Flexisegurança .... Até Soares desconfia dela...

Oops!...

Flexissegurança custaria 4,2 mil milhões de euros por ano: uma OTA anual!...

http://jn.sapo.pt/2007/06/26/primeir...staria_42.html

Será que o nosso exemplar sector privado, que tanto clama pela flexissegurança, está preparado para comparticipar nesta factura, na vez de se socorrer do seu velho hábito, que se tornou vício e mandamento: «que pague o Estado»!...
 
Última edição:

Especialistas comunitários acreditam que a fragilidade de Portugal está, quer na falta de qualidade da mão-de-obra, quer na rigidez dos contratos de trabalho, que fazem com que cada vez mais empregadores hesitem em recrutar por esta via.
Ricos especialistas, ou especialistas ricos, depois de opiniões feitas à medida.

Senão vejamos:

Portugal aposta no trabalho temporário

Cerca de metade das empresas portuguesas utilizam serviços de trabalho temporário, é o resultado do mais recente estudo da Hays Personnel.


Uma década depois do lançamento das primeiras empresas de TT a maior parte da mão-de-obra recrutada é indiferenciada e não especializada, mas começa a ser visível a utilização de trabalhadores temporários em posições séniores e técnicas.

A Hays Personnel justifica o facto com a mudança das condições de mercado. As empresas "têm necessidade de recrutar trabalhadores para projectos específicos".

Aponta ainda que "a verdadeira mudança chegou através dos próprios trabalhadores. Há alguns anos era difícil recrutar mão-de-obra especializada, técnica e qualificada através de contratos temporários."

Esta procura das empresas de TT por parte dos trabalhadores qualificados é apontada pela Hays como resultado da crise no mercado laboral. "Muitos que antes não consideravam um contrato de trabalho temporário, são agora, por necessidade forçados, considerando a actual crise no mercado de trabalho, a aceitá-lo."

Das mais de mil empresas inquiridas para este estudo, durante o mês de Abril do corrente, a maioria (83%) pertence à região da Grande Lisboa.

Foi apurado que as organizações de maior dimensão estão mais predispostas a utilizar o recrutamento temporário, uma vez que "enfrentam dificuldades acrescidas em controlar directamente todos os requisitos de recrutamento".

Já as empresas pequenas recorrem a estes serviços em maior número do que as médias, situação para a qual a Hays sugere a hipótese de que "as empresas pequenas tenham menos serviços internos, como o de recursos humanos, por exemplo."

Os sectores da construção e da indústria são os que mais utilizam os trabalhadores temporários. As "necessidades de aumentar ou baixar a produção de acordo com as necessidades do mercado" e a resposta a "projectos específicos" são as razões apontadas para a preferência destes sectores.

Estes são também os principais motivos invocados pelas empresas em geral para o uso dos serviços de TT.

A necessidade de mão-de-obra extra devido a um aumento de trabalho ou para cobrir férias ou baixa médica dos funcionários são os factores que levam à procura destes trabalhadores.

A pesquisa também refere que são poucas as organizações que recorrem a estes processos como método de recrutamento.

A qualidade dos serviços das empresas de TT foi também avaliada neste estudo e ficou classificada com um "bom". Mais de 60% das empresas mostraram-se bastante satisfeitas com os serviços.

Para Miguel Figueiredo, do Banco Finantia, "o recurso ao trabalho temporário tem de ser encarado cada vez mais como uma opção de futuro, uma vez que permite flexibilizar e dotar as organizações de estruturas mais polivalentes", remata.

Ana Bentes Bravo


Fonte

Ou seja, mais de metade dos trabalhadores nacionais já tem menos "rigidez dos contratos de trabalho", claro que a falta de melhor desculpa, culpa-se a rigidez, que já praticamente não existe, dos contratos de trabalho, acho que é já tempo de pegarmos os bois pelos respectivos e deixarmos de encontrar culpados onde não existe.

Ser "
especialista comunitário" deve dar dinheiro....














 
Última edição:
Ou seja, mais de metade dos trabalhadores nacionais já tem menos "rigidez dos contratos de trabalho", claro que a falta de melhor desculpa, culpa-se a rigidez, que já praticamente não existe, dos contratos de trabalho.

Ser "especialista comunitário" deve dar dinheiro....

...muito dinheiro....

não conheces a "realidade" desta "rigidez" Nthor,
acredita que iria fazer-te bem passares uma "temporada" do outro lado da barricada, para "sentires" na pele o ridiculo a incoerencia e a irracionalidade, dessa "suposta rigidez"....
 
não conheces a "realidade" desta "rigidez" Nthor,
acredita que iria fazer-te bem passares uma "temporada" do outro lado da barricada, para "sentires" na pele o ridiculo a incoerencia e a irracionalidade, dessa "suposta rigidez"....
Eu já estou do outro lado da barricada.
 
Tu continuas é a querer ignorar um facto na realidade económica actual:

regimes laborais rígidos = maior precaridade = maior desemprego

E por isso é que te passa completamente ao lado (evitando falar no assunto, e quando confrontado, disparando e disparatando em todas as direcções para manter a confusão...) que as economias com menor taxa de desemprego têm regimes laborais flexíveis, vide Holanda, Irlanda, UK, Dinamarca...

E quanto a isso não há nada a fazer. São factos. Chatos para ti, mas olha, paciência...
 
Tu continuas é a querer ignorar um facto na realidade económica actual:

regimes laborais rígidos = maior precaridade = maior desemprego

E por isso é que te passa completamente ao lado (evitando falar no assunto, e quando confrontado, disparando e disparatando em todas as direcções para manter a confusão...) que as economias com menor taxa de desemprego têm regimes laborais flexíveis, vide Holanda, Irlanda, UK, Dinamarca...
Comparativamente, basta dizer que os regimes laborais são ainda mais rígidos do que o nosso, basta pensar em quanto tempo tem as pessoas de licença por nascimento de um filho sem verem o seu posto de trabalho ameaçado, a certeza de que se forem despedidos, são-no por uma justa razão e não pq o patrão quer comprar um BMW novo ou ir passar férias ao derriere de judas ou pior a habitual falência para inglês ver e de que se acontecer não ficam muito tempo nessa situação algo que seria impensável por cá.

Não é uma situação igual a que temos por cá, as economias com menor taxa de desemprego tem uma situação ligeiramente diferente, lá as pessoas não chegam a ficar um mês sem trabalhar e quando isso acontece, o estado encarrega-se de encontrar trabalho para quem está desempregado, quem quer trabalhar não está anos a espera de trabalho e o mais curioso como o desemprego é temporário as empresas não podem usar o argumento de "o trabalhas muito por pouco ou tenho vinte gajos lá fora desesperados que o fazem por metade".

Resumindo tem um regime laboral mais rígido, não tem precariedade e o desprego é temporário e está estabilizado.

O que nos querem impor é um regime tão liberal que um empresário pode despedir só pq acordou mal disposto (menos rígido nas vossas palavras
58.gif
eu chamar-lhe-ia laxativo), mais precariedade como forma de baixar ainda mais os vencimentos e todos sabemos que um estado fragilizado com menos funcionários e consequentemente com menos receita (devido ao maior desemprego causado por uma lei laboral menos rígida) nunca poderá combater a precariedade e nem querer-a fazê-lo e consequentemente o desemprego irá disparar para valores à volta dos 20%, com a actual situação politica e económica nacional.


E quanto a isso não há nada a fazer. São factos. Chatos para ti, mas olha, paciência...
Não costumo responder aos teus posts, geralmente não dizes nada de jeito e limitas-te a papaguear a cassete do costume (provavelmente falta de experiência de vida).

Agora respondi, não tanto para ti, afinal sabes perfeitamente que tenho razão neste aspecto, mas para quem tenha desconhecimento e possa deixar-se enganar pela cassete (velhinha) que costumam usar.
 
Desculpa nthor, mas tu não sabes então o que é um regime laboral flexível.

Larga lá esses chavões e esses preconceitos de que num regime laboral mais flexível não existe licença de maternidade ou que este se caracteriza por ter uma licença de maternidade de menor duração.

Isso não passa de andar a fazer confusões...intencionais e que não abonam em nada para a discussão. Só metem lama.

O Estado encarrega-se de encontrar trabalho para quem está no desemprego?

Mas em que mundo tu vives? As pessoas é que têm de procurar trabalho, ora. Que raio de paternalismo bacoco. Que visão mais negativista do ser humano.

Até parece que um dinamarquês está à espera que o Estado lhe arranje emprego.

Ai que ideias mais velhas. Que...atrasadez mórbida!

Já que vi tu acreditas naquilo que queres acreditar e pronto, mesmo que isso esteja completamente em colisão com a realidade.

Agora isto, como tudo, funciona por lógica.

Num regime pouco flexível como o nosso, entrar para o quadro de uma empresa é como um casamento sem possibilidade de divórcio. A não ser que um dos conjugues morra (empresa ir à falência e/ou despedimento colectivo ou trabalhador bater as botas), o trabalhador não pode sair do quadro.

E isso leva a que as empresas evitem pôr as pessoas no quadro.

E por isso é que tens a explosão de contratos a prazo ad eternum, recibos verdes e todas outras formas de...precaridade que no fundo surgem face à inevitabilidade da dinâmica de uma economia de mercado que, para ser competitiva, não consegue trabalhar segundo os padrões quer socialistas quer fascistas, ou seja, padrões paternalistas típicos de mercados fechados sem concorrência onde o trabalho era para toda a vida e um trabalhador permanecia no mesmo emprego para sempre.

É por isso que países com regimes pouco flexíveis têm maior precaridade, por isso é que a precaridade é maior em Portugal, França, etc, quando comparados com a Inglaterra, etc.

Isto são FACTOS. Tu podes continuar com o teu discurso a afirmar exactamente o contrário. Contudo, o mundo real não muda por isso. Temos pena.

E depois há outra questão.

O mundo de hoje é um mundo onde empresas nascem e morrem todos os dias. Podes não gostar disto mas é o mundo que tens, quer nas economias de mercado pouco liberais quer nas mais liberais.

Porque este sistema é o que produz maior riqueza, temos pena que não gostes (e já vimos que não gostas, não vale a pena dizeres o contrário...), mas a economia de mercado produz maior riqueza PARA TODOS, do que qualquer outro tipo de organização económica. Isto é algo irrefutável, temos penas, mas é.

Daí que a planificação económica quer do fascismo quer do socialismo não consegue existir nem pode existir.

E isto dos regimes laborais, a sua flexibilidade ou inflexibilidade, leva depois a outras múltiplas consequências.

Num mundo onde se quer que as pessoas sejam empreendedoras, as empresas nascem e não se podem dar ao luxo, e estou a falar de PMEs, de logo de início fazerem casamentos com os empregados para toda a vida.

É impossível.

Eu sei que isto é algo que tu odeias, porque não compreendes. E não compreendes porque vives no mundo do Estado e da burocracia e da falta de concorrência e pressão selectiva, que nada tem a ver com a realidade lá de fora.

A concorrência sobre uma qualquer empresa num mundo globalizado e aberto é tremenda.

Muitas empresas que abrem, muito "empreendedor" vai...falhar. É o jogo.

É a vida. Acima de tudo é NORMAL! As coisas não dão sempre certo.

Daí que regras laborais ultrarígidas em nada promovem...o emprego.

Daí que tu, neste momento, no mundo ocidental, tens 2 realidades cada vez mais nítidas.

1. Países (regra geral protestantes) que se abriram à concorrência, que flexibilizaram o seu mercado laboral, que aceitaram o jogo da livre concorrência e que perceberam que os padrões sociais e laborais dos anos 60 não são sustentáveis e que a globalização é uma oportunidade e não uma desgraça. Esses prosperam. Ex: nórdicos, anglo-saxónicos (UK, Irlanda, USA), Holanda, etc.

2. Países que se ancoraram a um proteccionismo económico, laboral e social e que afundam...replectos de direitos e replectos de...desemprego. Ex: França, Portugal...

E por isso é que chegamos a aberrações para as teorias da esquerda (e também da direita conservadora) e que sempre defenderam o modelo francês (ou fascismo) e hoje olhamos para a França e vemos um país com uma taxa de desemprego de 10%, entre os jovens de 30%, cheio de problemas sociais porque a economia anda estagnada há anos e o desemprego permance alto. Muitos direitos para os que já têm emprego e precaridade para as gerações futuras.

E depois olhamos para o outro lado da mancha, certamente o terror do liberalismo na tua opinião, e vemos uma economia a crescer, um desemprego de...5%, e cereja em cima do bolo...MAIOR EQUIDADE SOCIAL, por uma simples razão... maior prosperidade económica que afecta positivamente...todos.

E este ponto eu sei que é algo terrível para muita gente que continua a cometer o erro do Marx que é não perceber que o capitalismo própero cria...classe média.

E toda esta situação é um fenómeno muito curioso.

O tal "modelo social europeu", que tem o expoente máximo em França, sempre atirou aos ingleses que conseguia proporcionar maior equidade social e que era "mais justo".

VEJA-SE A REALIADADE. OLHE-SE PARA A REALIDADE, PARA OS RESULTADOS.

Isso aconteceu?? Resposta: Não.

Sabes, as coisas e os sistemas não se avaliam pelo que dizem fazer...avaliam-se pela prática e os resultados. Daí que o comunismo não pode ser avaliado pela sua cartilha teórica, mas antes pelos seus resultados práticos. E o mesmo em relação ao fascismo. E o mesmo em relação às democracias e à economia de mercado e a todos os sistemas político-economico-sociais.

E a prática demonstra que os regimes, mais favoráveis a uma protecção ao trabalhador por via de uma imobilidade laboral, são piores para o trabalhador. Isto é um facto. Temos pena mas é um facto.

E com isto os países têm que tomar uma opção.

Continuar a afundar-se na ilusão de uns supostos direitos que supostamente são favoráveis aos mais fracos ou mudar de vida e adaptar-se ao mundo que existe e perceber que a protecção ao trabalhador hoje em dia não se faz por essa cartilha velha.

Um trabalhador não é protegido pelo fecho dos mercados ou pela não concorrência ou por uma rigidez laboral. O fecho dos mercados, a não concorrência, apenas o enterra a médio e longo prazo.

Hoje em dia, a nível colectivo, um trabalhador é protegido se tiver um sindicato que defenda um modelo de co-gestão, que não tenha interesses políticos por trás (no fundo que não seja um prolongamento de um qualquer partido), que saiba negociar, impôr-se e também ceder! por vezes e principalmente se parar de se organizar e trabalhar na lógica do séc. XIX dos "bons e maus", "trabalhadores e patrões", "explorados e exploradores".

As relações laborais evoluiram imenso. O mundo de hoje nada tem a ver com isso. Cada vez mais não existe (e falo principalmente das PMEs) uma relação trabalhador-patrão mas antes de COLABORADOR.

E mesmo nas grandes empresas.

Não é guerriando uns com os outros que os problemas se resolvem.

Isto não é uma guerra.

É percebendo que há que ceder de parte a parte e que há entender, de umas vez por todas que prejudicar o "patrão" prejudica o "trabalhador" e prejudicar o "trabalhador" prejudica o "patrão".

E por isso é que sindicatos que realmente defendem os seus trabalhadores são os primeiros, no mundo anglo-saxónico e nórdico, a quererem...avaliação e a quererem construir formas das empresas serem competitivas.

A nível individual um trabalhador protege-se, querendo maior formação acima de tudo e parando de olhar para as "lutas laborais" com o único propósito de um "aumento" de curto prazo.

Eu tenho muita pena quando vejo um tipo, quer a defender os diversos socialismos quer os diversos fascismos.

E não és incoerente, deixa lá. Os regimes estão extremamentes próximos, ao contrário do que o senso comum pensa. Assustadoramente iguais.

Dá pena. E dá pena porque vives numa ilusão e estás completamente out em relação ao mundo. Acreditas ainda em coisas que mais que foram demonstradas terem falhado.

E depois fazes, desculpa dizer-te, figuras rídículas de análise dos países nórdicos.

Tal como a esquerda socialista faz.

Países que nunca mas nunca seguiram a cartilha socialista, mas antes a social-democrata e que com a crise que tiveram nos anos 80, começaram a trilhar um caminho liberal. E que hoje são dos países mais liberais da Europa, quer social quer economicamente.

E a flexigurança é no fundo a transição do sistema social-democrata nórdico, para o esquema organizacional e laboral das democracias liberais do tipo anglo-saxónico.

E depois acontecem coisas muito estranhas quando olhamos para o mundo e olhamos para o teu discurso de muitos outros.

Dou um exemplo concreto: a directiva bolkestein, o horror do neo-liberalismo, e que foi defendida por quem?

UK, Irlanda, Holanda e...nórdicos!

Sim nórdicos!

Daí que temos, em termos de política económica europeia, cada vez mais um eixo que evita ao máximo a abertura dos mercados europeus à China, Índia, por exemplo, onde estão países como Portugal, França, Itália...

E países que querem exactamente o oposto, uma abertura de mercados e onde estão inevitavelmente os nórdicos, UK, Irlanda, Holanda, etc.

E onde está o Leste!

Isto são padrões de comportamento político e económico que se notam já há muito e que definem, indiscutivelmente, os 2 tipos de sistemas laborais, económicos e até sociais que coexistem na Europa. Duas visões e principalmente duas atitudes para com a globalização. Os que se adaptam e os que têm medo.

Continuar a querer ignorar isto é...bem...é aquilo que é.

O mundo não pára.
 
Isso de importar modelos não é taõ linear como pretendem.

No emprego, tal como na educação:

[...]
"Mas a escola finlandesa não é boa e os alunos não têm excelentes resultados?
É óptima e os resultados são dos melhores. Então não a deveríamos imitar?
Não! A escola finlandesa funciona bem na Finlândia, com autarcas finlandeses, alunos finlandeses, pais finlandeses, professores finlandeses, no clima finlandês e na cultura finlandesa.
Para um finlandês não se coloca sequer a questão de copiar num teste, não fazer os deveres, não estudar. A cultura finlandesa, como toda a cultura luterana, é regida pela ideia estrita do cumprimento do dever, seja estudar, pagar impostos, ou não favorecer os amigos do partido.
Por isso, as coisas são como são. O sistema finlandês de educação nem precisa de Inspecção. Mas nós vivemos em Portugal, num país de tradição católica, onde a ideia de dever é muito frágil e o clientelismo político é enorme. Em Portugal, o aluno que não estuda e faz batota bem sucedida é um herói. Não há um pai que reprove tal comportamento.
O modelo finlandês vai agora guiar as políticas da educação. Mas como, por cá, ninguém é finlandês, como a realidade não se vai adequar à utopia dos políticos, a escola portuguesa vai tornar-se num organismo repressivo e num aparelho de perseguição aos professores, esses incompetentes que não conseguem transformar os seus alunos em finlandeses.
No horizonte, um novo desastre!"

Jorge Carreira Maia

Jornal Torrejano Edição de 10 Março 2006 • N.º 505 • II Série • Ano 12 •
 
Isso de importar modelos não é taõ linear como pretendem.

No emprego, tal como na educação:

[...]
"Mas a escola finlandesa não é boa e os alunos não têm excelentes resultados?
É óptima e os resultados são dos melhores. Então não a deveríamos imitar?
Não! A escola finlandesa funciona bem na Finlândia, com autarcas finlandeses, alunos finlandeses, pais finlandeses, professores finlandeses, no clima finlandês e na cultura finlandesa.
Para um finlandês não se coloca sequer a questão de copiar num teste, não fazer os deveres, não estudar. A cultura finlandesa, como toda a cultura luterana, é regida pela ideia estrita do cumprimento do dever, seja estudar, pagar impostos, ou não favorecer os amigos do partido.
Por isso, as coisas são como são. O sistema finlandês de educação nem precisa de Inspecção. Mas nós vivemos em Portugal, num país de tradição católica, onde a ideia de dever é muito frágil e o clientelismo político é enorme. Em Portugal, o aluno que não estuda e faz batota bem sucedida é um herói. Não há um pai que reprove tal comportamento.
O modelo finlandês vai agora guiar as políticas da educação. Mas como, por cá, ninguém é finlandês, como a realidade não se vai adequar à utopia dos políticos, a escola portuguesa vai tornar-se num organismo repressivo e num aparelho de perseguição aos professores, esses incompetentes que não conseguem transformar os seus alunos em finlandeses.
No horizonte, um novo desastre!"

Jorge Carreira Maia

Jornal Torrejano Edição de 10 Março 2006 • N.º 505 • II Série • Ano 12 •
Pois, isso é óbvio, só não vê quem não consegue ou não quer ver.





















Ou beneficia do sistema....
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Desculpa nthor, mas tu não sabes então o que é um regime laboral flexível.

Larga lá esses chavões e esses preconceitos de que num regime laboral mais flexível não existe licença de maternidade ou que este se caracteriza por ter uma licença de maternidade de menor duração.

Isso não passa de andar a fazer confusões...intencionais e que não abonam em nada para a discussão. Só metem lama.

O Estado encarrega-se de encontrar trabalho para quem está no desemprego?

Mas em que mundo tu vives? As pessoas é que têm de procurar trabalho, ora. Que raio de paternalismo bacoco. Que visão mais negativista do ser humano.

Até parece que um dinamarquês está à espera que o Estado lhe arranje emprego.

Ai que ideias mais velhas. Que...atrasadez mórbida!

Já que vi tu acreditas naquilo que queres acreditar e pronto, mesmo que isso esteja completamente em colisão com a realidade.

Agora isto, como tudo, funciona por lógica.

Num regime pouco flexível como o nosso, entrar para o quadro de uma empresa é como um casamento sem possibilidade de divórcio. A não ser que um dos conjugues morra (empresa ir à falência e/ou despedimento colectivo ou trabalhador bater as botas), o trabalhador não pode sair do quadro.

E isso leva a que as empresas evitem pôr as pessoas no quadro.

E por isso é que tens a explosão de contratos a prazo ad eternum, recibos verdes e todas outras formas de...precaridade que no fundo surgem face à inevitabilidade da dinâmica de uma economia de mercado que, para ser competitiva, não consegue trabalhar segundo os padrões quer socialistas quer fascistas, ou seja, padrões paternalistas típicos de mercados fechados sem concorrência onde o trabalho era para toda a vida e um trabalhador permanecia no mesmo emprego para sempre.

É por isso que países com regimes pouco flexíveis têm maior precaridade, por isso é que a precaridade é maior em Portugal, França, etc, quando comparados com a Inglaterra, etc.

Isto são FACTOS. Tu podes continuar com o teu discurso a afirmar exactamente o contrário. Contudo, o mundo real não muda por isso. Temos pena.

E depois há outra questão.

O mundo de hoje é um mundo onde empresas nascem e morrem todos os dias. Podes não gostar disto mas é o mundo que tens, quer nas economias de mercado pouco liberais quer nas mais liberais.

Porque este sistema é o que produz maior riqueza, temos pena que não gostes (e já vimos que não gostas, não vale a pena dizeres o contrário...), mas a economia de mercado produz maior riqueza PARA TODOS, do que qualquer outro tipo de organização económica. Isto é algo irrefutável, temos penas, mas é.

Daí que a planificação económica quer do fascismo quer do socialismo não consegue existir nem pode existir.

E isto dos regimes laborais, a sua flexibilidade ou inflexibilidade, leva depois a outras múltiplas consequências.

Num mundo onde se quer que as pessoas sejam empreendedoras, as empresas nascem e não se podem dar ao luxo, e estou a falar de PMEs, de logo de início fazerem casamentos com os empregados para toda a vida.

É impossível.

Eu sei que isto é algo que tu odeias, porque não compreendes. E não compreendes porque vives no mundo do Estado e da burocracia e da falta de concorrência e pressão selectiva, que nada tem a ver com a realidade lá de fora.

A concorrência sobre uma qualquer empresa num mundo globalizado e aberto é tremenda.

Muitas empresas que abrem, muito "empreendedor" vai...falhar. É o jogo.

É a vida. Acima de tudo é NORMAL! As coisas não dão sempre certo.

Daí que regras laborais ultrarígidas em nada promovem...o emprego.

Daí que tu, neste momento, no mundo ocidental, tens 2 realidades cada vez mais nítidas.

1. Países (regra geral protestantes) que se abriram à concorrência, que flexibilizaram o seu mercado laboral, que aceitaram o jogo da livre concorrência e que perceberam que os padrões sociais e laborais dos anos 60 não são sustentáveis e que a globalização é uma oportunidade e não uma desgraça. Esses prosperam. Ex: nórdicos, anglo-saxónicos (UK, Irlanda, USA), Holanda, etc.

2. Países que se ancoraram a um proteccionismo económico, laboral e social e que afundam...replectos de direitos e replectos de...desemprego. Ex: França, Portugal...

E por isso é que chegamos a aberrações para as teorias da esquerda (e também da direita conservadora) e que sempre defenderam o modelo francês (ou fascismo) e hoje olhamos para a França e vemos um país com uma taxa de desemprego de 10%, entre os jovens de 30%, cheio de problemas sociais porque a economia anda estagnada há anos e o desemprego permance alto. Muitos direitos para os que já têm emprego e precaridade para as gerações futuras.

E depois olhamos para o outro lado da mancha, certamente o terror do liberalismo na tua opinião, e vemos uma economia a crescer, um desemprego de...5%, e cereja em cima do bolo...MAIOR EQUIDADE SOCIAL, por uma simples razão... maior prosperidade económica que afecta positivamente...todos.

E este ponto eu sei que é algo terrível para muita gente que continua a cometer o erro do Marx que é não perceber que o capitalismo própero cria...classe média.

E toda esta situação é um fenómeno muito curioso.

O tal "modelo social europeu", que tem o expoente máximo em França, sempre atirou aos ingleses que conseguia proporcionar maior equidade social e que era "mais justo".

VEJA-SE A REALIADADE. OLHE-SE PARA A REALIDADE, PARA OS RESULTADOS.

Isso aconteceu?? Resposta: Não.

Sabes, as coisas e os sistemas não se avaliam pelo que dizem fazer...avaliam-se pela prática e os resultados. Daí que o comunismo não pode ser avaliado pela sua cartilha teórica, mas antes pelos seus resultados práticos. E o mesmo em relação ao fascismo. E o mesmo em relação às democracias e à economia de mercado e a todos os sistemas político-economico-sociais.

E a prática demonstra que os regimes, mais favoráveis a uma protecção ao trabalhador por via de uma imobilidade laboral, são piores para o trabalhador. Isto é um facto. Temos pena mas é um facto.

E com isto os países têm que tomar uma opção.

Continuar a afundar-se na ilusão de uns supostos direitos que supostamente são favoráveis aos mais fracos ou mudar de vida e adaptar-se ao mundo que existe e perceber que a protecção ao trabalhador hoje em dia não se faz por essa cartilha velha.

Um trabalhador não é protegido pelo fecho dos mercados ou pela não concorrência ou por uma rigidez laboral. O fecho dos mercados, a não concorrência, apenas o enterra a médio e longo prazo.

Hoje em dia, a nível colectivo, um trabalhador é protegido se tiver um sindicato que defenda um modelo de co-gestão, que não tenha interesses políticos por trás (no fundo que não seja um prolongamento de um qualquer partido), que saiba negociar, impôr-se e também ceder! por vezes e principalmente se parar de se organizar e trabalhar na lógica do séc. XIX dos "bons e maus", "trabalhadores e patrões", "explorados e exploradores".

As relações laborais evoluiram imenso. O mundo de hoje nada tem a ver com isso. Cada vez mais não existe (e falo principalmente das PMEs) uma relação trabalhador-patrão mas antes de COLABORADOR.

E mesmo nas grandes empresas.

Não é guerriando uns com os outros que os problemas se resolvem.

Isto não é uma guerra.

É percebendo que há que ceder de parte a parte e que há entender, de umas vez por todas que prejudicar o "patrão" prejudica o "trabalhador" e prejudicar o "trabalhador" prejudica o "patrão".

E por isso é que sindicatos que realmente defendem os seus trabalhadores são os primeiros, no mundo anglo-saxónico e nórdico, a quererem...avaliação e a quererem construir formas das empresas serem competitivas.

A nível individual um trabalhador protege-se, querendo maior formação acima de tudo e parando de olhar para as "lutas laborais" com o único propósito de um "aumento" de curto prazo.

Eu tenho muita pena quando vejo um tipo, quer a defender os diversos socialismos quer os diversos fascismos.

E não és incoerente, deixa lá. Os regimes estão extremamentes próximos, ao contrário do que o senso comum pensa. Assustadoramente iguais.

Dá pena. E dá pena porque vives numa ilusão e estás completamente out em relação ao mundo. Acreditas ainda em coisas que mais que foram demonstradas terem falhado.

E depois fazes, desculpa dizer-te, figuras rídículas de análise dos países nórdicos.

Tal como a esquerda socialista faz.

Países que nunca mas nunca seguiram a cartilha socialista, mas antes a social-democrata e que com a crise que tiveram nos anos 80, começaram a trilhar um caminho liberal. E que hoje são dos países mais liberais da Europa, quer social quer economicamente.

E a flexigurança é no fundo a transição do sistema social-democrata nórdico, para o esquema organizacional e laboral das democracias liberais do tipo anglo-saxónico.

E depois acontecem coisas muito estranhas quando olhamos para o mundo e olhamos para o teu discurso de muitos outros.

Dou um exemplo concreto: a directiva bolkestein, o horror do neo-liberalismo, e que foi defendida por quem?

UK, Irlanda, Holanda e...nórdicos!

Sim nórdicos!

Daí que temos, em termos de política económica europeia, cada vez mais um eixo que evita ao máximo a abertura dos mercados europeus à China, Índia, por exemplo, onde estão países como Portugal, França, Itália...

E países que querem exactamente o oposto, uma abertura de mercados e onde estão inevitavelmente os nórdicos, UK, Irlanda, Holanda, etc.

E onde está o Leste!

Isto são padrões de comportamento político e económico que se notam já há muito e que definem, indiscutivelmente, os 2 tipos de sistemas laborais, económicos e até sociais que coexistem na Europa. Duas visões e principalmente duas atitudes para com a globalização. Os que se adaptam e os que têm medo.

Continuar a querer ignorar isto é...bem...é aquilo que é.

O mundo não pára.


Finalmente um Post, que dá gosto ler, pelo realismo, racionalidade e clarividencia...
Felicito-te André e assino inteiramente por baixo (!!!)
 
Finalmente um Post, que dá gosto ler, pelo realismo, racionalidade e clarividencia...
Felicito-te André e assino inteiramente por baixo (!!!)

"Num regime pouco flexível como o nosso, entrar para o quadro de uma empresa é como um casamento sem possibilidade de divórcio. A não ser que um dos conjugues morra (empresa ir à falência e/ou despedimento colectivo ou trabalhador bater as botas), o trabalhador não pode sair do quadro.

E isso leva a que as empresas evitem pôr as pessoas no quadro.

E por isso é que tens a explosão de contratos a prazo ad eternum, recibos verdes e todas outras formas de...precaridade que no fundo surgem face à inevitabilidade da dinâmica de uma economia de mercado que, para ser competitiva, não consegue trabalhar segundo os padrões quer socialistas quer fascistas, ou seja, padrões paternalistas típicos de mercados fechados sem concorrência onde o trabalho era para toda a vida e um trabalhador permanecia no mesmo emprego para sempre".




e acrescento ainda que fosse um "mono" (!!!)
é por estas e por outras, que a lei geral do trabalho deve ser revista e actualizada face ás realidades do seculo XXI
 
O que acontece sempre nestes tópicos é que à falta de argumentos, eles fogem todos.

Só opinam na base do soundbyte, no toca e foge e nas acusaçõeszinhas fáceis e preconceituosas.

Quando é para falar a sério, não 'tão cá.

É um bocado triste, mas o que é que se há-de fazer :D
 
O que acontece sempre nestes tópicos é que à falta de argumentos, eles fogem todos.

Só opinam na base do soundbyte, no toca e foge e nas acusaçõeszinhas fáceis e preconceituosas.

Quando é para falar a sério, não 'tão cá.

É um bocado triste, mas o que é que se há-de fazer :D
Pá, ó amigo André, sabes bem que assim não é!

Na verdade estes temas, de extrema importância, acabam, indelevelmente, por manter as opininiões diversas... divergentes!... Nada de novo.

O problema destas discussões é só um, quando algumas "correntes" começam a não ter argumentos entram pela "classificação", digamos... menos própria dos opositores em vez de se centrarem nas ideias em debate, dizendo bem de a quem faltam os argumentos... [:p]

Já aqui apelei, vezes sem conta, para que se degladiem ideias e de deixem de qualificar os seus defensores!... A razão, a nossa, alegadamente, não nos advém de tentarmos "amesquinhar" o nosso interluctor, mas, e apenas, da validade dos nossos argumentos!

E a "arte" do diálogo, que muitos desconhecem, tem a sua beleza precisamente nisso mesmo! Ataquem as ideias, não ataquem as pessoas que as defendem! O ataque pessoal revela que as ideias perderam validade e força... [;)]
 
O que acontece sempre nestes tópicos é que à falta de argumentos, eles fogem todos.

Só opinam na base do soundbyte, no toca e foge e nas acusaçõeszinhas fáceis e preconceituosas.

Quando é para falar a sério, não 'tão cá.

É um bocado triste, mas o que é que se há-de fazer :D
Foi por causa disso que só respondeste uns dias depois e para fugir ao tema?
 
"Num regime pouco flexível como o nosso, entrar para o quadro de uma empresa é como um casamento sem possibilidade de divórcio. A não ser que um dos conjugues morra (empresa ir à falência e/ou despedimento colectivo ou trabalhador bater as botas), o trabalhador não pode sair do quadro.

E isso leva a que as empresas evitem pôr as pessoas no quadro.

Como é que é isso? Um trabalhador não se pode ir embora da empresa? :sh)
 
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