O tablier é comparável às melhores realizações do segmento D? [

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Credo...deixa-me adivinhar...porque pode ter uma mousse a revesti-lo?
O CIII, para segmento B, está lá no topo sem sombra de dúvidas. Só o 207 faz mesmo ligeiramente melhor no que aos materiais diz respeito.
Com uma montagem melhor -veja-se sem a tendência para os barulhos parasitas-, seria um interior perfeito para um carrinho deste tipo e deste segmento.
Agora, tenhamos os pés bem assentes na terra.
A mousse é das mais rasquitas dentro do género (nada a ver com as que estão presentes no segmento D ou até no C). E tudo o resto, desde o plástico em redor do rádio/AC até ao das pegas das portas dianteiras já nem sequer "podia" entrar num segmento C europeu.
Quanto aos forros das portas propriamente ditos, a diferença entre a porta dianteira e traseira não é assim tão gritante...
O bater de portas, tanto dianteiras como traseiras, é tipicamente Renault.
Porque portas pesadas não são sinónimo de som abafado ao fechar.
Este último resulta dos materiais nas juntas e da própria resistência das dobradiças, não do peso do conjunto.
Claro que durante muitos anos associou-se porta "leve", a má qualidade de construção. Não, o problema não estava em ser leve (no que diz respeito a qualidade), mas no que estava associado ao leve.
Porque portas "pesadas" frontais tem a Renault desde meados da década de 90, com os reforços de segurança que passaram a estar presentes. E traseiras já desde há uns anos.
Porque se acham que o bater de porta de um CIII é alguma coisa de jeito...conhecem muito pouco do que se faz por aí, desculpem dizer.
Moral da história: onde o CIII tem mesmo espaço de manobra para melhorar é na montagem.
Isto na qualidade à vista, porque em relação a qualidade que não se vê, nomeadamente no que diz respeito à protecção na zona inferior do veículo, a Renault -tal como as restantes francesas- continua a ser um mau exemplo, com diferença assinalável para os alemães.
Exemplo perfeito é o 308: tudo o que está à vista está num nível elevado, tudo o que não está...continua na mesma.
A grande diferença do Laguna III para todos os restantes produtos da Renault (incluindo VelSatis), por exemplo, foi exactamente ser o primeiro Renault a cuidar dessas zonas não visíveis.
Mais do que os materiais a imitar o S3 no interior, a grande diferença qualitativa do LIII está nas zonas que não se vêem e depois na qualidade de pintura. Porque se formos ver a qualidade de materiais do interior, até o C5 II faz ligeiramente melhor, não sendo o LIII qualquer referência só por ter uma boa mousse no tablier...