citação:Originalmente colocada por Boxer
Andamos a ver a coisa pela prisma errado.
O ESP não "salva vidas". As pessoas negligentes é que colocam as suas
vidas (e as dos outros) em perigo.
Se o ESP entra em acção, é porque a "peça" entre o volante e o assento
já fez asneira. Logo, se se apostasse mais no ENSINO da condução, cada
vez mais iam-se tornando dispensáveis soluções que pretendem
desresponsabilziar o condutor. Porque é isso que as pessoas vêem: o
ESP é uma bóia de salvação para aqueles que não se sentem seguros na
sua condução.
Claro que há um cenário no qual o ESP pode dar uma ajuda, que é na
hipótese de apanharmos óleo na estrada a meio duma curva. Mas mesmo
assim é preciso que se verifiquem duas condições: que o carro não
circule a velocidade excessiva e que o condutor esteja APTO a lidar
com a entrada em funcionamento do ESP, não interferindo.
E aqui volta, novamente, a falhar a formação.
Pessoalmente, não quero o carro a conduzir por mim. Prefiro aprender
e praticar para ser eu o responsável pela condução.
Acho incrível que se continue a encarar de ânimo leve esta situação
em que se coloca um objecto propulsionado de mais de 1 tonelada nas
mãos de qualquer pessoa.
A prova disso é que nem existe um tipo de controlo das aptidões dos
condutores, e depois é ver aí velhotes que reagem a qualquer coisa com
30 segundos de atraso a conduzir e a fazer asneira atrás de asneira
nas nossas estradas. E os novos não são muito melhores.
Continua a fugir-se da realidade. Nem as aulas de condução recriam
minimamente situações reais do quotidiano. Claro que não vão
meter uma pessoa que está a começar a aprender a conduzir a 140 numa
autoestrada ou a andar a 80 numa nacional, mas ao menos depois de 1
a 2 anos de se tirar a carta devia haver um controlo e um novo exame,
para verificar se a pessoa realmente está apta para continuar a
conduzir. Mas um exame que reflicta a realidade.
E depois, claro, não esperar pelos 65 anos para a renovação.
Por isso é que fico ultrajado quando se desperdiça tanto latim neste
treta do ESP, quando há coisas BEM mais importantes para corrigir.