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F1: McLaren quer ajudar Renault
Data: 31/07/2006 20:50
A McLaren Mercedes está na disposição de trabalhar em conjunto com a Renault de modo a evoluírem os pneus Michelin e baterem a Ferrari e a Bridgestone, que têm dominado as corridas recentes, apesar de ter sido a equipa de Woking a queixar-se à FIA dos amortecedores de massa.
Nos últimos Grandes Prémios tem sido notória a subida de forma dos pneus nipónicos, não só evidente com as vitórias de Michael Schumacher, mas também consubstanciada pela crescente competitividade da Toyota e da Williams Cosworth.
Martin Whitmarsh revelou que a McLaren Mercedes está na disposição de cooperar com a Renault com o intuito de colocar um ponto final no domínio do binómio Ferrari/Bridgestone, mesmo se considera que para Hungaroring será difícil existir frutos dessa parceria. "Agora o Campeonato está bastante excitante. A Renault é uma equipa muito forte e o Alonso um grande campeão, mas, de momento, assiste-se a uma subida de forma da Ferrari.
"No entanto, a Michelin, a Renault e a McLaren irão trabalhar juntas arduamente, pois existe um interesse comum. Todos nós queremos bater a Ferrari no resto da temporada.
"As exigências de Hungaroring, porém, são bastante distintas das de Hockenheim, e, é preciso dizer, a tendência das últimas três corridas é preocupante", reconheceu o responsável da equipa de Woking.
Após alguns rumores que asseguravam que tinha sido a Bridgestone a queixar-se do uso dos amortecedores de massa - o que não fazia grande sentido, dado que também a Ferrari os tinha equipados nos seus carros - surgem agora algumas indicações que de foi a McLaren Mercedes que colocou o problema à FIA. Martin Whitmarsh, sem confirmar que foi a formação de Woking a despoletar esta polémica, desvalorizou o uso do sistema: "Nas últimas corridas escolhemos uma nova construção para os pneus dianteiros. A Renault juntou-se a nós nessa escolha este fim-de-semana.
"As suspensões estão afazer duas coisas - lidar com superfície da pista, usando a maior área de contacto do pneu, e controlar a atitude aerodinâmica do veículo.
"Se olharmos para os carros de Fórmula 1 actuais, nenhum tem um sistema linear de suspensões, com quatros molas e quatros amortecedores. Portanto, algumas equipas dependem mais dos amortecedores de massa que outras.
"Se falarmos com alguns engenheiros, cada um terá opiniões diferentes. Em média, estes sistemas valem até dois décimos de segundo por volta, no máximo três."
Entretanto, a Renault irá voltar a usar o seu sistema de amortecedores de massa no Grande Prémio da Hungria, depois da FIA lhe garantir que não será penalizada por isso.
Na passada sexta-feira os comissários técnicos consideraram o dispositivo apresentado pela formação de Enstone legal, mas a entidade federativa apelou da sua decisão, o que levou a que os amortecedores de massa não fossem instalados nos R26, dado que, caso a opinião da FIA prevalecesse, Fernando Alonso e Giancarlo Fisichella seriam desclassificados.
A Renault pediu à entidade federativa para usar este sistema no Grande Prémio da Hungria, dado que o Tribunal de Apelação da FIA só reunirá em Setembro, o que impossibilitava a utilização dos amortecedores de massa, mesmo que, mais tarde, fossem considerados legais.
A FIA prometeu esta segunda-feira à Renault que, se o dispositivo for considerado ilegal, não terá efeitos retroactivos, permitindo que Fernando Alonso e Giancarlo Fisichella os usem nas próximas duas corridas.
Esta é uma boa notícia para os homens de Enstone que sofreram bastante em Hockenheim devido a problemas de pneus que, seguramente, terão sido potenciados pela ausência do polémico sistema.
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Agora vamos ver se era da suspensão ou dos pneus...