A Polícia Municipal de Lisboa apreendeu, esta sexta-feira, um outdoor que o Chega tentou instalar em frente ao Parlamento, abrindo buracos no passeio, e instaurou um processo de contraordenação, tendo o partido apresentado queixa-crime à PSP.
A Polícia Municipal apreendeu a lona, identificou os membros do Chega presentes e abriu um processo contraordenacional contra o partido.
A ação da Polícia Municipal levou os elementos do Chega presentes a chamar a Polícia de Segurança Pública (PSP) para apresentar uma queixa-crime contra a Polícia Municipal e a Câmara Municipal de Lisboa.
No cartaz em causa, surge uma imagem do primeiro-ministro, Luís Montenegro, com a boca e os olhos tapados e lê-se a seguinte mensagem: "Portugal a arder. Caos nos Exames. Almada sem água. Onde está o Governo?".
À Lusa, o secretário-geral adjunto do Chega, Carlos Magno Magalhães, um dos membros do partido presentes no local, alegou que "o partido não precisa de pedir autorização" para erguer cartazes, acrescentando que é um direito protegido constitucionalmente.
"Um partido político pode colocar os outdoors, as suas mensagens políticas, onde quer e bem entenda. Isto é um abuso de poder. Não sei bem se está a passar em Lisboa com Carlos Moedas", criticou.
Esta ocorrência levou à mobilização de oito agentes da PSP e cinco da Polícia Municipal. Depois de abandonarem o local, cerca das 13.30 horas, o Chega insistiu com a sua ação e voltou a instalar o outdoor, com a mesma mensagem sobre o primeiro-ministro.
Polícia Municipal apreende cartaz do Chega devido a buracos no passeio - JN



