetos de anti-design. Portanto, estar a discutir dois capítulos quando toda a gente pensa da mesma forma é no mínimo conversa de surdos. Os dois erros estão lá, todos concordam e agora é esperar por um facelift para serem (eventualmente) corrigidos, visto serem defeitos que diversos críticos já notaram.

Mas tomar a parte pelo todo é cegueira. Há quem goste do carro, há quem não goste e algumas pessoas explicaram os seus motivos, mas certamente não são estes dois erros que fazem um veículo passar de bestial a besta. São muitos outros factores que agradam ou desagradam cada um de nós.
 
Embora possa não ser o caro mais bonito do mundo na minha opinião tem um design completamente revolucionário. Já no interior a solução dos vidros traseiros parece-me muito pouco inspirada, é que pleo menos tinham enfeitado aquela "consola" traseira com algumas aplicações.

A escova traseira, na minha opnião, é chegar a casa e desaparafusar, nada mais fácil que isto.

De resto, nada a apontar, um automóvel fantástico.
 
Última edição:
Também já foi aproveitada de forma depreciativa a palavra “detalhe”. Referi “detalhe” como uma particularidade, um pormenor ou característica.

“Detalhes” como muitos outros estudados “detalhadamente” e em minúcia pelos designers, os quais compõem o objeto criado, onde todos os “detalhes” são importantes, uns mais do que outros.

É de “detalhes” que se concebem objetos através de uma metodologia de design que se inicia na "Análise" e termina na "Avaliação". Um processo onde todos os “detalhes” são importantes e estudados em grupos elementares de formas e depois no coletivo.

A forma como a avaliação responde ao problema é que determina o sucesso de todo o processo que terá ou não de ser revisto antes da produção em série. Neste imenso processo, existem fatores a ponderar e aqui ou ali, a equipa de design caiu na asneira de sobrepor a forma à função - erro crasso quando se tratam de detalhes no carro de funcionalidade constante.

O sucesso de um objeto depende essencialmente do equilíbrio entre a forma e a função, mas nestes “detalhes” sacrificaram-se a ergonomia e a antropometria em prol da estética. Um objeto criado para desempenhar múltiplas funções viu-se delapidado de duas delas penalizando o score final.

Estudos de estética, forma, função, cor, inovação, praticabilidade, estão sempre na mente dos criadores.
Eles trabalham para criar soluções gráficas eventuais, para bens de consumo, para tendências da moda e para layout de ambiente.
Só é pena quando o deslumbramento estético se sobrepõe à funcionalidade, visto os automóveis serem objetos eminentemente funcionais... embora as paixões muitas vezes nos levem a esquecer disto.

E não venham agora outra vez discutir a importância da palavra “detalhes”, porque acho que começa já a ser teimosia nos fóruns ter de pegar por qualquer coisa.
 
A questão aqui para mim é muito simples, e não é, de todo, inédita!

Querem um exemplo?

Não me lembro de ter lido 1 linha sobre isto:



Já sobre isto encheram-se páginas inteiras...



Pessoalmente não tenho problemas pois gosto de ambos os carros e marcas, mas é fácil constatar que há coisas que nunca mudam. [:D]
 
A questão aqui para mim é muito simples, e não é, de todo, inédita!

Querem um exemplo?

Não me lembro de ter lido 1 linha sobre isto:



Já sobre isto encheram-se páginas inteiras...



Pessoalmente não tenho problemas pois gosto de ambos os carros e marcas, mas é fácil constatar que há coisas que nunca mudam. [:D]

És capaz de ter razão em parte, pois para muitos "certas marcas" são imunes a críticas.

Nesse caso que exemplificas sou da opinião que o botão dos 4 piscas podia estar mais bem posicionado em ambos os casos, mas comparando os dois acho que nesse Audi o botão está mais bem enquadrado no desenho geral do tablier do que o do Citroën, que visualmente está nitidamente fora do sítio.

E não, não sou dos que acha as marcas "premium" imunes a falhas de design. O Mercedes-Benz classe E tem uma muito grande, por exemplo.

De resto, acho que já era tempo de haver sensores de estacionamento invisíveis e/ou dissimulados, em vez das habituais "borbulhas" na traseira dos veículos que estragam completamente o visual traseiro. Outro exemplo são as antenas em forma de barbatana no tejadilho... tem mesmo que ser?! Não digo obviamente para terem antenas tipo rádio amador mas estamos em 2011 e ainda ninguém descobriu como dissimular antenas na restante carroçaria? Nos anos 80 lembro-me da haver carros que integravam as antenas no pára-brisas...
 
Última edição:
És capaz de ter razão em parte, pois para muitos "certas marcas" são imunes a críticas.

Nesse caso que exemplificas sou da opinião que o botão dos 4 piscas podia estar mais bem posicionado em ambos os casos, mas comparando os dois acho que nesse Audi o botão está mais bem enquadrado no desenho geral do tablier do que o do Citroën, que visualmente está nitidamente fora do sítio.

E não, não sou dos que acha as marcas "premium" imunes a falhas de design.

Um exemplo é o Mercedes-Benz classe E coupé:

Estamos de acordo então.
 
Sem paixões e de forma fria todos temos a noção de que este objeto foi criado com o sentido de transmitir/comunicar algo através de um código visual distinto. Esta é a génese de todo o projeto “Different Spirit” e da sua existência só faz sentido se for diferente dos restantes modelos Citroën.

Estabeleceram-se prioridades formais baseadas nas relações funcionais que, em conjunto com o aspecto exterior, tomaram primazia na criação deste automóvel. Não tenham dúvidas que a pressão sobre os ombros da equipa de design foi imensa e que por diversas vezes e em diversos momentos ideias e formas bateram na parede e voltaram para trás para serem reformuladas (embora, pelos vistos, nem todas).

A génese deste veículo partiu logo do enquadramento do mesmo na tipologia. Monovolume estava fora de questão – não poderiam canibalizar o C4 Picasso.
Carrinha também não, senão teríamos concorrência para o C5 e para o provável futuro C4 SW.
Então ficámos com o mesmo conceito utilizado no 5GT – misto de carrinha com monovolume.
Ingredientes escolhidos:
-Teto baixo com superfície vidrada reduzida, a diminuir para a traseira;
-Linha de tejadilho com curvatura coupé com traseira inclinada sacrificando a visibilidade na retaguarda;
-Maior aerodinâmica obtida pelo prolongamento do para-brisas mais para a frente sobre o capô abrindo maior vão para o 2º pilar;
-Jantes de maiores dimensões e bicolores com formas helicoidais para conferir maior dinamismo e pujança ao veículo;
-Grelhas e entradas de ar de grandes dimensões;
-Criação de um falso avental dianteiro e em redor saliente com o friso cromado e saídas de escape embutidas escondendo a panela de escape;
-Aplicações cromadas avulsas;
-Revestimento intenso de pele e plásticos moles no interior descarnado no túnel central e tejadilho que encerram em si a espinha dorsal onde se aglomeram quase todos os comandos;
-Aplicações de cromados e materiais nobres texturados;
-Volumetrias reconhecíveis DS dentro da geometria possível na linguagem Citro;
-Arsenal tecnológico acima da média.

Em traços largos, esta parece ter sido a fórmula foi esta e, independentemente de se gostar ou não do resultado, é preciso percepcionar a geometria das formas para compreendermos a estrutura conceptual que deu origem a este novo modelo para compreendermos a sua existência.
Se no 5GT o resultado foi pouco convincente, neste modelo, independentemente das partes, no seu todo existe maior consenso em redor da silhueta obtida.
A maior discordância prende-se em torno daquilo que alguns acham ser um exagero de aplicações e pormenores na intenção de diferenciar este dos outros modelos Citroën, especialmente dos topos de gama.

Para além do apoio em dados científicos e normalizações, os designers viram-se a braços com o desafio de criar um novo modelo diferente da linhagem da marca dos chevrons, mas sem perder o ADN que o identificasse com a marca.
Mas o principal desafio teve a ver com a criação de um produto distinto e atraente o suficiente para conseguir que o habitual cliente Citroën opte por desembolsar mais uns trocos por este modelo, ou o potencial comprador de um Premium prefira este a um outro já com provas dadas. Missão ingrata, não?

Marcas como a Mercedes (entre outras) vendem pela imagem de qualidade e fiabilidade que a estrelinha lhes confere.
Estamos a assistir aos primeiros passos do nascimento de uma sub-brand Premium com um longo caminho a percorrer para que também um dia os seus clientes possam vir a comprar o produto com base na confiança que o seu logótipo transmita. A ver vamos se isso irá acontecer.
Num momento em que a Audi e BMW criam bonecas russas de diversos tamanhos e a Mercedes segue por caminhos pouco consensuais, o momento parece propício para a DS, mas o terreno é difícil para um outsider sem grande historial neste capítulo.
[FONT=&quot]É preciso dar tempo ao tempo, pois Roma e Pavia não se fizeram num dia. Mas convinhamos que é preciso muita coragem para se meterem nestas andanças. Este é o principal motivo porque lhes tiro o chapéu.
[/FONT]
 
Sem paixões e de forma fria todos temos a noção de que este objeto foi criado com o sentido de transmitir/comunicar algo através de um código visual distinto. Esta é a génese de todo o projeto “Different Spirit” e da sua existência só faz sentido se for diferente dos restantes modelos Citroën.

Estabeleceram-se prioridades formais baseadas nas relações funcionais que, em conjunto com o aspecto exterior, tomaram primazia na criação deste automóvel. Não tenham dúvidas que a pressão sobre os ombros da equipa de design foi imensa e que por diversas vezes e em diversos momentos ideias e formas bateram na parede e voltaram para trás para serem reformuladas (embora, pelos vistos, nem todas).

A génese deste veículo partiu logo do enquadramento do mesmo na tipologia. Monovolume estava fora de questão – não poderiam canibalizar o C4 Picasso.
Carrinha também não, senão teríamos concorrência para o C5 e para o provável futuro C4 SW.
Então ficámos com o mesmo conceito utilizado no 5GT – misto de carrinha com monovolume.
Ingredientes escolhidos:
-Teto baixo com superfície vidrada reduzida, a diminuir para a traseira;
-Linha de tejadilho com curvatura coupé com traseira inclinada sacrificando a visibilidade na retaguarda;
-Maior aerodinâmica obtida pelo prolongamento do para-brisas mais para a frente sobre o capô abrindo maior vão para o 2º pilar;
-Jantes de maiores dimensões e bicolores com formas helicoidais para conferir maior dinamismo e pujança ao veículo;
-Grelhas e entradas de ar de grandes dimensões;
-Criação de um falso avental dianteiro e em redor saliente com o friso cromado e saídas de escape embutidas escondendo a panela de escape;
-Aplicações cromadas avulsas;
-Revestimento intenso de pele e plásticos moles no interior descarnado no túnel central e tejadilho que encerram em si a espinha dorsal onde se aglomeram quase todos os comandos;
-Aplicações de cromados e materiais nobres texturados;
-Volumetrias reconhecíveis DS dentro da geometria possível na linguagem Citro;
-Arsenal tecnológico acima da média.

Em traços largos, esta parece ter sido a fórmula foi esta e, independentemente de se gostar ou não do resultado, é preciso percepcionar a geometria das formas para compreendermos a estrutura conceptual que deu origem a este novo modelo para compreendermos a sua existência.
Se no 5GT o resultado foi pouco convincente, neste modelo, independentemente das partes, no seu todo existe maior consenso em redor da silhueta obtida.
A maior discordância prende-se em torno daquilo que alguns acham ser um exagero de aplicações e pormenores na intenção de diferenciar este dos outros modelos Citroën, especialmente dos topos de gama.

Para além do apoio em dados científicos e normalizações, os designers viram-se a braços com o desafio de criar um novo modelo diferente da linhagem da marca dos chevrons, mas sem perder o ADN que o identificasse com a marca.
Mas o principal desafio teve a ver com a criação de um produto distinto e atraente o suficiente para conseguir que o habitual cliente Citroën opte por desembolsar mais uns trocos por este modelo, ou o potencial comprador de um Premium prefira este a um outro já com provas dadas. Missão ingrata, não?

Marcas como a Mercedes (entre outras) vendem pela imagem de qualidade e fiabilidade que a estrelinha lhes confere.
Estamos a assistir aos primeiros passos do nascimento de uma sub-brand Premium com um longo caminho a percorrer para que também um dia os seus clientes possam vir a comprar o produto com base na confiança que o seu logótipo transmita. A ver vamos se isso irá acontecer.
Num momento em que a Audi e BMW criam bonecas russas de diversos tamanhos e a Mercedes segue por caminhos pouco consensuais, o momento parece propício para a DS, mas o terreno é difícil para um outsider sem grande historial neste capítulo.
[FONT=&quot]É preciso dar tempo ao tempo, pois Roma e Pavia não se fizeram num dia. Mas convinhamos que é preciso muita coragem para se meterem nestas andanças. Este é o principal motivo porque lhes tiro o chapéu.
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Ora nem mais. Como já disse, é de louvar o que a Citroën está a fazer.

Está atenta ao mercado, e sabe que as pessoas são cada vez mais individualistas e querem soluções personalizadas. Vejam-se os casos de sucesso como o Mini, o FIAT 500, e o Citroën DS3, com as suas múltiplas configurações possíveis.

Ao "personalizar" a gama DS, isto permite à Citroën "banalizar" de certo modo os seus modelos C, (C3, C4, C5...), para agradar à maioria do mercado (os que gostam de Volkswagens, por exemplo).

Tive pena do volante de centro fixo do C4 ter desaparecido no modelo mais recente, mas aí está: era algo que NÃO AGRADAVA à maioria do mercado. Assim o novo C4 é mais "mercado de massas", enquanto que o DS4 é mais "individualista / menos consensual".

Desta forma a Citroën destaca-se da sua concorrência, sobretudo a francesa. A Peugeot não tem nada para competir com a linha DS, e a Renault também não. De qualquer maneira, a Peugeot tem motociclos (e bicicletas?) e a Renault está presente no mercado de camiões pesados...
 
Exato. Diversificar sempre foi bom para o consumidor. Faz-me lembrar quando em Portugal só havia a RTP1 e RTP2. A falta de concorrência não obrigava ao esforço na melhoria da qualidade e a falta de oferta diversificada levava o público a ter pouco por onde escolher.
Existe mercado para tudo porque felizmente somos todos diferentes. E a Citroën já tem nos seus pergaminhos veículos com algum luxo que se destacaram. Os alemães estão a entrar no mercado dos citadinos e outros paísesa entrar no mercado premium. Nada a opor, desde que sejam produtos com qualidade.

Aqui vão umas fotos.
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Lá está o apêndice[:D]
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