Por estas e por outras já deixei de ligar à balança. Flutuações de peso corporal são uma coisa muito artificial e enganadora.
Por exemplo, como já tive períodos da vida que a isso obrigaram, às vezes estava dois meses sem mexer palha e perdia dois quilos (gordura corporal na mesma). Começava a treinar e em duas semanas recuperava-os. Curiosamente logo no primeiro dia de treino, ainda tinha +90% da força. Claramente esses 2Kg não tinham sido tecido contrátil (o que interessa) senão notava-se a falta de força, mas alguma outra coisa (provavelmente fluidos retidos no músculo em resposta ao treino - há quem lhe chame "hipertrofia sarcoplasmática").
Às vezes mudo de treino para um mais leve e à base de volume/repetições, e não é preciso muito tempo para notar que ando todo "inchado". Voltando a um treino mais pesado em pouco tempo desaparece logo esse inchaço.
Na minha opinião a melhor forma de "medir" o ganho de massa muscular seca propriamente dita é pelo ganho de força, mantendo tudo o resto igual. Ou seja se estou a fazer um treino há bastante tempo, não há alterações na rotina ou na dieta, não estou a "aprender" nenhum exercício para poder atribuir o aumento de carga a adaptações neurológicas, nem estou a inventar e a alterar a mecânica do exercício para levantar mais peso (a fazer "batota"), vou medindo o meu progresso pelo ritmo a que consigo ir aumentando o peso.
Na balança temos gordura, massa óssea, água, glicogénio, sangue, órgãos internos (que também podem variar de tamanho), comida na tripa, há muita coisa que pode atrapalhar a leitura.