No sector privado a incompetencia no limite leva a falência[...]
Leva, leva.
Eu nem sei de estórias de pessoal que declara falência num minuto e no seguinte está a abrir, na porta ao lado, um negócio da mesma área de actividade com outro nome. Não sei se hoje ainda é assim, mas aqui há uns anos era mato.
E com o descaramento de o fazerem com benefícios concedidos pelo Estado (através de fundos europeus, por ex), o mesmo Estado que criticam por dar regalias aos seus funcionários.
Claro que há leis que permitem que certas situações aconteçam. Mas se repararem bem, não são os FP's que fazem as leis, apenas limitam-se a aplicá-las. Então afinal quem é o incompetente, o FP ou quem fez a lei?
Mas também está no sangue do tuga aproveitar toda e qualquer artimanha que lhe permita tirar proveitos mas que lesam profundamente o Estado, "pois se todos o fazem, porque não hei-de eu fazer também"?
De facto, neste país impera a cultura do chico-espertismo. Ele é que é o herói e o cidadão cumpridor é o otário. É uma verdade: pessoas honestas não vão muito longe, seja no sector público ou no sector privado.
Eu chamar-lhe-ia problema de mentalidade e de cultura. E por isso o país está na situação em que está. Mas claro, é MUITO mais fácil atirar a culpa para os FP's.
Não vejo ninguém, mas ninguém, a queixar-se das políticas erradas seguidas durante anos a fio pelos sucessivos governos, cujos elementos já hoje colhem confortavelmente frutos (reforma...) dessa gestão danosa, nem que lhes vão ser pedidas responsabilidades.
É triste, porque o que está mal vai continuar mal (ou pior), não são reformas populistas que vão resolver as coisas...