Rodal
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Sempre achei que o 128 era um segmento C. É certo que era uma espécie de 127 com rabo, mas com motor de 1115 cc contra 903, parecia-me concorrente do GS, Escort, etc e antecessor do Ritmo (embora tenham coexistido).
Ok, é um critério razoável.
Mas hoje até nutro um carinho pelos nomes e modelos da FIAT dos anos 70 que não sentia quando era miúdo (e quando o 128 cá de casa estava sempre a dar chatices; foi como Coimbra para mim).
O 128 1100 que era o mais comum em Portugal, na minha perspectiva seria um segmento B, menor que 124, 125, 131, 132.
Se um 128 Rally com 1300, para a época podia ser um segmento C? Podia, mas depende sempre das apreciações.
O Fiat 128 foi lançado em 1969, foi carro do ano em 1970, foi segundo um artigo Inglês! o primeiro veiculo a adoptar a configuração mecânica mais comum ainda hoje, motor e caixa transversal, radiador na frente, é bom recordar que o Mini tem o radiador no local errado e a caixa é por baixo do motor. Existe a nuance que o Autobianchi ensaiou primeiro esta solução, para depois a aplicarem no novo 128, embora no 128 inove mais, com um motor novo, com veio de excêntricos na cabeça e não os motores OHV do 124, assim como a direção de cremalheira que é comum hoje e que em 1970, muitos veículos ainda não traziam.
Em relação a fiabilidade, a mecânica sempre foi boa, durou até aos anos 90 em inúmeros modelos, como Uno, Regata, Lancia Delta, era uma mecânica simples e que qualquer mecânico mexia, mas não dispensava manutenção periódica.
Os Fiat Tipo e Tempra, na sua versão 1600, ainda é a mesma família de motor SOHC, em meados de 90.
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