Vendo as coisas duma forma meramente conceptual a privatização faria sentido e vai de encontro à minha faceta mais liberal.
Mas sendo pragmático e cínico tenho que conceder que o
Eduardo209 não deixa de ter razão em parte da sua argumentação; o que não falta em pt são negócios em que o estado é literalmente empalado ... ou situações em que o privado só entra com garantias principescas (basicamente o privado não quer correr riscos e isso começa a ser crony capitalism).
E não digo isto tipo "boca da tasca"; há todo um historial nos últimos anos que suporta o ponto de vista expresso:
- salvo erro na altura do PPC houve uma garantia de cerca de 600M € (não citem o valor sff, é de memória) do estado na entrada dos privados; e houve a questão dos Airbus que a TAP já tinha encomendado (não estou a dizer que é irregular usar esses Airbus; apenas que foi uma mais valia para a entrada dos privados);
- a quantidade de ex-políticos que estiveram/estão no topo da ANA, Lusoponte, Mota, na própria TAP (na altura em que esteve privatizada), etc;
- tranches de imobiliário que pertencia ao "Banco Mau" e foi alienado pela Parvalorem à preço de banana e pouco depois foi vendido por privados por muito mais dinheiro;
- a forma como uma % significativa do Novobanco foi vendido à Lone Star com garantias de pelo menos 3900M € para cobrir imparidades (dizia-se que até poderia ser um montante superior) ... agora está a distribuir dividendos e vai ser colocado novamente em bolsa;
- contratos das PPPs rodoviárias blindados e com compensações principescas caso o tráfego fosse baixo (como disse o
Eduardo209 é uma situação win-win para quem fica com a concessão);
Infelizmente, se puxasse pela cabeça de certeza que tinha mais para escrever
