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Ora aqui está o transtorno alimentar, isto é a doença similar à Anorexia e Bulimia, doença esta que é o complementar masculino:

Características Comuns da Anorexia e da Vigorexia

1. Preocupação exagerada com o próprio corpo
2. Distorção da Imagem Corporal
3. Baixa autoestima
4. Personalidade Introvertida
5. Fatores sócio-culturais comuns
6. Tendência a automedicação
7. Idade de aparecimento igual (adolescência)
8. Modificações da dieta


TRANSTORNO DISMÓRFICO CORPORAL
VIGOREXIA

Introdução
A adicção ou dependência ao exercício, também chamada de Vigorexia ou Overtraining, em inglês, é um transtorno no qual as pessoas realizam práticas esportivas de forma continua, com uma valorização praticamente religiosa (fanatismo) ou a tal ponto de exigir constantemente seu corpo sem importar com eventuais conseqüências ou contra-indicações, mesmo medicamente orientadas.
É bastante curioso observar como as patologias mentais ou, no mínimo, os sintomas mentais evoluem e se transformam ao longo do tempo ou entre as diversas culturas, mostrando-se sensíveis às mudanças sócio-culturais. Observa-se que a prevalência das Doenças Mentais está absolutamente associada a uma época determinada e a determinados valores culturais.
A Vigorexia está nascendo no seio de uma sociedade consumista, competitiva, frívola até certo ponto e onde o culto à imagem acaba adquirindo, praticamente, a categoria de religião. A Vigorexia e, em geral os Transtornos Alimentares exemplificam bem a influência sociocultural na incidência de alguns transtornos emocionais.


Com toda certeza, a Vigorexia é uma das mais recentes patologias emocionais estimuladas pela cultura, e nem foi ainda catalogada como doença específica pelos manuais de classificação (CID.10 e DSM.IV).
A Vigorexia, mais comum em homens, se caracteriza por uma preocupação excessiva em ficar forte a todo custo. Apesar dos portadores desses transtornos serem bastante musculosos, passam horas na academia malhando e ainda assim se consideram fracos, magros e até esqueléticos. Uma das observações psicológicas desses pacientes é que têm vergonha do próprio corpo, recorrendo assim aos exercícios excessivos e à fórmulas mágicas para acelerar o fortalecimento, como por exemplo os esteróides anabolizantes.
As pesquisas sobre dependência (ou adicção) a quaisquer coisas caminham, hoje em dia, através da Psiquiatria, da Psicologia Experimental e da Neurobiologia no sentido de se identificar elementos emocionais e biológicos que contribuem para alterar o equilíbrio do prazer (homeostasia hedonista), levando assim à dependência ou adicção. A palavra "adicção", em português, é um neologismo técnico que quer dizer, de fato, "drogadicção".
O termo Vigorexia, ou Síndrome de Adônis, foi primeiramente assim denominado pelo psiquiatra americano Harrisom G. Pope, da Faculdade de Medicina de Harvarde, Massachusetts. Os estudos de Pope foram publicados na revista Psychosomatic Medicine com a observação de que cerca de um milhão de norte-americanos entre os nove milhões adeptos à musculação podem estar acometidos pela patologia emocional. As duas rexias, Anorexia e Vigorexia foram consideradas por Pope como doenças ligadas à perda de controle de impulsos narcisistas.
Apesar de todas as características clínicas da Vigorexia, vários autores não a consideram uma nova doença ou uma entidade clínica própria mas sim, uma manifestação clínica de um quadro já amplamente descrito; o Transtorno Dismórfico Corporal. Essa manifestação clínica separada seria o chamado Transtorno Dismórfico Muscular (ou Vigorexia).
Vigorexia ou Síndrome de Adônis
A escravização que as pessoas das sociedades civilizadas se submetem aos padrões de beleza tem sido um dos fatores sócio-culturais associados ao incremento da incidência dos Transtornos Dismórficos, sejam Corporais (associados à Anorexia e Bulimia) ou Musculares (Vigorexia).
O habitual desejável ao ser humano moderno é estar moderadamente preocupado com seu corpo, sem que essa preocupação se converta numa obsessão. O ideal desejável e sadio não é o padrão imposto pelas revistas de beleza e pelos modelos publicitários mas sim, estar satisfeito consigo mesmo e aceitar-se como é. Mas quem, na adolescência não se sentiu complexado alguma vez, ao menos pelo tamanho de seu nariz? Quem não sofreu com a acne na puberdade?
Tais complexos acabam gerando insegurança social, podem agravar a introversão e timidez. A atitude mais habitual, apesar de inocente, é acreditar que a timidez e insegurança sociais seriam resolvidas caso a pessoa fosse bela, forte, um modelo de homem perfeito, um corpo escultural. Nasce aí a obsessão de beleza física e perfeição, os quais se convertem em autênticas doenças emocionais, acompanhadas de severa ansiedade, depressão, fobias, atitudes compulsivas e repetitivas (olhadas seguidas no espelho) e que conduzem ao chamado Transtorno Dismórfico Corporal.
O termo Dismorfia Corporal foi proposto em 1886 pelo italiano Morselli. Freud descreveu o caso do "Homem Lobo", uma pessoa que, apesar de ter um excesso de pelos no corpo, centrava sua excessiva preocupação na forma e tamanho de seu nariz. Ele o via horrível, proeminente e cheio de cicatrizes.
Embora exista um grande número de pessoas mais ou menos preocupadas com sua aparência, para ser diagnosticado Dismorfia, deve haver sofrimento significativo e uma reiterada obsessão com alguma parte do corpo que impeça uma vida normal. Quando esse quadro todo se fixa na questão muscular, havendo uma busca obsessiva para uma silhueta perfeita, o transtorno se chamará Vigorexia ou Transtorno Dismórfico Muscular.
A busca de um corpo perfeito e musculoso a qualquer preço começa, então, a ser tratada como uma patologia. A Vigorexia, ou Síndrome de Adônis, é um transtorno emocional assim denominado pelo psiquiatra americano Harrison G. Pope da Faculdade de Medicina de Harvard, Massachusetts (veja a entrevista com Pope em Notícias PsiqWeb).
Os estudos de Pope foram publicados na revista Psychosomatic Medicine, e constaram da observação de adictos à musculação, e comprovaram que entre mais de 9 milhões de norte-americanos que freqüentam regularmente academias de ginástica, cerca de um milhão poderia estar acometido por este transtorno emocional.
A Vigorexia, como vimos pode ser sinônimo de Dismorfia Muscular (ou Transtorno Dismórfico Muscular) e não é casualidade que o nome Vigorexia rime com Anorexia.
As duas doenças promovem a distorção da imagem que os pacientes têm sobre si mesmos: os anoréxicos nunca se acham suficientemente magros, os Vigoréxicos nunca se acham suficientemente musculosos. Ambas podem ser consideradas como "patologias do narcisismo". Alguns autores já estão atribuindo o aparecimento da Vigorexia à moda e à um estilo de vida tipo "vigilante da praia".
Não se trata, simplesmente, de fazer exercícios para receber o diagnóstico de Vigorexia. Os exercícios orientados, com indicação médica ou terapêutica, recreativos e/ou de condicionamento continuam sendo muito bem vindos na medicina e na psiquiatria.
Entretanto, as pessoas que treinam exaustivamente, não apenas para se sentirem bem, mas para ficarem estupendos e perfeitos, são sérios candidatos ao diagnóstico de Vigorexia. Normalmente essas pessoas estão dispostas a manter uma dieta rigorosa, a tomar fármacos e a treinar duro para conseguir seu objetivo. Elas perdem a noção de sua própria corporeidade e nunca param ou ficam satisfeitos.
Os sintomas da Vigorexia se evidenciam pela obsessão em tornar-se musculosos. Essas pessoas olham-se constantemente no espelho e, apesar de musculosos, podem ver-se enfraquecidos ou distantes de seus ideais. Sentirem-se assim "incompletos", faz com que eles invistam todas as horas possíveis em exercícios e ginásticas para aumentar sua musculatura.
Es difícil estabelecer limites entre um exercício saudável e um exercício obsessivo, mas é bom lembrar que os vigoréxicos, além da musculação continuada, comem de forma atípica e exagerada. Esses pacientes se pesam várias vezes por dia e fazem continuadas comparações com outros companheiros de academia. A doença vai derivando num quadro obsessivo-compulsivo, de tal forma que eles se sentem fracassados, abandonam suas atividades e se isolam em academias dia e noite.
Alguns anoréxicos podem chegar a ingerir mais de 4.500 calorias diárias (o normal para uma pessoa é 2.500), e sempre acompanhado por numerosos e perigosos complementos vitamínicos, hormonais e anabolizantes. Tudo isso é feito com o propósito de aumentar a massa muscular, mesmo tendo sido alertados quanto aos graves efeitos colaterais desse estilo de vida.
A Vigorexia deve ser considerada um transtorno da linhagem obsessivo-compulsiva, tanto pela obsessão em musculatura, pela compulsão aos exercícios e ingestão de substâncias que aumentam a massa muscular, quanto pela fragrante distorção do esquema corporal.
Todavia, apesar de ser clinicamente característica, a Vigorexia não está ainda incluída nas classificações tradicionais de transtornos mentais (CID.10 e DSM.IV), embora possa ser considerada uma espécie de Dismorfia Corporal, já que também é conhecida com o nome de Dismorfia Muscular.

Personalidade da Vigorexia

Podemos encontrar, entre portadores de Vigorexia, pessoas que só buscam a figura perfeita, influenciadas por modelos culturais atuais, ou esportistas que querem obsessivamente chegar a ser os melhores, exigindo insensatamente de seu organismo até sua meta ser alcançada. Recentemente temos visto também, entre os vigoréxicos, pessoas portadoras de personalidade introvertida, cuja timidez ou retraimento social favorecem uma busca do corpo perfeito como compensação aos sentimentos de inferioridade.
Estas pessoas possuem alguns traços característicos de personalidade, costumam ter baixa autoestima e muitas dificuldades para integrar-se socialmente, costumam ser introvertidas e podem, com freqüência, rejeitar ou aceitar com sofrimento a própria imagem corporal. Em alguns casos, a obsessão com o próprio corpo se parece muito com o mesmo fenômeno observado na anorexia nervosa.
O fisiculturismo é um dos esportes que mais comumente se relaciona com este tipo de transtorno, mas isso não significa que todos fisiculturistas tenham Vigorexia. Os vigoréxicos praticam seus esportes e ginásticas sem levar em conta ou sem se importarem com as condições climáticas, condições físicas limitadoras ou mesmo inadequações circunstanciais do dia-a-dia, chegando a sentirem-se incomodados ou culpados quando não podem realizar essas atividades.
Os critérios de diagnóstico para a Vigorexia ainda não estão claramente estabelecidos por tratar-se de um transtorno tornado freqüente mais recentemente, possivelmente depois da última edição do CID.10 e DSM.IV, portanto, ainda não reconhecido como um uma doença clássica e característica pelas classificações internacionais.

Conseqüências da Vigorexia

Uma das conseqüências da vigorexia ou overtraining, dizem respeito ao excesso de treinamento e às reações corporais que avisam, por assim dizer, que algo está errado. São reações semelhantes ao estresse tais como: insônia, falta de apetite, irritabilidade, desinteresse sexual, fraqueza, cansaço constante, dificuldade de concentração entre outras.
Além da obsessão com o corpo perfeito, a Vigorexia também produz uma importante mudança nos hábitos e atitudes dos pacientes, notadamente na questão alimentar. Até a mínima caloria ingerida será contabilizada e medida com máxima atenção, pois a beleza corporal dependerá disso. A vida do anoréxico gira em torno dos cuidados com seu corpo, sua dieta é minuciosamente regulada, eliminando-se totalmente as gorduras e, ao contrário, consumindo-se excessivamente as proteínas. Esse desequilíbrio alimentar acaba por sobrecarregar o fígado, obrigando-o a desempenhar um trabalho extra.
A Vigorexia causa problemas físicos e estéticos, como por exemplo, a desproporção displásica, também entre o corpo e cabeça, problemas ósseos e articulares devido ao peso excessivo, falta de agilidade e encurtamento de músculos e tendões.
A situação se agrava quando surge o consumo de esteróides e anabolizantes com o fim de conseguir "melhores resultados". O consumo destas sustâncias aumenta o risco de doenças cardiovasculares, lesões hepáticas, disfunções sexuais, diminuição do tamanho dos testículos e maior propensão ao câncer da próstata.
Emocionalmente, segundo estudos de Pope, a Vigorexia pode ter como conseqüência um quadro de Transtorno Obsessivo-conpulsivo, fazendo com que os pacientes se sintam fracassados e abandonem suas atividades sociais, inclusive de trabalho, com o propósito de treinar e exercitar-se sem descanso.
Costuma haver algum grau significativo de comprometimento social e/ou ocupacional nos pacientes portadores de Vigorexia, e sua qualidade de vida pode ser agravada ainda por procedimentos potencialmente iatrogênicos e onerosos, como tratamentos cirúrgicos e dermatológicos desnecessários.
Sintomas e Patologia da Vigorexia
Psiquiatricamente o quadro mais diretamente associado à Vigorexia é a chamada Dismorfia Muscular (ou Transtorno Dismórfico Muscular), uma patologia psíquica das pessoas excessivamente preocupadas com a própria aparência, constantemente insatisfeitas com seus músculos e continuadamente em obsessiva busca da perfeição.
O sintoma central parece ser uma distorção na percepção do próprio corpo e deste sintoma decorrem os demais, como por exemplo, a obsessão pelos exercícios e dietas especiais. Esse tipo de sintoma básico (percepção distorcida do próprio corpo) também é o sintoma principal dos transtornos alimentares.
Mangweth e cols, compararam 27 homens com diagnóstico de transtorno alimentar (sendo 17 com anorexia nervosa e 10 com bulimia nervosa), com 21 atletas masculinos e 21 homens normais não-atletas, usando um teste computadorizado da imagem do corpo, o "matrix somatomorphic". Quando era pedido para todos eles escolherem o corpo ideal que gostariam de ter, os homens com transtornos alimentares selecionaram uma imagem com a gordura de corpo muito próxima àquela escolhida pelos homens atletas e do grupo de controle.
Entretanto, havia grande diferença entre esses grupos quanto à percepção da imagem corporal, principalmente no tanto de gordura que a pessoa acredita ter. Os homens com transtornos alimentares se percebiam ser quase duas vezes mais gordos que realmente eram, e as pessoas do grupo controle não mostraram nenhuma tal distorção. Estes resultados foram muito semelhantes aos estudos realizados com mulheres portadoras de anorexia e bulimia, as quais também mostram uma percepção anormal da gordura corporal.
Há, nos vigoréxicos, uma inclinação patológica para o que se considera o protótipo do homem moderno, supostamente (e erroneamente, segundo pesquisa de Pope) desejável pelas mulheres. Há uma busca obsessiva em se tornar o modelo de homem, com um corpo fibroso, definido, musculoso, e devidamente glorificado pela televisão, pelo cinema, pelas revistas e passarelas de moda. A Vigorexia representa bem a sociedade onde "uma imagem vale mais que mil palavras", tornando os homens obcecados por seus corpos perfeitos.
A mesma preocupação e distorção com o esquema corporal constatado na Anorexia observa-se na Vigorexia. Na Anorexia as pacientes - geralmente mulher - acham-se ainda gordas, apensar de notavelmente magras e, na Vigorexia, acham-se fracas, apesar de notavelmente musculosas.
O problema é mais comum ter início na adolescência, período onde, naturalmente, as pessoas tendem a ser insatisfeitas com o próprio corpo e se submetem exageradamente aos ditames da cultura. Na adolescência existe uma pressão para as meninas se manterem magras e uma cobrança para que os meninos fiquem fortes e musculosos. A importância da identificação da Vigorexia precocemente, é no sentido de evitar que os adolescentes façam uso de drogas para obter os resultados desejados (ou fantasiados).
A Dismorfia Muscular é uma espécie de subdivisão de um quadro mais abrangente chamado de Transtorno Dismórfico Corporal, definido como uma preocupação com algum defeito imaginário na aparência física numa pessoa com aparência normal A Dismorfia Muscular seria uma alteração na percepção do esquema corporal, específica da estética muscular do corpo e não um defeito na percepção corporal imaginário qualquer. Os quadros mais comuns no Transtorno Dismórfico envolvem, principalmente, preocupações com defeitos faciais ou outras partes do corpo, cheiro corporal e aspectos da aparência. Quando diz respeito à visão distorcida e irreal da estética muscular falamos em Dismorfia Muscular.
O DSM.IV diz que a característica essencial do Transtorno Dismórfico Corporal (historicamente conhecido como Dismorfofobia) é uma preocupação com um defeito na aparência, sendo este defeito imaginado ou, se uma ligeira anomalia física está realmente presente, a preocupação do indivíduo é acentuadamente excessiva e desproporcional.

Transtorno Dismórfico Corporal e Transtorno Dismórfico Muscular

Pacientes com Transtorno Dismórfico Corporal sofrem de idéias persistentes sobre o modo como percebem a própria aparência corporal, portanto, todo paciente com Vigorexia tem também Transtorno Dismórfico Corporal. Esses pensamentos persistentes, intrusivos, difíceis de resistir, invadindo a consciência e em geral acompanhados por compulsões rituais de olhar-se no espelho constantemente seriam muito semelhantes aos pensamentos obsessivos dos pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo.
Essas idéias obsessivas sobre defeitos no próprio corpo são, em geral, egodistônicas, ou seja, estão em desacordo com o gosto da pessoa, portanto, fazem a pessoa sofrer.
No Transtorno Dismórfico Corporal são mais comuns as queixas que envolvem defeitos faciais, como por exemplo a forma ou tamanho do nariz, do queixo, a calvície, etc. mas, não obstante podem envolver outros órgãos ou funções, como a preocupação com o cheiro corporal que exalam, mau hálito, odor dos pés, etc.
Choi1, Pope e Olivardia definem o Transtorno Dismórfico Muscular como uma nova síndrome onde as pessoas, geralmente homens, independentemente de sua musculatura (embora normalmente sejam bem desenvolvidos), têm uma opinião patológica a respeito do próprio corpo, acreditando terem uma musculatura muito pequena.
A co-morbidade do Transtorno Dismórfico Corporal ou de sua variante, o Transtorno Dismórfico Muscular (Dismorfia Muscular), com outros quadros psiquiátricos, tais como a Fobia Social, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo, a Depressão e outros quadros delirantes é bastante freqüente. Com Depressão e Ansiedade essa co-morbidade chega a 50% dos casos, especialmente com quadros de ansiedade tipo Pânico.
Com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo clássico, Fobia Social e Anorexia Nervosa a comorbidade também é alta, em torno de 40%. Pacientes com Transtorno Dismórfico Corporal em geral são perfeccionistas e podem ter traços de personalidade obsessivos ou esquizóides.
Critérios Diagnósticos para F45.2 (CID.10) ou 300.7 (DSM.IV) do Transtorno Dismórfico Corporal
A. Preocupação com um imaginado defeito na aparência. Se uma ligeira anomalia física está presente, a preocupação do indivíduo é acentuadamente excessiva.
B. A preocupação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
C. A preocupação não é melhor explicada por outro transtorno mental (por ex., insatisfação com a forma e o tamanho do corpo na Anorexia Nervosa).
Causas

Ainda que não se tenham dúvidas sobre o forte elemento sociocultural no desenvolvimento e na incidência da Vigorexia, também parece que a patologia esteja relacionada com desequilíbrios de diversos neurotransmissores do sistema nervoso central, mais precisamente da serotonina.
Também a causa do Transtorno Dismórfico Corporal é desconhecida, embora existam relatos de algum envolvimento orgânico em casos que tiveram início pós-encefalite ou meningite. Isso reforça a hipótese de envolvimento ou disfunção dos gânglios da base nestes quadros. Essa mesma hipótese tem sido emprestada ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo e outros transtornos do espectro obsessivo-compulsivo.
Para Pope, pode-se recorrer a fármacos que atuem sobre esses neurotransmissores para o tratamento dessa doença. A própria resposta positiva dos medicamentos bloqueadores seletivos da recaptação de serotonina tem sugerido que os sintomas de Transtorno Dismórfico Corporal estejam relacionados à função da serotonina. Existem relatos de exacerbação dos sintomas do quadro com o uso de maconha, a qual também tem ação serotoninérgica. Veja Transtorno Dismórfico Corporal no DSM.IV
Entretanto, a psicoterapia é fundamental e deve ser, preferencialmente, comportamental e cognitiva. O objetivo é modificar a conduta da pessoa, recuperando sua autoestima e superando o medo do fracasso social.

Incidência

Os transtornos derivados da excessiva preocupação com o corpo estão se convertendo numa verdadeira epidemia. Desejar com ardor uma imagem perfeita não implica sofrer de uma doença mental, mas aumenta as possibilidades de que esta apareça. Ainda que haja hipóteses biológicas para estes transtornos, como por exemplo, eventuais alterações nos desequilíbrios nos níveis de serotonina e outros neurotransmissores cerebrais, não cabem dúvidas de que os fatores sócio-culturais e educativos têm uma grande influência em sua incidência.
Os portadores de Vigorexia são, em sua maioria, homens entre 18 e 35 anos, os quais começam a dedicar demasiado tempo (entre 3 e 4 horas diárias) a atividade de modelação física, resultando em algum tipo de prejuízo sócio-ocupacional. A idade de início mais comum do Transtorno Dismórfico Corporal também é no final da adolescência ou início da idade adulta. A média de idade está em torno dos 20 anos, não sendo raro que o diagnóstico seja feito mais tardiamente. Por causa dessas coincidências é que a Vigorexia (ou Transtorno Dismórfico Muscular) pode ser incluída dentro do Transtorno Dismórfico Corporal.
Segundo dados de Pope, entre 9 milhões de norte-americanos que freqüentam academias de ginástica, existe perto de um milhão de pessoas afetadas por um transtorno de ordem emocional que os impede ver-se como são na realidade. Por mais treinamento que essas pessoas realizem, por mais musculatura que desenvolvam, elas sempre se acharão fracas, débeis, raquíticas e sem nenhum atrativo físico. Esses seriam os vigoréxicos.

Vigorexia
 
Última edição:
Bigorexia, de "BIG", "grande"! Os brasileiros não acertam uma! [:)]

É curioso como um termo que originou em fóruns de culturismo americanos puramente por gozo acabou per ser utilizado para definir uma doença mental.

A meu ver há características que distinguem vincadamente esta "doença" de doenças como bulimia ou anorexia, como a questão da imagem corporal distorcida (pelo contrário, nesse "mundo" geralmente é-se bastante objectivo e realista quando às próprias características físicas, apenas há espírito crítico que é saudável e não patológico) ou os problemas de auto-estima (o pessoal das massas tende muito mais frequentemente a ter a mentalidade completamente oposta, acham-se o maior da sua rua e quando aparece um "espécime" superior incham como machos selvagens a competir pelas fêmeas [:D]).
 
Nos meus velhos tempos também sofria de vigorexia,mas entretanto estive num centro de reabilitação e recuperação de culturistas em adiantado estado deste transtorno psiquico,e melhorei bastante felizmente.
Claro está que me custou bastante a terapia a que fui obrigado,desde a estar privado de espelhos,e andar sempre com a cara cheia de escritos ao tentar fazer a barba,ser obrigado a longas temporadas sentado no sofá a ver os programas da manhã,com o Goucha como companhia,ser obrigado a comer gelados e pizzas mesmo sem apetite,eu sei lá que mais.
Felizmente hoje sou um novo homem,sem vigor,mas um novo homem.[;)]
 
Ha alguns casos extremos sim, conheço algumas pessoas que não conseguem viver sem ginásio, contam aquilo que metem na boca a grama, etc

Mas não entremos em exageros...
 
Nos meus velhos tempos também sofria de vigorexia,mas entretanto estive num centro de reabilitação e recuperação de culturistas em adiantado estado deste transtorno psiquico,e melhorei bastante felizmente.
Claro está que me custou bastante a terapia a que fui obrigado,desde a estar privado de espelhos,e andar sempre com a cara cheia de escritos ao tentar fazer a barba,ser obrigado a longas temporadas sentado no sofá a ver os programas da manhã,com o Goucha como companhia,ser obrigado a comer gelados e pizzas mesmo sem apetite,eu sei lá que mais.
Felizmente hoje sou um novo homem,sem vigor,mas um novo homem.[;)]


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Ha alguns casos extremos sim, conheço algumas pessoas que não conseguem viver sem ginásio, contam aquilo que metem na boca a grama, etc

Mas não entremos em exageros...

Volta e meia, hã sempre alguém que passa por isso, eu já passei, qualquer coisa como hã 14 anos e voltou o mesmo hã 10 anos atrás, agora apenas vou na onda, treino e como, sem me importar muito com isso.

Alguns culturista ou atletas que se importam muito com o tamanho do músculo, ou a forma do seu corpo, chegam a equiparar-se aos gordos ou muito magros a nível psicológico, a ponto de não verem o que os outros vêm e a terem vergonha com o seu corpo, como se isso fosse o mais importante de tudo na vida, chega a ser "doença", se bem que essa doença psicológica só é reconhecida nos muito gordos (obesidade morbida), ou muito magros (anorexia), porque coloca gravemente em risco a saúde e a vida, mas muitos com o corpo perfeito, chegam ao mesmo patamar psicológico.

Em tempos tive um amigo que notava-se perfeitamente que a forma do corpo lhe afectava psicologicamente, o homem já batia mal e no entanto o gajo era o maior dos colegas de ginásio, mas sendo culturista/atleta ou não, o gajo já era bem avariado, looollll.
 
Há malta ai que só vê proteína a frente. [:D]

Apesar de insistir muito no ginásio, cá fora tenho uma alimentação normal. Equilibrada e com alguns exageros!
 
Ao que este tópico chegou [:)]

Já ninguém pode gostar de ser "maior", e ser como gosta que já é aquela coisa que meteram lá em cima com um milhão de linhas que quase ninguém vai ler.

Se não se interessa é porque é desleixado, com tendencia a vir a ser obeso, só porque se está a *****, mas quando se interessa, também não é saudavel.

lol
 
As pessoas "normais" também sempre tiveram alguma dificuldade em ver alguém a ser verdadeiramente dedicado a alguma actividade. Lembro-me de um user de um fórum da especialidade que dizia que "obcecado" é um termo utilizado pelos preguiçosos para descrever os dedicados.

A verdade é que quase tudo o que é desportista profissional para chegar onde está teve que treinar todos ou quase todos os dias (dependendo do desporto, muitos até têm que treinar todos os dias e vários treinos por dia) e ter uma dieta muito cuidada (sobretudo se competir em classes de peso, em que 10 gramas podem ser a diferença por exemplo entre pesar 89,95Kg e ser competitivo na classe <90 ou entrar na classe seguinte e ser aniquilado pelos outros que têm sobre ele uma vantagem de vários Kg). Quando chegam a profissionais e não fazem mais nada as pessoas até são capazes de encarar esta vida como "normal" porque é aquilo que fazem para viver, mas enquanto não lucram com o desporto têm que trabalhar as 8 horas por dia e fazer isto tudo no tempo livre, o que significa geralmente treinar e trabalhar de segunda a sexta parando só para dormir e no fds estão completamente estourados e só pensam em descansar o que puderem porque segunda feira começa outra vez, mas é um esforço que têm que fazer se querem sequer ter uma hipótese de um dia vingar...
 
Última edição:
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Já ninguém pode gostar de ser "maior", e ser como gosta que já é aquela coisa que meteram lá em cima com um milhão de linhas que quase ninguém vai ler.

Se não se interessa é porque é desleixado, com tendencia a vir a ser obeso, só porque se está a *****, mas quando se interessa, também não é saudavel.

lol

Não é para ler, é para consultar, mas não me admira que não leia...[;)]

Ninguém disse que não deve trabalhar o corpo, nem ninguém disse para ser desleixado. O equilíbrio é bom em tudo e aqui também.
 
Há malta ai que só vê proteína a frente. [:D]

Apesar de insistir muito no ginásio, cá fora tenho uma alimentação normal. Equilibrada e com alguns exageros!
Uma alimentação normal,vai trazer resultados normais.Se queres aceitar um conselho,não te esforces muito no ginásio,é que não é lá que os musculos crescem.[;)]
 
Proteína não tem nada de mal desde que tomada correctamente e com as doses indicadas, que não descures a alimentação ou substituas as refeições importantes.
 
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Já ninguém pode gostar de ser "maior", e ser como gosta que já é aquela coisa que meteram lá em cima com um milhão de linhas que quase ninguém vai ler.

Se não se interessa é porque é desleixado, com tendencia a vir a ser obeso, só porque se está a *****, mas quando se interessa, também não é saudavel.

lol

Não tem nada a haver e ao mesmo tempo tem um pouco.

Como já disse, eu já fui grande e só ligava a tamanho, nada contra, quem quer ser grande que o seja, mas (e já passei por isso) um gajo muito musculoso, não consegue ser um atleta normal, porque só tem "picos" de força e tamanho, mas e o cardio e rapidez, existem mas dá muito trabalho e não é para todos.

Chegava a treinar peito (supino normal), com bem mais de 100kg, mas mal conseguia correr 1 km´s, é que nem 8, nem 80.

Isto é um facto.

É certo também e não tem cabimento nenhum, alguém estar gordo, não consegue correr 100metros, não consegue fazer uma flexão, não consegue sequer subir umas escadas, não consegue sequer arranjar emprego, ou muito dificilmente (falando no extremo), não consegue olhar para uma salada, que lhe dá "nauseas", tendo como refeições principais bolos, donuts, leite chocolatado, bolachas e estar-se sempre a queixar que aquilo é já assim dele (é doença como o "outro"), mas quando somos diretos com ele, diz que é feliz assim, que o seja (eu conheço um, que até mete medo!!!), mas é um tipo muito porreiraço, do melhor.

Resumindo, o ideal é uma pessoa sentir-se bem consigo própria, estar bem de saúde e ter um mínimo de capacidade física, para viver melhor e para prevenir contra o que virá no futuro.

Quando me sinto mesmo, mesmo bem fisicamente, só me vem á cabeça: falta-me ter dinheiro e ninguém me parava, saía porta fora e ia conhecer o mundo, é isto que eu falo, o sentir bem fisicamente e psicológicamente.
 
Uma alimentação normal,vai trazer resultados normais.Se queres aceitar um conselho,não te esforces muito no ginásio,é que não é lá que os musculos crescem.[;)]

Alguém que sabe, é isto meus amigos.

O V7 ficou surpreso que o meu tronco é um pouco forte, para quem corre muito e treina umas flexões e elevações e claro uns pesos, (mas não tenho rotina, por vezes passa 1 semana sem pegar nos alteres, o treino livre faz efeito), mas a dedicação na alimentação é talvez o mais importante.
 
Alguém que sabe, é isto meus amigos.

O V7 ficou surpreso que o meu tronco é um pouco forte, para quem corre muito e treina umas flexões e elevações e claro uns pesos, (mas não tenho rotina, por vezes passa 1 semana sem pegar nos alteres, o treino livre faz efeito), mas a dedicação na alimentação é talvez o mais importante.
Também vamos ser sinceros, não ganhaste a musculatura que tens a flexões e elevações pois não?

É que uma coisa é crescer, outra é manter.
 
As pessoas "normais" também sempre tiveram alguma dificuldade em ver alguém a ser verdadeiramente dedicado a alguma actividade. Lembro-me de um user de um fórum da especialidade que dizia que "obcecado" é um termo utilizado pelos preguiçosos para descrever os dedicados.

A verdade é que quase tudo o que é desportista profissional para chegar onde está teve que treinar todos ou quase todos os dias (dependendo do desporto, muitos até têm que treinar todos os dias e vários treinos por dia) e ter uma dieta muito cuidada (sobretudo se competir em classes de peso, em que 10 gramas podem ser a diferença por exemplo entre pesar 89,95Kg e ser competitivo na classe <90 ou entrar na classe seguinte e ser aniquilado pelos outros que têm sobre ele uma vantagem de vários Kg). Quando chegam a profissionais e não fazem mais nada as pessoas até são capazes de encarar esta vida como "normal" porque é aquilo que fazem para viver, mas enquanto não lucram com o desporto têm que trabalhar as 8 horas por dia e fazer isto tudo no tempo livre, o que significa geralmente treinar e trabalhar de segunda a sexta parando só para dormir e no fds estão completamente estourados e só pensam em descansar o que puderem porque segunda feira começa outra vez, mas é um esforço que têm que fazer se querem sequer ter uma hipótese de um dia vingar...


SRLA, não queira que a pequena chamada de atenção seja conotada, com inveja.

Espero que tenha tantos títulos ganhos como tive no meu tempo de atleta. Posso dizer que tenho várias Taças de Portugal e Campeonatos Nacionais e Supertaças. Fiz parte da primeira equipa que eliminou pela primeira vez uma equipa espanhola.

Tenho um irmão que entrou na faculdade por ser atleta de alta competição de luta greco romana e livre olímpica, dos 12 anos aos vinte e cinco ganhou o que havia a ganhar, dos 72 Kg aos 100 KG, individualmente e por equipas. Aliás até aos 100 Kg limpava tudo, foi campeão ibérico. Esteve seleccionado para Atlanta, só não foi porque fez uma luxação do cotovelo, num combate da selecção, pouco tempo antes.

Portanto não venha cá falar de determinação, nem do valor do treino, porque eu sei bem o que é treinar 2 vezes por dia e fazer de preparação 20 Km a correr e a seguir preparação física. Quem me preparou sempre em treino de força foi o prof. Monge da Silva, que é só o melhor especialista em força do país,...portanto não venha com essa conversa dos valores psicológicos do efeito de treino, porque sei bem o que é.

Bem dei aqui a informação que sei, resultado do exagero. A decisão de cada um é de cada um, não há mais nada a dizer.
 
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SRLA, não queira que a pequena chamada de atenção seja conotada, com inveja.

Espero que tenha tantos títulos ganhos como tive no meu tempo de atleta. Posso dizer que tenho várias Taças de Portugal e Campeonatos Nacionais e Supertaças. Fiz parte da primeira equipa que eliminou pela primeira vez uma equipa espanhola.

Tenho um irmão que entrou na faculdade por ser atleta de alta competição de luta greco romana e livre olímpica, dos 12 anos aos vinte e cinco ganhou o que havia a ganhar, dos 72 Kg aos 100 KG, individualmente e por equipas. Aliás até aos 100 Kg limpava tudo, foi campeão ibérico. Esteve seleccionado para Atlanta, só não foi porque fez uma luxação do cotovelo, num combate da selecção, pouco tempo antes.

Portanto não venha cá falar de determinação, nem do valor do treino, porque eu sei bem o que é treinar 2 vezes por dia e fazer de preparação 20 Km a correr e a seguir preparação física. Quem me preparou sempre em treino de força foi o prof. Monge da Silva, que é só o melhor especialista em força do país,...portanto não venha com essa conversa dos valores psicológicos do efeito de treino, porque sei bem o que é.

Bem dei aqui a informação que sei, resultado do exagero. A decisão de cada um é de cada um, não há mais nada a dizer.
Maria Helena,sinto-me tão pequenino e esmagado ao pé de si.:sh)
 
Também vamos ser sinceros, não ganhaste a musculatura que tens a flexões e elevações pois não?

É que uma coisa é crescer, outra é manter.

É certo que não, já disse que cheguei a treinar a sério, mas se não comeres bem e não treinares, perdes tudo numa questão de semanas, por muito grande que sejas.

Não me importava de manter o musculo que tive, mas isso é difícil, diria quase impossível, porque se as pernas diminuem, o resto também e não dá para jogarmos como um lego.

Mas também é certo que alguém correndo, fazendo flexões, elevações, abs (não faço, porque sou perguiçoso, nesta matéria) comendo bem, terá ofísico muitíssimo melhor que o meu, porque o que descobri ao longo dos anos, é que a minha genética por muito que treinasse e comesse e ciclasse, nunca, mas nunca, mas nunca chegaria a um Mr.Olympia e já nem falo do 1º lugar, falo apenas a competir, a minha genética dá para tudo, menos ganhar músculo.

Amigos de outros tempos, eram bem mais musculados que eu e no entanto, treinavam "apenas" boxe e no entanto eu deixava sangue, suor e lágrimas no ginásio e á mesa em casa e não conseguia-lhes superar.
 
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