Tás-te a contradizer.[

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Um bom amante de carros deveria preocupar-se que continuem a haver bons carros. As marcas de onde eles advém é secundário.
Daí o perecer da Hummer. Apenas se preocuparam com a marca e não com o produto. Agarraram-se a uma fórmula e não adaptaram o produto ao novo contexto global.
Fizeram um excelente trabalho de branding, mas e o resto?
Temos o caso da Land Rover, que também apenas tem socialmente criticaveis SUV's, mas têm trabalhado para adaptar-se a uma nova realidade.
Motores mais eficientes e a próxima geração de Range-Rovers, perderão algumas centenas de quilos, recorrendo ao aluminio, graças ao trabalho feito pela Jaguar.
E não deve tardar muito até vermos um Land Rover plug in hybrid.
O Jag XJ plug-in está aí mesmo ao virar da esquina, graças à colaboração com a Lotus, e não me admira nada que façam qualquer coisa do género num dos mastodontes da Land Rover.
Ou seja, uma continua aposta no produto e no seu melhoramento, juntamente com um bom exercicio de cultivo da marca consegue manter a Land Rover À tona.
Re-skin de outros modelos GM, apenas cultivando um universo imagético, sem investimento no produto, faz com que as marcas "morram". E a mesma história para outras marcas que desapareceram do universo GM.
Como já tenho dito aqui pelo fórum por diversas vezes, isto, supostamente, é um Fórum de Automóveis, não de marcas. Deviam-se preocupar mais com as máquinas do que com os logos que as ostentam.
Quanto muito, se quiserem ser fãs de algo, seja das pessoas que os criam.
Normalmente saltitam de marca em marca, mas o seu cunho torna-se valioso para o resultado final, seja qual fôr a marca
Acabamos por lidar sobretudo com engenheiros e designers. Seja a excelente equipa de engenheiros da Porsche ou Lotus; Richard Parry-Jones, que mostrou como dar "boas maneiras" à dinãmica dos automóveis, desde Focus e Pumas, redefinindo os standards de dinâmica em automóveis comuns; Gordon Murray, que não só nos deu o referencial McLaren F1, como apresta-se a redefinir processos industriais, conseguindo muito menor impacto a diversos niveis, associados à produção automóvel; Chris Bangle, que apenas tornou-se no designer mais influente deste inicio de século, e isso é apenas secundário, tendo em conta o trabalho fenomenal que fez na BMW, procurando reinventar processos produtivos, de modo a que o desenvolvimento automóvel se torne mais ágil e barato; e muitos mais, Patrick LeQuement, Michael Robinson, Mike Cross, Shiro Nakamura, etc, etc, etc