Crise !? Satus !? Mais Olhos que Barriga???

Sem dúvida que sim... e ele não é apenas um comentador. É também um economista (escola Austriaca). E o que este Sr disse não era muito diferente do que muitos outros com formação económica diziam, a começar pelo bem conhecido Ricardo Reis. Por isso acho um pouco forçado transformar os seus comentários e análises em apenas análises de uns empedernidos pessimistas. Afinal têm a mesma formação que tu e devem ser no mínimo levados tão a sério!

Já agora fica uma outra opinião de um Economista e Professor sobre esta situação retirado do Blog do Luís Aguiar-Conraria "A destreza das Dúvidas":

Antes de mais deixa-me felicitar-te pelas tuas preferências quanto à blogosfera económica. O Destreza das Dúvidas é um excelente blog de economia, extremamente eclético e aberto a todas as correntes de opinião, e o Luís Aguiar é um excelente economista. Além de ser um grande amigo meu!
Quanto ao resto, costuma-se dizer que se puseres 2 economistas a falar saem 3 opiniões! O Luis Aguiar tem uma posição muito mais próxima da minha (ou eu muito mais próxima da dele), do que do Fernando.
Seja como for, convém esclarecer uma coisa. O Fernando sabe perfeitamente que o mercado tem falhas, e que estas devem ser corrigidas. Não é, portanto, contra a utilização de políticas económicas tout court. O que acha, neste caso, é que as políticas económicas utilizadas não foram as mais correctas.
 
Antes de mais deixa-me felicitar-te pelas tuas preferências quanto à blogosfera económica. O Destreza das Dúvidas é um excelente blog de economia, extremamente eclético e aberto a todas as correntes de opinião, e o Luís Aguiar é um excelente economista. Além de ser um grande amigo meu!
Quanto ao resto, costuma-se dizer que se puseres 2 economistas a falar saem 3 opiniões! O Luis Aguiar tem uma posição muito mais próxima da minha (ou eu muito mais próxima da dele), do que do Fernando.
Seja como for, convém esclarecer uma coisa. O Fernando sabe perfeitamente que o mercado tem falhas, e que estas devem ser corrigidas. Não é, portanto, contra a utilização de políticas económicas tout court. O que acha, neste caso, é que as políticas económicas utilizadas não foram as mais correctas.

De facto o destreza das dúvidas é um dos poucos blogs que vou lendo... havia outro que conheces com certeza que era o semiramis do qual não perdia um artigo escrito pela polémica Joana. (que foi até um pouco deselegante pelo menos uma vez com o Luis Aguiar na caixa de comentários...)

Em relação às falhas dos mercados, sim concordo que os mercados não têm que funcionar correctamente só por os deixarmos "à deriva". Creio que foi o Fernando que escreveu um artigo sobre esta crise referindo-se a informação assimétrica que existe entre o cliente e o banco... ele não aprofundou muito esse comentário nem sei se era importante... mas talvez se tivesse a referir a George Arkerlof? Há uns anos atrás li o livro do Tim Harford onde ele explicava o conceito de "limões de Arkelof" e dava a sua opinião sobre o motivo do mercado de seguros de saúde do EUA não funcionar como devia, de os EUA terem os gastos de saude mais elevados por habitante no mundo e nem por isso um dos sistemas mais eficientes, e como o Governo de Singapura, através de regulação, conseguiu criar um "mercado" onde os seguros de saúde e onde o próprio sistema de saúde funciona mais eficazmente.

Neste caso não pode ter acontecido algo semelhante? Afinal os Bancos emprestavam dinheiro a pessoas que não tinham condições de pagar os respectivos empréstimos sem que os bancos verificassem correctamente o "risco" inerente ao cliente. Por sua vez, as pessoas compravam casas a preços inflacionados devido a um mercado financeiro que corria paralelamente de forma pouco clara... mercado esse onde a desinformação em relação ao valor real dos produtos transaccionados era tanta que acabou por envenenar o próprio sistema financeiro .... um pouco como a história do mercado de carros em segunda mão de George Arklof mas numa proporção gigantesca...

Olha... sei lá! Isto é complicado e quanto mais leio sobre o assunto mais confuso fico! [:D]
 
À malta que neste topico, o tem analisado e discutido seriamente e com conhecimento, deixo aqui um repto:[;)] [:cool:]

Já pensaram qual vai ser o investimento (soma do publico mais privado) para o proximo ano? e qual o efeito bomerang dele? ( e da sua ausencia?)

e porque sabemos que aquele (investimneto) que ainda existe e vai sendo realizado (vai?.... [;)] olhem o anuncio da Sonae hoje,.... ) foi todo definido e provisionado em 2007, como vai ser o 1º Semestre de 2009, e o 2º (???)

e com o mercado vizinho ( que vale 30% das nossas exportaçoes) em colapso, (é neste momento a 2ª maior economia em rececção) , e a França que é o nosso 5º a declarar hoje tambem "recessão"..........:( :confused: [s)]
quanto mais vai cair o consumo privado?.....

PS. e o PIB não cresce acima dos 0,6%......
 
Não é trágico as economias entrarem em recessão depois de longos períodos de franca expansão.

Trágico, trágico mesmo é este país andar sempre com crescimentos pífios e os seus governantes não terem vergonha na cara. [;)] [:D]
 
Há aqui malta que lê os jornais mas não os entende :rolleyes:


EUA: Onda de choque chega a Portugal

FMI mais pessimista face à economia nacional. EUA aprovaram plano para sanear o sistema financeiro
00h00m

ALEXANDRA FIGUEIRA




No mesmo dia em que a Câmara de Representantes do Congresso norte-americano aprovou o plano de ajuda ao seu sistema financeiro, o FMI veio dizer que, em Portugal, 2009 será ainda pior para a economia do que este ano.


A previsão de crescimento da economia feita pelo Fundo Monetário Internacional é a mais pessimista até à data, mas já inclui o novo cenário traçado pela crise financeira. Em vez dos 1,7% de crescimento do PIB previstos por Bruxelas ou dos 1,5% estimados pelo Governo, o FMI acredita que Portugal irá crescer apenas 0,7%, este ano. Em 2009, a riqueza produzida não deverá passar dos 0,6%.


As previsões, justificou à Lusa o ministro das Finanças, "são baseadas na forte deterioração das condições da economia mundial". Teixeira dos Santos admite, até, voltar a rever a estimativa do Governo para o crescimento da economia "no momento próprio".



O relatório do FMI reconhece que os perigos colocados à economia decorrem do "abrandamento no crescimento do crédito, causado pela turbulência financeira internacional". Além disso, menciona a valorização do euro, que prejudica as exportações, e o preço das matérias-primas.


Quanto ao sistema financeiro, o Fundo entende que é "sólido e bem supervisionado", apesar de "terem surgido vulnerabilidades" no passado recente. Por isso, abre espaço a mais controlo da liquidez dos bancos e do sistema de garantia dos depósitos, em que Portugal assegura até 25 mil euros. Ainda, elogia medidas como a simplificação da Administração Pública, o Simplex, e a revisão em curso da Lei do Trabalho.


As estimativas do FMI foram reveladas no mesmo dia em que a Câmara de Representantes do Congresso norte-americano votou, pela larga maioria de 263 votos contra 171, a favor da versão revista do Plano Paulson, que procurará sanear o sistema financeiro dos Estados Unidos. Pouco tempo depois, a maior intervenção de um Governo na economia dos EUA desde a Grande Depressão, no valor de 700 mil milhões de dólares, foi assinada em lei pelo presidente George Bush. A Bolsa reflectia o optimismo da aprovação, ao seguir com ganhos.


Ainda antes da aprovação, o Presidente da República Cavaco Silva apelava a uma votação positiva, considerando que a crise resulta de um "falhanço de grande dimensão na regulação e na supervisão dos mercados financeiros norte-americanos".


Hoje será a vez de a Europa se sentar à mesa para discutir a crise. França, Alemanha, Itália e Reino Unido encontram-se em Paris com o presidente da Comissão (Durão Barroso), do Eurogrupo, (Jean-Claude Juncker) e do Banco Central Europeu (Jean-Claude Trichet). Um dos temas será a criação de um fundo europeu.




http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1022020

Achei graça ao apoio do FMI a simplificação da Administração Pública, ao Simplex e a revisão da Lei do Trabalho.
 
Última edição:
Para quem não sabe, tudo parece o fim do mundo.

Não se preocupem. A lei natural das coisas não muda.

Apenas os que ganham a vida sem esforçar é que mudam de sítio.

Em Portugal há-de chegar a vez deles... [:cool:]
 
"Plano contra a crise prevê nacionalizar bancos"

"Plano contra a crise prevê nacionalizar bancos"

O Governo delegou no Banco de Portugal (BdP) a responsabilidade de conceber um plano de emergência para acudir às instituições financeiras que sejam atingidas pela crise financeira. Segundo apurou o Correio da Manhã, a instituição liderada por Vítor Constâncio tem em cima da mesa várias soluções consoante a gravidade dos casos que forem apresentados ao banco central. A medida mais drástica passa pela nacionalização parcial das instituições com problemas, à semelhança do que aconteceu na Holanda com o banco Fortis.
http://www.correiodamanha.pt/Notici...ontentid=834F1C8B-BA4B-4696-8578-506D3066A4DF
 
A eventual nacionalização dos bancos até pode, no futuro, nem ser uma coisa muito má. Na verdade, até pode ser a solução para muitos problemas.

Seria muito vantajoso que o dinheiro não constituisse um negócio per si. Aliás, como se vê, é um negócio de pés de barro...

Se este objectivo é conseguido através de forte regulamentação ou de nacionalização, não sei. O que sei é que não pode continuar como está.
 
so como medida de ultimo recurso, e para salvaguradra as economias dos mais desprotegidos.
caso contraio deve deicxar-se falir quem tiver que falir.
sem apelo nem agravo
 
so como medida de ultimo recurso, e para salvaguradra as economias dos mais desprotegidos.
caso contraio deve deicxar-se falir quem tiver que falir.
sem apelo nem agravo
Também já pensei como tu, mas depois de analisar melhor a situação não me parece muito justo.
Repara:
as pessoas que devem dinheiro ao banco, se este falir, como ficam? Ficam livres das suas dívidas? E as que têm depósitos e outras aplicações? Perdem tudo? Ou seja mais vale dever que ter?
Não me parece justo...
 
Também já pensei como tu, mas depois de analisar melhor a situação não me parece muito justo.
Repara:
as pessoas que devem dinheiro ao banco, se este falir, como ficam? Ficam livres das suas dívidas? E as que têm depósitos e outras aplicações? Perdem tudo? Ou seja mais vale dever que ter?
Não me parece justo...
Achas que isso é mesmo assim ? [;)]
 
Se o banco se tornasse insolvente o seu activo seria liquidado e entre ele encontram-se os que contraíram os empréstimos. O natural seria a dívida passar para outra instituição bancária
 
Também já pensei como tu, mas depois de analisar melhor a situação não me parece muito justo.
Repara:
as pessoas que devem dinheiro ao banco, se este falir, como ficam? Ficam livres das suas dívidas? E as que têm depósitos e outras aplicações? Perdem tudo? Ou seja mais vale dever que ter?
Não me parece justo...

As dividas nao sao perdoadas, sao vendidas a outros bancos... e tu ficas a pagar a outro banco....

Os DPs penso que so se recupera no maximo 25000€.
 
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