Fiat uno Rullz..experience

De volta e meia, tenho "a oportunidade" de dar umas voltinhas com um Uno 45 S.

É um pesadelo. [:D]

Para parar o caro, tenho de começar a carregar no travão 500m antes. A direcção é rija como cornos, para fazer uma inversão de marcha num beco apertado... fico com os braços dermentes. A cor actual do carro é um misto de cinzento com castanho de ferrugem.

Só tem 40.000Km, passou a vida numa garagem e o dono (uma pessoa idosa) sempre o tratou "bem" ... o Sr. ainda faz questão de o levar à Fiat sempre que têm algum problema no bichano.

Ora são os piscas que ficam marados, as portas que não tracam e descrancam, os vidros que não fecham, os calços dos travões que saltam, as mudanças que não entram...

Mas tem desculpa, 17 anos já é uma idade consideravel [;)]




Esse teu relato aliado a essa imagem de perfil..................[:D][:)]
Está tudo dito!!!![:cool:]
 
Esse teu relato aliado a essa imagem de perfil..................[:D][:)]
Está tudo dito!!!![:cool:]

Porquê? Não sou faccioso... nunca tive a oportunidade de conduzir um Uno novo (não tinha carta nessa altura). Como tal, a minha experiência restringe-se a um carro com 17 anos, como refiri no post anterior.

Se o tópico se chamasse "VW Golfs II rullz... experience" ou "VW carocha rullz... experience" a minha resposta seria similar...
 
Fiat UNO, Deus me livre e guarde...
Tive um 60 SL de 1988 e um 1300 diesel de 1992 (carro de serviço), os piores chassos em que já andei em toda a minha vida...
 
Fiat UNO, Deus me livre e guarde...
Tive um 60 SL de 1988 e um 1300 diesel de 1992 (carro de serviço), os piores chassos em que já andei em toda a minha vida...

são fiats unos e ibizas tdi...Deus me livre e guarde...
Tive uma gt tdi de 1998 e uma 1900 de 2002 (carro de serviço), os piores chassos que já andei em toda a minha vida...
 
Tambem tive um Uno que ja nao me lembro o ano, sei que a matricula era XN-10-23.
e posso dizer que gastava em media 2 panelas em cada 3anos!
 
Tudo se pode dizer de um Uno (mal ou bem) mas 7 coisas são factos indesmentíveis:

- A direcção é muitíssimo leve nos modelos 45 e 60. Mas muito leve mesmo ao ponto de parecer uma direcção assistida.
Estacionar com um Uno destes normais é muito fácil, a sua direcção é mesmo leve.
Por isso, para estar pesada, só mesmo com os pneus completamente vazios.

- É o carro que ainda existe mais em Portugal e mais nenhum outro modelo consegue ter unidades (gasolina) ao pontapé com mais de 300.000 e em alguns casos mais de 400.000 Kms sem "abrir" o motor.

- O motor FIRE é o único motor que existe com correia de distribuição que caso esta rebente é só colocar outra porque não estraga nada.
O motor nem sequer descomanda.
(Para quem sabe o que isso é)

- Foi e ainda é dos carros pequenos com mais espaço. Pessoas com mais de 2 metros conseguem conduzir perfeitamente o Uno.

- Foi carro do ano em 1984, e entre outras coisas bateu um carro que foi só o Peugeot 205 (Pininfarina) e o Corsa.

- Foi o 1º carro do mundo com 2 importantes invenções: fechos encastrados na carroçaria e a principal, é que foi o 1º carro do mundo sem goteiras no tejadilho. Comecem a reparar nisso e vejam se o carros dessa época não tinham todos as goteiras no tejadilho (calhas manhosas ao longo do tecto; uma de cada lado.
Esta inovação foi muito importante porque HOJE todos os carros não precisam de ter goteiras. Todos seguiram a ideia do Uno.
O Cinzeiro móvel do Uno foi bastante premiado. Consistia em 3 peças que constituíam um enorme cinzeiro cheio de espaço. Como o tablier tinha uma calha que permitia encaixar o cinzeiro em qualquer ponto e depois ainda alterar a sua posição era super prático. Cabiam até 7 cinzeiros para que desejasse ter mais do que um. (Havia quem tivesse 2).

- Foi dos carros mais vendidos de sempre no mundo (ainda é).
 
Last edited:
Para quem acha que o Uno não presta.

Para quem acha que o Uno não presta.

Recentemente ganhou um importante prémio no Brasil, onde continua a ser dos carros mais vendidos: o 1º carro amigo do ambiente no Brasil.

Mas vamos ver o que achavam os Ingleses, não são os Italianos nem os Latinos, são os Ingleses:

Press reviews & awards:

As mentioned above, the Uno was showered with praise by the British motoring press, and even after four years on the market, it was still winning awards.
Here's a taste of the reviews it received:

Car
January 1984
What an intelligent piece of work is the Uno. It calls for brain in all departments if such brilliance is to be both manifested and realised.

Autocar
1984
The ultimate supermini.

Car
Febuary 1984
Group test: Uno vs Visa, 205, Polo, Fiesta, Metro, Nova & Charade
One car stands out from the crowd - the Uno. Quite simply the best small car yet. Nothing less than a great car could stand out so decisively from a group of such truly competent machines.

What Car?
November 1984
The Uno represents the state of the art in small car design.

Motor
December 1984
Best small car of 1984.

Car
February 1985
The most sensible car of the last ten years, and one of the most important cars of the decade. Fiat's terrific little front-drive car more than earns its place among this year's Top Ten, primarily because it's clearly the best in a crowded class of excellent little cars.

What Car?
March 1985
Group test: Uno vs R5, 205, Nova, Polo
Renault claim to have developed "the best ever small car", but as far as we are concerned, that car has already been in production by Fiat - for over two years.

Car
March 1985
The best ever small car.

Motor
October 1985
Uno voted "Car of the Decade"
We were very impressed.

Car
December 1985
Group test: Uno Turbo vs Peugeot 205 GTi
The world's first small supercars. Both greatly raise the standards in the supermini fast car class once dominated by indifferent machines such as the MG Metro Turbo and Fiesta XR2. Uno and 205 are easily the most exhilirating cars in their class.

Car
February 1986
Still the best small car we've seen. The Uno's excellence has been making things hard for cars a class above.

What Car?
April 1986
The Fiat stands head and shoulders above the rest. Underlining the Uno's intrinsic superiority is the fact that it still feels the most modern in its class, even though opponents such as the 205, R5, Ibiza and Y10 followed it into production.

What Car?
August 1986
Value verdict: Uno voted best in its class.
Fiat have an outstanding design on their hands - it's number one.

What Car?
November 1986
Still the best in its class.

What Car?
April 1987
The Uno doesn't even have to be compared with other cars in order to shine. It's in front of the European field and light-years ahead of the East European opposition. There's still nothing that can come close to - let alone equal - the Uno's captivating blend of Italian flair, down-to-earth practicality and value-for-money driving enjoyment. Original, different and highly driver-desirable.

Car
July 1987
Best of the superminis.

Autocar
July 1987
The Uno is a road-tester's dream.

What Car?
July 1987
Group test: Uno vs AX, Metro, Micra, Fiesta, Ibiza, R5, 205, Nova, Polo
The original Italian has met, if not a complete match, then a car that's capable of challenging its overall level of brilliance: the AX must be judged joint-winner rather than sole victor.

Motor
October 1987
The Uno is a superbly constructed car.

And it won its fair share of awards over the years, too:

1984
• International Car of the Year
• Best Economy Saloon (Car magazine "Top Ten Cars")

1985
• Best Small Car (What Car? magazine "Car of the Year" awards)
Car of the Decade (Motor magazine)
• Top Ten Cars (Car magazine)

1986
• Best Small Car (What Car? magazine "Car of the Year" awards)
• Best Budget Car (What Car? magazine "Car of the Year" awards)
• Top Ten Cars (Car magazine)

1987
• Best Small Car (What Car? magazine "Car of the Year" awards)
• Best Budget Car (What Car? magazine "Car of the Year" awards)

Chega?

E para quem achar que não é resistente vejam:

YouTube - Total destruction of fiat uno

Depois de todo "parido" ainda tem força para desfazer outro carro à porrada.
Vejam a valentia do motor! No caso o 1116cc SOHC "Lampredi".
 
Last edited:
Ainda está ai para as curvas...

default.png


Fiat
 
são fiats unos e ibizas tdi...Deus me livre e guarde...
Tive uma gt tdi de 1998 e uma 1900 de 2002 (carro de serviço), os piores chassos que já andei em toda a minha vida...

cheira-me a ressabiamento... foi o nikname até aposto...
 
Recentemente ganhou um importante prémio no Brasil, onde continua a ser dos carros mais vendidos: o 1º carro amigo do ambiente no Brasil.

Mas vamos ver o que achavam os Ingleses, não são os Italianos nem os Latinos, são os Ingleses:

Press reviews & awards:

As mentioned above, the Uno was showered with praise by the British motoring press, and even after four years on the market, it was still winning awards.
Here's a taste of the reviews it received:

Car
January 1984
What an intelligent piece of work is the Uno. It calls for brain in all departments if such brilliance is to be both manifested and realised.

Autocar
1984
The ultimate supermini.

Car
Febuary 1984
Group test: Uno vs Visa, 205, Polo, Fiesta, Metro, Nova & Charade
One car stands out from the crowd - the Uno. Quite simply the best small car yet. Nothing less than a great car could stand out so decisively from a group of such truly competent machines.

What Car?
November 1984
The Uno represents the state of the art in small car design.

Motor
December 1984
Best small car of 1984.

Car
February 1985
The most sensible car of the last ten years, and one of the most important cars of the decade. Fiat's terrific little front-drive car more than earns its place among this year's Top Ten, primarily because it's clearly the best in a crowded class of excellent little cars.

What Car?
March 1985
Group test: Uno vs R5, 205, Nova, Polo
Renault claim to have developed "the best ever small car", but as far as we are concerned, that car has already been in production by Fiat - for over two years.

Car
March 1985
The best ever small car.

Motor
October 1985
Uno voted "Car of the Decade"
We were very impressed.

Car
December 1985
Group test: Uno Turbo vs Peugeot 205 GTi
The world's first small supercars. Both greatly raise the standards in the supermini fast car class once dominated by indifferent machines such as the MG Metro Turbo and Fiesta XR2. Uno and 205 are easily the most exhilirating cars in their class.

Car
February 1986
Still the best small car we've seen. The Uno's excellence has been making things hard for cars a class above.

What Car?
April 1986
The Fiat stands head and shoulders above the rest. Underlining the Uno's intrinsic superiority is the fact that it still feels the most modern in its class, even though opponents such as the 205, R5, Ibiza and Y10 followed it into production.

What Car?
August 1986
Value verdict: Uno voted best in its class.
Fiat have an outstanding design on their hands - it's number one.

What Car?
November 1986
Still the best in its class.

What Car?
April 1987
The Uno doesn't even have to be compared with other cars in order to shine. It's in front of the European field and light-years ahead of the East European opposition. There's still nothing that can come close to - let alone equal - the Uno's captivating blend of Italian flair, down-to-earth practicality and value-for-money driving enjoyment. Original, different and highly driver-desirable.

Car
July 1987
Best of the superminis.

Autocar
July 1987
The Uno is a road-tester's dream.

What Car?
July 1987
Group test: Uno vs AX, Metro, Micra, Fiesta, Ibiza, R5, 205, Nova, Polo
The original Italian has met, if not a complete match, then a car that's capable of challenging its overall level of brilliance: the AX must be judged joint-winner rather than sole victor.

Motor
October 1987
The Uno is a superbly constructed car.

And it won its fair share of awards over the years, too:

1984
• International Car of the Year
• Best Economy Saloon (Car magazine "Top Ten Cars")

1985
• Best Small Car (What Car? magazine "Car of the Year" awards)
Car of the Decade (Motor magazine)
• Top Ten Cars (Car magazine)

1986
• Best Small Car (What Car? magazine "Car of the Year" awards)
• Best Budget Car (What Car? magazine "Car of the Year" awards)
• Top Ten Cars (Car magazine)

1987
• Best Small Car (What Car? magazine "Car of the Year" awards)
• Best Budget Car (What Car? magazine "Car of the Year" awards)

Chega?

E para quem achar que não é resistente vejam:

YouTube - Total destruction of fiat uno

Depois de todo "parido" ainda tem força para desfazer outro carro à porrada.
Vejam a valentia do motor! No caso o 1116cc SOHC "Lampredi".


Fonte???
 
Penso que foi um dos melhores carros do seu segmento no seu tempo e provavelmente a evolução mais significativa que houve neste segmento de mercado.

Foi uma nova forma de conceber um automóvel pequeno, prático, relativamente espaçoso e económico que vingou.

Os motores FIRE também ajudaram bastate no seu sucesso.
 

Hum... desconfiado?

Como não sou bruxo e não posso adivinhar quem sabe ler Inglês não sei se tem alguma utilidade, mas aqui vai, pelo menos para os interessados:

RESUMO DE ALGUNS PRÉMIOS DO FIAT UNO (Parte de baixo da página):
Fiat Uno


CARRO DO ANO:
Car of the Year

1964 Rover 2000
1965 Austin 1800
1966 Renault 16
1967 FIAT 124
1968 NSU RO 80
1969 Peugeot 504
1970 FIAT 128
1971 Citroen GS
1972 FIAT 127
1973 Audi 80
1974 Mercedes 450s
1975 Citroen CX
1976 Simca 1307-1308
1977 Rover 3500
1978 Porsche 928
1979 Simca Horizon
1980 Lancia Delta
1981 Ford Escort
1982 Renault 9
1983 Audi 100
1984 FIAT Uno
1985 Opel Kadett
1986 Ford Scorpio
1987 Opel Omega
1988 Peugeot 405
1989 FIAT Tipo
1990 Citroen XM
1991 Renault Clio
1992 VW Golf
1993 Nissan Micra
1994 Ford Mondeo
1995 FIAT Punto
1996 FIAT Bravo/a
1997 Renault Scenic
1998 Alfa-Romeo 156
1999 Ford Focus
2000 Toyota Yaris
2001 Alfa-Romeo 147
2002 Peugeot 307
2003 Renault Megane
2004 FIAT Panda
2005 Toyota Prius
2006 Renault Clio
2007 Ford S-Max
2008 FIAT 500
2009 Opel Insignia
Marcas
9 FIAT
6 Renault
5 Ford
3 Citroen
3 Peugeot
3 Audi e NSU
3 Opel
2 ALFA-Romeo
2 Toyota
2 Simca
2 Rover
1 Lancia
1 VW
1 Porsche
1 Mercedes
1 Austin
1 Nissan

Grupos
12 FIAT
7 PSA
6 Renault
5 Ford
4 VAG
3 Leyland
3 GM
1 Chrysler

Países
12 Itália
12 França
9 Alemanha
7 EUA
3 Inglaterra
3 Japão
 
Não consigo achar piada nenhuma a estas actos...

Nem eu [8b]
Aliás estes actos foram condenados por muita gente, incluíndo a minha pessoa.
No entanto o vídeo tem o mérito de comprovar a impressionante resistência do carro.
É notável que depois daquilo tudo ainda funcionasse! apr:)
 
FIAT UNO
2008 - Comemorações dos 25 anos
(por Rui Barata)


Apresentação:
Lançamento no Cabo Canaveral - estação espacial da NASA, E.U.A -1983. Fim da comercialização em Portugal: 1994. Na Europa a última saída para o mercado teve lugar em 1995. Existiram duas versões: 1983 - 1989; 1989 - 1995.
O utilitário continua a ser produzido no Brasil e é vendido em alguns países da Amércica Latina e de África. Nestes locais foram comercializadas três versões distintas, tendo a última sofrido um restyling em 2004. Foram também desenvolvidas outras variantes para estas nações.

Cronologia do Uno em traços gerais:
• Primeira série italiana (1983 – 1989): Europa e resto do mundo (excepto América);
• Segunda série italiana (1989 – 1993): Europa e resto do mundo (excepto América); (1989 – 1995): Itália; (1997 – 2002): Polónia; (... – 2002): Turquia; (1996 – 2004): Índia; (2001 – 2004): Paquistão; (1995 – 2004): Marrocos; (1998 - 2004): África do Sul;
• Primeira série brasileira (1984 – 1992): América latina e Caraíbas (Brasil, Argentina, Chile, Venezuela, Cuba, República Dominicana);
• Segunda série brasileira (1992 – 2004): América latina e Caraíbas (Brasil, Argentina, Chile, Venezuela, Cuba, República Dominicana);
• Terceira série brasileira (2004 – ...): América latina e Caraíbas (Brasil, Argentina, Chile, Venezuela, Cuba); (2005-…) Argélia – África; (2007 -…) África do Sul
A importância do Uno para a Fiat:
Este é um dos pontos mais marcantes na descrição da história do Uno, porque é aqui que se poderá apreciar realmente a importância do modelo para a casa italiana.
Ele foi primeiro automóvel mundial da Fiat e o primeiro Fiat apresentado internacionalmente, neste caso concreto no Cabo Canaveral, hoje Cabo Kennedy, Flórida, E.U.A. (zona espacial americana) em 20 de Janeiro de 1983, dando uma imagem de carro do futuro, com ênfase no espaço interior e na economia (aquando do seu lançamento estava preparado para combater os carros económicos japoneses).
Nos anos 80, a Europa necessitava de um automóvel pequeno, fiável, com baixo consumo, baixos custos de manutenção e com um interior espaçoso. Com a crise petrolífera, com as greves e a corrupção em Itália que afectaram, de alguma maneira, os negócios da casa italiana, era urgente apresentar algo que levantasse a empresa da crise. O Uno foi a resposta da Fiat. Era a grande esperança da indústria automóvel italiana em 1983: a sua tarefa era tornar a casa de Turim num dos três maiores fabricantes automóveis europeus e conseguiu-o, sendo um dos carros mais difundidos na década de 80, tendo sido também exportado para todos os continentes.
A casa italiana sempre foi conhecida pelos seus pequenos automóveis e o Uno foi um sucesso ainda maior do que os pequenos carros anteriores desta. De acordo com um portal indiano (bangalorebest.com): “o Uno é um dos mais bem sucedidos automóveis de todos os tempos... e provavelmente o mais prático do mundo”. A sua apresentação oficial marcou o fim de três anos consecutivos de testes com protótipos – quer ao nível laboratorial, quer ao nível de provas de estrada. Segundo a Revista Turbo de Fevereiro de 1983: “... um projecto de indisfarçável rigor para a casa italiana, ciente da responsabilidade de colocar mais um produto num mercado onde assume posição de destaque...”. A mecânica foi ensaiada por longos períodos no banco e em simuladores, em diversos tipos de estrada. Com cem protótipos percorreram-se quatro milhões de quilómetros. Posteriormente e já com viaturas pré-série foi analisada a fiabilidade do carro italiano. Foi testado no clima nórdico polar e nas temperaturas quentes tropicais. Ainda de acordo com a mesma Revista e segundo as informações da marca, cada protótipo cumpriu um percurso correspondente a quase três vezes mais que o esperado para a existência normal do carro de série”.
O utilitário mudou ainda a linguagem italiana através de uma campanha publicitária que ganhou um lugar na indústria publicitária nacional, onde foram introduzidos neologismos tais como: “risparmiosa”; “sciccosa”; “scattosa”; e“comodosa”. Ele marcou assim, um importante passo, uma nova era, nova identidade e novas estratégias, na história da Fabbrica Italiana de Automobili Torino, na Europa e no Brasil (foi feito o maior investimento dos últimos anos que se traduziu em mil milhões de liras).
Numa entrevista publicada na revista “QuattroRuote”, em Julho de 2006, Luca di Montezemolo, director e presidente da Fiat e da Ferrari, elogia o Uno. De facto, quando lhe é perguntado: “qual é o automóvel de que mais gostou nos últimos 30 anos na Fiat?”, ele responde que foi o 600 Múltipla, Lancia Fulvia, Fiat 500 e Panda I, referindo-se por último ao Uno, afirmando que este “tinha características extraordinárias para a época”.
No Brasil, o primeiro Uno sai da linha de montagem remodelada três anos de vantagem sobre a concorrência. Em 1990, o Uno Mille surge como o primeiro carro com motor de 1000 c.c. deste país da América do Sul; em 1992, aparece também como o primeiro veículo para segmento A, com versão de 4 portas (Uno Mille Electronic); em 1994, registam-se mais duas novidades neste segmento e neste país: o ar condicionado (Uno Mille ELX); e o primeiro carro com motor Turbo: o Uno Turbo. A Fiat conquistou ainda no Brasil, três títulos no VIII Prémio Top of Mind – Mercado Comum – Marcas de Sucesso – Minas Gerais – 2002/2003, um dos quais devido ao famoso Uno (Carro Nacional Popular), na categoria “Liderança”. Neste país de expressão portuguesa, a Casa Italiana recebeu ainda, em 1991, outro Prémio Institucional graças ao Fiat Uno. Trata-se do II Top Marketing com o caso: “Uno Mille feito para Você, Uno Mille feito para Vencer”. A Fiat brasileira consegue ainda, e de acordo com o site Fiat, o Prémio Lótus 2004, graças a um dos derivados do Uno, a Fiorino: “...mais uma vez a Fiat Automóveis foi uma das grandes vencedoras da edição 2004 do tradicional Prêmio Lótus, organizado pela conceituada revista Frota & Cia". A Fiat conquistou o primeiro lugar nas três categorias em que disputou: Furgão Leve do Ano, Furgão do Ano e Van do Ano.
O site http://www.carroonline.terra.com.br/ - artigo de 25/06/04, retirado em 29/06/04, mostra- nos ainda a importância do pequeno grande carro para Fiat e mais concretamente no Brasil: “Depois da Fiat nunca mais fomos os mesmos” “A chegada da montadora italiana ao Brasil mexeu com o mercado nacional, principalmente após o lançamento do Uno”: “...Os anos 80 foram decisivos para o “pulo do gato” da Fiat na década de 90. A empresa introduziu o Uno em 1984, um carro que mudou o mercado nessa época pela sua modernidade. Se em 1981 a montadora havia vendido 55 215 veículos, 10 anos mais tarde ela passou a comercializar 148 559, quase três vezes mais, uma escalada que culminaria, em 1997, com mais de 500 000 unidades vendidas, no auge da indústria automotiva. Vamos conhecer os modelos que compuseram esse cenário... O mais importante modelo da Fiat no Brasil foi lançado em 1984 nas versões S (1,05 e 1,3 litro), CS e SX (1,3 litro). Consagrado na Europa com um grande leque de premiações, chegou ao Brasil trazendo o conceito de pequeno por fora e grande por dentro. Com soluções inteligentes de espaço, conforto e economia, o Uno teve ótima aceitação no mercado brasileiro, apesar de, inicialmente, ser recebido com ironia pelo público, que o apelidou de “botinha ortopédica”.
Mas, passada a primeira impressão, o carrinho mostrou que vinha para ficar – tanto assim que é um dos modelos mais vendidos até hoje. Três anos depois a marca surpreendeu o consumidor, lançando o Uno 1.5 R, sua versão esportiva”. Patente no portal:
Para Sempre Mackenzista e numa entrevista dada, em 12 de Maio de 2004, Cledorvino Belini de 54 anos, que ocupa o cargo CEO da Fiat Auto para a América Latina e sendo o sétimo presidente da filial brasileira e o primeiro brasileiro a ocupar o cargo, refere-se ao Uno nos seguintes termos: “...Durante a década de 90, graças a lançamentos de sucessos como o popular Uno Mille, a subsidiária brasileira transformou-se na segunda maior operação da Fiat no mundo, atrás apenas da Itália...”. Retirado do site INFOCARRO - Carros Usados. Classificados de veículos. Venda Carros Usados São Paulo. Carros Usados a Venda São Paulo. Venda Carros São Paulo. igualmente na mesma data, ele pronuncia-se ainda: “...renovar o Mille foi uma decisão sábia. "Nesses anos, o carro manteve-se atualizado tecnologicamente, evoluiu em qualidade e é hoje o principal acesso do brasileiro ao primeiro carro zero."
Dado o mérito do veículo, a Fiat brasileira continuaria a apostar no Uno para o futuro. De facto, dois anos depois, em Outubro, o director-superintendente Belini, voltava a surpreender o mundo motorizado com mais uma afirmação sobre o Uno. Segundo ele, o automóvel poderá sobreviver até 2014… “em 1996, quando era director comercial e lançamos o Palio, veio a mesma pergunta e eu disse que o Uno tinha fôlego de gato. Continuo a dizendo a mesma coisa…”.
Ainda de um ponto de vista institucional e tendo em conta a existência de dezenas de modelos produzidos pela Fiat ao longo de mais de um século, o Uno é considerado o 4º carro que há mais tempo se mantém no activo dentro da marca. Em 1º lugar encontra-se o jeep Fiat Campagnola (1951-1987: 36 anos); o Fiat 600 surge no 2º posto (1955-1986: 31 anos), com 2.680.000 unidades vendidas; em 3º está o 126 (1972-2000: 28 anos), cuja produção cessou na Polónia nesse ano, tendo obtido a soma de 3.318.674 exemplares vendidos; na 4ª posição aparece o Uno (1983 – continua em produção: 25 anos), detendo o recorde italiano de 8.800.000 modelos vendidos; no 5º lugar surge o Panda I (1980-2003: 23 anos) e mais de 5.000.000 de conquistas; O Uno é ainda comercializado novo em vários países, apesar das 4 gerações Punto que lhe sucederam, bem como as 4 séries Palio no Brasil (as duas primeiras comercializadas na Europa).

Fiabilidade Geral:
Muito se tem falado da fiabilidade dos carros italianos e generalizado muitas situações e conceitos numa ideia só. Conforme se poderá constatar mais abaixo, aquando da publicação do artigo: "Os Clássicos de Rui Barata", o Fiat Uno surgiu de forma quase revolucionária no segmento dos utilitários e apresentou-se em termos práticos, com uma fiabilidade bastante considerável, não sendo todavia, exemplar. Este facto deve-se essencialmente aos problemas eléctricos de que muitos foram vítimas, mais vulgares em carros com mais anos e expostos a condições mais adversas, mas que não passavam de situações pontuais, cuja reparação era simples e barata. Por seu turno a sua mecânica era em termos gerais, robusta, destacando-se o seu motor realmente inovador. Aliada à fiabilidade e robustez está a simplicidade dos seus mecanismos.
De registar por exemplo no Brasil, que no seu primeiro ano de venda o Uno Mille teve um índice de imperfeições inferior ao de qualquer outro da marca Fiat.

Informações sobre os pesos das diversas versões:
A década de 80 ficou registada no mundo automóvel, como a época em que se fizeram os carros mais leves e inseguros, devido, sobretudo, à grande aplicação de plásticos na sua construção. Esta cultura automobilística que se enraizou nesta altura é consequência dos choques petrolíferos ocorridos nos anos 70. Assim, os automóveis - principalmente utilitários - tinham de ser obrigatoriamente económicos!
Relativamente aos pesos do Uno, estes podem variar conforme as versões: base – Super - SX, tendo os veículos com 5 portas mais 15kg. Por exemplo: um 45 S de 5 portas, da 1ª série pesa 745 Kg,; um 60 SX da 2ª pesa 795 Kg e um Turbo da 2ª pesa 925 Kg.
Comparativamente a outros modelos, observam-se os seguintes valores, que não nos deixam de surpreender: Porsche 356 A (1948): 820 Kg; Datsun 1200 (1972): 700 Kg; Toyota Corolla 1200 (1972): 800 Kg; VW Polo (1975): 685 Kg; VW Polo (1983): 710 kg; VW Carocha 1.2 (1963): 740 Kg; Opel Corsa 1.0 S (1989): 750 Kg; Ford Fiesta 1.1 (1989): 785 Kg; Nissan Micra 1.0 (1989): 690 Kg;; Citroën AX 11 TRE (1993): 700 Kg; Citroën AX Sport (1988): 720 Kg; Citroën 2CV (1988): 540 Kg; Renault Clio 1.2 (1991): 825 Kg; Renault 4 CV (1946): 760 Kg; Renault 4 GTL (1988): 570 Kg; Renault 5 (1973): 730 Kg; Honda CRX (anos 80): 760-825 Kg.

A fama nos roubos...:
Infelizmente, a popularidade traz as suas desvantagens e uma delas tem a ver com a fama que o Uno ganhou em relação ao facto de ser facilmente roubado. Durante praticamente toda a vida do utilitário se ouviram histórias de roubos, sendo inegável o sucesso neste campo. No entanto, cabe aqui salientar que se fala demasiado no Uno, sobre este aspecto negativo – infelizmente devido ao facto de terem existido muitos -, quando outros modelos do mesmo e de outros segmentos, também apresentavam este defeito, não sendo por seu turno, tão falados. É o caso do Ford Fiesta ou do Honda Civic (modelos da mesma época e sem chave codificada) ou até mesmo do Opel Corsa, nomeadamente da primeira versão, onde a chave de um abria a porta de outro igual. Para atenuar esta situação poder-se-ão ter em conta algumas situações: a instalação de um alarme com corte de corrente, adopção de trancas para a direcção ou para o travão de mão e bloquear o veio da direcção. Qualquer uma destas medidas será válida para todas as viaturas.

A nível de custos:
Para além de obedecer a uma relação preço/qualidade exemplar, que se traduzia na compra acessível em novo, ou até mesmo usado, possuía uma manutenção extremamente simples, sendo ainda um dos modelos mais baratos de se manter graças à facilidade em encontrar peças, principalmente da concorrência, onde os preços falam por si: em 1983 e para o Uno 45, o pára-choques dianteiro e traseiro custavam na ordem dos 25 € (5.000$00); o capot 7.519$00; guarda-lamas dianteiro 3.128$00 e o farolim traseiro completo 3.442$00. Ao nível mecânico, as válvulas de admissão e escape custavam entre 1.000 e 2.000$00; calços para os tambores traseiros 184$50; pastilhas para os discos 1586$50 e um jogo de êmbolos (“pistons”) 12.965$00. O disco da embraiagemgem ficava-se pelos 1.811$50.
Entre 1997 e 2004, sensivelmente, os preços registados em Portugal eram os seguintes: farol traseiro para o Uno MK1 – 5 €; para o MK2 – 10 €; pára-choques dianteiro – 25 €; pisca dianteiro – 15 €; triângulo da suspensão – 40 €; bomba de água – 30 €; filtro de óleo – 7 €; retrovisor exterior 20 €, custando original 50 €; tampões originais – 85 € / tampões da concorrência para a Fiat (muito semelhantes aos originais) – 17 €.
Em 2004 e 2005, poder-se-ia encontrar nas lojas de automóveis, uma óptica completa para a 1ª versão por apenas 45 €. Para a 2ª custaria também o mesmo valor, ou até menos (podendo ir até aos 25 €), sendo a original da Valeo, 80 €. Ainda para a última série, os piscas dianteiros brancos apresentavam valores de 10 e 20 €, sendo o primeiro da concorrência e o outro, original da Fiat.
Em 2007, as peças continuam ainda bastante acessíveis: placa de distribuidor: 59€; fios de distribuição: 30 €; válvula de stop: 15 €. A título de exemplo e comparando a mesma válvula para um Nissan Sunny 1.6, de 1987, o valor subia para os 47€. No ebay / Itália, a grelha dianteira para um Uno turbo i.e. da 2ª série, custava apenas 10€. O mesmo valor estava atribuído aos piscas dianteiros para todas as versões.

Dados sobre as vendas:
O sucesso de um carro numa determinada época, está também relacionado com o volume de vendas do mesmo e, portanto, com a popularidade que ele atinge.
Em Portugal, o Uno foi o carro mais vendido entre 1989 e 1992, tendo apresentado bons resultados nos restantes anos: em 1984, por exemplo, foram vendidos 7000 45 (motor do 127) e 2000 55 S. Nesse ano, o carro italiano obteria o segundo lugar com 8927 exemplares comercializados. O Renault 5 ocupava a primeira posição. De facto, o Renault 5 e o Opel Corsa foram os seus mais directos adversários neste campo.
No Reino Unido, o utilitário foi o primeiro Fiat a ter um grande sucesso comercial. Nos primeiros 6 anos de produção foram entregues 190.000 exemplares, cerca de 27.000 por ano.
A nível europeu conseguiu ser também um dos mais vendidos (permitiu que a marca se tornasse líder de mercado). Só em 1987, o Uno conseguiu uma penetração de quase 20 % com 698.000 unidades vendidas.
Em Março de 1985 o pequeno carro atingiria já a marca de um milhão de unidades vendidas; em Outubro de 1986, dois milhões e em Março de 1988 surgem os três milhões.
No Brasil: “ele é o maior fenómeno do mercado automobilístico brasileiro nos últimos 15 anos” (dados retirados de um site, em 2003). O Uno é o terceiro carro mais vendido de sempre neste país da América do Sul. Em segundo lugar, no ranking dos mais vendidos, encontramos o VW Carocha, estando o primeiro lugar atribuído ao VW Gol.
Observando diversos modelos populares ao longo da história, poder-se-á fazer uma análise comparativa ao nível das vendas entre eles, demonstrando ao mesmo tempo até que ponto é que foram efectivamente míticos:
• 1º VW “Carocha” (1938 – 2003) – 65 anos: 21.529.464 unidades vendidas;
• 2º Ford T (1908 – 1927) – 19 anos: 15.007.003;
• 3º Fiat Uno (1983 – cont. em prod.) – 25 anos: 8.800.000;
• 4º Renault 4 (1961 – 1991) – 30 anos: 8.000.000;
• 5º Austin/Morris Mini (1959 – 2000) – 41 anos: 5.270.000;
• 6º Citroën 2 CV (1949 – 1990) – 41 anos: 5.114.961.

Prémios:
As boas impressões causadas à imprensa especializada, permitiram-lhe ganhar prémios diversos (23), dos quais onze são internacionais:
• “Carro do Ano 1984” (seiscentos jornalistas europeus enalteceram as seguintes características: boa aerodinâmica; espaço interior muito amplo; conforto de marcha apurado; e economia) – 1º Uno: 346 pontos; 2º Peugeot 205: 325 pontos; 3º VW Golf: 156 pontos -;
• “Carro do Ano” na Irlanda, Jugoslávia e Noruega;
• “Melhor Salão de Economia – 1984” – revista britânica “Car”;
• “Melhor Carro Pequeno – 1985” – revista britânica “What Car”;
• “Carro da Década – 1985” – revista britânica “Motor”;
• “Top 10 carros – 1985” – “Car”;
• “Melhor Carro Pequeno – 1986” - “What Car”;
• “Melhor Relação Preço/Qualidade – 1986” – “What Car”;
• “Top 10 carros – 1986” – “Car”;
• “Melhor Carro Pequeno – 1987” – “What Car”;
• “Melhor Relação Preço/Qualidade – 1987” – “What Car”;
• um outro em 1989, aquando do aparecimento da segunda versão, não estando aqui especificado;
• o Uno foi ainda eleito “Carro do Ano 1985 e 1992”, pela revista “Autoesporte”, no Brasil. Semelhante Título recebeu o “Prêmio” (um dos derivados do Uno), em 1986, neste último país. Também a Fiorino - outro derivado – recebeu o título de Furgão Leve do ano 2004, pela revista brasileira “Frota & Cia”.
• o pequeno Uno seria ainda eleito por cinco vezes (1984, 85, 87, 88 e 89) pela Automagazine "MOT" (revista alemã) como o "Car of the Reason" (carro da razão).


Museus:
o Uno encontra-se exposto no museu da Italdesign, simbolizando um dos produtos desenhados por este atelier automobilístico.

NOTA: entretanto a unidade 10.000.000 está quase a sair.
 
Não me deram um SL cinza prata por estar aqui na Polónia, vivesse em Portugal e tinha-me entretido com o Uno, que era do meu cunhado.

Comprou-o por 200 contos a um senhor que o estimava bastante, o carro estava todo original, tinha garagem e estava sempre aspirado, lavado, polido e com o óleo trocado a intervalos regulares, ainda tinha o livro de instruções no porta-luvas e tudo. Tinha pouco mais de 120.000 Km.

Caiu nas mãos do meu cunhado e levou uma porrada na lateral na garagem para o inaugurar... nem o vidro da porta traseira direita descia. [:cool:] Peguei num desentupidor para sanitas e puxei a chapa, por acaso ficou bem melhor e o vidro desceu.

Acabou numa sucata para ser reciclado, foi mesmo pena ter ido para o lixo. :(

P.S. Curiosidades sobre o Uno... aqui na Polónia só a partir dos anos noventa começou a ser vendido e mesmo assim em poucas unidades, durante o comunismo era carro das elites... [:D]

Até 2001 ou 2002 foi vendido o Uno Evolution fabricado na fábrica de Tychy (onde constroem actualmente o 500). Podiam vir com airbag, pré-tensores e encostos de cabeça traseiros - em plástico e iguais aos da frente.
Enferrujam que Deus a dá, um pesadelo autêntico...
 
Last edited:
Por acaso eu tive um Fiat Uno, só que apenas o conduzi numas voltas sem carta de condução ainda...:sh)

Eu estava a tirar a carta e comprei um Uno 60SL usado. Como a minha mãe ia entregar um AX GT com 4.000 kms a um stand, eu fiquei com o AX e entregámos o Uno.

No entanto ainda deu para perceber o carro, e devo dizer que eu gostei bastante.
Se atendermos a que o seu concorrente seria o Renault 5 GTL (também 1.000cc), as diferenças eram muito evidentes:

- O Uno tinha mais equipamento, de onde destacava o painel muito completo;
- O Uno era incomparavelmente mais nervoso a andar do que o Renault, que era uma bela pasmaceira;
- Para por o Uno a trabalhar de manhã, dava-se uma sapatada a fundo no acelerador e punha-se a trabalhar. O Renault era puxar o ar e rezar um pai-nosso...


Ou seja, talvez o renault tivesse um comportamento um pouco melhor, mas no global considero que o Fiat era um carro bem mais interessante.

Se formos a ver, até as linhas do Uno estão menos antiquadas do que as do Renault.

Só depois na versão desportiva é que o Renault (5 GT Turbo) metia o Uno Turbo ie num chinelo, mas tal devia-se mais ao comportamento do que ao motor.
 
Tambem tive um Fiat uno como primeiro carro,isto em 2000,era um 55s de 84!! grande máquina,levou tantos maus tratos ,não fazia revisoes ,era só por oleo!![:D][8b]
Já tinha conta rotacoes, cronometro etc..etc.. tinha uma data de extras que para altura era muito bom!!!
tanto massacre dei ao carro que num belo dia ia para sines ver o carnaval com a namorada sempre a fundo como sempre!!lol que o motor gripou!!:sh)
Já tinha uns belos 284.000km´s!!! mesmo com aqueles km´s todos eu não tinha respeito nenhum com o carro!!! Maçarico é assim!!![:)]
 
...

- O motor FIRE é o único motor que existe com correia de distribuição que caso esta rebente é só colocar outra porque não estraga nada.
O motor nem sequer descomanda.
(Para quem sabe o que isso é)

...
Confirmo [:D]
 
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