Acho que a grande diferença aqui é que o Filipe Albuquerque sai do programa da Red Bull por culpa própria ao não querer ir correr para o Japão. Podia não ser a solução favorita mas o Gasly foi e não se arrependeu bem como outros antes dele como o Vandoorne, o Frentzen, o Ralf Schumacher ou o Irvine. São escolhas.
O caso do AFC é diferente. Fez um percurso brilhante, fruto desse percurso o Trevor Carlin indicou-o à Red Bull, ganhou um campeonato regional de Formula Renault e no mesmo ano é segundo no Europeu de F Renault com os mesmos pontos do Vergne (e se bem me lembro foi desqualificado numa prova por causa do carro) e ganhou também o título júnior. Em 2012 é terceiro na GP3, entra a meio da época nas WSR e limpa 4 corridas e domina a segunda parte da época, vai a Macau e limpa aquilo. Toda a gente esperava que ele entrasse na STR nesse ano se o Webber saísse da Red Bull. Não saiu, aguentou mais um ano onde fez uma boa época na WSR. Nesse ano tudo indicava que estava em banho-Maria para a STR (saída de Webber iminente), passou uma boa parte do ano a fazer trabalho para a Red Bull (simulador, testes), fez um bom campeonato nas WSR mesmo não ganhando, venceu 4 corridas e acabou atrás do Magnussen e do Vandoorne. Depois disso tudo, abre a vaga que se aguardava e de repente, curiosamente no mesmo ano em que vai haver um GP na Rússia pela primeira vez, aparece um russo que não tinha mostrado mais do que ele até aí e fica com o lugar para estupefacto de quem acompanhava a F1 (não só cá, diga-se).
Por isso, sim, a malta ficou com esta bastante atravessada e a do Filipe Albuquerque não. E a Red Bull tanto lhe deu dava esse valor que o manteve no seu programa mesmo não tendo sido promovido, penso que terá sido caso único.