Fiat Tipo 2016

Era mesmo Top5 europeu geral.
Mas só será possível se "reinventar" o produto, já que um puro seg. A não tem potencial para tanto — sem contar que as projeções apontam para que o segmento comercialmente estagne e até encolha ligeiramente nos próximos anos.

Para potenciar o volume do Panda, sobretudo fora de Itália, era fazer algo que já aqui referi por diversas vezes: fazer crescer o Panda. O 500 já faz bem o papel de segmento A e lidera-o.

Teria de ter um volume interior ao nível do típico segmento B, mas com dimensões exteriores abaixo da média do segmento. Algo a bater nos 3.80 m de comprimento e a roçar os 1.70 m de largura. Uma equação possível, otimizando o packaging (com nova plataforma) e puxando pela "natureza cúbica" do Panda e a sua altura elevada, próxima de outros crossover/pequenos suv. Encaixaria muito melhor nas necessidades de muito mais gente.

No entanto, para chegar ao Top 5, não estamos a falar de dobrar as vendas do Panda. Para lá chegar, teriam de aumentar em mais de 1/3 relativamente ao que vende agora — subindo de aprox. 190 mil unidades por ano para 250-260 mil unidades por ano. Algo que considero ser possível e não ser nada fantasioso, caso o aproximem um pouco mais do segmento acima.
 
Era mesmo Top5 europeu geral.
Mas só será possível se "reinventar" o produto, já que um puro seg. A não tem potencial para tanto — sem contar que as projeções apontam para que o segmento comercialmente estagne e até encolha ligeiramente nos próximos anos.

Para potenciar o volume do Panda, sobretudo fora de Itália, era fazer algo que já aqui referi por diversas vezes: fazer crescer o Panda. O 500 já faz bem o papel de segmento A e lidera-o.

Teria de ter um volume interior ao nível do típico segmento B, mas com dimensões exteriores abaixo da média do segmento. Algo a bater nos 3.80 m de comprimento e a roçar os 1.70 m de largura. Uma equação possível, otimizando o packaging (com nova plataforma) e puxando pela "natureza cúbica" do Panda e a sua altura elevada, próxima de outros crossover/pequenos suv. Encaixaria muito melhor nas necessidades de muito mais gente.

No entanto, para chegar ao Top 5, não estamos a falar de dobrar as vendas do Panda. Para lá chegar, teriam de aumentar em mais de 1/3 relativamente ao que vende agora — subindo de aprox. 190 mil unidades por ano para 250-260 mil unidades por ano. Algo que considero ser possível e não ser nada fantasioso, caso o aproximem um pouco mais do segmento acima.

Acho que o que pretendes não deve ser atingido com um substituto do Panda, mas sim com uma variante, ou seja, deixar o Panda tal como está e criar uma variante com essas características, uma espécie de Panda L, que estivesse para o Panda normal como o 500 Giardinera vai estar para o 500 normal.

Digo isto porque não concordo que o 500 faça bem o papel de segmento A da mesma forma que o Panda. Por algum motivo as vendas da Fiat no segmento A estão divididas 50/50 entre os dois modelos - nem toda a gente que quer um 500 compraria um Panda, e vice-versa.

Ao criar um Panda maior, tenho receio que quem compra um Panda de 3,5 metros hoje não fosse encontrar nem no 500 nem no Panda de 3,8 m aquilo que procura.
 
Acho que o que pretendes não deve ser atingido com um substituto do Panda, mas sim com uma variante, ou seja, deixar o Panda tal como está e criar uma variante com essas características, uma espécie de Panda L, que estivesse para o Panda normal como o 500 Giardinera vai estar para o 500 normal.

Digo isto porque não concordo que o 500 faça bem o papel de segmento A da mesma forma que o Panda. Por algum motivo as vendas da Fiat no segmento A estão divididas 50/50 entre os dois modelos - nem toda a gente que quer um 500 compraria um Panda, e vice-versa.

Ao criar um Panda maior, tenho receio que quem compra um Panda de 3,5 metros hoje não fosse encontrar nem no 500 nem no Panda de 3,8 m aquilo que procura.

A questão é que ninguém quer saber de um Panda de 3,5m — ou melhor 3,65m que é o comprimento dele atual — fora de Itália. 80% das vendas são domésticas, o que é um valor excessivo.
E deve ser mais uma questão de nacionalismo e a falta de um puro segmento B italiano, que o Panda vende tanto.

O Vocsa diz no comentário abaixo que este "meu" Panda seria um Punto.
Não ficaria muito longe, sem dúvida.
Independentemente de um novo Panda crescer ou não, sabemos que venderá como pãezinhos quentes em Itália — é uma certeza.
Mas o problema mantém-se fora de Itália, e aí o Panda não tem hipótese, porque os maiores mercados europeus têm os seus segmentos A bem estabelecidos, no geral, com líderes a serem da mesma nacionalidade do mercado.
Tal como o sucesso do 500 demonstra, um novo Panda teria de ter algo mais que a concorrência, para vingar nesses mercados, onde está o grosso do volume europeu.

E se não pode vingar pela questão de imagem, como o 500, que vingue pelo espaço.
A receita mais espaço, por preço acessível, acho que seria um argumento de peso relativamente à concorrência mais pequena e com bagageiras, no geral, demasiado pequenas.
Mas a única forma de o conseguir seria de crescer um pouco.

O Panda já tem o aspeto certo, o de pequeno crossover/suv — a meu ver, deveriam regressar a um aspeto mais utilitário e não tão "fofinho" — pelo que acho que teria tudo para funcionar muito melhor do que o atual, em todos os mercados.
A nível de segmentação, seria um A+ ou B-, como quiserem, indo atrás de carros como o Ka+ ou o Karl, mas com a carroçaria certa para os dias que correm.

Esse carro seria um Punto. Não um Grande Punto mas um Punto, como outrora o Uno.

Reinventar o Punto, excelente ideia.
 
O Panda só vende em Itália, é verdade. E então? Tu próprio dizes que esse é um mal que afecta todos os segmento A, que só vendem bem nos seus países de origem. Ou seja, aí a FIAT tem o mesmo “problema” que todos os outros construtores, com a diferença que foi a única a conseguir criar um segundo produto (o 500) no mesmo segmento e capaz de captar bastantes vendas fora do mercado de origem.

A estratégia da marca para o segmento A é das poucas coisas - talvez até a única - bem executadas ao longo dos últimos 15 anos - começando pela qualidade do Panda 2003, passando pela evolução contínua do 500, que ao fim de 10 anos é um carro completamente igual e ao mesmo tempo completamente diferente, e continuando com o Panda 2011, que soube renovar o anterior e mantê-lo competitivo face à concorrência externa dos outros construtores e interna do próprio 500.

Estás a tentar resolver um problema real (a presença da FIAT no segmento B) atacando um problema que não existe (a presença no segmento A).

Sou completamente a favor dum Uno/Punto/Oquelhequiseremchamar como A+/B-, mas para reduzir o risco dum eventual flop de vendas, pelo menos ao início deveria ser complementar ao Panda.
 
Era mesmo Top5 europeu geral.
Mas só será possível se "reinventar" o produto, já que um puro seg. A não tem potencial para tanto — sem contar que as projeções apontam para que o segmento comercialmente estagne e até encolha ligeiramente nos próximos anos.

Para potenciar o volume do Panda, sobretudo fora de Itália, era fazer algo que já aqui referi por diversas vezes: fazer crescer o Panda. O 500 já faz bem o papel de segmento A e lidera-o.

Teria de ter um volume interior ao nível do típico segmento B, mas com dimensões exteriores abaixo da média do segmento. Algo a bater nos 3.80 m de comprimento e a roçar os 1.70 m de largura. Uma equação possível, otimizando o packaging (com nova plataforma) e puxando pela "natureza cúbica" do Panda e a sua altura elevada, próxima de outros crossover/pequenos suv. Encaixaria muito melhor nas necessidades de muito mais gente.

Você sugere algo desse tipo ?
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3,85 m de comprimento; 1,72 de largura; 1,57 de altura
 
Com o Tipo (até 2020), o 500 e o Panda, o Marchionne não vê necessidade de lançar um Punto que poderia canibalizar estes modelos.

A galinha de ovos de ouro da Fiat Europeia é a família 500, um Punto poderia roubar vendas ao 500 e é um modelo com baixa rentabilidade.

A Fiat deverá é lançar outro SUV, abaixo ou acima do 500X, parece que está mesmo previsto.

Em relação ao Tipo, é uma pena sair da UE mas percebe-se, é um carro com baixa rentabilidade que vive muito de descontos.
 
O Panda só vende em Itália, é verdade. E então? Tu próprio dizes que esse é um mal que afecta todos os segmento A, que só vendem bem nos seus países de origem. Ou seja, aí a FIAT tem o mesmo “problema” que todos os outros construtores, com a diferença que foi a única a conseguir criar um segundo produto (o 500) no mesmo segmento e capaz de captar bastantes vendas fora do mercado de origem.

A estratégia da marca para o segmento A é das poucas coisas - talvez até a única - bem executadas ao longo dos últimos 15 anos - começando pela qualidade do Panda 2003, passando pela evolução contínua do 500, que ao fim de 10 anos é um carro completamente igual e ao mesmo tempo completamente diferente, e continuando com o Panda 2011, que soube renovar o anterior e mantê-lo competitivo face à concorrência externa dos outros construtores e interna do próprio 500.

Estás a tentar resolver um problema real (a presença da FIAT no segmento B) atacando um problema que não existe (a presença no segmento A).

Sou completamente a favor dum Uno/Punto/Oquelhequiseremchamar como A+/B-, mas para reduzir o risco dum eventual flop de vendas, pelo menos ao início deveria ser complementar ao Panda.

O que eu disse foi que o Panda tem vendas excessivas em "casa". Não disse que os outros tinham. Aquilo que eu disse é que contra concorrentes nos seus mercados domésticos não tinha grandes hipóteses, porque nesses mercados também prevalece a "regra" de comprar o que é nacional.
Como exemplo, o VW Up vendeu à volta de 100 mil unidades o ano passado, mas dessas, apenas 36-37 mil foram na Alemanha (não são fãs de carros pequenos). Ou seja, aproximadamente 2/3 das vendas são fora de casa. E curiosamente, atrás do Up, a nível europeu, aparecem carros "sem nação" como o i10 e o aygo.

Não é saudável estar dependente em excesso de um mercado só, como acontece com o Panda. A Fiat sabe disso e nos inúmeros PDF que apresentaram a 1 de junho um deles mostrava isto:

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De qualquer forma o que tou a sugerir apresenta riscos mínimos (seja qual for a estratégia seguida há sempre riscos).
É praticamente garantido que qualquer coisa que a Fiat faça vai vender bem em casa. O Panda é rei e senhor lá, o Tipo é líder de segmento e até o 500L vende bem. Até se dão ao luxo de manter uma marca como a Lancia viva apenas e só em Itália… E os Jeep italianos são um enorme sucesso, por serem construídos lá.

Fazer crescer o Panda um pouco, duvido que se tornasse flop. Quanto muito, o cenário mantinha-se como agora: dependência excessiva do mercado italiano.
Mas como bónus, poderia vender melhor fora de Itália, pelas razões que já enumerei acima.
 

Anexos

  • Fiat500.jpg
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[..]
O novo Panda, ao que parece, ficará mais próximo da simplicidade/minimalismo do original. O problema do Panda, atualmente, é que o grosso das vendas apenas acontecem em Itália.
Não sei como é que eles conseguirão melhor o apelo do carro na restante Europa. Continuo a achar que o Panda tem potencial enorme para estar no Top5 europeu.
Talvez a solução passe por também puxar do retro e pelos genes SUV — ver o que a Suzuki está a fazer com o Jimny.
Apesar da Jeep ir ter um SUV mais pequeno, que muitos dizem que derivará do Panda, acredito que será um carro de maiores dimensões, com quase 4m de comprimento. O Panda deverá ficar-se pelos 3.7m ou menos.
[...]

Fiat Professional, pelo que dá para perceber, trabalhará cada vez mais em concertação com a Ram. Estas duas estão a crescer. Pode sair dali uma das maiores divisões de veículos profissionais do planeta

Penso que o Panda deixará de ser um modelo para ser uma sub-marca, tal como acontece com o 500. Desta forma a FIAT poderá ter os segmentos A, B e C cobertos com três ou quatro Pandas com características de SUV

-Panda A: conservaria as dimensões do atual Panda.
-Panda B: teria dimensões próximas aos 3,8m, tal como atual Ford Ka
-Panda C: seria algo análogo ao C4 Cactus e teria cerca de 4,1m
-Panda C+: seria um produto mais volumoso, como cerca de 4,4m para substituir Tipo SW e o 500L

Penso que o Panda tem potencial para o mercado global, porém seu limitante é a marca FIAT. Pois como defendi no Tópico FIAT hoje os produtos e a tecnologia FIAT são mais importantes para a FCA do que a marca FIAT e por isto observamos o Marchionne fazer crescer a Jeep a partir das arquiteturas, motores e fábricas FIAT. Desta forma poderemos ver novos JEEP dos segmentos A e B que não passarão de derivações diretas do Panda e destinados a mercados onde a FIAT não está presente, ou não tenha muita relevancia, como Estados Unidos e México por exemplo. Ou em mercados onde o "target" Jeep seja mais alto do que o da FIAT, como aqui no Brasil onde um ou dois modelos Jeep mais pequenos do que o Renegade venderiam como pães quentes e trariam mais lucros do que se fossem vendidos com a marca FIAT.


Comentei no "Tópico FIAT" sobre a aproximação entre RAM e FIAT Professional. E penso que em alguns anos a marca FIAT Professional poderá ser abandonada em favor da RAM por que a RAM é uma marca mais valiosa e transformá-la na divisão de veículos comerciais FCA é a estratégia necessária para leva-la para outros mercados reduzindo sua excessiva dependência do mercado Norte Americano, pois a lição que a FCA aprendeu com as marcas Chrysler, Dodge e Lancia é que as marcas generalistas que não tenham presença global estarão condenadas a extinção.
 
Última edição:
Fernando, duvido que a Jeep lance um modelo abaixo do Renegade, primeiro porque poderia retirar vendas aos Fiat nomeadamente à família 500, e depois porque o principal mercado da Jeep, América do Norte, não aprecia carros tão pequenos.
 
Sei que não são exatamente o mesmo carro, embora sejam parecidos, mas o Panda deveria ter saído com as dimensões do Uno (3,85m de comprimento, 2,37m entre-eixos, 1,65 de largura), assim ficaria entre o segmento A e o B, e na altura do lançamento o Punto era grande, não seria um problema.

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Fernando, duvido que a Jeep lance um modelo abaixo do Renegade, primeiro porque poderia retirar vendas aos Fiat nomeadamente à família 500, e depois porque o principal mercado da Jeep, América do Norte, não aprecia carros tão pequenos.


O mercado que exige esse modelo é o indiano, por causa da famosa "lei de subsídio/desconto" a modelos abaixo de 4 metros. É para lá que ele deve ser feito. A dúvida é se chegará na Europa, para "complementar o portófilio"
 
O substituto (INDIRETO) do Fiat Punto provavelmente será o 500 Giardiniera, já competindo com os modelos mais caros do segmento, como o VW Polo. Provavelmente essa Giardiniera terá 4 metros

Creio que seja mais inteligente expandir o Panda para todos os mercados LATAM, ou seja, unificá-lo ao sucessor Mobi/Uno. Apenas um projeto novo em vez de 3. Por isso, mantê-lo entre 3,70m e 3,80m é o ideal.

Uma versão maior do Panda, para substituir o 500L talvez seja feito depois de 2022, mas não é prioridade agora. O 500L ainda está vendendo e é melhor aFIAT lançar modelos inéditos do que substiuí-lo agora. Porém, dá para deduzir que ele deve ser substituido por um crossover (como aconteceu com Opel Meriva e Citroen C3 Picasso), e como já há o 500X, melhor que seja Panda - além de mais barato.
 
Penso que o Panda deixará de ser um modelo para ser uma sub-marca, tal como acontece com o 500. Desta forma a FIAT poderá ter os segmentos A, B e C cobertos com três ou quatro Pandas com características de SUV

-Panda A: conservaria as dimensões do atual Panda.
-Panda B: teria dimensões próximas aos 3,8m, tal como atual Ford Ka
-Panda C: seria algo análogo ao C4 Cactus e teria cerca de 4,1m
-Panda C+: seria um produto mais volumoso, como cerca de 4,4m para substituir Tipo SW e o 500L

Penso que o Panda tem potencial para o mercado global, porém seu limitante é a marca FIAT. Pois como defendi no Tópico FIAT hoje os produtos e a tecnologia FIAT são mais importantes para a FCA do que a marca FIAT e por isto observamos o Marchionne fazer crescer a Jeep a partir das arquiteturas, motores e fábricas FIAT. Desta forma poderemos ver novos JEEP dos segmentos A e B que não passarão de derivações diretas do Panda e destinados a mercados onde a FIAT não está presente, ou não tenha muita relevancia, como Estados Unidos e México por exemplo. Ou em mercados onde o "target" Jeep seja mais alto do que o da FIAT, como aqui no Brasil onde um ou dois modelos Jeep mais pequenos do que o Renegade venderiam como pães quentes e trariam mais lucros do que se fossem vendidos com a marca FIAT.


Comentei no "Tópico FIAT" sobre a aproximação entre RAM e FIAT Professional. E penso que em alguns anos a marca FIAT Professional poderá ser abandonada em favor da RAM por que a RAM é uma marca mais valiosa e transformá-la na divisão de veículos comerciais FCA é a estratégia necessária para leva-la para outros mercados reduzindo sua excessiva dependência do mercado Norte Americano, pois a lição que a FCA aprendeu com as marcas Chrysler, Dodge e Lancia é que as marcas generalistas que não tenham presença global estarão condenadas a extinção.

Já em 2014 eles apostavam em dois pilares de desenvolvimento da gama Fiat: Panda/500, simples e utilitário/aspiracional. Só vimos a família 500 crescer. Os planos para o Panda não andaram para a frente (não considero que o Tipo tivesse dentro do pilar Panda).
Não que discorde da tua ideia, mas duvido muito que isso ande para a frente.
Apesar da faturação e lucros estarem a crescer, como vimos nos planos apresentados, entre o expandir da Jeep, Alfa e Maserati, vão investir mais de 9 mil milhões de euros de investimento em eletrificação — De "eletricidade" não traz dinheiro, a tudo eletrificado até 2022, numa questão de poucos anos.

Deve ficar pouco guito para uma família Panda. Mas haverá um Panda, sem dúvida. Tudo aponta para que a sua produção regresse à Polónia, para ficar junto ao 500, onde o custo da mão de obra é inferior.
Mas não acho que haverá uma família de modelos, pelo menos nos próximos anos.

Isto porque a aposta da FCA na Europa, para fazer volume com elevada rentabilidade, será com a Jeep. O que me leva a responder ao que citei abaixo.

Fernando, duvido que a Jeep lance um modelo abaixo do Renegade, primeiro porque poderia retirar vendas aos Fiat nomeadamente à família 500, e depois porque o principal mercado da Jeep, América do Norte, não aprecia carros tão pequenos.

O mercado que exige esse modelo é o indiano, por causa da famosa "lei de subsídio/desconto" a modelos abaixo de 4 metros. É para lá que ele deve ser feito. A dúvida é se chegará na Europa, para "complementar o portófilio"


O Jeep abaixo do Renegade é uma certeza.
Já havia rumores sobre o modelo antes da apresentação e lá apareceu ele no calendário 2018-2022.

piano-prodotti.jpg


A saída do Panda de Pomigliano, deverá dar lugar à produção deste Jeep mais pequeno (ao que tudo indica), mas será maior, a roçar os 4m.
Usando a bola de cristal e considerando o timing de entrada das novas normas de emissões, convém que tanto o Panda como o baby-Jeep apareçam o mais tardar em 2020, pois serão essenciais para as contas das emissões baterem certo em 2021 e não terem de pagar multas. Os dois 500 elétricos também chegam em 2020, mesmo a tempo de começarem a contribuir para baixar as emissões do grupo.

O baby-Jeep é um modelo destinado não só à Índia, pelas razões que o cruzmaltino refere, mas também chegará à Europa — curiosamente não será vendido nos EUA —, para garantir volumes num dos segmentos que mais cresce, mas com melhor rentabilidade, já que a Jeep consegue praticar preços superiores e ninguém se queixa.

Dá para justificar, de certo maneira, a ausência de planos (daquilo que sabemos) de crossovers/SUV abaixo do 500X na Fiat. E a Jeep é a principal razão porque não acredito que apostem numa família de modelos Panda como acontece com o 500.
 
Concordo com a visão do Crash em relação ao Ignis e ao Taigun: spot on.

Mas os segmentos B tradicionais, os 208, os Clios, os GPuntos terão de se reinventar ou simplesmente desaparecem face aos SUVs respectivos. Terão de oferecer algo mais do que fazem hoje se querem ser comercialmente relevantes.

Aqui há uns tempos entrei num stand da Peugeot e o vendedor colocou-me em perspectiva o 208 e o 2008. Fez-me compará-los e perguntou-me se pela diferença de preço não ficava mais bem servido com o pequeno SUV/Crossover. É uma pergunta muito válida.

Mas isto não significa necessariamente que os Bs tenham de desaparecer. Se a FIAT conseguiu tirar um 500 da cartola...
 
Crash, seguindo a tua lógica a FCA aprisionará a FIAT Européia no segmento A/A+ e o produto de volume do grupo para o segmento B será um Jeep e não um FIAT, visto que 500 Giardiniera não deverá ser um produto de grandes volumes de venda.
 
Última edição:
A Fiat não vai inventar no Panda. Pelo que já foi dito voltará a ser baseado no 500 mas mais básico que a geração actual.
Estar a criar vertentes maiores com o nome Panda não faz grande sentido porque o nome Panda, apesar de muito conhecido, não é desirable o suficiente no mercado internacional. No 500 sim dá para fizer e fizeram.
 
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