Eu sou do tempo em que.......

Mais algumas....

Sou do tempo, em que havia cinemas de sessões continuas (2 filmes, normalmente de cow-boys, guerra, romanos, piratas etc) em Lisboa por 5 escudos (Olimpia, Ideal, Galo, Arco Iris, Belgica e Salão Lisboa).

Sou do tempo, que para se fazer uma chamada telefonica para fora de Lisboa, tinha que se pedir a mesma as meninas da "Interurbana dos CTT", aqual por vezes demorava 2, 3 horas ou até mais.

Sou do tempo, em que o leiteiro subia as escadas dos predios para vender o leite, que transportavam em bilhas de aluminio as pessoas que o chamavam, o mesmo se passava com o padeiro, com a varina, com a vendedora da fruta/legumes.

Sou do tempo, em que o ardina para entregar os jornal aos assinantes, fazia um nó com os mesmos e mandava-o para a janela ou vareda do fregueses, mesmo que fosse em andares altos, e raramente falhavam.

Sou do tempo, quando tocava o Hino Nacional nos estadios de futebol ou em outro lugar publico, as pessoas punham-se na posição de sentido e caladas, e tiravam o chapeu ou boné quem o tivesse. (O respeitinho era muito bonito)

Sou do tempo, em que só havia 4 estações de rádio (Emissores Associados, RR, R.C.Portugues, E. Nacional 1 e 2).

Continuara....
 
Última edição:
Sou do tempo em que se deixava o saco do pão na porta e depois o padeiro vinha diariamnente de manhã bem cedo, na sua mota com cestos de verga e capacete à penico, deixar o pão. À sexta à noite faziam-se as contas num papelinho, e deixava-se o saco com o dinheiro dentro correspondente à semana anterior, que era levado por ele no sábado. E nunca faltou o pão, nem o dinheiro.

Se fosse hoje em dia... [:D]
 
Sou do tempo em que se deixava o saco do pão na porta e depois o padeiro vinha diariamnente de manhã bem cedo, na sua mota com cestos de verga e capacete à penico, deixar o pão. À sexta à noite faziam-se as contas num papelinho, e deixava-se o saco com o dinheiro dentro correspondente à semana anterior, que era levado por ele no sábado. E nunca faltou o pão, nem o dinheiro.

Se fosse hoje em dia... [:D]

Na aldeia dos meus sogros ainda é assim...

Um sábado levantei-me mais cedo, chego à cozinha para tomar o pequeno-almoço e reparo que não há pão.
Felizmente, fez-se luz, e lembrei-me de ir à porta.
Abro a porta e lá estava o saco com o pão... fresquinho apr:)
 
Sou do tempo em que se deixava o saco do pão na porta e depois o padeiro vinha diariamnente de manhã bem cedo, na sua mota com cestos de verga e capacete à penico, deixar o pão. À sexta à noite faziam-se as contas num papelinho, e deixava-se o saco com o dinheiro dentro correspondente à semana anterior, que era levado por ele no sábado. E nunca faltou o pão, nem o dinheiro.

Se fosse hoje em dia... [:D]

Onde eu vivo ainda se faz isso. O saco do pão fica todas as noites no portão, e de manhã para o pequeno almoço há sempre pão fresquinho. [:p]

Pronto, a parte do dinheiro é que já não é assim, ia ser uma limpeza às sextas à noite. [:D]
 
Na aldeia dos meus sogros ainda é assim...

Um sábado levantei-me mais cedo, chego à cozinha para tomar o pequeno-almoço e reparo que não há pão.
Felizmente, fez-se luz, e lembrei-me de ir à porta.
Abro a porta e lá estava o saco com o pão... fresquinho apr:)

Por estes lados também.

Mas o padeiro anda numa carrinha climatizada para pão. O penico já foi reformado à muito...[:D]
 
Podes explicar-te melhor?

É que assim não sei o que é "arroz de quinze"

É uma expressão que se utiliza (pelo menos por estes lados) quando se fala de uma coisa antiga.

Pelos relatos que fazes, deves ser se calhar dos utilizadores mais velhos do fórum, digo eu.

Mas era só uma brincadeira.
 
Sou do tempo em que se deixava o saco do pão na porta e depois o padeiro vinha diariamnente de manhã bem cedo, na sua mota com cestos de verga e capacete à penico, deixar o pão. À sexta à noite faziam-se as contas num papelinho, e deixava-se o saco com o dinheiro dentro correspondente à semana anterior, que era levado por ele no sábado. E nunca faltou o pão, nem o dinheiro.

Se fosse hoje em dia... [:D]

No prédio onde vivo, o padeiro tem a chave do prédio e corre as casas que têm saco à porta, e dinheiro lá dentro...
 

Naranjito



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