Eu sou do tempo em que.......

O meu tempo era mais uma coisa que se deitava no leite e tinha vários sabores, um deles morango. Ainda o outro dia estive com um frasco, fazia tipo uma espiral em cima. Alguém se lembra?
Depois havia um chocolate para o leite num frasco verde! Quem se lembra?
Depois disso foi o schuchard express, cola cao e nesquick do coelho. O cola cao trazia uns bonecos da seleção de futebol com uma bola espalmada.

Era um espetáculo ter um bolo de aniversário em forma de campo de futebol com os jogadores de futebol do FCP e SCP .

Do tempo em que só se recebiam prendas no natal, aniversário e fim de ano se tivesses boas notas. Era muito bom receber um carrinho da majorete ou matchbox que custavam 250 escudos, era uma guerra receber um duplo que custava 500 escudos, tipo camião da shell, ou camião com avião.

Do tempo em que o PC era 486 dx a 33 mhz, com 2 mb de RAM, e fazer upgrade para 4 custava 20 contos.
Uma impressora custava 500 contos.
No bolicao saiam autocolantes do TOU, do tempo da Spurcola.

Do tempo em que se comia de pequeno almoço migas de pão com tofina.

Que em casa havia pão queijo e manteiga planta. Fiambre e presunto era raro.

Do tempo em que se comia fruta da época.

Do tempo em que não havia aquecedores nem ventoinhas.

Do tempo em que se saía de casa as 3 da tarde e regressava-se à noite, andávamos por montes, sem que os nossos pais se preocupassem onde estávamos, nem que nos perdessemos. Quando não se falava nem em pedofilia nem roubar crianças.
Do tempo em que estávamos à espera do fim do torneio de tiro aos pratos para ir buscar os pratos.

Do tempo em que a festa da aldeia era o ponto alto da nossa vida.

Curiosamente algo que me recordo da infância, era de aos fins de semanas havia quase sempre feijoada e frango assado com batatas fritas na mesma refeição. :-) era o único dia que se comiam batatas fritas.

Fizeste-me lembrar da minha infância, foi tal e qual o que ai está escrito.

Nunca usámos telemóveis nem tecnologias, brincávamos no chão e ficávamos todos sujos e rotos lol.

Ainda sou do tempo em que se apresentava trabalhos na escola em folha de cartolina com coisas escritas e pintadas à mão, o acetato e retroprojetor eram alta tecnologia e os testes dos professores eram todos feitos à maquina de escrever lol.
 
Obrigado por me relembrares que tou mais perto dos 40 que dos 30, fico-te a dever uma lool

Já agora, falta aí uns desenhos animados que eu adorava, As misteriosas cidades do ouro ;)

No youtube tem lá os episodios todos. Nunca tinha visto ate ao fim. Ao ouvir a musica apos tantos anos até vieram-me as lagrimas aos olhos. [:D]
Eu adorava completamente aquela m***a. Compeltamente maluco. Ate fazia em legos a nave do passaro do sol ou lá como se chama
 
Depende de que zona do pais estiveres a falar, tens de ter isso em conta.
Em 1980, e até muito depois disso tipo meados dos 80, as famílias de poucas posses nas aldeias do Norte tinham um salário anual inferior ao que as mesmas familias com os mesmos empregos hoje têm mensalmente.

Como deves calcular isso dava para o essencial e pouco mais, e quando digo pouco mais não digo para consolas, bolas de futebol ou bicicletas, digo uma sardinha por pessoa, um frango na mesa ao domingo, bacalhau de vez em quando e roupa, que normalmente saltava de irmão mais velho para irmão mais novo, e cenas do genero que a maior parte das familias hoje-em-dia, mesmo com salários baixos não sabe o que é. [;)]

Eu tenho 35 anos e sou do Porto. Meus pais eram classe média mas mais proxima de classe media alta e recordo-me perfeitamente da primeira bicicleta que tive. Isto já depois de 1984 de certeza absoluta. Nao era tao comum assim. Todos os putos que conheço foram tendo, mas era algo de enorme valor para um miudo. Nao era algo que se pensasse em ter de um dia para o outro. Era pedido para o Natal com muita antecedencia e apos prometermos muito boas notas... Era um orgulho do caraças ter uma bicicleta.

Quanto televisoes a preto em branco em 1984 deviam ser 95% do que existia , eu nessa altura quanto a mim nao tenho certezas. Sei que primeiro computador que tive foi em 1991 ou 92 e era um IBM. Apos uma promocao tremenda que meu pai teve no trabalho. Recordo-me que com grande cunha o IBM 386 + impressora foram uma fortuna. Com pouco mais comprava-se um carro. As pesssoas de agora nao teem ideia alguma. Isso sim. Quando tive senti-me um priveligiado. Maioria dos meus amigos teve muito tempo depois. Antes disso tinha um Comodore mas o IBM ainda hoje funciona.

Outra coisa é que as pessoas mais jovens nao teem ideia do que era gastar verdadeiras fortunas a comprar um computador e após 1 ano e pouco estar praticamente obsoleto para maioria das novas aplicacoes... Hoje em dia compra-se um computador e apos 4 anos muitos à venda possuem muitas caracteristicas similares ao que compramos... E sem ser as fortunas q era...
 
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Epá, adorava jogar ao berlinde, era realmente un must [:D]. cheguei a ter tantos que nem sabia onde os por!!!
Futeboladas, nos intervalos de 5 minutos, ou nos 30 minutos para comer (em que se comia a sandes em 2 minutos) e uma porrada de jogos colectivos que nem me lembro do nomes...
As matutano(pacote pequenos) sempre traziam qualquer coisa para colecionar!!!
As K7 muitas vezes gravadas directamente dos programas de radio, com uma qualidade reles e com muiscas cortadas a meio [:)]
Voltas de bicicleta que duravam horas...
E tantas outras coisas, como mudam os tempos!!!
 
Lembrei-me agora destes 2 :)
O de baixo talvez não fosse 100% igual mas seria muito parecido.
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Só para dizer que estive neste tópico!

Sou de 80, revejo-me em quase tudo o que aqui já foi escrito. Tenho saudades de muitas dessas coisas e sei que os meus filhos não terão hipóteses de usufruir de algumas delas, nomeadamente o brincar na rua até altas horas sem grandes preocupações.

Li aí uma que era " Do tempo em que a festa da aldeia era o ponto alto da nossa vida".

Sem dúvida, mas sem dúvida. A aldeia toda arranjadinha, enfeitada (ajudei a fazer tantos enfeites de papel), gente, muita gente, torneios de sueca e raiôla, procissão, bailaricos... Enfim
Já não existe isso na minha aldeia, já não há gente. Morreram, emigraram, os emigrantes já não voltam pq já não têm cá nada; os pais deles morreram, os mais novos não querem passar férias na parveira.
Passei pela terra no 15 de agosto, um deserto, que tristeza...
 
Do tempo em que quando ia para a escola já sabia que tinha duas coisas à minha espera.

1. A palmatória

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2. O maravilhoso óleo de fígado de bacalhau

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