Drigente da Frente Nacional detido
2006/06/06 | 23:14
RTP mostrou-o a defender o uso de armas. A polícia foi prendê-lo
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Mário Machado, dirigente da organização de extrema-direita Frente Nacional, foi detido hoje, após uma reportagem emitida pela RTP, onde defendeu a ideologia de extrema- direita e o uso de armas, disse à Lusa fonte ligada ao processo.
Fonte da direcção nacional da PSP confirmou à Lusa a detenção de um homem, que não identificou, na sequência da promoção da reportagem «Existe extrema-direita?» transmitida ao longo do dia nos blocos noticiosos da estação estatal.
«A PSP através de mandado judicial procedeu hoje à tarde em Lisboa a uma busca domiciliária da qual resultou a detenção de um homem e a apreensão de uma espingarda caçadeira e de um revólver, além de outros materiais proibidos», disse à Agência Lusa Hipólito Cunha, das Relações Públicas da PSP.
Segundo a mesma fonte, o homem será presente a tribunal quarta- feira de manhã.
Em comunicado, o comando metropolitano de Lisboa da PSP especificou que entre o material apreendido se encontrava um aparelho de choques eléctricos, uma besta e diversas munições.
Mário Machado surgiu hoje na reportagem da RTP fazendo a apologia dos ideais de extrema-direita e ostentando uma espingarda automática (caçadeira) de oito tiros, que alegou ser legal.
Na mesma reportagem, o dirigente da Frente Nacional afirmou que vários outros simpatizantes da ideologia possuem o mesmo tipo de armamento e que estão preparados para o usar «quando for preciso».
«Não vamos deixar que se passe o mesmo que em França», disse Mário Machado.
Mário Machado é dirigente da Frente Nacional, um movimento que apoia o Partido Nacional Renovador e foi o organizador de manifestações recentes em Lisboa contra a criminalidade alegadamente desencadeada por imigrantes e em Vila de Rei contra a instalação de cidadãos brasileiros no concelho.
O Partido Nacional Renovador tinha anunciado hoje que se fará representar na manifestação de profissionais das forças de segurança que se realizará quarta-feira, em Lisboa, o que está a gerar perplexidade aos organizadores do protesto.