Uma pequena nota, porque isto é um tema completamente insano.
Vê-se aqui, porque as ciências exactas deviam ter um peso maior no ensino e porque o método científico deveria ser ensinado até sair pelas orelhas dos alunos.
Em ciência não se debate como em política: "ah e tal entendo o seu ponto de vista, mas eu também tenho a minha razão".
Tens que ter uma teoria ou modelo e essa teoria resistir à avaliação/ensaios entre pares. Repito entre pares, não é uma discussão com o Zé da esquina.
(...)
Por acaso, permite-me discordar, quanto mais a fundo entras nas ciências, mais discussão tu vês. É inevitável e factual [

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Se o conhecimento científico não estivesse aberto à discussão e não fosse "substituível" (falta-me termo melhor) não haveria evolução nem mudanças de paradigma e, hoje, estaríamos ao mesmo nível de conhecimento dos australopitecos.
Ensinar até sair pelos ouvidos é fixe - e é o que se faz - mas de pouco importa se o receptor, mais cedo ou mais tarde, trocar aquilo que lhe foi ensinado por aquilo em que, por qualquer razão, prefere acreditar (
episteme vs.
doxa). A maior parte dos fumadores sabe que o tabaco mata e, no entanto, prefere acreditar que o bem que lhe sabe é maior do que o mal que lhe faz. Muito pessoal que se alista no ISIS teve um ensino "normal" e até sabe umas coisitas, no entanto, a determinada altura, preferiu enveredar por uma mundividência completamente diferente. O OP diz que também conhece bem o estado da ciência em relação ao tema em discussão, ainda assim opta por dar credibilidade a coisas que não fazem o mínimo sentido.
Que se há-de fazer?! No fim, cada um pensa e diz o que bem lhe apetece... e, sinceramente, ainda bem. Tudo o que se pode fazer é mostrar os nossos argumentos, estejamos em que lugar da barricada estivermos, e ter esperança que o bom senso prevaleça.
Nunca estaremos todos de acordo em tudo, e nunca faltará quem diga que a terra é plana [

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