Elétricos para quê?

A questão que faço é a seguinte a nossa rede electrica actual aguentaria com um parque automovel 50% electrico?

É uma pergunta interessante, o meu pai tem um painel fotovoltaico de 3.6kwh com seguidor, já a alguns anos, na altura que a venda era bonificada, a produção de um mês entre 17 de Dezembro e 16 de Dezembro, quando os dias são mais curtos no ano e a produção eléctrica foi a seguinte:

3BlOesh7SOCC38sTf_fwmA.png


Ou seja se considerarmos o consumo médio do Leaf de cerca de 15kwh, dá para fazer 2480km, isto num dos piores meses para a produção do solar, em que os dias são mais pequenos e até choveu.

Se forem "espalhados" painéis solares nos telhados das habitações, aproveitando a baixa de preço dos sistemas, não iria existir assim tanta necessidade tão grande/urgente de reforçar a rede eléctrica.
 
É uma pergunta interessante, o meu pai tem um painel fotovoltaico de 3.6kwh com seguidor, já a alguns anos, na altura que a venda era bonificada, a produção de um mês entre 17 de Dezembro e 16 de Dezembro, quando os dias são mais curtos no ano e a produção eléctrica foi a seguinte:

3BlOesh7SOCC38sTf_fwmA.png


Ou seja se considerarmos o consumo médio do Leaf de cerca de 15kwh, dá para fazer 2480km, isto num dos piores meses para a produção do solar, em que os dias são mais pequenos e até choveu.

Se forem "espalhados" painéis solares nos telhados das habitações, aproveitando a baixa de preço dos sistemas, não iria existir assim tanta necessidade tão grande/urgente de reforçar a rede eléctrica.

O problema é que nas horas de produção dessa energia, o carro não está em casa para a poder aproveitar. Será necessário um sistema de armazenamento.
 
Este tópico está a ser uma repetição de tudo o que já foi debatido no tópico dos veículos eléctricos... nada de novo, outra vez arroz. Eu vou resumir:

Um MCI NUNCA vai ser tão eficiente como um eléctrico - Facto

Um MCI NUNCA irá poluir menos, ou sequer igualar um eléctrico em termos de emissões, mesmo que o eléctrico se alimente apenas de electricidade "suja" (ver ponto anterior) - FACTO

Um VE não é AINDA solução para toda a gente, especialmente para longas distâncias. Isso está a mudar. - Facto (Nota: faço no mínimo 90Kms por dia, 90% AE, ando com AC ligado quando preciso e... conduzo um VE)

O uso de hidrogénio para a mobilidade pessoal é um erro - mais ineficiente, caro e uma solução mais complexa sem qualquer tipo de vantagem quando tivermos baterias que carreguem mais rápido - Facto (Já agora, tenho visto defensores do hidrogénio que não sabem que estes também precisam de baterias...)

Um VE tem o potencial de ter muito menos avarias, mais não seja, pelo simples facto de ter menos peças e as principais terem menos complexidade - Facto

As baterias não vão parar à lixeira no fim de vida. Quando não servirem num VE, têm outras aplicações e só depois vem a reciclagem. - Facto

A industria automóvel não vai deitar ao lixo, do dia para a noite, todo o investimento feito nos MCI - já perceberam o que é o futuro mas interessa-lhes que essa transição seja suave - Facto.

As renováveis são o futuro, não muito longínquo. Haja vontade política para agilizar o processo. - Facto.

Por fim, há gente que rejeita tudo isto baseado apenas em numa coisa - RESISTÊNCIA À MUDANÇA. Eu também gosto muito de V8s e cheiro a gasolina e borracha queimada MAS isso não me impede de perceber que em termos de mobilidade pessoal, o VE é o próximo passo. E é tão melhor...
 
O problema é que nas horas de produção dessa energia, o carro não está em casa para a poder aproveitar. Será necessário um sistema de armazenamento.

ao painéis vão produzir durante o dia quando existe mais procura por parte da industria, a noite quando existe mais oferta, pe eolica, aproveita-se para carregar os carros, a hídrica pode ser utilizada através da bombagem para montante, para "equilibrar" a produção consumo, ainda estamos longe, mas para la caminhamos.

Noticia interessante sobre a produção eléctrica:

http://rr.sapo.pt/noticia/104518/pe...s-eletricidade-do-que-o-carvao?utm_source=rss
 
Pelo que tenho lido por essa net fora, tirando casos como o Leaf de primeira geração e alguns Renault, as baterias são arrefecidas e têm uma taxa de utilização baixa, então praticamente não perdem autonomia. A teoria é que em 10 anos ficam com 80% a 85% da capacidade disponível, em vez de 100% em novo.

Existe um caso muito falado de um Ampera já com 480 mil quilómetros e continua com a autonomia de novo. Parece que nos plugin a utilização da bateria é mais conservadora. Os Prius também fazem muitos quilómetros como Taxi sem trocas de bateria.
 
ao painéis vão produzir durante o dia quando existe mais procura por parte da industria, a noite quando existe mais oferta, pe eolica, aproveita-se para carregar os carros, a hídrica pode ser utilizada através da bombagem para montante, para "equilibrar" a produção consumo, ainda estamos longe, mas para la caminhamos.

Noticia interessante sobre a produção eléctrica:

http://rr.sapo.pt/noticia/104518/pe...s-eletricidade-do-que-o-carvao?utm_source=rss

Óptimo artigo!
 
ao painéis vão produzir durante o dia quando existe mais procura por parte da industria, a noite quando existe mais oferta, pe eolica, aproveita-se para carregar os carros, a hídrica pode ser utilizada através da bombagem para montante, para "equilibrar" a produção consumo, ainda estamos longe, mas para la caminhamos.

Noticia interessante sobre a produção eléctrica:

http://rr.sapo.pt/noticia/104518/pe...s-eletricidade-do-que-o-carvao?utm_source=rss

A questão é que, sem subsidio, o preço de venda à rede do kWh é muito inferior ao preço de compra. Só um sistema de armazenamento barato resolvia o problema.
 
Pelo que tenho lido por essa net fora, tirando casos como o Leaf de primeira geração e alguns Renault, as baterias são arrefecidas e têm uma taxa de utilização baixa, então praticamente não perdem autonomia. A teoria é que em 10 anos ficam com 80% a 85% da capacidade disponível, em vez de 100% em novo.

Existe um caso muito falado de um Ampera já com 480 mil quilómetros e continua com a autonomia de novo. Parece que nos plugin a utilização da bateria é mais conservadora. Os Prius também fazem muitos quilómetros como Taxi sem trocas de bateria.

Os Renault não sei, mas o Leaf Mk2 não tem arrefecimento de bateria, penso que o novo tambem não apenas no próximo com baterias a rondar os 65kw vai ter.
 
A questão é que, sem subsidio, o preço de venda à rede do kWh é muito inferior ao preço de compra. Só um sistema de armazenamento barato resolvia o problema.

Com os preços a baixar a necessidade de subsídios desaparece, ou pelo menos é atenuada, se me pagassem a 0.06€/kwh, ja tinha pensado em investir num paineis para casa, para os consumos durante o dia, a vender o excesso.
 
Os Renault não sei, mas o Leaf Mk2 não tem arrefecimento de bateria, penso que o novo tambem não apenas no próximo com baterias a rondar os 65kw vai ter.

Com 65 kWh já deve dar para 300 km reais (ar condicionado/aquecimento em temperaturas extremas e velocidade razoável). Vamos lá ver se o preço será apelativo.
 
Com os preços a baixar a necessidade de subsídios desaparece, ou pelo menos é atenuada, se me pagassem a 0.06€/kwh, ja tinha pensado em investir num paineis para casa, para os consumos durante o dia, a vender o excesso.

Aqui há um ano ou dois fizeram-me uma proposta da EDP e, contas bem feitas, aquilo só era vantajoso para eles.
 
Se eu disse mês queria dizer Ano.
Vamos fazer as contas nesse cenário para 10 anos.
10000x10= 100000km =9480€
Suponho que este valor rondará o preço de uma bateria para o Zoe.
Se a bateria estiver a 50% não precisa ser trocada mas o preço do carro com 10 anos vai refletir este facto.
Esses valor são uma estimativa que duvido que seja para cima. Estás a deduzir que esse valor é o valor da bateria o que é um erro.

Mesmo que assim seja, até que ponto, com combustível, manutenção, não gastaste tanto ou mais num carro convencional ao final desses mesmos 100.000km?

A questão da bateria como foi dito, a degradação é em perca de autonomia, não de performance, portanto esses mitos que se tem de trocar de bateria ao final de x anos, é treta do costume. Claro que a autonomia influência o preço, tal como os km de um ICE, ou o pagas num carro igual com 100 o mesmo que num com 200.000km? Depois há que se ver a degradação da bateria face aos km, com 100.000km não tens uma degradação imensa, o Zoe ao final de 160.000km a Renault garante no mínimo 66% de capacidade.

Outra questão, será com o aumento dos VE aumento também de recuperação e reparação das baterias, um pouco como acontece com os híbridos em que é possível reparar e substituir células em baixo de uma bateria reduzindo drasticamente o preço da intervenção.
 
Última edição:
Esses valor são uma estimativa que duvido que seja para cima. Estás a deduzir que esse valor é o valor da bateria o que é um erro.

Mesmo que assim seja, até que ponto, com combustível, manutenção, não gastaste tanto ou mais num carro convencional ao final desses mesmos 100.000km?

A questão da bateria como foi dito, a degradação é em perca de autonomia, não de performance, portanto esses mitos que se tem de trocar de bateria ao final de x anos, é treta do costume. Claro que a autonomia influência o preço, tal como os km de um ICE, ou o pagas num carro igual com 100 o mesmo que num com 200.000km? Depois há que se ver a degradação da bateria face aos km, com 100.000km não tens uma degradação imensa, o Zoe ao final de 160.000km a Renault garante no mínimo 66% de capacidade.

Outra questão, será com o aumento dos VE aumento também de recuperação e reparação das baterias, um pouco como acontece com os híbridos em que é possível reparar e substituir células em baixo de uma bateria reduzindo drasticamente o preço da intervenção.

Julgo que a maioria das baterias são modulares, pelo menos as do i3 permitem trocar módulos ao invés da bateria toda.
 
Esses valor são uma estimativa que duvido que seja para cima. Estás a deduzir que esse valor é o valor da bateria o que é um erro.

Mesmo que assim seja, até que ponto, com combustível, manutenção, não gastaste tanto ou mais num carro convencional ao final desses mesmos 100.000km?

A questão da bateria como foi dito, a degradação é em perca de autonomia, não de performance, portanto esses mitos que se tem de trocar de bateria ao final de x anos, é treta do costume. Claro que a autonomia influência o preço, tal como os km de um ICE, ou o pagas num carro igual com 100 o mesmo que num com 200.000km? Depois há que se ver a degradação da bateria face aos km, com 100.000km não tens uma degradação imensa, o Zoe ao final de 160.000km a Renault garante no mínimo 66% de capacidade.

Outra questão, será com o aumento dos VE aumento também de recuperação e reparação das baterias, um pouco como acontece com os híbridos em que é possível reparar e substituir células em baixo de uma bateria reduzindo drasticamente o preço da intervenção.

O que eu tenho certeza é que no final das contas não ficarás a ganhar muito nem com nem com outro, no que diz respeito aos custos operacionais, em 100000km o combustível fica abaixo do valor do aluguer das baterias, mas o elétrico também consome electricidade e está custa dinheiro.
Onde o carro a combustível continua depois a ganhar, Hoje, repito, hoje, é na compra em novo e na venda em usado.
Quando as baterias forem ao preço da uva, haverá outra coisa qualquer que será mais cara, não estou a ver este mercado a deixar de gerar um lucro idêntico ao de hoje com os carros a combustão.
 
Tens de ter em consideração que os carros eléctricos não fazem apenas 10.000km/ano, alias a muitos utilizadores "queixam-se" de duas coisas:

1º compraram com segundo carro e passa para primeiro carro

2º Fazem mais km que os inicialmente estimados.

As contas feitas com o eléctrico da empresa a fazer 30.000km ano teria uma poupança a rondar os 2.500/3.000€ ano em relação ao gasto com um carro similar a gasóleo, ao fim dos tais 10 anos que referes, poupa-se entre 25.000€ a 30.000€, se neste meio tempo tiver de mudar as baterias pelos 10.000€ que referes, estamos a falar de uma poupança dente os 15.000€ e os 20.000€, se tivermos em conta a diferença de preço inicial para um carro similar ao Leaf, ainda se ganha alguns trocos.

Agora claro numa situação em que as limitações dos eléctricos actuais permita que o eléctrico sirva.
 
Quanto à durabilidade dos eléctricos, o exemplo de um Tesla:

http://www.turbo.pt/taxista-finlandes-ja-percorreu-400-mil-km-com-um-tesla-model-s/

Em relação às baterias, o seu preço continua a cair, ao mesmo tempo que aumenta a densidade energética. Se juntarmos a cada vez maior produção e a introdução de diferentes elementos constituintes (filmes de papel, MG, Mn, ar, películas de vidro, etc.) - que sem dúvida vão rebentar com a lei de Moore, aliado à generalização dos painéis fotovoltaicos em telhados e fachadas, podemos dizer que uma revolução energética está a ser cozinhada. Só não vê quem não quer...


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O que eu tenho certeza é que no final das contas não ficarás a ganhar muito nem com nem com outro, no que diz respeito aos custos operacionais, em 100000km o combustível fica abaixo do valor do aluguer das baterias, mas o elétrico também consome electricidade e está custa dinheiro.
Onde o carro a combustível continua depois a ganhar, Hoje, repito, hoje, é na compra em novo e na venda em usado.
Quando as baterias forem ao preço da uva, haverá outra coisa qualquer que será mais cara, não estou a ver este mercado a deixar de gerar um lucro idêntico ao de hoje com os carros a combustão.
Estás a assumir que TODOS os eléctricos tem aluguer de bateria e que a mesma vai ser preciso mudar ao final de x km.

Isto é reduzir a conversa para o que interessa e não para o que realmente interessa, que é: é preciso trocar a bateria ao final de 10 anos ou 7 anos ou os anos que quiserem (que foi o afirmado)? Não. Quem quiser, e lidar com a autonomia, não tenho dúvidas que durem tanto como um motor convencional.
 
Estás a assumir que TODOS os eléctricos tem aluguer de bateria e que a mesma vai ser preciso mudar ao final de x km.

Isto é reduzir a conversa para o que interessa e não para o que realmente interessa, que é: é preciso trocar a bateria ao final de 10 anos ou 7 anos ou os anos que quiserem (que foi o afirmado)? Não. Quem quiser, e lidar com a autonomia, não tenho dúvidas que durem tanto como um motor convencional.



He added that considering Tesla’s use of aluminum in its chassis, there’s no reason why both the cars and the batteries couldn’t last 20 years.

Link: https://electrek.co/2017/05/09/tesla-battery-lifetime-double/
 
Por falar em duração. Taxi Nissan Leaf com 312 000km, bateria perdeu metade da capacidade, está a 50%. O dono afirma que poupa 5 000€ por cada 50 000km de trabalho face ao carro anterior.

Acho que vai ser trocado por um novo Leaf de 40kwh. Mesmo com bateria a 50%, este pack pode durar ainda vários anos nas mãos de alguém que faça 30-40km por dia.

Acham que este carro ainda vale 10 000€, sabendo que, na pior das hipóteses gastariam mais 6 000€ até aos 600 000km?
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