Bom, vou dar entrada no tópico. Num outro fórum fui um pouco "insultado" de fraco e de sem vontade. Compreendo a posição de quem faz do ginásio ou da musculação uma forma de vida. Assim como respeito, acho que os que terão outra forma de ver as coisas devem ser também respeitados.
Confesso que sempre fui alguém com excesso de peso, genético, na família quase toda a gente o tem. Tentei sempre manter-me activo, mas nem sempre houve motivação/vontade. Entendo também que o meu problema com excesso de peso vem da alimentação. E é fácil fazer esta afirmação pois após passar vários ginásios e nutricionistas, a perca de peso acontecia sempre com os segundos e menos com os primeiros. Após me ter casado, com 23 anos, onde o meu peso médio era de 85kg para 1,72m, cheguei a pesar perto de 115 kg. Após dizer que chegava de uma vida sedentária, depois de um regime Naturhouse (que não aconselho a ninguém, apesar dos resultados), estive com 87Kg. No entanto, como estava a ficar saturado e cansado de gastar dinheiro, acabei por desistir sem chegar à parte mais importante. Manutenção de peso. E voltei aos 105 kg. Depois disso fiz ginásio durante cerca de 2 anos. Não via perca de peso. Acabei por me inscrever numa nutricionista e, com uma alimentação equilibrada, cheguei aos 88kg novamente. Ela própria dizia-me que, apesar de não serem os valores indicados por tabela, para a minha fisionomia, também não achava que tivesse de vir abaixo dos 80Kg, que seria um bom patamar tendo em conta todos os restantes indicadores. Em 2014, num futebolada habitual, num movimento de rotação por cima da bola em corrida em velocidade, a bola acabou por ceder por estar um pouco vazia, torci no movimento e acabei por partir o perónio em 3 partes, bem como ficar com os dedos dos pés a apontar para as costas. Depois de quase 2 anos de tratamentos, 4 cirurgias, muito antibiótico porque estava a fazer rejeição do material cirúrgico (placas e parafusos), só em pequenos intervalos é que consegui fazer fisioterapia. Apesar de conseguir deslocar-me normalmente, não consigo correr ou fazer movimentos de impacto com o pé. E depois de todo esse tempo parado, a desmotivação para qualquer exercício foi grande. Ainda assim, em Setembro de 2017 decidi que estava na altura de voltar a mexer-me, fazer algo pela saúde. Foi quando nasceu o meu filho. Apesar de ter tentado, em Fevereiro acabei por deixar, porque as noites mal dormidas, juntando ao trabalho e muitas horas extras de trabalho por fora, acabei por não me sentir bem nem ter energia para tudo. E senti que as prioridades no momento eram outras.
Depois de um tempo parado novamente, em Agosto, olhei para mim e senti que apesar de ter um peso que já tive anteriormente, 105Kg, esse peso reflectia-se mais agora na roupa e no espelho do que há uns anos atrás. Decidi voltar a inscrever-me num ginásio, desde dia 14 de Agosto. Objectivo de fazer 3x por semana. Aqui, surge um outro problema que costuma "arrumar-me para canto". A saúde. Desde miúdo que, suando, banho, no dia a seguir lá está uma constipação a bater à porta. Fiz as primeiras 2 semanas, na semana seguinte parei porque me senti com dores de garganta, ouvidos, dores de cabeça e alguma febre. Andei uma semana a deixar que resolvesse, mas acabei por ter de ir ao médico e, antibióticos que era suposto serem para 3 dias foram para 6. Voltei Mais algum tempo e na semana passada voltei outra vez a sentir-me doente. Os mesmos sintomas. Ontem (até deixei o relato no tópico da Saúde aqui do fórum), decidi ir a um otorrino para verificar se estava tudo em ordem, porque isto não é normal. Por outro lado, sou professor de Música, Cantor (2 bandas, 1 de animação de eventos, bailaricos e afins, outra de Covers de temas Pop Rock dos anos 80, regente de um grupo coral, professor de canto), a voz é a minha ferramenta de trabalho e não me posso dar ao luxo de andar constipado e afónico. Após ver o que se passava, tubo pelo nariz abaixo, tubo pela garganta abaixo, o médico disse que notavam-se resquícios de otites porque os ouvidos estavam com bastantes cicatrizes. A nível de cordas vocais, o termo que ele utilizou foi "impecáveis", o que é uma vitória, visto que nódulos nas cordas vocais atingem uma grande percentagem dos professores do mundo inteiro. Ainda assim, passou-me um tratamento para aumentar o sistema imunológico e uma vacina para a vertente respiratória/pulmonar/garganta...
Voltando à temática dos ginásios, o maior defeito do ginásio onde estou é que só abre às 10h da manhã. Por sorte, é a 500 metros de casa. Gostei também de um PT que lá está que tem muita atenção aos alongamentos e tem-me dado exercícios para aumentar a mobilidade no tornozelo. Dado que não tenho tido um seguimento no exercício ainda não notei grandes diferenças, embora tenha perdido 3KG até ao momento. Não é muito, porque sei que a boca manda mais e estou numa família (a da minha esposa incluída) que faz uma jantarada só porque alguém "tinha uma unha encravada e curou"... estão a ver mais ou menos como será.
Os 3 treinos vão sendo divididos entre parte superior num dia, parte inferior no outro e uma mistura de ambos no 3º dia, com um pouco mais de cárdio. Esse PT é um chato de primeira nestes exercícios... não se importa de mandar a malta sair do ginásio e passar ali 10 minutos a subir e a descer escadas em corrida, por exemplo. Há dias recomendaram-me um multivitamínico para ajudar nestas questões, mas estando agora a fazer o tratamento acho que não faz sentido. Por outro lado, por tudo o que li, acho que não é algo muito unânime. Vi no site da Prozis também vários produtos para queimar gordura e acelerar o metabolismo. Acham que poderá valer a pena, ou dieta mais equilibrada juntamente com o exercício poderão ser suficientes? Não digo uma toma regular, mas algo que, pelo menos, possa acelerar o primeiro processo para ver uns resultados um pouco mais "animadores".
PS: Desculpem o testamento! [

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