Só o JR e o André é que não vêem...[}

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] Adoram a Ministra como a Nossa Sra do Caravaggio...[}

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A intervenção de António Vitorino, embora publicamente desvalorizada, foi um óbvio revés para uma ministra que, ainda que tenha o total apoio do primeiro-ministro (a que se junta o público apoio do Presidente da República), tem sofrido uma intensa contestação do sector. Mas as "perplexidades" de António Vitorino são partilhadas por vários deputados socialistas.
Uma das questões mais polémicas deste processo tem sido a decisão, por parte do Ministério da Educação, de se recusar a abrir um regime especial para os exames de Física e Química do 11.º ano, como fez com os do 12.º ano. A justificação é que, no próximo ano, os estudantes actualmente no 11.º ano podem submeter-se a nova prova, não necessitando, por agora, de uma excepção imediata.
O ataque da oposição
Indignado com "a confusão" gerada em torno dos exames nacionais do secundário, o PSD exige que Maria de Lurdes Rodrigues apure responsabilidades. "Vamos exigir responsabilidades perante a confusão instalada, que prejudicou milhares de alunos", disse ao DN o deputado social-democrata Pedro Duarte, que terá a seu cargo a intervenção inicial no debate de urgência. "O que se está a passar é muito grave e é inaceitável que a ministra não assuma as responsabilidades", atirou Pedro Duarte. Como? "Antes de mais, deve pedir desculpas às famílias afectadas e aos alunos e, depois, tem que garantir que vai apurar responsabilidades no seio do ministério e agir de acordo com as conclusões."
O PSD vai ainda exigir que a ministra "dê uma resposta justa e equitativa" para o problema que as provas suscitaram. E manifestar-se-á contra a "discriminação" criada pelo Governo ao permitir apenas a repetição das provas de Física e Química.
Também o CDS exige o apuramento de responsabilidades políticas. "Queremos saber se a ministra está a tomar alguma iniciativa para apurar possíveis responsabilidades", afirmou ao DN o deputado Diogo Feio. Que vai também exigir que a ministra diga de uma vez por todas "se há ou não erros de natureza científica nos exames que vão ser repetidos". Também Diogo Feio classifica de "lamentável" a excepção criada para as provas de Física e Química. "Depois do que aconteceu, pode a ministra assegurar a justeza das classificações para este ano?", atirou.
Acusando o Ministério da Educação de fugir às responsabilidades, tentando "camuflar a incompetência do Governo para conduzir este processo", o BE aponta o dedo à ministra por não ter tomado algumas providências na implementação dos novos programas. "Devia ter feito uma aferição no território nacional sobre a interpretação que estava a ser feita sobre as orientações dos programas", adiantou ao DN Alda Macedo. Para o Bloco, todos os exames onde foram detectados erros devem ser repetidos, como foi o caso da Biologia e da Matemática.
Também o PCP considera que a excepção aberta para as provas de Física e Química representa "uma discriminação negativa de milhares de alunos". Para os comunistas, a confusão gerada com os exames "apenas confirma a incompetência que grassa no Ministério da Educação".
In DN