Sempre ouvi dizer que um carro vale aquilo que pagam por ele, por isso se ninguem te oferece o que estas a pedir, é porque estás a pedir muito
Eu sempre fui um dos que defendi isso, e vi-o comprovado recentemente, quando vendi um carro com 11 anos que tem bastante procura (apesar de existir muita oferta) por um valor que chega a ser 30 a 40% acima de outros que se vêm no mesmo site do mesmo ano. [

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É claro que recebi propostas muito abaixo às quais nem respondi, mas isto só foi possível porque eu tinha um carro com procura é boa fama, mas que estava num estado muito difícil de encontrar hoje em dia (pelos poucos km, pintura original impecável, interior praticamente imaculado, historial do Km comprovados, etc).
No fundo, foi aguardar pelo cliente que queria um carro daqueles e valorizava o estado singular em que estava.
Se não fossem estes elementos diferenciadores, eu teria de ir inevitavelmente para a média do mercado, como fui noutros carros que tive no passado.
E tive logo a seguir o exemplo de ter uma unidade num estado bom e com poucos km de um carro com pouca procura, e sentir a dificuldade que seria vendê-lo a particular por um valor interessante.
Em resumo, deixo a frase que sempre guiou o meu comportamento nestas coisas:
- "o valor comercial de um bem é aquele pelo qual quer o vendedor quer o comprador aceitam concluir o negócio, independentemente dos valores médios de mercado"!
Isto não é uma teoria, mas uma realidade!
Mas se alguém tiver um carro com uma procura baixa, e/ou num estado de conservação dentro da média, não tem por onde justificar um preço acima desse patamar médio.
E os carros com preços e estado/km médios raramente são vendidos pelo preço pedido, existindo aí a outra ilusão.
Cabe ao vendedor analisar até onde está disposto a ir se quiser mesmo vender o carro. [

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Propostas de compra por baixo vão sempre surgir, mesmo que nunca se concretizem, motivo pelo qual especifiquei logo no anúncio que nem teriam resposta).