"Os conceitos atuais da relação mente-cérebro envolvem uma absoluta ruptura com as doutrinas materialistas e comportamentais, há muito instituídas, e que dominaram a neurociência por muitas décadas. Em vez de renunciar à consciência ou de ignorá-la, a nova interpretação confere pleno reconhecimento à primazia da percepção consciente interior como realidade causal". Roger Sperry, prêmio Nobel de Medicina em 1981
"Devemos considerar todos os factos objectivos e as experiências subjectivas que digam respeito à mais importante das questões da sobrevivência. Provavelmente, nunca encontraremos "provas científicas" de acordo com um sistema redutor, mas há mais do que bastante "evidência", que deverá levar-nos a procurar novas definições de "prova", no contexto de novos paradigmas". Ernst Senkowski, professor de Física Experimental, autor do livro: “O diálogo com o Desconhecido"
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Algumas de ideias de Carlos Antonio Fragoso Guimarães que considero bastante acertadas:
O que é que, dentro do cientista, compreende</u>, escolhe</u>, aprende</u>, "intui"</u> e explica</u>?
Segundo a ciência mecanicista, as maravilhas do pensar humano nada mais são que frutos da complexidade de um cérebro que se desenvolveu de modo casual e acidentalmente </u>através de longos milhões de anos de evolução cega</u>, submetido a um tipo de "seleção natural" igualmente mecânico</u>.
Guardando as proporções, isso é o mesmo que dizer que um satélite espacial de telecomunicações pode muito bem surgir da explosão de uma mina de ferro e de silício.
Mesmo que algo nesta concepção nos deixe meio que desconfiados de que algo de importante está sendo deixado de lado, ela foi amplamente aceita e, por sua força e influência, rejeitou todas as inúmeras evidências de que esta explicação, na verdade, explica muito pouco e mal a realidade em si.
Além disso, existiam certos acontecimentos e fenómenos que não se encaixam de modo algum dentro desta visão de mundo mecanicista global e constituem-se em verdadeiras anomalias desta abordagem.
Através dos séculos, das culturas, das modas e dos acontecimentos, fala-se sempre de um tipo específico de fenômenos psicológicos que escapam gritantemente da abordagem mecanicista da ciência,</u> confirmados por pesquisadores sérios e célebres (Jung, 1987;Grof, 1988; Weil, 1986; Fadiman & Frager, 1986).
A ciência convencional ofereceu um grande número de explicações possíveis e prováveis, algumas delas tão complexas quanto realmente fantasiosas, na tentativa de demonstrar que, por não estarem de acordo com o paradigma vigente, estes acontecimentos não passam, na melhor das hipóteses, de equívocos. Vários cientistas de grande competência se alistaram de ambos os lados, dos que reconhecem a veracidade dos fatos transpessoais, e dos que os negam. De qualquer forma, cresceu muito os que engrossam a filas dos primeiros nos últimos trinta anos (Walsh & Vaughan, 1992).
O que mais irrita nestes ditos "fenômenos anômalos" aos cientistas mecanicistas é o fato de que eles parecem confirmar que a mente, esse ser fictício, pode agir directamente sobre os meios físicos. Só que eles se esquecem de que é isso mesmo que ela faz o tempo todo, em nossas vidas.
É a minha decisão mental de andar que me leva daqui para ali, e são minhas atitudes mentais frente à vida e às dificuldades externas que me levam a tomar atitudes, que criam ou atenuam nosso stress e que, em última análise, influenciam todo o meu organismo e meu comportamento, como vemos nas sessões de hipnose, biofeedbak, etc. A mente pode até mesmo causar doenças, como o câncer, como já está mais que suficientemente provado por inúmeras pesquisas, assim como pode levar a melhoras e a cura, como no tal efeito placebo.
Seria muito irreal negar, como fazem os grandes cientistas mecanicistas, especialmente os behavioristas radicais, que a nossa mente não tem qualquer efeito sobre as nossas ações no mundo físico. Assim sendo, o posicionamento de vários cientistas de vanguarda, tais como Carl Jung, Roger Sperry, Fritjof Capra, Stanislav Grof e inúmeros e inúmeros outros ao enfantizar a realidade mental como uma realidade causal traz um impacto semelhante ao de Copérnico ao reformular os sistemas astronômicos no século XVI, dando início à revolução científica que teve nomes como Galileu, Descartes, Newton, LaPlace e tantos outros.
Roger Sperry, prêmio Nobel de Medicina em 1981, escreveu um artigo para a Annual Review of Neuroscience, de 1981. Tradicionalmente, esse artigo deveria passar em revista as conquistas da abordagem biomédica na abordagem mecanicista da ciência, reforçando a visão de mundo reducionista convencional. Mas, ao contrário, Sperry tratou da área e da importância da experiência subjetiva, que, de certa forma, ainda era negilgenciada, e demonstrou o progresso em ciências biomédicas em termos do interesse de alguns pesquisadores no estudo da consciência:
"Os conceitos atuais da relação mente-cérebro envolvem uma absoluta ruptura com as doutrinas materialistas e comportamentais,</u> há muito instituídas, e que dominaram a neurociência por muitas décadas. Em vez de renunciar à consciência ou de ignorá-la, a nova interpretação confere pleno reconhecimento à primazia da percepção consciente interior como realidade causal</u>".
"Devemos considerar todos os factos objectivos e as experiências subjectivas que digam respeito à mais importante das questões da sobrevivência. Provavelmente, nunca encontraremos "provas científicas" de acordo com um sistema redutor, mas há mais do que bastante "evidência", que deverá levar-nos a procurar novas definições de "prova", no contexto de novos paradigmas". Ernst Senkowski, professor de Física Experimental, autor do livro: “O diálogo com o Desconhecido"
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Algumas de ideias de Carlos Antonio Fragoso Guimarães que considero bastante acertadas:
O que é que, dentro do cientista, compreende</u>, escolhe</u>, aprende</u>, "intui"</u> e explica</u>?
Segundo a ciência mecanicista, as maravilhas do pensar humano nada mais são que frutos da complexidade de um cérebro que se desenvolveu de modo casual e acidentalmente </u>através de longos milhões de anos de evolução cega</u>, submetido a um tipo de "seleção natural" igualmente mecânico</u>.
Guardando as proporções, isso é o mesmo que dizer que um satélite espacial de telecomunicações pode muito bem surgir da explosão de uma mina de ferro e de silício.
Mesmo que algo nesta concepção nos deixe meio que desconfiados de que algo de importante está sendo deixado de lado, ela foi amplamente aceita e, por sua força e influência, rejeitou todas as inúmeras evidências de que esta explicação, na verdade, explica muito pouco e mal a realidade em si.
Além disso, existiam certos acontecimentos e fenómenos que não se encaixam de modo algum dentro desta visão de mundo mecanicista global e constituem-se em verdadeiras anomalias desta abordagem.
Através dos séculos, das culturas, das modas e dos acontecimentos, fala-se sempre de um tipo específico de fenômenos psicológicos que escapam gritantemente da abordagem mecanicista da ciência,</u> confirmados por pesquisadores sérios e célebres (Jung, 1987;Grof, 1988; Weil, 1986; Fadiman & Frager, 1986).
A ciência convencional ofereceu um grande número de explicações possíveis e prováveis, algumas delas tão complexas quanto realmente fantasiosas, na tentativa de demonstrar que, por não estarem de acordo com o paradigma vigente, estes acontecimentos não passam, na melhor das hipóteses, de equívocos. Vários cientistas de grande competência se alistaram de ambos os lados, dos que reconhecem a veracidade dos fatos transpessoais, e dos que os negam. De qualquer forma, cresceu muito os que engrossam a filas dos primeiros nos últimos trinta anos (Walsh & Vaughan, 1992).
O que mais irrita nestes ditos "fenômenos anômalos" aos cientistas mecanicistas é o fato de que eles parecem confirmar que a mente, esse ser fictício, pode agir directamente sobre os meios físicos. Só que eles se esquecem de que é isso mesmo que ela faz o tempo todo, em nossas vidas.
É a minha decisão mental de andar que me leva daqui para ali, e são minhas atitudes mentais frente à vida e às dificuldades externas que me levam a tomar atitudes, que criam ou atenuam nosso stress e que, em última análise, influenciam todo o meu organismo e meu comportamento, como vemos nas sessões de hipnose, biofeedbak, etc. A mente pode até mesmo causar doenças, como o câncer, como já está mais que suficientemente provado por inúmeras pesquisas, assim como pode levar a melhoras e a cura, como no tal efeito placebo.
Seria muito irreal negar, como fazem os grandes cientistas mecanicistas, especialmente os behavioristas radicais, que a nossa mente não tem qualquer efeito sobre as nossas ações no mundo físico. Assim sendo, o posicionamento de vários cientistas de vanguarda, tais como Carl Jung, Roger Sperry, Fritjof Capra, Stanislav Grof e inúmeros e inúmeros outros ao enfantizar a realidade mental como uma realidade causal traz um impacto semelhante ao de Copérnico ao reformular os sistemas astronômicos no século XVI, dando início à revolução científica que teve nomes como Galileu, Descartes, Newton, LaPlace e tantos outros.
Roger Sperry, prêmio Nobel de Medicina em 1981, escreveu um artigo para a Annual Review of Neuroscience, de 1981. Tradicionalmente, esse artigo deveria passar em revista as conquistas da abordagem biomédica na abordagem mecanicista da ciência, reforçando a visão de mundo reducionista convencional. Mas, ao contrário, Sperry tratou da área e da importância da experiência subjetiva, que, de certa forma, ainda era negilgenciada, e demonstrou o progresso em ciências biomédicas em termos do interesse de alguns pesquisadores no estudo da consciência:
"Os conceitos atuais da relação mente-cérebro envolvem uma absoluta ruptura com as doutrinas materialistas e comportamentais,</u> há muito instituídas, e que dominaram a neurociência por muitas décadas. Em vez de renunciar à consciência ou de ignorá-la, a nova interpretação confere pleno reconhecimento à primazia da percepção consciente interior como realidade causal</u>".